1 de julho de 2026

Atlas/Bloomberg: Lula amplia vantagem sobre Flávio e lidera todos os cenários para 2026

Pesquisa mostra Lula à frente no 1º e 2º turno, com rejeição menor que Flávio e vantagem em 11 áreas de governo.
Foto: Ricardo Stuckert / PR

▸ Lula lidera a corrida presidencial de 2026 com 48,8% no segundo turno contra 42,3% de Flávio Bolsonaro, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg.

▸ No primeiro turno, Lula tem 46,3% das intenções, seguido por Flávio Bolsonaro com 36,6%, e Renan Santos com 7,8%.

▸ Flávio Bolsonaro é rejeitado por 53% dos eleitores, enquanto Lula tem 48,6% de rejeição; Haddad e Alckmin lideram em cenários sem Lula.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto em todos os cenários de primeiro e segundo turno para a eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1º). No principal cenário de segundo turno, o petista atinge 48,8% das preferências contra 42,3% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Votos brancos, nulos e indecisos somam 8,9%.

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O resultado aponta estabilidade em relação ao levantamento de maio, quando Lula registrava 48,9% e o parlamentar, 41,8%. A variação ocorreu dentro da margem de erro, que é de um ponto percentual para mais ou para menos. No entanto, este é o momento de maior distanciamento entre os dois no ano. Em abril, ambos apareciam empatados com 48%.

Vantagem no primeiro turno

Nas simulações de primeiro turno, Lula mantém a dianteira. No cenário mais amplo, o atual presidente tem 46,3% contra 36,6% de Flávio Bolsonaro, uma distância de 9,7 pontos percentuais. Renan Santos (Missão) aparece em terceiro lugar com 7,8%; seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 2,9%; Romeu Zema (Novo), com 2%; e Joaquim Barbosa (DC), com 1%. Os demais candidatos testados não atingiram 1% ou não pontuaram.

Em um desenho afunilado e com menos concorrentes, o presidente oscila para 47,2% e o senador do PL marca 36,3%.

O instituto testou o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como alternativa ao enteado. Em um eventual segundo turno, Lula venceria Michelle por 48,7% a 38,9%. A bolsa de apostas em torno do nome de Michelle ganhou tração após crises internas na família Bolsonaro e a publicação de um vídeo com críticas diretas dela a Flávio.

Recortes demográficos e rejeição

O levantamento detalha divisões acentuadas no eleitorado. Lula tem melhor desempenho entre os homens em ralação a Flávio Bolsonaro (49,2% a 29,1%), enquanto o eleitorado feminino mostra empate técnico, com ligeira vantagem para o senador (43,5% a 42,7%). No segmento religioso, o petista lidera entre católicos (48,3% contra 37,9%) e perde entre os evangélicos (42,9% a 39,7%).

O calcanhar de aquiles do plano do PL para 2026 reside nos índices de rejeição. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 53% dos entrevistados, índice superado numericamente apenas pelo ex-governador Aécio Neves (54%). Lula tem 48,6% de rejeição, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível, registra 45,2%.

A percepção de risco também pende contra a oposição: 48,4% dos ouvidos afirmam que uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro causa mais medo ou preocupação, ao passo que 42,4% dizem o mesmo sobre a reeleição de Lula.

Sucessores e áreas de governo

Mesmo em cenários sem a presença do atual mandatário, o campo governista demonstra resiliência. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro em uma simulação de primeiro turno, por 39,7% a 36,7%. Em um segundo turno sem Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) venceria o senador por 47,4% a 41,7%. Haddad também bateria o filho de Jair Bolsonaro por 46,4% a 42,8%.

Na avaliação por áreas, os entrevistados indicam maior confiança em Lula para gerir 11 dos 13 temas pesquisados, incluindo saúde, educação, economia e combate à corrupção. Flávio Bolsonaro lidera apenas em criminalidade e tráfico de drogas (47% a 43%).

A força eleitoral de Lula contrasta com os números de seu governo: 45,9% aprovam o desempenho do presidente, enquanto 52,3% desaprovam. A gestão é considerada ótima ou boa por 39,7% e ruim ou péssima por 48,3%.

A pesquisa Atlas/Bloomberg colheu respostas de 4.999 eleitores entre 26 e 30 de junho por meio de recrutamento digital aleatório. O nível de confiança é de 95% e o registro no Tribunal Superior Eleitoral tem o número BR-04582/2026.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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