21 de maio de 2026

Ainda há espaço para mudança na disputa do segundo turno, por Marcos Soares

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Ainda há espaço para mudança na disputa do segundo turno

por Marcos Soares

Quantas pessoas estão realmente decididas e quantas ainda podem mudar o voto até o dia 28 de outubro? Essa é a pergunta que muitos se fazem ao analisar os resultados das pesquisas divulgadas até o momento e que projetam a vitória de Jair Bolsonaro.

As mais recentes pesquisas divulgadas nos trazem alguns indícios.

O Ibope mediu o grau de decisão do voto dos eleitores dos dois candidatos e o resultado é que mais de 40% dos eleitores de ambos ainda admitem mudar o voto até o dia da eleição.

Fonte: Pesquisa Ibope 15/10/2018

 

A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada na quarta-feira (10/out) apresenta outro dado que também nos permite responder essa dúvida. É a resposta à seguinte pergunta: “Em que momento você decidiu seu voto para presidente, pelo menos um mês antes da eleição, 15 dias antes da eleição, uma semana antes da eleição, na véspera da eleição ou no próprio dia da eleição?”

O resultado mostra que mais de 25% dos eleitores dizem ter decidido o voto na última semana, sendo que 18% o fez entre a véspera e o dia da eleição.

Fonte: Pesquisa Datafolha 10 de outubro de 2018

Quando comparamos as pesquisas realizadas na véspera da eleição e o resultado da urna, é possível perceber essa movimentação. O mesmo Datafolha mostrava, na véspera da eleição, Bolsonaro com 40% dos votos válidos e Haddad com 25%. O resultado foi o candidato do PSL com 6 pontos a mais e o petista com 4 pontos a mais. Essa diferença foi tirada dos demais candidatos que pontuaram abaixo do que a pesquisa projetava. Ou seja, ao menos 10% dos eleitores mudaram o voto no dia da eleição, e quando olhamos para os sete dias anteriores, essa movimentação foi de cerca de 20% dos eleitores.

Significa que o mesmo fenômeno vai acontecer na semana que antecede o segundo turno da eleição no dia 28 de outubro? Impossível afirmar.

Mas o fato é que as tendências que vinham se mantendo ao longo da campanha se alteraram na reta final do primeiro turno.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN
lourdesnassifggn@gmail.com

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3 Comentários
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  1. Wilton Santos

    18 de outubro de 2018 2:07 pm

    Se alguém tinha alguma dúvida

    Se alguém tinha alguma dúvida sobre a possibilidade de fraudes nas urnas eletrônicas, depois dessas eleições não tem como acreditar que essas eleições foram limpas. Nada explica a derrota simultânea da Dilma, Suplicy e Requião ao Senado do seus respectivos Estados.

    Como explicar que em menos de dois dias candidatos que estavam em primeiro colocados nas intenções de votos de repente desaparecem da disputa eleitoral? Podem ter certeza de que essas eleições foram fraudadas.

    Quem garante que essas urnas foram violadas ou então que esse judiciário partidarizado e golpista não tenha atuado para mudar o resultado das eleições?

    É óbvio que os golpistas vão vencer essas eleições, pois eles vão fraudar o resultado das urnas. Afrânio Silva Jardim levanta questões intrigantes sobre o comportamento dos golpistas sobre o resultado das urnas eletrônicas:

    https://www.diariodocentrodomundo.com.br/e-muito-estranho-esta-tudo-muito-estranho-mesmo-por-afranio-silva-jardim/

  2. Bruno Cabral

    18 de outubro de 2018 2:47 pm

    Se isso nao é suficiente para cassar uma candidatura nada mais é

    Chamamento a disobediência civil e desrespeito ao processo eleitoral. Se fosse Lula ou o PT que pregasse algo assim, Sergio Moro, os 3 patetas do TRF4, o STJ, o TSE, o STF, a PGR, todos estariam criticando a esquerda e dizendo quão absurdo isso seria.

    MAS como eles ou coisaram ou tem medo dos eleitores do coiso…

  3. Rui Ribeiro

    18 de outubro de 2018 4:39 pm

    Eu mudei meu voto

    Pelo bem do PT, pela causa proletária e pelo contra-fascismo, não votarei mais no Haddad, votarei no Troglodita.

    Explico-me: Quem quer que ganhe, no período de seis meses, estará mais desmoralizado do que o Temer. Se o Bolsonaro for vitorioso, os Brasileiros se desencatarão com o burro e com o fascismo. Na atual conjuntura, não há muito o que se fazer. Ninguém vai criar 12 milhões de empregos magicamente, ninguém vai valorizar salários, a única coisa que o vitorioso vai fazer é piorar a vida da população pobre, com a reforma da previdência. Em sendo assim, deixa o fascismo se queimar de vez.

    Sei que Lula, entre muitos outros progressistas, corre risco de ser assassinado mas antes um fim com terror do que o terror sem fim.

    Enquanto eu mudei meu voto, acabo conversar com um classe média idiota que baba de ódio do PT. Ele me perguntou em quem eu vou votar. Eu falei no Bolsonaro. Ele disse: “Tu tá doido?”

    Eu perguntei: Porque? E tu não vais votar nele? Deixaste de ser anti-petistas?

    Ele respondeu: “Eu sou anti-petista mas entre um Professor e um fascista, eu vou votar no Professor”.

    Eu pedi a ele: “Amigo, não vota no Haddad, vota no Bolsa”.

    Ele disse: “Ah, tu virou fascista?”

    Infelizmente, acho que é possível a virada do Haddad. Se o Haddad virar, será o fim da aventura proletária na América Latina e talvez no mundo. Além disso, os Bolsominions vão ficar pentelhando nas ruas, no Congresso, na imprensa, no Judiciário e no MP.

    Acho que o Willian Waack andou lendo o GGN e me se apropriou indebitamente dessa minha idéia. Hoje ele escreveu na Falha de São Paulo que, diante dos atuais desafios, ganhar a eleição será a tarefa mais fácil de qualquer partido/candidato.

    Deixa o bode Temer sair da sala e entrar o bode Bolsonaro. Quando o último bode for removido, cairá a ficha da população e ela verá que era feliz e não sabia.

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