Eleições municipais vol. 2: política se tornou apolítica?!, por Romulus

Eleições municipais vol. 2: política se tornou apolítica?!

Por Romulus

Questão interessante colocada pelo comentarista André B depois de ler o post de ontem (“Que Dória que nada! Sr. Indiferença e lobbies vencem eleições de 2016”)

– A política se tornou então apolítica?

Para responder, temos de fazer a distinção entre duas das várias acepções da palavra política.

Por definição, a “política” enquanto correlação de forças com vistas a cuidar dos problemas da polis não pode ser apolítica. Seria ilógico e mesmo contrafático. Até nas ditaduras mais fechadas e sanguinárias, nos regimes mais autocráticos, há ainda essa tal correlação de forças, embora restrita a um “colégio eleitoral” mínimo. Pense num ditador “militar” vs. seus generais, como em Angola ou na Coreia do Norte. Ou no Comitê Permanente do Politburo do Partido Comunista da China – composto por apenas de 5 a 9 pessoas. Na China isso fica ainda mais claro: evidentemente a atual complexidade da sociedade chinesa exige correlações de força muito mais abrangentes do que os acertos entre a meia dúzia do Politiburo.

Mas no que tange à palavra “política” em sua dimensão partidária-eleitoral nas democracias ocidentais – centrais ou periféricas – não tenham dúvida: a política se torna cada vez mais apolítica. Sim: um oximoro, um paradoxo apenas aparente.

Primeiro porque o colégio eleitoral volta – depois de 100 anos de expansão e franqueamento democratizante – a se estreitar.

Agora num movimento “voluntário”, em que o eleitorado “deliberadamente” fica indiferente à disputa política tradicional. Isso quando não resolve votar naquele que chega de repente e promete fazer a “casa cair”:

(i) Ou pregando uma “pegadinha” deliberada nos políticos tradicionais, que tantas “pegadinhas” vêm pregando neles há décadas (modalidade 1 de “voto de protesto”);
(ii) Ou num impulso de rejeição generalizada, refletindo um descontentamento difuso, não muito bem articulado ou mesmo verbalizado (modalidade 2 de “voto de protesto”);
(iii) Ou, em último caso, como resposta ao desespero diante da indigência batendo às suas portas. Nesse ponto, a taxa de desconto (conceito da Economia) do europeu e do norte-americano pauperizado volta àquela da África Subsaariana. O que importa é garantir o jantar de hoje à noite. E não “impedir o aquecimento global” ou evitar uma guerra comercial como a que levou à Segunda Guerra Mundial.
Trump promete nada menos que rever todos os acordos comerciais bilaterais dos EUA, para uma substituição de importações tardia… algo inimaginável! E afirmo isso como especialista na disciplina. Só não digo que Trump pratica estelionato eleitoral (mais um) porque ninguém pode afirmar ao certo o que se passa na cabeça do sujeito. Vai que….

E como chegamos aqui, a este completo descasamento entre eleitorado e a classe política e partidos tradicionais?

A minha tese é a de que isso decorreu de um processo de divórcio lento e demorado – 30 anos!

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Qualquer divorciad@ confidenciará que os longos são os piores… qualquer sentimento de respeito, apreço e mesmo consideração terá tempo suficiente para sumir por completo diante da sedimentação e da introjeção da ideia de que o outro não fará mais parte da sua vida. Não só não fará parte como, a partir de determinado momento, pode passar facilmente à figura de antagonista, em caso de “litigio”.

E qual foi o causus belli entre o eleitorado e a classe política tradicional?

A implementação em menor ou maior velocidade – mas “inexorável” – do Consenso de Washington a partir dos anos 80.

Não importava em quem se votava: Democrata ou Republicano, PT ou PSDB. O grosso do programa de governo – a parte que trata da “fatia do leão” dos orçamentos públicos – já estava dado por FMI, Banco Mundial e credores das dividas soberanas (outros Estados ou banca internacional).

Diferença se havia – e havia! – limitava-se a:

(i) políticas de mitigação da pauperização da base da pirâmide, como transferência de renda; ou
(ii) esforços para dar ao sistema uma cara menos desumana, tentando cavar pequenas rachaduras nos “tetos de vidro” (glass ceilings), instransponíveis aos filhos desse andar de baixo. Verdadeiras barreiras “sutis” à ascensão social.

E por que de tetos de vidro? Porque são “invisíveis”, “suits”… pode-se admirar toda a beleza do que fica para além deles. Mas o incauto debaixo que ousar avançar contra os mesmos quebrará a cara. O vidro é blinddo!

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*

Pois bem. Recapitulando, ficamos então com:

– 30 anos de Consenso de Washington “inexorável”; e
– Escolha apenas entre com ou sem “anestesia”.

Ora, num quadro assim inevitavelmente surgirá a indagação: “votar para quê?”

E isso seja na Europa Ocidental da “socialdemocracia” (a partir daí com aspas mesmo…), no modelo “com anestesia”, seja nos EUA da Reaganomics e da trickle down economics, o “gotejamento” do topo para a base da pirâmide da riqueza que se deixa crescer – “sem embaraços do governo!” – lá em cima. Ou seja: o modelo zero anestésico.

E por que num segundo momento passa-se da indiferença do eleitorado à hostilidade aberta contra a política tradicional? À sua negação?

Porque os rentistas e financistas abusaram.

Tomaram partido da alavancagem que detinham sobre o poder político para sangrar os orçamentos até quase o ponto de ruptura.

Soa familiar no Brasil de 2016 e de teto de gastos não financeiros por 20 anos?

Rentistas e finança foram extremamente favorecidos pela conjuntura:

– Fim da ameaça (alternativa?) “vermelha”;
– “Fim da História” (?) de F. Fukuyama, como corolário da “inexorabilidade”;
– A liberalização selvagem dos mercados no Centro e na Periferia, muitas delas se valendo da nossa já conhecida “Doutrina do Choque”, de Naomi Klein.

Eles abusaram sim… produziram a maior concentração de renda da História humana! Em 2016, pela primeira vez o célebre 1% do topo detém mais riquezas que todos os outros 99%.

O divórcio é então por culpa exclusiva dos rentistas e de sua ganância?

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Não. Os políticos também abusaram nos artifícios que costumam utilizar para mascarar a tunga que finança e rentistas fazem no orçamento público.

Que artifícios?

Os da política, ora: discursos insinceros, hipocrisia, cinismo, cara de pau e sucessivos estelionatos eleitorais.

Resultado?

O eleitorado ficou imune. Está “dessensibilizado”, como digo no post de ontem. Isso com a ajudinha providencial da grande mídia e dos seus patrocinadores, como explico lá.

Que fazer agora quando os que foram sacaneados por 30 anos resolvem sacanear de volta o sistema com a única arma que lhes resta – o voto?

“Greve”? “atos públicos”? “boicotes”? “desobediência civil”?
Quando? Onde?

Situação difícil…

Ainda mais num contexto de fim do “carreamento” do mercado de opinião pela mídia hegemônica, por natureza moderada e moderadora, em virtude da mudança tecnológica e da ascensão das redes sociais e de suas bolhas rivais.

Ainda vamos bater muito a cabeça antes de descobrir como sair deste buraco em que nos encontramos.

Por ora, imperativos de sobrevivência:

– União (desesperada?) das esquerdas e política de contenção de danos, com luta pela mitigação das perdas dos setores populares / vulneráveis.

Simples assim.

*   *   *

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Quando perguntei, uma deputada suíça se definiu em um jantar como “uma esquerdista que sabe fazer conta”. Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim também.

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11 comentários

  1. Eleições municipais vol. 2: política se tornou apolítica?!

    Romulus,

    ->A implementação em menor ou maior velocidade – mas “inexorável” – do Consenso de Washington a partir dos anos 80.

    a ascensão e consolidação do neoliberalismo tornou pouco relevante a democracia liberal e o sistema representativo – como vc muito bem desenvolve. processo que se agravou após a Crise 2008, pois não há saída que não passe por uma completa superação do Capitalismo – muito embora as ilusões com as pseudo auto regenerações do tipo “capitalismo verde” ou mesmo capitalismo colaborativo”.

    esta é, em minha nada humilde opinião (embora sempre humildemente aberta a reconsiderações), a decisiva questão atual.

    em termos práticos, tomando como exemplo concreto a situação brasileira: qual a margem de recomposição da fratura social e política após o golpe, mantendo-se dentro da “ordem” atual?

    em outras palavras (tentando formular melhor, até para eu mesmo): o acirramento dos conflitos sociais – a “luta de classes” – já é brutal e tende ao limite da ruptura e do caos. sendo assim, qual a linha de atuação política adequada ao contexto, sem recair no vanguardismo estéril e suicida e tampouco se perder num imobilismo ou numa falta de ousadia?

    -> Ainda vamos bater muito a cabeça antes de descobrir como sair deste buraco em que nos encontramos.

    ->”Greve”? “atos públicos”? “boicotes”? “desobediência civil”?
    os bancários estão em greve. estão? há quanto tempo?  29 dias! qual o efeito prático? qual setor da economia suportaria 4 semanas de greve? e por que os banqueiros não estão nem aí? porque o que importa não foi interrompido! muito embora as agências estejam fechadas, o fluxo financeiro circula sem qualquer bloqueio. os cliente continuam operando on-line via os diversos dispositivos de acesso. a verdade é que os banqueiros nem querem mais o clientes na agência. estão querendo mais é fechar todas as agências físicas. além disto, o negócio dos  banqueiros não são os cliente. não vivem daquilo que seria o seu negócio: o crédito. os bancos se alimentam da dívida pública, da Selic e do overnight.

    portanto, o neoliberalismo também deveria ter alterado profundamente as formas de luta. mas os sindicatos permanecem paralisados no paradigma anterior.

    o capitalismo se tornou logístico. parem as máquinas! não estarão tão preocupados. bloqueiem os fluxos! imediatamente aplicam a Lei Anti Terrorismo.

    quanto a sair do “buraco”, note como desde muito que não se discute tanta política. a interdição do debate – aquele papo que não se podia criticar senão fazia o jogo da Direita – sufocou por bastante tempo a busca por alternativas. agora ta tudo aí, fervilhando.

    grande abraço

    • Muito obrigado pelo exemplo perfeito!

      >> em outras palavras (tentando formular melhor, até para eu mesmo): o acirramento dos conflitos sociais – a “luta de classes” – já é brutal e tende ao limite da ruptura e do caos. sendo assim, qual a linha de atuação política adequada ao contexto, sem recair no vanguardismo estéril e suicida e tampouco se perder num imobilismo ou numa falta de ousadia?

      Caríssimo Arkx, essa “a pergunta do milhão”, se na sua “superação do capitalismo” ainda existir dinheiro.

      >> os bancários estão em greve. estão? há quanto tempo?  29 dias! qual o efeito prático? qual setor da economia suportaria 4 semanas de greve? e por que os banqueiros não estão nem aí? porque o que importa não foi interrompido! muito embora as agências estejam fechadas, o fluxo financeiro circula sem qualquer bloqueio. os cliente continuam operando on-line via os diversos dispositivos de acesso. a verdade é que os banqueiros nem querem mais o clientes na agência. estão querendo mais é fechar todas as agências físicas. além disto, o negócio dos  banqueiros não são os cliente. não vivem daquilo que seria o seu negócio: o crédito. os bancos se alimentam da dívida pública, da Selic e do overnight.

      Irretocável! Muito obrigado pelo exemplo perfeito.

  2. Eleições municipais vol. 2: política se tornou apolítica?!

    Em Maricá, no Rio, PT vence com 96,12% dos votos válidos

    Resultado que reflete a aprovação unânime da população foi obtido graças à administração do prefeito Washington Quaquá, que criou linhas de ônibus de tarifa zero, entre outros benefício

    Entre os projetos do PT aprovados para a cidade estão linhas de ônibus com tarifa zero, que começaram a operar em 2013. A cidade tem 150 mil habitantes.

    Outro destaque da administração de Quaquá é a economia solidária. Maricá foi a primeira cidade a adotar moeda social, a mumbuca, com tecnologia de cartão eletrônico de débito. O projeto também foi implementado em 2013 e tem conseguido combater a pobreza e estimular a economia da cidade.

    Cada mumbuca equivale a R$ 1, e 13 mil famílias carentes da cidade recebem 85 mumbucas por mês no cartão. Para ter direito a receber as mumbucas é preciso ter renda familiar de até um salário mínimo por mês. A moeda social é aceita em estabelecimentos comerciais cadastrados pela prefeitura, e por isso sua importância para valorizar a economia da cidade.

    Em junho deste ano, foi realizado por iniciativa da prefeitura da cidade o Festival da Utopia, que projetou a imagem de Maricá entre as forças progressistas da política, com participação de ativistas, intelectuais, artistas, políticos e rebeldes de todas as partes do planeta, com o desafio de construir uma nova utopia para as esquerdas.

    .

    .

    • Nassif nao pede modelo esquerdista de governar?

      >> Outro destaque da administração de Quaquá é a economia solidária. Maricá foi a primeira cidade a adotar moeda social, 

      Essa política é adotada em áreas aqui da Europa que constituíam vazios demográficos, com e êxodo dos jovens para os grandes centros do continente em busca de emprego, principalmente na Alemanha e no Reino Unido.

      Quem ficava para trás eram os velhos. Cada vez mais velhos…

      Vi reportagens sobre o mesmo sucesso observado no sul da Itália, onde até mesmo os refugiados acolhidos recebem a tal moeda social, que só pode ser gasta naquela localidade. Os comerciantes (tb velhos, mas menos…) das cidadezinhas (antes?) fantasma não querem saber de outra coisa!

      Olha que beleza: uma escolinha que fechara reabriu para acolher…

      – … os filhos dos refugiados!

      Negros cor de ébano senegaleses… árabes do Magreb, levados por suas mães com ou sem véus.

      Emocionante.

      Não sabia que a ideia já tinha chegado ao Brasil, pelas mãos do prefeito-unanimidade, Washington Quaquá. E olha… 96% numa cidade que faz parte de um grande centro, de uma região metropolitana como o Grande Rio… acho que nunca ouvi falar!

      O Nassif não cobra a criação de um think tank da “Frente de Esquerda” e a troca entre os governos de esquerda das “melhores práticas??

      Alô, Pimentel, Flávio Dino e Wellington Dias!! Olha o Quaquá aí, gente!

  3. A politica nunca esteve tão viva nos últimos 30 anos.

    Romulus, meu caro foi exatamente isso que eu quis dizer quando falei da ‘politica se tornar apolitica’. Não tenho o que discordar do seu post, mas acho que há caminhos de saida do buraco se apresentando por aí. Repare que o ‘não voto’ significa uma atitude politica, diferente do ‘votar em qualquer um porque todos são iguais’ que é, essa sim, a absoluta indiferença com relação a politica.

    Não vejo o crescimento do não voto como algo somente negativo. A meu ver Isso significa que de várias formas se faz mais politica as margens, fora  e de fora para dentro da politica ‘tradicional’  do que antes. Além disso o não voto não significa necessáriamente o desejo de substituir a democracia representativa (?) parlamentar por uma ditadura ‘apolitica’. Na disputa de correlação de forças também há um projeto e um desejo de democracia real. É essa disputa que está em jogo na politica fora da politica tradiconal, e muita gente não percebe ou não quer ver.

    Por exemplo, de um lado aqueles que querem manter o status quo se apresentam como ‘apoliticos’ de fora para dentro ou nas margens da politica ‘tradicional’: Trump, Macri, João Dória. Todos se apresentam como ‘gestores’, ‘administradores’, não politicos (embora filiados a partidos e concorrendo em eleições)  – todos empresários milionários. Na verdade é aí que eu vejo um risco maior do que em uma reprise de um Hitler, Mussoline, Stalin ou um Pinochet. Mas há politica fora da politica tradicional também no outro lado da correlação de forças, o da ‘democracia real’.  O Occupy Wall street por exemplo que foi ‘as margens’ e correu por dentro com o ‘movimento Sanders’ – ele é um politico tradicional mas o movimento não – ou no Black Lives Matter, para ficar só nos EUA. Repare que da mesma foram que na direita isso não significa rejeitação absoluta dos partidos tradicionais, mas agir ‘de fora para dentro’,

    Alguém poderia dizer que isso são movimentos sociais e não ‘partidos’. Mas partidos no sentido que usamos hoje é algo muito recente na história. No século XIX o voto não era universal e ‘partido’ era um conjunto de pessoas que lutavam por uma causa comum, não por votos. O voto universal por exemplo, foi conquistado de fora da politica tradicional pelo ‘partido do voto universal’ – lembrem as sufragistas – que não concorria em eleições. Acho que estamos revivendo os ‘partidos’ no sentido original da palavra, é neles que a politica está viva. Isso tanto à direita (MBL, por exemplo é um partido de direita nesse sentido) como à esquerda.

    Como voce bem notou a politica tradicional desde a década de 1980 vem matando a politica. Acho que a politica está mais viva do que nunca, pois só saindo da camisa de força em que foi colocada pelo grande capital que ela pode renascer. É de ‘fora para dentro’ que a politica se renova, acho eu.

    • Bela sacada sobre retomada do sentido original de “partidos”!!

      Comentários abaixo:

      >> aqueles que querem manter o status quo se apresentam como ‘apoliticos’ de fora para dentro ou nas margens da politica ‘tradicional’: Trump, Macri, João Dória. Todos se apresentam como ‘gestores’, ‘administradores’, não politicos (embora filiados a partidos e concorrendo em eleições)  – todos empresários milionários.

      Ótima síntese. Veja como o fenômeno é pan-hemisférico. E posso acrescentar que na Europa é a mesma coisa, a começar pelo pioneiríssimo: Silvio Berlusconi.

      >> O Occupy Wall street por exemplo que foi ‘as margens’ e correu por dentro com o ‘movimento Sanders’ – ele é um politico tradicional mas o movimento não – ou no Black Lives Matter, para ficar só nos EUA. Repare que da mesma foram que na direita isso não significa rejeitação absoluta dos partidos tradicionais, mas agir ‘de fora para dentro’,

      Temos já o embrião disso aí com os nossos tantos “coletivos” e “frentes”?

      >> Acho que estamos revivendo os ‘partidos’ no sentido original da palavra, é neles que a politica está viva. Isso tanto à direita (MBL, por exemplo é um partido de direita nesse sentido) como à esquerda.

      Uau! Bela sacada!

      P.S.: obrigado por esperar “um pouquinho” pela minha resposta à sua provocação de ontem. E obrigado por me prestigiar novamente com a sua leitura e – rico! – comentário. Fique de olho no meu blog. Se for assinante do GGN “me siga” como autor. Nem tudo que eu publico sai republicado aqui. Às vezes eu “viajo” demais, coloco temas demais num mesmo post ou fica muito longo, fugindo um pouco da linha editorial.

      Abs!

  4. colaboração

    minha colaboração ao debate:

     

    Em toda a história social do homem, ao mesmo tempo em que o homem é o predador do próprio homem, o homem (outro) é o parceiro que permite a produtividade e conseqüente alivio do trabalho (no sentido estrito da palavra, pois que no laboro o amor esta presente).

    Mas vivemos dias singulares, o trabalho que defino como aquela necessidade dos seres agruparem-se para aliviar a carga do “dia a dia” foi abolido e é muito inocente aquele que não enxerga. O trabalho só fará sentido agora no sentido do laboro, pares que desejam um objetivo comum.  O que dizer se a classe que esta levando a melhor, tem capital, tem cultura e objetivos comuns de se perpetuar se conscientizasse que de fato o trabalho foi abolido e que a única alternativa, no momento, é a servidão??? Por que servidão? A outra “alternativa” é deixar ao  sabor do vento os miseráveis e sua fome!  Como TODA “ferramenta” foi extraída, a opção para este lúmpem é a morte a míngua (vide África).

    Mas ainda não chegamos a este ponto, pois o capital ainda não está totalmente internacionalizado e ainda existem guerras pela hegemonia da burguesia (vide guerra fria 2.0). Logo a guerra ainda é uma alternativa para a hegemonia da classe burguesa, mesmo que para isso ainda seja necessário o “trabalho”. Mas não há mais como compatibilizar este movimento por causa de um fator que até então não existia: o fator CLIMÁTICO, o meio ambiente!!!  O relógio foi disparado a partir da década de 80 quando o planeta começou a dar os primeiros sinais de insolvência!

    Resumindo:

    1- Trabalho no sentido social foi abolido, restou apenas o laboro, mas o laboro só tem sentido quando existe amor

    2- A classe burguesa, para ver-se livre de vez do trabalho, precisa re-estabelecer o conceito de servidão. Sem a servidão, nos dias atuais, a alternativa é a morte por inanição!

    3- O fator determinante para o re-estabelecimento da servidão é a hegemonia burguesa, mas ela ainda tem “concorrentes” e por isso a necessidade da guerra, e conseqüentemente a necessidade do trabalho (work, atividade que gera capital de uma maneira mecânica)

    4- Mas agora o problema ambiental disparou o relógio para a revolução ultima sob o ponto de vista do capitalismo: capitalismo com servidão, a separação definitiva das classes.

     

    Conclusão: as classes burguesas estão atuando  desesperadamente para acabar com suas diferenças pois são esta diferenças que não permitem a hegemonia (redundância) e a abolição ultima do trabalho.  

    E, se a guerra não terminar com todos, o meio ambiente dará conta daquilo que os humanos não conseguiram ultrapassar: a extinção, pois o homem continua o lobo do homem.

    http://freituk.blogspot.com.br/2016/09/a-revolucao-colorida-mais-preto-e.html

    • Homem: do chimpanzé ao exterminador do futuro (vol. 2!!)

      >> O que dizer se a classe que esta levando a melhor, tem capital, tem cultura e objetivos comuns de se perpetuar se conscientizasse que de fato o trabalho foi abolido e que a única alternativa, no momento, é a servidão???

      Você me lembra de uma grata discussão com nosso amigo André B – de novo!! – na seção de comentários de outro post meu.

      Concordo totalmente com vc! Olha só:

      >> Não acredito na fraude do “fim da história” proposto por Fukuyama tampouco.
      Contudo, parece-me certo que nos aproximamos sim do fim de um dos “tomos” da coleção “História da Humanidade”.
      E qual o capítulo final desse tomo?
      O momento em que a tecnologia tornará – e isso é inexorável – o trabalho físico (e em parte intelectual) humano irrelevante. Ou, ao menos, diminuirá muito a sua importância, a ponto de se tornar marginal para a geração de riqueza.
      Dessa forma, não se precisará mais de “alugar o trabalho da mão de obra” humana.
      O capital será, finalmente, auto-suficiente.
      Prometeu quebrará as últimas correntes.
      Mas só “um” Prometeu sozinho…
      *
      E aí?
      Bem, excluindo o cenário “Exterminador do Futuro”, em que as maquinas se rebelam e nos exterminam,* sobram duas opções:
      (1) Ou a coletividade “se revolta” e se apropria – por meio do Estado – desse capital autônomo e distribui a riqueza; ou
      (2) Viveremos em um mundo “privatizado”, com ricos “declarando independência” dos seus territórios murados e todos os despossuídos rastejando do lado de fora. Para continuar na ficção científica, algo parecido com o cenário do filme “Elysium”, com Jodie Foster, Matt Damon e os brasileiros Alice Braga e Wagner Moura. Trailer aqui.
      Ou uma coisa ou outra.
      Porque crer, ainda, na civilidade e generosidade dos atuais donos do capital é impossível.
      No dia em que eles conseguirem, finalmente, “declarar independência” dos Estados, será o “juízo final”.
      E desse julgamento supremo saem, necessariamente:
      –  ou os “Campos Elísios” (um “Elysium” sim, mas para todos);
      – ou um inferno de Dante para o 99% da população mundial fora do “Elysium”.
      O que pensa disso?
      Eu, de mim, penso que do final deste século o “juízo final” não passa.
      E o que virá então?

      _________
      *O cenário “Exterminador do Futuro” não é apenas tema de filme blockbuster. Gente bem “esperta”, como o físico Stephen Hawking, acredita realmente na sua possibilidade. Ou, até mesmo, probabilidade. E, por isso, tem sérias restrições ao curso dado a pesquisas sobre inteligência artificial. <<

      __________
      __________

      Obrigado pelo seu rico comentário e por me lembrar desse tema! Minha ideia original era publicar essa antiga troca com o André B como post, mas o varejo do golpe no dia a dia me faz sempre colocar o atacado do golpe no fim da fila de publicações. Vc reavivou a minha memória quanto à minha “dívida”.

      P.S.: Como disse abaixo pro André B, obrigado por me prestigiar com a sua leitura e – rico! – comentário. Fique de olho no meu blog. Se for assinante do GGN “me siga” como autor. Nem tudo que eu publico sai republicado aqui. Às vezes eu “viajo” demais, coloco temas demais num mesmo post ou fica muito longo, fugindo um pouco da linha editorial.

      Grande abraço. No dia do grande levante à la Elysium eu, vc e o André estaremos na mesma trincheira.

  5. Comentário do Ciro d’Araujo:

    O preguiçoso do Ciro mandou seu ótimo comentário para mim por whatsapp e nao reproduziu aqui, como eu pedi.

    – Ciro! Mais generosidade, meu caro… e os demais??

    Segue:

    “[16:55, 10/4/2016] Ciro: Seu Post está brilhante
    [16:56, 10/4/2016] Ciro: Mas eu adicionaria um fato…
    [16:56, 10/4/2016] Ciro: O consenso de Washington não aconteceu por imposição
    [16:57, 10/4/2016] Ciro: Mas tb pelo fracasso total do modelo de sociedade pretendido pela esquerda.
    [16:57, 10/4/2016] Ciro: E a esquerda até hoje insiste nesse modelo, pelo menos pagando um lipservice para ele
    [16:58, 10/4/2016] Ciro: Ou seja temos um modelo que na época parecia bem sucedido (o de Washington) e o modelo q não deu certo
    [16:59, 10/4/2016] Ciro: Posteriormente fica provado q ambos os modelos são pseudociência
    [16:59, 10/4/2016] Ciro: Se a esquerda é a teoria dos humores.. a direita é a homeopatia
    [17:00, 10/4/2016] Ciro: E ninguém arrumou um discurso novo”

     

  6. Alerta: meu jeito de escrever é “esquisito”! N diz q n avisei…

    >>Que p… é essa? Ora, essa p… é ‘Romulus’, por… o próprio!<<
     

    ROMULUS
     SEX, 07/10/2016 – 04:27
     ATUALIZADO EM 07/10/2016 – 05:52

    Que p… é essa? Ora, essa p… é ‘Romulus’ – nunca esperei ser ~eu~ o tema em debate no GGN (hahaha), mas…

    Por Romulus

    Totalmente fora de espaço, offtopic, surgiu na seção de comentários do último post do Nassif uma discussão sobre…

    – … mim!

    Ainda outro dia lia entrevista do grande Fernando Brito, do Tijolaço, em que reafirmava seu princípio de que “o jornalista não é notícia”. Não sou jornalista, mas concordo e penso ser também aplicável, mutatis mutandis.

    Mas, para esclarecer de uma vez por todas essa questão, que vira e mexe volta, faço aqui um post para que todos choremos nossas mágoas de leitores maltratados no mesmo lugar.

    A seguir, ~vazo~ (por não haver mal nenhum) parte de um email meu ao Nassif. Ele – editor zeloso e expert na matéria que é – também franze a testa quando vê pela frente um post meu ou “grande demais” ou “caótico”, na expressão dele (!).

    Mas antes, algumas (outras) chineladas que tomei por aí.

    Peraí… chineladas? Em ‘Romulus’?

    Ora, nada mais justo! Não desço a mão em todo mundo todo dia aqui? Direita golpista (vítima preferencial), Ministros do STF, PGR, Parlamentares, PT, PSOL… … …

    Pois passemos então às porradas próprias:

    (i) “Que p… é essa?” – ontem!

    Quando cheguei o comentário já estava com uma estrelinha. Nem precisei contribuir para baixar rs

    *

    (ii) Posts longos

    O recorde: “Brexit” – nada menos que 20 páginas no Word e 3 dias escrevendo e editando. É enorme. Eu mesmo classifiquei de “post enciclopédico”.

    E no entanto…

    Bem, e no entanto é o meu post mais elogiado de longe. Sério! Mandei até a minha mãe ir lá olhar os comentários rs

    Já nesta semana…

    Um post depois…

    *

    (iii) Autocitações nos posts

    Esse eu fidelizei! rs

    *

    (iv) Referências e citações cruzadas entre as várias plataformas de redes sociais (Facebook, Twitter, Whatsapp), com uso de printscreens

    *

    (v) “Desorganização” – mas até com gente “boa” fazendo uso das minhas ideias! Uhuuul!

    O Presidente Lula – em outra era… – bem antes que Obama puxasse o tapete de quem, então, chamou de “o cara”, famosamente disse em tom debochado para com ex-algozes:

    – Vocês não acham chique o FMI pedindo dinheiro emprestado pro Brasil? Bom, então eu disse ao FMI: “o dinheiro tá na mesa… pó pegá!”

    Pois é…

    Minhas ideias tão na mesa – desorganizadas ou não – “pó pegá!”.

    *

    (vi) “Ambições literárias” e paralelos descabidos com gênios

    – Clarice (com “C”, por favor) Lispector

    – James Joyce

    *   *   *

    >>BOMBA<<
    Email ~vazado~!
    Desta vez não pelo MPF, nem pela PF, nem por um juiz…

    >> Caro Nassif,

    Em primeiro lugar, quero te agradecer pelo feedback e pelas dicas. Para mim, que entrei nessa de paraquedas, meio “à força” depois da condução coercitiva do Lula, ter a opinião de uma referência não tem preço!

    Você tem razão quando nota uma evolução do estilo entre as primeiras postagens e as atuais.

    Mas tem aí duas coisas distintas:

    (1) o peso da mão / provocações explícitas

    É certo que há posts onde peso (mais do que o habitual) a mão na pancada. Isso nem é tanto por uma “empolgação” (como você sugere), que poderia até estar presente. Demoro um pouco para escrever. Assim, é difícil para mim escrever algo “no calor dos acontecimentos”. Em geral, começo num dia e acabo no outro, inclusive.

    O que quero dizer é que as “pancadas” / “provocações” são deliberadas. Sim, reconheço que elas podem sim acabar animando “torcidas” e “rinhas de galo”, como você coloca. Nesses posts não raro há até mesmo abuso do emprego de “memes”! (que eu adoro rs)

    (2) Forma / conteúdo “sui generis”

    Aí já foi uma evolução do estilo pessoal mesmo. Depois de sentir a temperatura da água, entrar na piscina e, finalmente, me acostumar com a temperatura, comecei a nadar em “estilo livre”.

    Qual é esse estilo?

    (i) metáfora sobre metáfora sobre metáfora… (olha eu aqui de novo com “piscina”, “temperatura”, “nado em estilo livre”…). É como o pensamento me vem.

    (ii) textos que saem de um determinado “lé” para liga-lo a um “cré” antes bastante improvável. E aí, também, é como a minha mente funciona. Eu tenho gosto por todos os campos do conhecimento. Difícil, inclusive, me definir como “advogado” / “acadêmico do Direito”. Eu estou todo dia, o dia inteiro, estabelecendo relações na minha cabeça entre campos “estanques”.

    Nos posts, em geral, eu reproduzo os caminhos que a minha cabeça fez antes, numa dinâmica – que só depois (!) soube ser, por outros – stream of cousciouness (fluxo de consciência).

    Isso tem prós e contras:

    Contras:

    (a) os textos ficam grandes e, com isso, afastam leitores mais impacientes / com menos tempo;

    (b) os textos ficam menos “acessíveis”;

    (b) alguns veem como uma ego trip narcisista, o que causa, justificada ou injustificadamente, má vontade. Teve leitor até que, querendo desqualificar a minha dura crítica ao PT, me acusou de copiar, “mal!”, Clarice Lispector.

    Mal sabe ele que:

    (i) cheguei nessa forma de maneira totalmente involuntária e gradual. Quando vi – ou melhor, quando me avisaram – já estava lá;

    (ii) vivo na Suíça! – onde Clarice morou por 5 anos, como esposa de diplomata. Odiava tanto que foi aqui que começou a escrever, como forma de extravasar a sua enorme angústia.

    Já eu adoro! Vivo aqui por opção. Mas, coincidentemente, também escrevo, em parte, para extravasar. Extravaso, contudo, a angústia com o que me chega do ~Brasil~ !

    Prós:

    (a) Tem quem goste do estilo. Mesmo do tamanho maior e de um texto “mais complexo e menos óbvio”, quando não flertando com o “texto aberto” (open text).

    (b) Esse público, embora menor, é “qualificado”. Deixa comentários no GGN ou nas redes riquíssimos, que costumam originar novos posts meus – justamente a graça da web 2.0 (ou 3.0 já…).

    Como já tive a oportunidade de te dizer e de registrar, inclusive em post, esse “ativo” do GGN não tem par na blogosfera: comentários do junior50, do Arkx (que convenci a se cadastrar no GGN lá atrás!), da misteriosa Hydra, do André Araújo, do André B, da Vânia e de tantos outros. Sem esquecer, é claro, do meu amigo Ciro, que eu “arrastei de volta” para o GGN neste ano.

    Gente, inclusive, com posicionamento ideológico e background totalmente diferentes do meu. As visões deles costumam ser diferentes das minhas. Isso me força a retrabalhar as teses. Ou para reafirmá-las, com maior convicção, ou para refutá-las, ou para ficar no meio do caminho, numa síntese (os 3 já aconteceram!).

    (c) Esses textos são, em alguma medida, uma sessão de terapia. Vários me forçaram a ter de formular melhor, “no papel”, meus pensamentos. Também me fizeram, com a escrita, ter de trabalhar e racionalizar sentimentos. Presentes 100% ou latentes.

    Há até mesmo um flerte com a psicanálise, quando o “fluxo de consciência” faz as vezes da “livre associação” freudiana, como revelador do inconsciente.

    Isso causa, inclusive, certa exasperação em pessoas próximas, que ficam preocupadas com uma auto exposição excessiva por esse caminho.

    Evidentemente busco me preservar – daí o pseudônimo. Serve mais para trolls chatos não terem acesso aos meus trabalhos, contatos, perfis em redes sociais, etc.

    Quem me conhece sabe que sou eu o autor.

    Como nunca escondi minhas posições políticas, o “mal” já estava feito. Já fora, inclusive, retaliado profissionalmente, perdendo oportunidades de emprego no Brasil. A “fama” já estava feita antes do blog, de forma que posso “relaxar e deitar na cama”. Sinto até mesmo uma pressão moral de fazê-lo, por estar protegido aqui na Suíça, sem dever nada a ninguém, e poder dizer sem temer o que colegas no Brasil não podem.

    Resumo da ópera:
    – O fluxo de consciência – que não está presente em todos os posts, diga-se – é hoje “o barato” do blog para mim.
    – A porrada e a provocação ocasionais são mais atos deliberados que propriamente “empolgação”.
    – Entendo as restrições editorias do GGN – que, aliás, fazem todo o sentido!
    – Vou tentar deixar a separação mais clara entre posts “pancada” / “provocação” e os demais.
    – Queria entender se a sua crítica se dirige à “pancada” / “provocação” ou também à mistura de objetividade de análise com a subjetividade do fluxo de consciência e das viagens metafóricas. <<

    *   *   *

    – Um post bem do tipo “ame-o ou deixe-o”:

    Post viajante, com os tais dos “lés” com “crés” improváveis.

    Teve gente que não embarcou:

    Teve gente até vendendo o guia turístico da viagem:

    Teve gente que embarcou e teve uma linda lua de mel com o autor:

    A amiga Andréa vai ao delírio, comparando-me com o maior mito da comunicação política:

    E o autor fica feliz pra caramba por aparentemente ter logrado seu difícil intento: traduzir para palavras o estado de espírito de quem ouviu o discurso de Lula sem condescedência mas de coração aberto, desarmado.

    Por que traduzir para palavras?

    Para ter ali, ao alcance da mão, à distância de um clique, a passagem de volta para aquele sonho.

    Os dias tem sido sombrios. Fiz esse “seguro” para mim mesmo.

    Mas – “socialisme” oblige – quis compartilhar com todo mundo que também precisasse.

    *   *   *

    Um ~autor~ bem do tipo “ame-o ou deixe-o”?

    Espero que não!

    Podem bater em mim sem melindres. Se houver educação vou até responder!

    Bate… pode bater sim… mas S&M leve, ok? Tipo #50shades…

    *   *   *

    E eu não sou o único!

    De forma totalmente aleatória, chegou a mim ~ontem~ o link para um artigo que cunclui simplesmente o seguinte:

    Então, faz-se mister que a Literatura, como realmente denominada, esteja mais presente em ambientes acadêmicos de Direito, para que, com seus exemplos, o discente possa vivenciar suas peculiaridades e envolver-se mais com o cotidiano, fazendo com que realidade e ficção se entrelacem, propiciando um ambiente agradável ao aprendizado. 

    Chegou “aleatoriamente”? Como?

    Simplesmente porque a professora das autoras no ensino fundamental e médio, que já é conhecida de vocês (de “Orlando: a dor indizível de um proto-genocídio que ‘ousa dizer o próprio nome‘”), quis corujar – de novo – suas (múltiplas) ex-alunas brilhantes. Assim, mandou o link do artigo para seus amigos pelo whatsapp, inclusive para mim:

    Obrigdo, de novo, “Professorinha” Elaine, minha amiga das Minas Gerais.

    Parece que a gente vive em sintonia! “Sincronicidade jungiana”, como outra amiga querida me lembrou ontem:

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=WiH6oAYtMNI%5D

    *

    – Gente, não esqueçam que “amanhã há de ser outro dia”, porque, afinal, a Direita nunca vai ter uma Clara Nunes! Sorry, mas a arte é gauche! Saravá, Clara!

    *   *   *

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    *

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    Quando perguntei, uma deputada suíça se definiu em um jantar como “uma esquerdista que sabe fazer conta”. Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim também.

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