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Jornal GGN – Durante o evento de posse da Secretaria de Educação de São Paulo, Gabriel Chalita (PMDB) teceu elogios ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), prometeu ajudar o prefeito Fernando Haddad (PT) no aumento da oferta de vagas em creches no município e disparou contra José Serra (PSDB), a quem atribuiu o erro de ter descontinuado dois programas que ele criou enquanto secretário de Educação de Alckmin: a escola em tempo integral e o programa Escola da Família.
Na primeira coletiva de imprensa após o evento desta quinta-feira (15), Chalita também evitou falar sobre a expectativa de formação de chapa para a eleição de 2016, já que sua aproximação com o prefeito Fernando Haddad (PT) foi interpretada como um ensaio de dobradinha para a próxima disputa.
Leia mais: Haddad e Chalita: uma aliança em torno de políticas de Estado?
“Acho que isso é discussão para o ano que vem. Uma dobradinha depende de uma série de fatores: dos partidos que fazem a aliança, depende individualmente de cada partido, e agente não discutiu sobre isso. Nós discutimos uma aproximação maior para que pudéssemos trabalhar juntos pela educação de São Paulo”, afirmou.
Chalita substitui o ex-secretário Cesar Callegari, a quem Haddad conhece desde os tempos de Ministério da Educação. Callegari não compareceu à posse do peemedebista. Segundo a imprensa, ele foi avisado sobre sua saída do primeiro escalão por jornalistas. Pressionado, Haddad não explicou a situação com o ex-titular. Apenas reafirmou que confia em seu trabalho e que não possui queixas em relação a isso.
Críticas à Serra
Chalita afirmou que conversou com Callegari sobre a troca e prometeu a ele que não faria o que lhe fizeram na Secretaria de Educação do Estado. Segundo Chalita, assim que ele deixou o posto no governo Alckmin, programas que marcaram sua gestão foram interrompidos por José Serra.
“A minha gestão na Secretaria de Educação do Estado foi aprovada pelos educadores, aprovada em pesquisa Datafolha – foi a área mais bem avaliada na gestão do governador e todos os índices de qualidade melhoraram na minha gestão. Dos programas que nós fizemos, os dois que eu lamento terem sido interrompidos com mas força foi o escola em tempo integral e o programa escola da família, que era vitorioso”, lembrou Chalita.
“Não é uma crítica pessoal. É um conceito de que, em educação, quando você interrompe um processo, quem perde é a criança”, emendou. “Não sei se (Serra fez isso) por minha causa, ou por causa do próprio governador. Sei que toda a imprensa cobria as escolas em tempo integral em todo o Estado. O governador voltou um pouco com o programa, mas não tem a mesma força que tinha naquela época”, acrescentou.
Prioridade
De acordo com o novo secretário, a prioridade de sua gestão será resolver o problema de falta de vaga em creches, incluindo a ajuda externa de entidades como igrejas e sindicatos. “A prefeitura vem construindo creches. Tem recursos federais e estaduais. Quero fazer uma parceria. Sou muito amigo do Cid Gomes (novo ministro da Educação) e do governador. Vamos buscar recursos do governo federal e estadual.”
Progressão continuada
Chalita afirmou que não concorda com a descontinuidade de projetos na área da educação e, por isso, não pretende alterar o que tenha sido implementado pela Prefeitura de São Paulo até agora. Para citar um exemplo de seu modo de pensar ele lembrou da progressão continuada no governo de São Paulo – ação que muitos criticam e creditam à Chalita a sua expansão.
“Não fui eu quem colocou a progressão continuada em São Paulo. Isso não é verdade. O programa já existia antes de mim. Como que aprimorei isso na minha época? Eu criei a recuperação paralela. Fui criando as escolas em tempo integral. Mas aqui cabe uma reflexão fundamental: por que que grande parte dos educadores lutou pelo fim daquela política de repetência? Nós tínhamos estados brasileiros em que a reprovação era de 70%. Quando você reprova insistentemente a criança, principalmente a carente, ela abandona a escola. Isso não é bom. Por outro lado, a aprovação automática que aprova todo mundo também é ruim. Mas é uma reflexão que temos que fazer: por que a criança vai para a escola e não aprende? É aí que está o erro”, defendeu.
Zanchetta
16 de janeiro de 2015 2:07 pmChalita… a Marta às
Chalita… a Marta às avessas…
altamiro souza
16 de janeiro de 2015 2:19 pmpodem criticar à vontade, mas
podem criticar à vontade, mas essa dobradinha
foi a melhor novidade política dos últimos tempos.
Mauricio M
16 de janeiro de 2015 3:08 pmExtremamente válido!!!
Extremamente válido!!! Políticas de Estado…
Parabens ao Hadad e ao Chalita… é por estas e outras (poucas, a bem da verdade),
que a nossa luta continua… companheiro…