A entrevista com Lula – 8, por Luis Nassif

Sobre o mercado

Vou escrever uma Carta ao povo, não ao mercado. Esse mercado injusto nunca reconheceu o que ganhou comigo. Quando entrei, a Bolsa de Valores tinha 11 mil pontos. Quando sai, tinha 77 mil pontos.

Quando cheguei, o país tinha 4 IPOs. No meu governo foram 150.

Outro dia recebi visita de um rapaz do Credit Suisse que me disse: o senhor tem noção do que significou para o mercado de capitais? O senhor legalizou centenas de empresas que viviam na bandidagem.

As empresas que quebraram tinham 170 mil trabalhadores, hoje tem 15 mil. Não poderiam combater a corrupção sem quebrar as empresas?

A paz vai ser mantida com a seriedade com que trato essas pessoas. Nunca desrespeitei uma pessoa. O que importa é uma relação respeitosa. Não quero saber se o cara gosta ou não de mim. Não estou propondo casamento.

E vamos voltar a valorizar o salário mínimo. E não é o salário mínimo que causa inflação. Nós provamos isso.

E ninguém venha me falar em responsabilidade fiscal, porque tenho de sobra e aprendi com uma mulher analfabeta: só gaste o que você tem e só faça dívida que você possa pagar.

Sempre me dei bem com Setubal, Trabuco, Lázaro, sempre muito respeitoso, civilizado. É só isso o que quero. E eles vão saber que haverá um presidente que mais uma vez vai dar uma vantagenzinha a mais para o pobre.

É uma ascensão do país como um todo.

É importante na campanha que fique claro: educação não é gasto. Este país vai investir em educação, em ciência e tecnologia, e quer criar uma consciência de que jamais será país desenvolvido e competitivo se não investir em educação. Conhecimento não pede concordata, não quebra. Adquirido, é para sempre. É esse conhecimento que vai dar ao Brasil oportunidade.

Se essa elite brasileira, que governou o país por 500 anos, eles terão que explicar porque foi o último país da América do Sul a ter uma universidade.

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