Deputado estadual Pastor Sargento Isidório sai do PSB por incompatibilidade com gays

Sugerido por Gunter Zibell – SP

Do jornal A Tarde

Isidório deixa PSB alegando incompatibilidade com gays

Patrícia França

Incompatibilidade de gênero com a prática sexual de gays e lésbicas no partido. Foi assim que o deputado estadual Pastor Sargento Isidório justificou, neste sábado, 5, a sua desfiliação do PSB. O deputado entrou em choque com ativistas gay recém filiados à sigla e optou por retornar para o Partido Social Cristão (PSC) – do deputado federal paulista Marco Feliciano, autor do polêmico projeto de Cura Gay, já arquivado.

Isidório informou que o estopim para a saída do PSB, onde respondia um processo disciplinar  interno por conta de declarações homofóbicas, foi sua proposta de criar o Núcleo de Héteros (NH) no partido, com o objetivo de “preservar a espécie”

A ideia surgiu na semana passada, dias depois da filiação do presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Marcelo Cerqueira, ao PSB. A nova tendência, explica Isidório, tinha toda legitimidade.

“Eles (os homossexuais) já estão em todos os cantos: é político bicha, jornalista bicha, juiz bicha, delegado bicha, médico bicha”, declarou à época, completando em seguida: “Não tem projeto de preservar bicho, de preservar baleia? Quero preservar o homem”.

Perversão

A desfiliação do deputado Sargento Isidório foi selada na última quinta-feira, segundo relatou, em comum acordo com a senadora Lídice da Mata, presidente do Diretório estadual do PSB.

A reportagem não conseguiu falar, neste sábado, com a senadora, que é pré-candidata ao governo da Bahia em 2014. Isidório garante, contudo, que não ficaram mágoas.

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“A senadora tinha pedido para eu moderar minhas declarações, mas não tem como. Casamento é homem com mulher, não tem outro jeito”, prega o pastor Isidório.

Afirmando ser amigo da senadora e do ex-deputado e secretário do Turismo, Domingos Leonelli, o parlamentar  disse que se sentiu “constrangido” e percebeu que não teria mais espaço, com o fortalecimento do ativismo gay na agremiação.

“Claro que estão errados. Coloca um homem e uma mulher numa ilha e veja o que vai dar. Agora, coloca dois homens numa ilha e duas mulheres noutra ilha. Vai ser uma perversão”, afirma ele. “Eu estou falando o que eu sei, porque já fui gay”, confessa sem rodeios o agora deputado social-cristão.

As posições radicais do parlamentar  em “defesa da família”  e do que “professa a Bíblia” também foram as razões que, em 2002, o forçaram a deixar o PT.

O motivo, diz ele, foi a ” intolerância do estatuto” e a reação contrária ao projeto de cura gay proposto por ele na Assembleia Legislativa. “O projeto criava condições para quem estava sofrendo, deprimido, por estar desviado ou ter dúvida sobre o sexo de poder se tratar psicologicamente”, explica ele.

Fora do PT, Isidório foi para o PSC, onde perdeu a eleição para deputado federal. Em 2010 filia-se ao PSB e se elege novamente deputado estadual. Agora retorna ao PSC, para “continuar a resistir”.

“Eles querem a volta do tempo dos imperadores, que eram todos gays, e jogavam aos leões cristãos e evangélicos que professavam a bíblia e palavra de Deus”.

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13 comentários

  1. Como disse a Vera Verao….

    O Jorge Lafont, que interpretava o travesti Vera Verao num destes humoristicos, uma vez foi convidada pra partipar de um programa que discutia tal cura gay. E bem do seu jeito sarcastico, logo encerrou a discusao:

    “Meu filho, pra mim, ex-gay é a mesma coisa de ex-anao”…

  2. saco de gatos

    pequeno exemplo do saco de gatos que é o PSB, só se diferencia do “partido ônibus” PMDB nas letras..em 2014  teremos muitos votos “socialistas” tipo voto camarão e frankstein..Dilma no primeito turno..

  3. Sobre homossexualismo

    Sobre homossexualismo

    Um vídeo que inova um detalhe simples sobre o assunto:

    YouTube – já que não consigo incorporar aqui.

    Kevin Rudd é o atual primeiro ministro da Austrália e membro do partido trabalhista (Labour Party).

    A chave da ‘forma espetacular’ do título é o que o Primeiro-Ministro fala aos 53 segundos.

    (Ainda que na tradução em português do que se segue, “It´s how people are built” como “É uma parte do que as pessoas são” o argumento seja suavizado – talvez devesse ser traduzido como “É como as pessoas são feitas”).

    O fato científico é que um percentual de cada espécie tem diferenças também na sexualidade – macaco gay, cachorro gay, égua lésbica, etc. – e ponto.

    Mas sempre me surpreendi com os termos usados pelos próprios homossexuais, mesmo em suas associações civis: “opção sexual”, “preferência sexual”. Usam termos incorretos que revelam raciocínio primariamente equivocado e errado, DANDO eles próprios MUNIÇÃO ao ódio dos doentes de idéias e de caráter que os combatem !

     

    • Sobre linguística e LGBTs.

      O video com Kevin Rudd é mesmo muito bom. Infelizmente os trabalhistas da Austrália não mantiveram a maioria, mas não teve relação com essa questão, já que a primeira-ministra anterior, também trabalhista, era muito conservadora moral.

      É claro que falar em ‘opção’ ou ‘preferência’ sexual é munição para discurso manipulador. Isso é feito para desfocar do fato que opção e preferência são palavras justamente para religião e política! As pessoas ‘optam’ por se manifestarem fundamentalistas, reacionárias, etc. Mas elas nascem e são naturalmente LGBTs.

      Mas não é certo que LGBTs ainda usem ‘opção’ (se bem que é verdade que nos anos 70 ou 80 usavam, pelo contexto da época.) Quase todo mundo usa ‘orientação’ hoje em dia. Às vezes ‘condição’.

      Daí vai uma recomendação geral a simpatizantes: não use ‘opção’ se não quiser ser confundido com manipulador político conservador. Tem repórteres da Carta Capital que ainda usam e as pessoas ficam pensando se isso é de propósito ou apenas desinformação.

      O mesmo vale para ‘homossexualismo’ / ‘homossexualidade’. Gramaticalmente ambos estão certos, mas a preferência generalizada de academia e militâncias é por -dade. Até porque não existe ‘heterossexualismo’ ou ‘heteronormativismo’. 

      No mínimo, se (quase) todos os grupos LGBTs pedem que se use ‘orientação’ e ‘homossexualidade’, já que não custa nada aos não envolvidos diretamente usar, que se use para não ficar parecendo mero resistente a mudanças.

      Também não é bom falar em ‘tolerância’ a LGBTs, posto que somente se tolera algo criticável (tolera-se bêbados em festas, vizinhos barulhentos, etc.) Muito melhor é falar em ‘combater a intolerância’.

      E, por fim, a tendência atual é, por motivos semelhantes, LGBTs não se ‘assumirem’, mas se ‘declararem’. Afinal, assume-se culpa ou maus hábitos (por exemplo, assumo que estacionei em lugar proibido, assumo que furo filas.)

      Uma outra questão é o uso de xingamentos ou expressões homofóbicas. É claro que ser gay (ou lésbica, bissexual, transgênero) é algo neutro. Jamais deveria ser considerado uma ofensa. Ocorre que, por décadas (ou séculos) de disseminação de preconceito, gírias associadas a orientação sexual foram usadas ou para desqualificar e circunscrever LGBTs ou para provocar não-LGBTs. Em não sendo possível proibir esse comportamento tosco, deve-se sempre criticá-lo. (O mesmo vale para expressões usadas no machismo sexista e racismo.)

  4. Não é de agora

    A discussão não vem de agora. O nosso Obama caboclo já tinha criado um ambiente ruim pelo apoio à Feliciano. 

     

    20/04/2013 Fonte: Felipe Patury

     

    Deputado ex-gay está na tropa de choque de Feliciano

     

     

     

    PSB critica posição do deputado-pastor Isidoro

     

    O deputado estadual Pastor Sargento Isidório (PSB-BA) se apresenta como “ex-homossexual, ex-viciado em drogas e ex-bandido”. Diz ter sido “curado pela ” e, agora, enfrenta sérios problemas em seu partido por ter assumido a linha de frente de defesa do presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Marco Feliciano (PSC-SP), acusado de homofobia e racismo.

    O diretório estadual do PSB divulgou uma carta  criticando as posições de Pastor Sargento Isidoro. O deputado respondeu a seu partido atribuindo o atentado perpetrado contra atletas e a plateia que participava da Maratona de Boston ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Segundo ele, o crime está relacionado ao apoio do presidente Barack Obama ao casamento gay.

    “Deus vira as costas para o pecado. Isso é a ira de Deus, como em Sodoma e Gomorra”, diz. Pastor Sargento Isidoro é conhecido por declarações desse tipo. Já afirmou, por exemplo, que “Deus criou o macho e a fêmea, não o gay a ‘gaya’”.

     

    • É claro que o PSB devia…

      tê-lo enquadrado antes.

      Mas o que eu penso que pode vir a ser discutido é se surgirá ou não uma tendência a partidos de evitarem que membros propaguem um discurso impopular.

      Faz dois ou três meses o PSDB desautorizou o João Campos, em duas situações (‘cura gay’ e ‘PEC do Plebiscito’, faltou criticar a ‘PEC da Teocracia’…) Mas o figura não aproveitou a janela para cumprir a prometida ida ao PR.

      Agora Malafaia anda soltando de novo os releases de que apoiará Campos. Ora, do mesmo modo que diz que apoiará Lindbergh e Serra. 

      Os políticos lidarão com isso? Isto é, “condicionarão” o recebimento de apoios? Manifestar-se-ão de modo assertivo e contundente para não prejudicar sua imagem?

      Com a palavra Eduardo Campos (por ora, no que pode ser ‘volátil’, o candidato que talvez venha a apoiar.)

    • Gay e simpatizantes da causa

      Hoje no Brasil, pra ser politicamente correto, não sofrer censuras ataques e boicotes, temos que esconder o que pensamos a respeito da questão da “homossexualidade”. Uma minoria vem conseguindo colocar a grande maioria de joelhos. As pessoas se sentem constrangidas de exporem sua opinião contrária aquilo que, convenhamos, não é natural, por medo de serem alvo de achincalhe e até processos por “homofobia”.

      Todos tem direito de escolher o querem ser, a orientação sexual que lhe apetece, mas daí a querer obrigar a sociedade a aceitar isso como se fosse a coisa mais natural do mundo vai uma longa distância. Quais pais escolheriam ter filhos Gays? Acho que poucos. Normalmente ou querem ter meninos ou meninas. Se estes depois preferem “trocar de sexo” os pais os respeita e continua amando, mas isso é outra história.

       

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