Para Doria, Bolsonaro é legítimo e Lula perderia eleições

Jornal GGN – João Doria, prefeito de São Paulo eleito pelo PSDB e apadrinhado por Geraldo Alckmin, acredita que o partido deveria aceitar o apoio do deputado Jair Bolsonaro na eventualidade de um segundo turno contra o PT. Suas declarações foram colhidas por Débora Bergamasco, jornalista da revista Época, pertencente às Organizações Globo.

Para Doria, todo e qualquer apoio é importante para um candidato do PSDB, principalmente aqueles com mais tempo de televisão. O não-político conhece bem o poder da televisão para formatar apoio dos eleitores. Segundo ele, Bolsonaro tem legitimidade para ser candidato, pois que foi eleito com votação expressiva e, tal como ele, faz campanha intensa pelo país. O gestor de São Paulo entende ter posições distintas do candidato de extrema-direita no tocante ao modelo de gestão, mas o respeita.

Assim, diz o gestor que, em eleição não se recusa apoio, mesmo de Bolsonaro. Doria não cogita, ainda, subir no mesmo palanque que o outro candidato, mas não joga a oportunidade fora, deixando a decisão para o ano que vem. Crítico das políticas e políticos tradicionais, abraça sem pudor o tal presidencialismo de coalizão, dizendo que é preciso admiti-lo, e quando mudar, muda-se junto. No fundo, diz que “é o que tem para hoje”.

Diferencia-se, repetindo o discurso, de que se pode rezar pela mesma cartilha desde de que se tenha “gestão transparente, gestão eficiente, gestão inovadora, capacidade transformadora”. O discurso não é novo, foi usado por ocasião da corrida à prefeitura de São Paulo.

Diferente de outros tucanos, Doria diz para a jornalista escrever com todas as letras: e-u t-e-n-h-o l-a-d-o. E seu lado foi destacado por ocasião das críticas formuladas à performance no MAM. E, segundo ele, seu lado é o “lado do Brasil, das pessoas do bem, da honestidade, do trabalho, da atitude”. Discurso também já utilizado na sua primeira campanha por São Paulo.

Doria não condena Michel Temer, afirma que há “certa insistência em macular sua trajetória e feri-lo”. Mas sobe no muro ao dizer, em seguida, que também não condena o Ministério Público e nem a Lava Jato por tentarem elucidar todos os fatos que lhe pareçam irregulares. Diz que a Câmara é que deve decidir essa investigação ou não, mas que ele não falará sobre isso, por sua responsabilidade ser São Paulo e só ser autorizado a falar sobre isso.

Escorrega na pergunta seguinte, se gostaria de ser presidente da República. Diz que qualquer um gostaria, mas não cabe a ele analisar isso, e sim a população, a partir de janeiro do ano que vem. Quanto a estar empatado com Alckmin, segundo o Datafolha, diz que “para quem não se apresenta como candidato e disputou uma única eleição”, isso é bastante animador. Na avaliação dele, o resultado é bom, pois indica potencial de crescimento pois ele ainda tem um grau de desconhecimento elevado.

Quanto ao aumento de rejeição apresentado nas pesquisas, ele acha natural, pois que quando se está no poder, e o PSDB está no poder. Mas para se colocar como pré-candidato à Presidência, Doria depende ainda, segundo ele, de tempo. “Agora é tempo de fazer gestão”, diz o gestor. Mas que, mesmo tendo a legitimidade de 3 milhões de votos para pleitear a pré-candidatura, resta esperar.

Doria tem lado e preferências para uma equipe. Para ministro da Fazenda vota em Henrique Meirelles, que deveria continuar como ministro por ser um bom indicador para o mercado. Sempre o mercado. E acrescenta Persio Arida e Armínio Fraga.

E, finalmente, fala do Lula. Para ele, mesmo que não possa ser candidato Lula estará presente na eleição do ano que vem. E, para enfrenta-lo, tem que ser alguém que “tenha coragem de enfrentar Lula, altivez para confrontá-lo no debate, firmeza nas decisões para demonstrar a diferença entre um e outro”. E acredita que é preciso propostas “para distanciar ainda mais o que de retrógrado e atraso tem de propostas populistas e bolivarianas de Lula”, e vaticina: “de um candidato que tenha uma visão mais moderna, contemporânea, mais avançada”.

Doria acha que prender Lula durante o processo eleitoral pode ter um custo alto para o país. O melhor, segundo ele, é que esse julgamento final viesse depois das eleições. “É melhor ter Lula derrotado pelo voto do que derrotado pela prisão. Ele vai proclamar que é vítima”. E finaliza, “se Lula disputar, sairá derrotado”.

Leia a íntegra da entrevista aqui.

11 Comentários

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Diegobolsominion

- 2017-10-09 16:35:01

CORREÇÃO

CORREÇÃO: NA VERDADE A MATERIA TROCOU AS BOLAS, EM VEZ DE DIZER: João Doria, prefeito de São Paulo eleito pelo PSDB e apadrinhado por Geraldo Alckmin, acredita que o partido deveria aceitar o apoio do deputado Jair Bolsonaro na eventualidade de um segundo turno contra o PT

NA VERDADE, QUERIA DIZER: João Doria, prefeito de São Paulo eleito pelo PSDB e apadrinhado por Geraldo Alckmin, acredita que o partido deveria APOIAR o deputado Jair Bolsonaro na eventualidade de um segundo turno contra o PT.

 

É melhor JAIR se acostumando!

AMORAIZA

- 2017-10-09 00:38:51

O sucesso de Dória

Ouso discordar de suas colocações para explicar o sucesso político de Dória.

Faço-o fundamentando-me nas suas próprias razões para atribuir a ele, tão somente ele, Dória, o seu sucesso.

Ele pauta suas ações pela "filosofia" das 48 Leis do Poder , que segue à risca.

(http://suzanemaranduba.adesgba.org/As-48-Leis-do-Poder-Ilustrado.pdf)

Dória, como você mesmo descreve é um festeiro, alpinista social e mestre sem par da bajulação.

Tem objetivos claros, bem definidos e os persegue com tenacidade.

Seus alvos, por mais prudentes que possam ser, não conseguem sustentar uma desconfiança nem de si nem de suas intenções dado a suas qualidades de manipulador porém, o trunfo de Dória está no que ele sabe fazer de melhor: marketing.

Ele foi eleito porque se vendeu como um produto. Sua campanha foi impecável. Sua aparência era impecável, seu discurso era impecável e o seu público um consumidor perfeitamente manipulável.

Daí, era só correr pro abraço, e ele o fez.

A primeira etapa estava superada.

Vou transcrever aqui  o primeiro mandamento das 48 Leis do Poder, o livro de cabeceira do nobre alcaide e o mandamento n.o 3 , a sua próxima cartada, que está em curso

 

      LEI 1 N          NÃO OFUSQUE O BRILHO DO MESTRE

 

Faça sempre com que as pessoas acima de você se sintam confortavelmente superiores.Querendo agradar ou impressionar, não exagere exibindo seus próprios talentos ou poderá conseguir o     contrário inspirar medo e insegurança. Faça com que seus mestres pareçam mais brilhantes do que são narealidade e você alcançará o ápice do poder. LEI 3  OCULTE AS SUAS INTENÇÕES Mantenha as pessoas na dúvida e no escuro, jamais revelando o propósito de seus atos.Não sabendo o que você pretende, não podem prepararuma defesa. Leve-as pelo caminho errado até bem longe, envolva-as em bastante fumaça e, quando elas perceberem as suas intenções, será tarde demais 

Nickname.

- 2017-10-08 21:15:11

Ôps, Desconfio

que cairia bem se eu aderisse ao partido único e a seu único senhor. 

Algo me lembra a parábola da nova roupa do rei,o rei está nu, e somente uma criança toma a liberdade de dizer.

Foi maus, Discupa, tchurma!

MarFig

- 2017-10-08 20:08:57

Continue bajulando o

Continue bajulando o Boçalnato assim que conseguirá mais do que dois dedos.

Ivan de Union

- 2017-10-08 20:04:03

Por sinal...

Eu estou absolutamente exhausto de denunciar proto telepatas de terceira classe que conseguem ler dois pensamentos e se consideram o fino da bossa e estou absolutamente exhausto de denunciar psicoticos de terceira classe que pensam que "tem" que ser ouvidos" embora sejam filhos da puta...

Porque nao denunciaria um "politico" (coff coff) "gestor" (coffcoffcoffcoffcoffcoff) que nao teve DUAS boas ideias pra apresentar ate hoje?

Va conseguir teoria de mente, filho da puta paulista de merda!

Serjão

- 2017-10-08 20:00:35

joão agripino, o joão trabalhador

Deixa quieto que se perde no vácuo.

Falar mal é falar, é dar escada para quem é um zero á esquerda, á direita, acima, abaixo.

Esse sujeito é a própria capivara, uma folha corrida desde o berço.

 

Ivan de Union

- 2017-10-08 19:59:29

Nao vi essa chamada em lugar nenhum!

Extra Extra!  "Para Doria, Calca de Mulher eh Calca de Homem"...

José Manoel Martins

- 2017-10-08 19:33:54

Doria, vive de ilusão
É só andar pelo Brasil, para saber LULA vence qualquer candidato, e no primeiro turno, Doria, repito é cavalo Paraguaio.

Nickname.

- 2017-10-08 19:12:03

Ciro Gomes tem boas palavras pra esse farsante

(E não cito porque Ciro é meu candidato - é -

E pela língua afiada (até demais...) e por conhecer essa turma toda.

Estatísticas e pesquisas pouco me importam, eleição não é corrida de cavalo.

elaine2103

- 2017-10-08 19:11:14

Resposta ao seu comentário

Caro André,

Perfeita análise.

Acho perda de tempo falar sobre ele nos blogs progressistas, tem-se muita coisa

para discutir até as eleições de 2018.

Deixemos esse cara de lado.

Abraços,

 

Andre Araujo

- 2017-10-08 18:39:15

O CASO DORIA - João Doria foi

O CASO DORIA - João Doria foi eleito Prefeito de São Paulo exclusivamente pelo apoio da maquina estadual chefiada pelo Governador Geraldo Alckmin, que o bancou CONTRA todos os caciques do PSDB. Eleito, trouxe à luz do dia seu projeto pessoal de disputar a Presidencia, um salto triplo sem rede de proteção. Alckmin o bancou para que tivesse na Prefeitura um apoiador de seu projeto presidencial, não poderia prever que inves de um cabo eleitoral teria um concorrente.

Alckmin tem politicamente precedencia à uma candidatura presidencial. Não é da logica e das regras da politica brasileira e mundial tal nivel de contestação, para não dizer a palavra amarga, traição, a quem lhe beneficiou contra tantos obstaculos.

A politica brasileira conhece muitos caos da rebelião da criatura contra o criador. Na politica de são Paulo foram notorios os casos de Lucas Garcez contra Adhemar de Barros, de Luiz Fleury contra Quercia, de Pitta contra Maluf. Mas se deram em circunstancias muito diferentes do caso Doria. Os tres foram colaboradores diretos de seus padrinhos, a rebelião se deu anos depois do apadrinhamento e por razões de ganhar a independencia contra o criador, não por dipsutar projetos politicos concorrentes. Garcez, Fleury e Pitta foram Secretarios de ponta de seus criadores, não sairam de uma garrafa.

Participei dos governos Fleury e Pitta nos tempos da revolta e vi como foi dificil à criatura sobrevier sem o criador.

O caso Doria é unico. Um empresario de eventos, no qual um evento se segue a outro, findo um se começa a preprar o seguinte, em meio a muitos fogos e champanhas, o empresario de eventos julga que a politica é a mesma coisa, uma serie de eventos com muita midia, sorrisos, almoços, fotos, mimos, premios e medalhas, "homens do ano", "personalidade do

setor, um mundo frivolo de vaidades pagas a peso de ouro, venda de relacionamentos, um cenario de pavonices.

Nesse cenario Doria é um empresario bem sucedido, comprou uma casa na Rua Italia, no Jardim Europa, depois comprou outra e emendou, depois compro mais uma e emendou, uma coisa espantosa, morava a 100 metros dele e vi a evolução do

patrimonio e dos jantares patrocinados para politicos, para o Aecio fez um jantar de 400 talheres pouco antes da ultima eleição presidencial, um mundo falso de aparencias sem nenhuma convicção politica,  cenarios de frivolidades.

Politica é bem mais, muito mais, complicado. Há circunstancias, experiencias, carreiras , batalhas, nada é simples.

Doria fez um salto triplo sem rede de proteção. Bater de frente com o protetor logo depois da eleição,  não faz sentido em um calculo politico frio. A logica de Doria seria fazer uma otima administração na Prefeitura de São Paulo e dai solidamente se cacifar para uma disputa maior em 2022. Da maneira que fez agora o projeto não faz jus a sua esperteza na vida, que é grande. Aliás, uma boa pergunta feita por Ciro Gomes, o que o credencia para ser Presidente? Curriculo? Um magnifico projeto de Pais? Experiencia anterior em altos cargos? Não tem nada. Como então pretender tal salto?

Pior ainda, sua base natural de eleitores seria exatamente a Prefeitura de São Paulo, o maior colegio eleitoral do Pais,

mas como se lançar com base em São Paulo se desde o primeiro dia dá preferencia a um projeto pessoal e não à administração da grande metropole com tantos problemas? Doria preciaria mostrar suas qualidades de bom administrador exatamente em São Paulo, para o qual foi eleito Prefeito, para ADMINISTRAR A CIDADE. Ninguem o elegeu para ser

candidato a Presidente, os eleitores de São Paulo pretendem ter um bom Prefeito de tempo integral, para isso foi eleito.

O abandono do projeto de gerir  cidade em troca de um salto no escuro para ser Presidente é algo irracional, ilogico,

até para um politoco ambicioso. Há uma racionalidade na politica, mesmo em meio ao caos, há regras na politica.

Outsiders meio fora da curva como Janio e Collor foram antes de ser candidatos a Presidencia administradores de  cidades e Estados, Janio foi Prefeito e Governador, Collor foi Governador, há um minimo de carreira antes de ter uma pretensão

presidencial. O idolo de Doria, Macri, foi antes de se candidatar a Presidente da Argentina, um bom Prefeito de Buenos Aires. Não se dá saltos em politica, a não ser por um tipo de roleta russa, provavelmente o que Doria arrisca.

Em São Paulo há um gosto amargo pelo projeto Doria, os seus eleitores esperavam outra coisa.

 

 

 

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