5 de junho de 2026

É preciso um projeto novo para a esquerda brasileira, por Luis Felipe Miguel

Foto Adonis Guerra

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Eleição servirá para combater o Estado de exceção e a criminalização da esquerda

por Luis Felipe Miguel

Tenho dito sempre que as eleições de outubro não são a saída para a crise ou o caminho para a reversão do golpe. As classes dominantes brasileiras têm deixado claro que não vão se deter por algo tão pequeno quanto a expressão de uma vontade popular por meio do voto. Nenhuma mudança virá da decisão de um presidente eleito, por melhor que seja ele, se não houver capacidade de sustentá-la com mobilização social. A luta política tem que ser pensada para além das eleições ou do parlamento.

Isso não quer dizer que as eleições sejam irrelevantes.

O pleito marcado para outubro, caso ocorra conforme está sendo desenhado, possuirá baixíssima legitimidade. Uma eleição em que o candidato favorito é arbitrariamente excluído da disputa não é capaz de gerar um governante legítimo. Nem por isso, boicotar as eleições é uma opção. Se tivéssemos força para organizar um boicote significativo, certamente não estaríamos na situação em que nos encontramos. É melhor aproveitar a oportunidade que a disputa eleitoral dá para apresentar narrativas diferentes, gerar educação política, mobilizar e apontar caminhos para a organização popular.

O melhor candidato para cumprir este papel, no momento, é Guilherme Boulos.

A luta pela liberdade do presidente Lula e por seu direito de se candidatar é prioridade para todos os democratas. Trata-se de combater o Estado de exceção e a criminalização da esquerda. Isso não obriga, no entanto, a aderir ao projeto político que Lula encarna. A experiência do PT no governo teve méritos inegáveis: é preciso muita arrogância ou insensibilidade para não ver a importância da retirada de milhões de pessoas da miséria. Mas também teve limites profundos, por sua recusa a qualquer enfrentamento com os dominantes. Se a prudência podia justificar esse comportamento no início, cabe perguntar por que não se trabalhou no sentido de gerar as condições de dar mais passos adiante.

O golpe de 2016 mostrou como a desmobilização, que foi parte essencial do pacto lulista, cobra um preço alto quando a direita endurece suas posições. Mostrou que a ausência de enfrentamento não supera as contradições, apenas adia a hora em que elas emergem. E mostrou também que, mesmo que se quisesse reeditar o pacto, as condições para tal estão esgotadas. É preciso de um projeto novo para a esquerda brasileira.

Guilherme Boulos não é a encarnação deste projeto, até porque o projeto não está pronto. Mas encarna a disposição de construí-lo, de forma aberta e em diálogo com os movimentos sociais. Sempre foi uma voz lúcida no debate político no Brasil, tem firmeza de posições sem cair no dogmatismo e sabe fazer política a partir de baixo, sem reduzi-la ao jogo eleitoral. Sua companheira de chapa, Sônia Guajajara, também com trajetória de liderança popular, acrescenta a preocupação central com o meio ambiente, item em que o registro da experiência petista é particularmente fraco, numa chave claramente (para não se confundir com alguma Marina Silva) ecossocialista.

Para além dos votos que obtenham e do fortalecimento da bancada do PSOL no Congresso, é importante que as vozes de Boulos e Guajajara se façam ouvir na campanha eleitoral, qualificando o debate e contribuindo para uma luta que, eles sabem, vai muito além de outubro.

 

Luis Felipe Miguel

Luis Felipe Miguel é professor do Instituto de Ciência Política da UnB. Autor, entre outros livros, de O colapso da democracia no Brasil (Expressão Popular).

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12 Comentários
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  1. sergio ferreira

    3 de maio de 2018 11:20 pm

    A luta pela liberdade do

    A luta pela liberdade do presidente Lula e por seu direito de se candidatar é prioridade para todos os democratas. Trata-se de combater o Estado de exceção e a criminalização da esquerda. Isso não obriga, no entanto, a aderir ao projeto político que Boulos e o PSOL encarnam.

     

    A experiência do PSOL no governo não teve méritos inegáveis: não conseguiu eleger nenhum prefeito ou governador. Mas também teve limites profundos, pela recusa da população em abraçar as idéias psolistas.

    Como é fácil fazer análises.

    Como é fácil fazer apostas. 

  2. Antonio Carlos Silva - Brasil

    3 de maio de 2018 11:58 pm

    Caso os golpistas interditem irrevogavelmente a candidatura Lula

    e já que estamos sob uma ditadura do judiciário…

    Que tal o PT e as esquerdas lançarem apenas uma chapa para denunciar o golpe : Eugênio Aragão e Guilherme Boulos ?

    Com esta chapa encabeçada por Aragão, haveria um embate direto entre dois expoentes do judicIário brasileiro (O Joaquim Barbosa que deu início a ditadura do judiciário e o legalista Eugênio Aragão ).

    O Boulos lideraria as massas (inclusive as organizações sociais ligadas ou simpáticas ao PT = CUT, UNE, CONTAG, MST…) para um embate direto com os nazifascistas representados pela candidatura Bolsonaro .

  3. Neotupi

    4 de maio de 2018 12:04 am

    A eleição é o que temos para enfrentar o golpe
    Não temos poder econômico, nem forças armada, nem judiciário, sequer neutros. Nem mesmo temos rebelião popular nos moldes de uma queda da bastilha. Só temos o apoio popular através do voto. É tudo o que a esquerda tem, com o bônus de sermos oposição ao pior governo que poderia existir. Temos que apostar tudo na eleição e não é só para presidente. O mote para quem é lulista é pregar o voto de cabo a rabo “em Lula” (incluindo aí os deputados, senadores e governadores do PSOL e PCdoB que apoiam o Lula livre). Eu vou votar 13 de cabo a rabo, a não ser que no Rio Celso Amorim não saia candidato a governador pelo PT. E engana-se menosprezar a importância que a direita dá ao voto. Golpe sempre é complicado, caro e tem efeitos colaterais. Tanto dá importância que sempre financiou campanhas de direita para controlar o Congresso mesmo quando a eleição presidencial parece perdida. Inclusive quando financia a esquerda com expectativa de poder é através de coligações de partidos de direita, para contrabalançar o equilibrio de poder. Em 2014 a direita banqueira e associados incentivou as candidaturas de Aécio, Eduardo Campos e Marina Silva (depois unificada em Marina, porque ela falhou em criar a Rede a tempo e Campos faleceu). Valeu até lançar o Pastor Everaldo achando que tiraria todo o voto evangélico de Dilma para transferir para Aécio no segundo turno. E financiou a bancada do Eduardo Cunha visando fazer o PMDB maior do que o PT dentro da coligação então governista. Em 2018 prendem Lula, e incentivam de Bolsonaro a Ciro Gomes para vencer o PT no executivo. E para o legislativo, além dos aliados tradicionais PSDB+PMDB+DEM+PP+PR, etc, lançaram o Partido Novo, visando capturar para a direita o voto dos descontentes dispostos a votar em renovação, voto que poderia ir para o PSOL, por exemplo.

    1. Antonio Victor

      4 de maio de 2018 3:00 am

      Eleição ?
      E você acha que um golpe que derruba uma presidente sem crime e prende o líder da pesquisas, vai promover uma eleição livre e entregar o poder à esquerda ?

      1. Neotupi

        4 de maio de 2018 2:17 pm

        Não vai. Mas é o último território que controlamos
        O que você sugere? Entregar esse território porque o inimigo quer toma-lo?

        Ora esse é nosso campo de luta, é onde ainda somos fortes. Lutemos. O inimigo faz a luta dele com as armas deles. Lutemos com as nossas que é o apoio popular nas urnas.

    2. José Manoel Martins

      4 de maio de 2018 8:40 am

      União das esquerdas
      É o que precisamos fazer, eu vou votar 13 de cabo a rabo.
      Precisamos fortalecer o partido financeiramente, revigorar a nossa militância,

  4. Antonio Victor

    4 de maio de 2018 3:05 am

    O Brasil não precisa de “nada novo”
    O que precisamos é de coisas bem antigas, como democracia, Justiça, patriotismo, etc. A esquerda já teve um projeto vitorioso, que colocou o Brasil no caminho do primeiro mundo, projeto este que está sendo despedaçado. E vamos agora ficar tergiversando sobre um “novo projeto”, se não temos CORAGEM para defender o que está sendo aniquilado ? Brincadeira, não é ?

  5. jruiz

    4 de maio de 2018 11:04 am

    .. imaginem, que loucura,

    .. imaginem, que loucura, Boulos não tem a menor condição de assumir a presidência, aliás, seria extremamente injusto com ele, e mataria uma liderança que está nascendo.. já errou entrando no Psol, imagina se eleger presidente.. bobagem..

    .. o que as esquerdas precisam é reconstruir o tecido social, e isso se faz compartilhando poder político, criando redes, estruturas formais, muito curso, treinamento, encontros, etc..

    Por enquanto, a título de travessia, os nomes que me ocorrem é Celso Amorim ou Requião.

    Porque são 2 homens maduros, com ampla visão da situação atual, sendo que o Celso Amorim manja da geopolítica, fundamental para esses tempos.. além do mais, o Requião tem importante tarefa como governador do PR.

    As esquerdas deveriam se preparar para a guerra.

  6. Nender, o tal.

    4 de maio de 2018 12:50 pm

    O contrabando de Luis Felipe Miguel.

    Antes de encontrar um projeto para esquerda, é preciso encontrar uma esquerda que seja digna desse nome.

    Olha, eu parei de ler no trecho que o cientista da UnB fala que podemos usar as eleições como pedagogia política, e para alargar os limites da luta e organização popular.

    Passo.

    Todo esse contrabando argumentativo (o cientista sabe que eleições, se houver, NUNCA poderão ser utilizadas para esse fim, e de fato, NUNCA foram, em lugar algum no mundo capitalista) serviu apenas para ele defender um candidato.

    Está aí uma boa síntese da indigência (e talvez desonestidade) INTELECTUAL da esquerda brasileira, e que de certa forma, junto com o assédio permanente dos donos do capital, concorre como causa para as desgraças que temos vivido.

    Não se discute aqui os atributos pessoais do candidato dele, o Boulos.

    Não é nada disso.

    É só um alerta para a delirante e lisérgica viagem na qual está metido quem se reivindica de esquerda.

    Dizem que o Luis Felipe é uma dsas melhores cabeças pensantes disponíveis, uma espécie de queridinho, um lenadro karnal Iow profile ou cult, um jessé de souza mais light e menos star, mais cool.

    Ou seja, estamos fudidos!

  7. Eduardo Ramos

    4 de maio de 2018 1:45 pm

    Um texto repleto de premissas verdadeiras e solução equivocada
    O que o Luis Felipe Miguel aponta em relação às eleições como panaceia para nossos problemas é absolutamente correto. Discordo da solução apontada para corrigir esse pensamento, essa ideia.
    .
    Uma pena não termos tido mais uma vez líderes de visão em nosso país, ou a disposição para o desafio (sem querer culpabilizar quem quer que seja…) gigantesco, colossal, de pessoas dignas e respeitáveis, como o senador Roberto Requião e o ex-ministro tucano Bresser Pereira. Explico meu raciocínio, porque sigo achando que talvez seja nossa única chance de A MÉDIO PRAZO sairmos do esgoto fascista, retrógrado, autoritário em que enfiaram o nosso país.
    .
    Um dos objetivos alcançados pela mídia e os MBL da vida, junto com o circo indigno apresentado diariamente na Globo por Moro-LavaJato e cia., foi a INSTITUIÇÃO DO PRECONCEITO FANÁTICO, e até do ódio, em relação a Lula e o PT (com respingos intensos a tudo o que lembre a palavra “esquerda….”), em segmentos da sociedade brasileira, detalhe, dessa vez não só nas ditas elites e classes médias, e a prova foi a fácil eleição de Dória Jr. em São Paulo e o fato de muitos de nossos pobres optarem pelo voto em Bolsonaro – nas redes sociais, vejo muitos posts dessa classe social defendendo o voto nele “por não ser corrupto” (sic…).
    .
    Ocorre que “SÓ EXISTE UM LULA NO BRASIL”, como disse de modo correto Ciro Gomes uma vez, apenas Lula tinha o capital político, o carisma, a capacidade de negociar capazes de fazer o que ele fez: tornar quase inoperantes todas as tentativas de desestabilização de seu governo, realizar boa parte de tudo o que havia sonhado para o país e sair do governo celebrado em todo o mundo. Mas devemos nos lembrar que se já havia preconceitos latentes na sociedade por conta do julgamento do “mensalão”, em que Lula e o PT saíram chamuscados em sua imagem, como é isso HOJE, depois de todo o massacre da operação Lava Jato? Como esquecermos o ódio presente nas manifestações do “Fora Dilma, Fora PT?”
    .
    Até Lula, concorrendo e vencendo, enfrentaria uma desconfiança infinita das mesmas elites e classes médias, teria sobre si o mesmo Judiciário inescrupuloso, que hoje sabemos SEM LIMITE ALGUM quando se trata de “operar contra um inimigo político”, e o tumor dos tumores, a rede Globo, fazendo oposição ferrenha ao seu governo. Que avanços poderia Lula implementar? Seriam cinco anos de tensão, pequenas vitórias aqui e acolá, e talvez nos déssemos por satisfeitos apenas pelo fim do desmonte do Brasil e a entrega de suas riquezas e o reinício do trabalho de inclusão social com o revigoramento dos programas que consagraram o Lulismo. E ainda assim, esse seria hoje nosso “sonho de consumo” – da maior parte dos cidadãos “de esquerda” no Brasil.
    .
    Mas Lula não deverá vir, sabemos todos… Ora, se foi combatido e destruído sendo representante de uma “esquerda light”, crítica de sempre que lhe fez e faz o PSOL e outros partidos de esquerda, o que dirá de um Boulos e TUDO O QUE REPRESENTA NO IMAGINÁRIO DE NOSSAS CLASSES MÉDIAS? – Portanto, é a utopia, das utopias, acreditarmos que Boulos teria o sangue frio, a inteligência absurdamente rara, além do brilhante, para trilhar todo o caminho necessário à aceitação de seu nome como: “o novo, que veio para resgatar o Brasil”. Sequer lhe seria permitido por seus próprios companheiros de partido, o abrir mão de algumas bandeiras, em nome de uma “conciliação” NÃO DESEJADA por esse segmento da esquerda.
    .
    Voltando ao meu raciocínio sobre a falta de visão de nossos líderes: em tempo de crises dessa magnitude, em que o país não só se tornou uma ditadura de fato, embora a maior parte da sociedade sequer enxergue assim (o que é extremamente significativo…), mas acima de tudo, TORNOU-SE UMA NAÇÃO FRATURADA PELO FANATISMO DOENTIO E A INTOLERÂNCIA, nada pode ser mais necessário do que nomes que possam, num primeiro momento, ACALMAR ESSE AMBIENTE DE TENSÕES, DE PRÉ GUERRA CIVIL. Nomes que possam minimamente implementar a única saída política desde sempre: o diálogo!
    .
    Uma chapa que tivesse os nomes de Requião para presidente e Bresser Pereira como vice (dando apenas um dos exemplos que me ocorreram…), não poderia ser chamada nas ruas de “chapa petralha”, sequer poderia ser chamada como uma chapa “representativa da esquerda” – mas seria o nosso “Cavalo de Tróia”, no sentido de, ao menos, se viesse a vencer com o apoio irrestrito de Lula e das esquerdas unidas, fazer o que chamei de “mínimo” nos parágrafos anteriores: dialogar com o STF, o CNMP, visando um retorno à normalidade democrática das instituições, interromper o fatiamento e a venda de nossas riquezas, reiniciarem com a devida urgência o processo da retirada de milhões de brasileiros à humilhação da fome, de uma vida miserável e, quem sabe, um referendo revogatório de algumas medidas do governo usurpador? Alguém da chamada “esquerda pura”, conseguirá tanto….? “Ah, mas esse “tanto” é uma porcaria, queremos muito mais” – diriam os puristas. Mas resta a incômoda pergunta: “conseguir “muito mais” como, cara pálida…?”
    .
    Estamos vencidos, de joelhos, nossa presidente foi deposta por um golpe, nosso líder maior está na cadeia, nem visitas pode receber… Estamos perdendo pré-sal, Eletrobras, desemprego aumentando, a miséria idem, e nossa mídia e Judiciário não cessam de cometer horrores, de aumentar o volume do esgoto ético, civilizatório, moral, do nosso país. NÃO É HORA PARA UTOPIAS!!!
    .
    É hora de sair da UTI e fazer o que for possível.
    .
    Os líderes políticos que não pensarem sobre essa questão de modo racional, sério, profundo, estarão falhando com sua missão de liderar.
    .

    1. layla

      4 de maio de 2018 4:04 pm

      AMBIENTE DE TENSÕES, DE PRÉ GUERRA CIVIL

      ‘… dialogar com o STF, o CNMP, visando um retorno à normalidade democrática das instituições, interromper o fatiamento e a venda de nossas riquezas…”

      A fratura do Brasil para a guerra ao meu ver ganhará velocidade com o óbito do Presidente Lula, perseguido com requintes. Independentemente disso, a imparável demolição institucional, a partir da União (cavalo de tróia do inimigo), conduz por si e suficientemente a fratura. Sem salário o capital não é nada, alguém já disse. O contingente humano desprovido de horizonte de trabalho remunerado projeta-nos um quadro feudal. Feudalismo tardio?

      Estados brasileiros cujas lideranças compreenderem a gravidade desse destino, a que se viu lançada a população brasileira por obra de uma companhia de traidores, terão alguma dianteira. A organização social para assistência, saúde, informação e defesa precisará avançar como se estado não houvesse, como, de fato, não há, desde que transformado em órgão de administração de território (unitário).

      É preciso acreditar na espécie humana! Um americano contou num relatório 26 cães no acampamento do coronel Rondon e que pelo menos 5 dormiam na tenda dele. Rondon jamais reportou aparelhagem de som destruída por fascistas. As matilhas serão importantes na segurança de áreas visadas, ameaçadas e atacadas por fascistas. Um cão anti-fascista por natureza e patriótico até no nome é o Fila Brasileiro. Adestradores de onça, carcará, cascavel etc também terão valor reconhecido.

      Nenhuma cidade grande se paga. A cidade tem origem na organização social do TRABALHO. A centralidade do trabalho não é um argumento, é uma concretude perto da qual a solidez do concreto das cidades é um nada. Fluxos migratórios tendem a acontecer. Para as grandes cidades o projeto em curso é de inferno. Sonhos de segurança privada, tropas de castelos condominiais, a garantia de existências flutuantes num mar de comoção e caos, são promessa de pesadelos para os cenários urbanos divisáveis desde agora.

      O governo central terá a estabilidade de um reator de Fukushima. Aqui e a seguir nos Estados Unidos.

       

  8. Cesario

    5 de maio de 2018 4:43 am

    A nova Esq e o PT
    Com tudo o que aconteceu nos últimos 10 anos, e posso citar: indicação, campanha e governo de Dilma Rousseff, divergências, manifestações, reeleição de Dilma, insatisfação da direita, crise política/econômica, impeachment, acusações, julgamento, condenação e prisão de Lula. Cabe ao PT, para participar da nova esquerda, pelo menos três coisas: transparência, auto consciência e muita reflexão.

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