23 de agosto de 2026

As campanhas dos presidenciáveis no último sábado

Enquanto Lula e Flávio Bolsonaro reuniram apoiadores no Rio, os demais candidatos cumpriram agendas que incluíram caminhadas, panfletagens, entrevistas, reuniões e encontros com eleitores
Crédito: Ricardo Stuckert

Lula fez comício no Rio, prometeu ampliar escolas integrais e combate estruturado ao crime organizado.
Flávio Bolsonaro defendeu endurecimento contra facções, redução da maioridade penal e castração química.
Caiado propôs 40 presídios, uso de IA no combate ao crime e cooperação com países vizinhos no combate ao narcotráfico.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A agenda dos candidatos à Presidência da República neste sábado (22) foi marcada por compromissos de campanha em diferentes estados. No Rio de Janeiro, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro participaram de atos realizados simultaneamente e concentraram seus discursos em temas como segurança pública, educação e desenvolvimento econômico.

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Os demais candidatos cumpriram agendas que incluíram caminhadas, panfletagens, entrevistas, reuniões e encontros com eleitores.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Candidato à reeleição para um quarto mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou seu primeiro comício da campanha na capital fluminense. O ato ocorreu no Estádio Proletário Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Lula apresentou as candidaturas estaduais de sua aliança como uma oportunidade de promover o desenvolvimento do Rio de Janeiro e reduzir os problemas relacionados à violência. A educação também teve destaque no discurso. O candidato prometeu ampliar a oferta de escolas em tempo integral e criar novos institutos federais.

Ao abordar a política externa, Lula afirmou que está disposto a negociar temas de interesse econômico, como a exploração de terras raras, mas ressaltou que a prioridade será defender os interesses brasileiros. Também defendeu o fortalecimento da estrutura de defesa nacional para proteger as fronteiras e ampliar a capacidade de resposta do país diante de conflitos e divergências internacionais.

Na segurança pública, prometeu combater o domínio territorial de organizações criminosas no estado. Segundo ele, a estratégia deve priorizar prisões e ações estruturadas, em vez de operações baseadas apenas em confrontos e mortes.

Flávio Bolsonaro (PL)

Flávio Bolsonaro participou de um ato no Maracanãzinho, na Zona Norte do Rio. O evento marcou o lançamento conjunto de candidaturas do PL no estado.

A segurança pública foi o principal tema do discurso. O candidato afirmou que o avanço do crime organizado exige o endurecimento das medidas de combate à criminalidade.

Entre as propostas apresentadas estão o enquadramento do PCC, do Comando Vermelho e das milícias como organizações terroristas, o aumento de penas, a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro e a adoção de castração química para condenados por crimes sexuais.

Na área social, Flávio afirmou que pretende manter programas de transferência de renda, mas vinculá-los a iniciativas de qualificação profissional, expansão do ensino técnico e estímulo ao empreendedorismo e à criação de pequenas empresas.

Ronaldo Caiado (PSD)

Ronaldo Caiado participou de eventos em Araçatuba e Campinas, em São Paulo, e concedeu entrevistas a jornalistas.

O candidato defendeu investimentos em logística para reduzir custos e aumentar a competitividade da economia, especialmente no agronegócio.

Para a segurança pública, propôs classificar facções criminosas como organizações terroristas, construir 40 presídios de segurança máxima e ampliar o uso de inteligência artificial no combate ao crime. Também defendeu a cooperação com países vizinhos para combater narcotráfico, contrabando de armas e lavagem de dinheiro.

Questionado sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, Caiado declarou ser favorável às mudanças, mas não apresentou detalhes sobre a forma de implementação ou um cronograma de transição.

Augusto Cury (Avante)

Augusto Cury passou o sábado em São Paulo. Pela manhã, participou como convidado do 2º Congresso de RH do Sul e Sudeste do Pará. Durante a tarde, gravou conteúdos de campanha e se preparou para o primeiro debate presidencial.

À noite, a agenda previa uma visita à Festa de Nossa Senhora Achiropita, tradicional evento realizado no bairro do Bixiga.

Romeu Zema (Novo)

Romeu Zema esteve na Praça Dom Orione, na região da Bela Vista, em São Paulo, onde conversou com aposentados e pensionistas.

Ao falar sobre a Previdência, defendeu a criação de contratos de trabalho com remuneração por hora como forma de ampliar a formalização e a arrecadação previdenciária. Também afirmou que poderá ser necessário aumentar gradualmente o período de contribuição para trabalhadores que ainda estão ingressando no mercado.

Zema voltou a criticar as apostas on-line. O candidato classificou as bets como uma espécie de “cocaína digital” e afirmou que pretende acabar com esse tipo de atividade caso seja eleito.

Renan Santos (Missão)

Renan Santos lançou, no Jardim Panorama, em São Paulo, o que sua campanha chamou de “marco da desfavelização”.

O candidato apresentou uma proposta nacional de urbanização de favelas baseada na construção de edifícios residenciais, implantação de infraestrutura e abertura dessas áreas para novos empreendimentos.

Segundo Renan, a verticalização poderia ampliar a oferta de moradias para os atuais moradores e promover uma reorganização urbana com participação da iniciativa privada na construção de bairros, serviços e hotéis.

Ele também defendeu regras para impedir invasões de terrenos públicos e particulares e criticou movimentos que, segundo ele, utilizam famílias em ocupações de áreas.

Edmilson Costa (PCB)

Edmilson Costa participou de uma reunião da Internacional Antifascista, realizada na Casa da América Latina, no Rio de Janeiro.

Durante o encontro, defendeu a formação de uma frente anti-imperialista que reúna movimentos sindicais, populares e organizações de juventude. Também propôs a criação de Comitês Populares em bairros, locais de trabalho e instituições de ensino.

Hertz Dias (PSTU)

Hertz Dias cumpriu agenda em São Paulo e na região do ABC. O candidato participou de caminhadas e panfletagens, nas quais defendeu políticas de moradia popular e criticou a especulação imobiliária.

Ele propôs um plano nacional de obras públicas para construir moradias populares, escolas, hospitais, creches, sistemas de saneamento e outros equipamentos urbanos.

Clariana Barão (DC)

Clariana Barão concedeu entrevistas a veículos de imprensa e defendeu a substituição gradual da escala 6×1 pela jornada 5×2.

A candidata afirmou que a mudança precisa considerar as características de diferentes setores, como comércio, saúde, indústria e tecnologia. Para ela, a transição deve ocorrer sem redução salarial, aumento da precarização ou perda de postos de trabalho.

Wilson Grassi (Democrata)

Wilson Grassi participou de duas reuniões com as equipes de coordenação e marketing de sua campanha.

Pablo Marçal (PRTB)

Por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Pablo Marçal está impedido de realizar campanha eleitoral, participar de debates e utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão.

Rui Costa (PCO) e Samara Martins (Unidade Popular)

A equipe da Agência Brasil procurou as campanhas de Rui Costa, do PCO, e Samara Martins, da Unidade Popular, para obter informações sobre as agendas dos candidatos, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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