Greve das Universidades termina: professores aceitam proposta do governo

Patricia Faermann
Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.
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Professores universitários encerram a greve nacional dos docentes, que durou mais de 2 meses

Foto: ADUFC/Divulgação

Ultrapassando os 2 meses da greve nacional dos docentes, os professores universitários decidiram neste domingo (23) encerrar a paralisação e a expectativa é que até o dia 3 de julho todas as universidades e institutos federais tenham concluído o retorno.

Mas o calendário acadêmico, com o retorno das aulas em si, ficará à critério de cada universidade e instituto definir. A decisão ocorre após o retorno gradual de algumas instituições e professores, como ocorreu com a Universidade de Brasília (UNB) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Durante a semana passada, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) enviou consultas às seções sindicais, secretarias regionais e comandos locais da greve sobre se deveriam assinam ou não a proposta do governo e se a categoria iria “continuar a greve ou construir sua saída coletiva”.

A resposta foi de a maioria buscar construir um acordo com o governo federal. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) afirmou que “melhorou” a oferta inicial em todos os cenários e que os professores terão um aumento acima da inflação estimada em 15% entre 2023 e 2026.

Na última proposta enviada à categoria, no início do mês, o governo Lula propôs uma recomposição parcial do orçamento das universidades e de institutos federais, o reajuste de benefícios e um aumento linear de remunerações até 2026 “de 9,2% para 12,8%, sendo 9% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026”. Somado ao reajuste do ano passado, o aumento chegaria a 21,5% em 4 anos.

Outras reivindicações não foram atendidas, como equiparar os benefícios de professores e técnicos de universidades aos concedidos aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Nesta quarta-feira (26), o comando nacional da greve dos docentes deve se encontrar com o Ministério da Gestão e Inovação e assinar os termos da proposta.

Além dos professores universitários, outras categorias da educação que também estavam em greve e decidiram finalizar as paralisações e aceitar as propostas enviadas pelo governo. Os técnicos-administrativos vinculados às universidades foram um dos poucos que rejeitaram a proposta enviada pelo governo, na última sexta-feira (21) e marcaram para reavaliar o cenário nesta segunda (24).

Entenda mais sobre a greve dos professores:

4 Comentários

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  1. NO DIA EM Q ELES AJUDAREM O GOVERNO A PARAR A GASTANÇA COM JUROS VAI SOBRAR DINHEIRO PRA TODO MUNDO TER 1000% DE AUMENTO,ATÉ VC PATRÍCIA VAI TER AUMENTO,NASSIF PREPARA O.BOLSO PQ A ECONOMIA CRESCERÁ UM MILHÃO POR CENTO !!!ASS.:O ECONOMISTA VERBAL !!!OBS.;A nossa sociedade e o mundo dos negócios não suporta mais esse mundo algoritmico especulativo estimulado pelos governos anteriores é preciso ser uma sociedade produtiva e não parasita !!!

  2. A matéria é parcial e generalista, tipo ready digest, dando a entender que a greve ocorreu na totalidade das Universidades Públicas brasileiras e não distinguindo as diversidades no movimento docente e nem das associações representativas do corpo técnico.

  3. A matéria mente. Os docentes das IFES e IFs não aceitaram a proposta do Governo Lula. Ao contrário. Ela foi rejeitada. Venceu, nas assembleias, a proposta de que a greve havia chegado ao seu limite no atual estado de coisas e que a intransigência do Governo Lula impediria qualquer avanço nas negociações, que, além disso, nunca ocorreram, de fato. O Comando Nacional de Greve apresentou a proposta de retorno tendo em vista essa análise. O retorno, nesse momento, é, apenas, uma contratação de greve futura, pois o próprio orçamento de custeio das instituições, em sua maioria absoluta, termina em setembro desse retorno. O orçamento de 2024, feito pelo Governo Lula, por incrível que possa parecer, é menor que o de 2023. O Governo Lula tratou os docentes como inimigos. Não negociou, não conversou, criou até mesmo uma entidade fantasma para dizer que havia acordo (é sui generis o Ministério do Trabalho de Luis Marinho, ex-presidente da CUT, dar a carta sindical a essa entidade sindical logo após a Justiça Federal dizer que ela não existia). Mas negociou com a PRF, com a PF, com os técnicos do Ministério do Planejamento e da Fazenda. Todos segmentos do Servilo Público Federal que apoiaram fortemente o desgoverno do Inominável e o Golpe de 2016. Mas os docentes, hoje, são a própria Geni. O desgoverno anterior nos fez como seu principal alvo na luta política e cultural que travou e trava. Fomos vilipendidados e ultrajados de todas as formas possíveis, até mesmo com os nomes do ministros que ocuparam o MEC. No atual governo, pensavámos, iludidos que algo poderia mudar. Nada feito. As declarações de Lula deram o tom da reação petista, culpando-nos mesmo do todos os males que o Governo sofre, chegando ao acinte histórico de comparar nosso movimento com os fatos de 2013. Decepção, frustração. Tudo para o ajuste fiscal! Afinal, comemos PIB e juros da dívida, diria alguém que morreu recente, é provável sem saber o que governo que apoiara está fazendo com sua categoria como trabalhadora.

    1. Grevista então pede pro Bolso.naro e sua turma lutar por vc e reze muito para ao menos eles virarem a cabeça e olhar vcs por um segundo, para quem sabe perceberem q existem,o governo faz o pode,vcs querem q tirar até a cueca do cidadão brasileiro pra pagar sua regalia pública?Pois saiba q nen cueca mais temos pq o BC leva todo o dinheiro q podwria ir ora vc,LUTE pelo País e não só pela sua turma COMO QUASE TODO MUNDO FAZ,foi solidário com o reitor Cancellier?Sem mais e muito obg finado estadunidense Aaron Schartz pela sua luta,tentam apagar a sua memória igual tentaram com Lula !!!

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