10 de junho de 2026

Educação sob ataque: Mapa lançado hoje mostra avanço da privatização e militarização das escolas de São Paulo

Evento aberto ao público lança o mapa colaborativo com denúncias de violações à educação pública nas redes estadual e municipal
Mapeamento dos Ataques à Educação Pública de São Paulo. | Imagem: Captura de tela

O avanço das políticas de militarização e privatização nas escolas públicas paulistas encontra agora uma nova forma de resistência. Nesta terça-feira, 17 de junho, às 19h, será lançado o Mapeamento dos Ataques à Educação Pública de São Paulo, uma ferramenta inédita que transforma denúncias isoladas em um retrato coletivo da crise que atravessa a rede pública de ensino no estado, com apoio do Jornal GGN. O evento acontecerá na subsede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), na Vila Mariana, em São Paulo.

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A atividade reunirá famílias, estudantes, professores, trabalhadores do quadro de apoio, diretores, especialistas em educação, entidades sindicais e parlamentares em um esforço conjunto para dar visibilidade ao desmonte da educação pública promovido pelas administrações do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Um mapa para não deixar dúvidas

Desenvolvida pela Campanha Salvem a Escola Pública em conjunto com a Frente Popular em Defesa da Escola Pública, e o apoio de diversas entidades e do GGN, a plataforma permite o envio anônimo de denúncias sobre processos autoritários em andamento nas escolas: militarização, terceirizações, fechamento de turmas, perseguições políticas e afastamentos arbitrários de diretores.

Todos os relatos são geolocalizados em um mapa interativo (acima e pelo link), facilitando a identificação de padrões nas ações do poder público. Alguns relatos são também disponibilizados em um boletim, disponível para leitura aqui.

“O objetivo é transformar experiências individuais em uma resposta coletiva e visível. O mapa mostra onde e como a educação pública está sendo atacada e ajuda a mobilizar as comunidades escolares e pressionar as autoridades”, explicam os organizadores.

Excesso de autoritarismo

As denúncias que motivaram a criação da ferramenta apontam para a falta de transparência e o uso de métodos autoritários na implementação de mudanças nas escolas. Afastamentos de gestores sem processo administrativo, ameaças, intimidações e silenciamento de professores, estudantes e familiares têm sido recorrentes.

Os argumentos usados pelo governo estadual e municipal para justificar essas ações — como os baixos índices no IDEB, IDEP e SARESP — são criticados pelas entidades organizadoras por ocultarem as verdadeiras intenções de redirecionar o orçamento público da Educação para interesses privados.

Resistência organizada

Para o lançamento, estão confirmadas presenças de universidades, coletivos estudantis, sindicatos e movimentos sociais. O Mapa dos Ataques à Educação Pública em São Paulo conta com o apoio do Comitê São Paulo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Famílias pela Educação Pública, Movimento Renova Sinesp, Coletivo REMA, Jornal GGN, QuatroV e Brigada pela Vida.

A plataforma já está no ar e será constantemente atualizada com novas denúncias e informações. Você pode acessar o mapa interativo clicando aqui: bit.ly/m/mapa-do-ataque-a-educacao-publica-sp.

Serviço

Lançamento do Mapeamento dos Ataques à Educação Pública de São Paulo

Quando: Terça-feira, 17 de junho, às 19h
Onde: Subsede/Centro da APEOESP | Rua Manoel de Paiva, 224 – Vila Mariana (próximo ao metrô Ana Rosa), São Paulo/SP
Aberto ao público – entrada gratuita

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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2 Comentários
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  1. Categoria O

    7 de junho de 2025 8:22 am

    Pergunto publicamente – “sem maldade” – o que fez/faz/fará a APEOESP pelo grande número de docentes Categoria O?

    A pergunta deve-se ao fato de que somos um número gigantescos de trabalhadoras e de trabalhadores neste regime laboral precário, de quem ARRANCAM mensalmente 1,4% do salário bruto.

    Qual o retorno para nós? Por favor, APEOESP, responda aqui mesmo. Mas, sem as respostas evasivas e genéricas, que tenho recebido da APEOESP local.

    Para evitar perseguições, tanto da SEE/SP que odeia profissionais engajados no interesse coletivo quanto em sua “opositora” a APEOESP (alguém mais lembrou ARENA x MDB?), me permitirei assinar anonimamente.

    Att
    Categoria O – Sociologia; Filosofia e Itinerários Formativos

  2. emerson57

    17 de junho de 2025 1:34 pm

    É a “Juventude Hitlerista” sendo formada.
    E o bolçotarismo educando os filhos a denunciarem os próprios pais.
    Pais que estão ocupados defendendo o micto.
    Pelo “menas” essa mulekada vai ter um pouco de educação e respeitar os mais velhos, dizem.
    Criando uma categoria de patriotários cuja única função vai ser defender os ricos.
    O PIG já escolheu Tarçísio, vice Micheque para 2026.
    A vaca caminha célere para o brejo!

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