Bolsonaro não nega que empresas estão financiando sua campanha indiretamente

 
Jornal GGN – Nas mensagens que disparou em auto-defesa no Twitter, nesta quinta (18), Jair Bolsonaro (PSL) não nega, em nenhum momento, que está recebendo apoio ilegal de empresários que estariam bancando uma campanha nas redes sociais, com foco no WhatsApp, contra o PT. Ao contrário disso, Bolsonaro se escuda atrás da desculpa do “apoio voluntário”.
 
À imprensa, o advogado de Bolsonaro reproduziu a mesma ideia, dizendo que o candidato não tem como controlar o apoio voluntário que recebe. Eles não comentaram, contudo, que esse “apoio”, ao que tudo indica, não se compara a qualquer tipo de militância orgânica. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, há empresa pagando por “disparo em massa” de mensagens no WhatsApp uma bagatela de R$ 12 milhões.
 
Cada mensagem pode curtar de R$ 0,08 a R$ 0,40, dependendo da base de dados que é utilizada. Há, ainda a possibilidade dessas empresas estarem incorrendo em outro crime, pois o uso de uma lista telefônica comprada de terceiros, por exemplo, pode ser é ilegal. Folha explica que há empresas de cobrança que vendem números indevidamente, ou funcionários das operadoras de telefonia.
 
O curioso é que, em vez de explicar qual sua relação com as empresas citadas na reportagem Folha que denuncia suposto caixa 2, Bolsonaro e equipe preferiram seguir o script de sempre: desqualificar a imprensa e atacar o PT.
 
Bolsonaro escreveu no Twitter: “Apoio voluntário é algo que o PT desconhece e não aceita. Sempre fizeram política comprando consciências. Um dos ex-filiados de seu partido de apoio, o PSOL, tentou nos assassinar. Somos a ameaça aos maiores corruptos da história do Brasil. Juntos resgataremos nosso país!”
 
Carlos Bolsonaro, por sua vez, publicou: “A foice de SP junto com a petralhada não se cansa de contar meias verdades ou mentiras descontextualizadas. O desespero de ambos é justificável! Vão perder a boquinha que o partido mais corrupto do Brasil bancou ao longo de seu tempo no poder!”
 
Além de tudo, Bolsonaro tampouco tem dito a seus seguidores que ele não precisa ter controle das empresas que o apoiam. O capitão da reserva, segundo a legislação eleitoral, só precisa ter sido beneficiado para ser responsabilizado. 
 
É preciso uma investigação isenta, mas se ficar comprovado que empresas, de fato, contraram agências de marketing digital para impulsionar notícias em favor de Bolsonaro ou contra o PT, a ação pode ser enquadrada pela Justiça Eleitoral, e a chapa dos militares da reserva está em jogo.
 
Trata-se de financiamento empresarial, o que é proibido no Brasil, lembra a Folha. E financiamento empresarial feito de maneira indireta é caixa 2, na visão da campanha do PT, que já está estudando as providências legais.
 
 
 

7 comentários

  1. Sem compromisso com a verdade

    hehehehehe, triste Brasil.

    E quem vai investigar esta denúncia ??: a PF??, o MPF??, O TSE?? a PM/SC??, a PC/SC??, o PCC??, STF??. Tudo mesma sopa. Como diz a própria globo: se não saiu na globo, não aconteceu. E ela pode, ainda, daqui a 50 anos pedir desculpas.

  2. O Bolsofake do Brasil

    Nacionalista fake – Bate continência para a bandeira americana.

    Militar fake – Planejou explodir bombas em quarteis do Exército e numa adutora que abastece a cidade do Rio de Janeiro, para reivindicar aumento de salário.

    Candidato fake – Quer se eleger presidente às custas de atos ilícitos, trapaça, mentiras e difusão de ódio entre a população.

    Evangélico fake – É a favor da tortura e defende o assassinato de adversários políticos.

    Ser humano fake – Despreza mulheres, negros e LGBT.

    Valentão fake – Defende que todo cidadão tenha arma, mas quando foi assaltado entregou sua arma ao assaltante.

    Se eleito, será um presidente fake – Quem governará será o seu superior Mourão.

     

  3. Sujeito pilantra, com
    Sujeito pilantra, com defeitos Gravíssimos. Já deveria ter sido barrado há muito tempo pela Comissão de Ética da Câmara.

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