
Desde o golpe, as universidades se tornaram um dos poucos espaços de pensamento crítico. Isso gerou uma ofensiva conjunta da CGU (Controladoria Geral da União), Polícia Federal e Ministério Público contra a autonomia universitária.
No início, tentativas de proibição de atos políticos internos. Depois, a identificação de pequenas irregularidades administrativas para justificar ações bombásticas de invasões de campus e prisão de dirigentes e professores, especialmente graves nos episódios da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
A burocracia pública, para repasses de verbas federais, convênios, obriga as universidades a pequenas gambiarras, remanejamento de sobras de um programa para outro, na prestação de contas. Há pouquíssimo espaço para corrupção.
No entanto, a ofensiva visou criminalizar essas pequenas irregularidades, para abrir espaço para a repressão política.
Alguns exemplos recentes do medo que passou a dominar as universidades.
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Um arqueólogo da USP recolheu diversos objetos não orgânicos da guerrilha do Araguaia para sua tese de doutorado. Montou um acervo de valor histórico. Agora, a USP está desesperada para se livrar do acervo. Tentou entregá-lo para a Secretaria de Direitos Humanos, que não tem estrutura para abrigá-lo. Ao mesmo tempo, participou de um evento com o Comando Militar da região de São Paulo, em função de uma bem-vinda parceria tecnológica com as Forças Armadas. Mas o evento deu a impressão de estar em busca de apoio militar para se defender da ditadura dos poderes civis.
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Na UFABC, a participação de docentes em um livro gerou um inquérito interno. Antes disso, tentou-se acuar a diretoria por ter providenciado um táxi para trazer do aeroporto familiares de um aluno gravemente ferido em manifestações contra o golpe.
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Depois da brutalidade da operação da PF de Minas sobre a UFMG, a universidade não mais teve interesse em abrigar o Memorial da Anistia, uma obra relevante para a memória nacional.
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A Unicamp recusou-se a batizar uma sala com nome que remetesse à repressão, por conta de um acordo firmado com o MPF. Seria a contrapartida ao descaso com que seu departamento de Medicina Legal, presidido pelo notório Badan Palhares, com as ossadas de Perus.
bobo
28 de julho de 2018 1:26 pmParece que as administrações
Parece que as administrações ficaram com medo de ações tipo MBL, não agiram a tempo (do impitiman) e agora procuradores e mbl agem juntos. Não falta a divulgação desse pensamento crítico e defesa dos direitos mais aguerrida?
Lucinei
28 de julho de 2018 1:26 pmO pior é que distribuiram
O pior é que distribuiram titiulos e mais tituos de mestre e doutor pra esses fascistinhas. Ou seja, passaram a mão nos títulos e permaneceram engolindo peça de propaganda de jornal e revista como se teoria politica fosse.
De que adiantou?
Marcos K
28 de julho de 2018 2:02 pmNão todo mundo, lógico, mas
Não todo mundo, lógico, mas conheci muito professor e aluno (bolsista e não bolsista) que zurrava enlouquecidamente contra a “corrupiçãodoPetê.
Agora que não reclamem. Era o país que queriam. E conseguiram…
Ignacio Sans
28 de julho de 2018 2:39 pmNão serão esses os perseguidos.
Não serão esses os perseguidos.
Marcos K
28 de julho de 2018 8:36 pmÉ óbvio que não. São burro
É óbvio que não. São burro demais para entender o que fizeram.
FJP
30 de julho de 2018 4:15 pmÊita
Bufo….!!!!
Marcos K
31 de julho de 2018 11:06 amClaro. É mais fácil
Claro. É mais fácil ofender.
Duro é assumir que não entenderam nada do que estava acontecendo…. Duro é assumir o que fizeram… Ou deixaram de fazer… Ou simplesmente como você: tolo que se acha sabido…
Antonio - Bahia
28 de julho de 2018 3:15 pmO que me
assusta é a passividade das demais Universidades. Elas tratam como se fosse algo isolado, isto é, isso jamais acontecerá comigo. Ledo engano. Exemplos e que não faltam. A entidade que congrega as universidades e os professores tem que se posicionar firmemente contra esses fascistas imundos. O regime de exceção não trata a universidade A ou B como inimigos a serem eliminados. O regime trata a UNIVERSIDADE como inimigo a ser eliminado. Como disse Danton a Robespierre a saber que foi setenciado à guilhotina: ‘O que me conforta Robespierre, é saber que atrás de mim vem você”.
Em tempo. Nem cito a entidade cartorial que se tornou a UNE, pois, essa entidade só pensa em confeccionar carteirinhas e os alunos e as Universidades que se danem.
Franci
28 de julho de 2018 3:26 pmAcabou o pacto socialO pacto
Acabou o pacto social
O pacto valia na medida em que as instituições respeitavam a lei e o livre arbítrio e não o uso da máquina pública em benefício próprio para se permanecer no poder
O poder judiciário morreu no Brasil, o que existe agora é uma instituição falida tentando fechar os buracos de sua mediocridade tentando silenciar quem realmente pensa no Brasil
Todos os intelectuais brasileiros e principalmente das universidades foram contra o golpe, quem apoiou o judiciário em sua sanha pelo PT foi gente do gabarito de uma Janaína Paschoal ou um Alexandre Frota
Agora as universidades pagam pela sua falta de mobilismo e apatia pelo que se sucedeu ao país
Francisco Vieira
28 de julho de 2018 4:56 pmUniversidades do Brasil,
Universidades do Brasil, professores, estudantes, funcionários e comunidade universitária uní-vos. Até quando aceitareis calados, isolados, amedrontados com os podres poderes desses golpistas? Onde estão os intelectuais do nosso país? Estão envergonhados, amedrontados? É hora de gritar e denunciar e não de calar. Diz o ditado popular: quem cala consente. É hora da Universidade ouvir e juntar-se ao povo, ao que está vivendo no desemprego, no desrespeito aos seus direitos, à limitação de de tudo em sua existência. É hora de solidariedade!
jruiz
28 de julho de 2018 5:39 pmTecido Social..
alguém aí falou em fim do pacto, chamo a atenção para o projeto de desintegração total..
Nós temos que reconstruir o tecido social, isso é muito importante e urgente:
Organizaçao Política e Meio Ambiente
jose antonio santos
28 de julho de 2018 7:07 pmbom post.
Ao próximo presidente não bastará ser legitimo, integro, nacionalista etc mas também corajoso para enfreitar esse estado de coisas.
O ministro da justiça que escolher dirá muito sobre o presidente.
Ou vai para a luta desde o primeiro dia ou vai ser engolido pelas castas e midia.
Juliano Santos
29 de julho de 2018 3:39 pmNão vou cansar de repetir:
Não vou cansar de repetir: Socorro a PF virou uma milícia!
Rodrigo Rosa
29 de julho de 2018 7:25 pmQuando o texto começa com
Quando o texto começa com “golpe” perde toda a credibilidade, perde-se até mesmo o interesse de ler.
Sergio Brasil
30 de julho de 2018 9:38 amFaz o seguinte imbecilóide
Faz o seguinte imbecilóide midiático. Vai para a veja, uol, globo. Lá você jamais verá essa palavra. Inclusive antigamente chamavam o golpe de 64 de “revolução”. Você está no lugar errado, aqui é para quem pensa, que tem a capacidade de analisar alguma coisa.
bobo
30 de julho de 2018 12:13 pmGoverno legítimo?
golpe é governo ilegítimo e governo ilegítimo é golpe. golpe da mala de dinheiro, e golpe contra os direitos da população.
Cláudio Freire
30 de julho de 2018 4:41 pmNão leia
Então não leia, e continue ignorando o que se passa no país.
Vixe.
30 de julho de 2018 7:19 pmTá bom…
Então doravante, a palavra golpe será substituido por GOLPE, já que a bruta flor do querer não quer que se chame um golpe de GOLPE.
Tá bom assim?
Octaviano du Pin Galvão Neto
30 de julho de 2018 3:44 pmEvolução
“Se nossa opção é progressista,
se estamos a favor da vida e não da morte,
da equidade e não da injustiça,
do direito e não do arbítrio,
da convivência com o diferente e não de sua negação,
não temos outro caminho senão o de vivermos plenamente a nossa opção.”
NOSSAS ESCOLHAS, Paulo Freire
A ofensiva do Estado de Exceção atual sobre a autonomia das universidades públicas – Carta Campinas
16 de abril de 2025 10:55 am[…] A Unicamp recusou-se a batizar uma sala com nome que remetesse à repressão, por conta de um acordo firmado com o MPF. Seria a contrapartida ao descaso com que seu departamento de Medicina Legal, presidido pelo notório Badan Palhares, com as ossadas de Perus. (Do GGN) […]