5 de junho de 2026

Dilma sugere criação de conselho do agronegócio para aprofundar propostas

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Jornal GGN – A presidente Dilma Rousseff (PT) sugeriu nesta quarta-feira (6), durante sabatina da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária), a criação de um conselho para debater e aprofundar as demandas do agronegócio.

Após fazer um balanço de ações e afirmar que as prioridades do setor já estão na mira do governo federal, a candidata a reeleição tocou em temas espinhosos para empresários e representates do campo, e destacou que o diálogo entre todos os envolvidos será crucial para o país avançar nas propostas.

Dilma falou, por exemplo, em intermediar discussões para reduzir, ao máximo, as divergências acerca da demarcação de terras. Segundo a presidente, 17% do total de terras disponíveis já foram demarcadas, e o restante é, praticamente, alvo de disputas. “Dependem da criação de mecanismos para que as partes cheguem a um consenso”, comentou a petista, garantindo que haverá esforço maior com vistas à segurança jurídica para o produtor agrícula.

Outra demanda da CNA, os investimentos em infraestrutura logística também foi alvo de discussão pela presidente. Ela afirmou ser “fissurada” pela ampliação e construção de hidrovias interligadas a rodovias e ferrovias para dar melhores condições de escoamento aos produtos. A postulante a um segundo mandato no Palácio do Planalto ressaltou que o Brasil, no passado, passou por um “descasamento entre os investimentos em infraestrutura e o crescimento do agronegócio”, mas que isso precisa de um reparo.

Com discurso para reforçar os laços com o agronegócio, a presidente tentou passar a mensagem de que conhece as urgências dos empresários, dos trabalhadores do campo e sugeriu que precisa de um voto de confiança para avançar com os projetos que demandam, principalmente, parceria com a iniciativa privada.

“Nós queremos que aquela frase ‘Da porteira para dentro, tudo vai bem, mas da porteira para fora…” represente cada vez menos o nosso presente”, comentou, em alusão a uma sentença de Aécio Neves proferida em um dos programa eleitorais do presidenciável do PSDB. Falando sobre agronegócio, o tucano sugeriu que os produtores do setor fazem sua parte, mas que o intervencionismo estatal ou a falta de políticas para atrair investimentos privados são danosos. 

O presidente da CNA João Martins da Silva Júnior fez uma breve apresentação das principais demandas do agronegócio no início da sabatina. Segundo o dirigente, o governo federal deve manter a ordem jurídica em casos de invasão de terras e romper com os “excessos ideológicos” que intereferem nas questões de direito à propriedade.

No tocante aos conflitos ambientais, ele sustentou que a legislação brasileira é rigorosa e respeitável, mas que é preciso mais diálogo para garantir o desenvolvimento do agronegócio de maneira sustentável. 

Na área trabalhista, pediu, também, mais diálogo, além de apontar a influência política  prejudicial na condução dos ministério da Agricultura e do Trabalho e Emprego. Por fim, destacou a falta de investimentos em infraestrutura logísitica. 

Antes de Dilma, os candidatos Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) foram sabatinados.

Leia mais:

Os cinco compromissos de Campos para o agronegócio

Aécio mais ataca Dilma do que apresenta propostas ao agronegócio

 

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

7 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Ivan de Union

    6 de agosto de 2014 8:50 pm

    “A presidente Dilma Rousseff

    “A presidente Dilma Rousseff (PT) sugeriu nesta quarta-feira (6), durante sabatina da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária), a criação de um conselho para debater e aprofundar as demandas do agronegócio”:

    Depois sorriu e falou mal de Zerecio, digo, Aecio, por 56 minutos, sem parar um segundo.  Juro.  Eu vi.  Eu tava la.  Eh que ela tampouco tinha assunto…

    Uh…

  2. Danilo - SBC

    6 de agosto de 2014 9:29 pm

    “criação de um conselho para

    “criação de um conselho para debater e aprofundar as demandas do agronegócio” …Imagino os membros do conselho…. 5 Represntantes do MST, 5 do Síndicato dos Trabalhadores Rurais, 5 do Partido dos trabalhadores, 5 Representantes do Índios, 5 Ambientalistas… e 1 pecuarista. Bem ao estilho PT. 

  3. Free Walker

    6 de agosto de 2014 9:35 pm

    O papel feito por Dilma hoje

    O papel feito por Dilma hoje na CNA foi ridículo (quem viu sabe), acabou com meia platéia, ninguém mais acredita em Dilma, isso é fato.

    Os seus “chiripaques” com a imprensa só agrava a situação. 

    A coisa é grave na campanha da presidenta, enquanto Aécio desfila garbosamente de sul a norte, em todos os setores, da agricultura a industria,  Dilma sai pelas portas do fundos de hoteis.

    Lula pelo menos tinha a virtude de mentir e acreditar na mentira dele, Dilma não tem esse craquejo…

  4. Fernando J.

    6 de agosto de 2014 10:01 pm

    Lula é gênio da raça

    Novembro/dezembro de 2002, Lula está montando sua equipe. Tudo o que ele precisa é de “sossego” numa área sensível, nevrálgica do seu futuro governo. Os ruralistas estão com a respiração em suspenso, frios, gelados, esperando pelo pior. Lula apresenta como ministro da Agricultura uma unanimidade nacional, dentro e fora do agronegócio: Roberto Rodrigues. Calou a boca de todos, sem exceção. O presidente não teve problemas nessa área. 

  5. Zanchetta

    6 de agosto de 2014 10:06 pm

    E, fazendo parte do conselho,

    E, fazendo parte do conselho, um movimento bem social, o MST?!?!?

  6. Como é mesmo?

    7 de agosto de 2014 1:26 am

    Dilma sabe o quando pode e

    Dilma sabe o quando pode e para tanto não precisa prometer nada, basta assinar o decreto. A desgraça é que para ser minimamente democrático para cada representante ruralista tinha que ter uns cindo do MST, e isso ela não quer

  7. laura

    7 de agosto de 2014 10:07 am

    taqui óh, porque eles não

    taqui óh, porque eles não gostam de Dilma e ADORAM AÉCIO e CAMPOS lhes SERVE:

    http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/As-8-reivindicacoes-mais-polemicas-do-agronegocio-aos-presidenciaveis/4/31553

    :Trabalho escravo e quejandos.

Recomendados para você

Recomendados