O anacronismo do neo anticomunistas brasileiros

Comentário ao post A indústria do anticomunismo na disputa política

Todos os neo anti-comunistas

Por Fábio de Oliveira

Todos os neo anti-comunistas brasileiros têm algo em comum: eles cheiram a mofo. O anacronismo deles é evidente. De fato os anti-comunistas não combatem uma ideologia revolucionária representada por um partido de massas revolucionário. O verdadeiro inimigo deles é a normalidade constitucional/eleitoral e a soberania popular.

Mas eles têm vergonha de sustentar abertamente suas teorias de supremacia social/racial. É por isto que recorrem ao anti-comunismo, ideologia que neste momento equivale a uma espécie de recalque discursivo: sob o neo anti-comunismo se esconde o que não pode ser dito.

Se fosse abertamente enunciada, a supremacia social/racial dos supostos anti-comunistas deslegitimaria automaticamente as lideranças deste movimento e sua proposta de rasgas a CF/88. Estamos diante de uma típica rebelião da Casa Grande, que procura restaurar seus privilégios político-oligárquicos que foram consolidados pelo Império e mantidos sob nossa primeira constituição republicana. Estes neo anti-comunistas no fundo acreditam que somente os ricos deveriam votar e ser votados, restringindo a política a um pequeno e seleto grupinho de “brancos bem nascidos e mestiços remediados e subservientes”.

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