O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, afirmou neste domingo (25) que será instaurado inquérito para investigar o ataque contra a vereadora Iara Pimentel (PT), em Montes Claros (MG), durante uma carreata de apoio ao presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi dada durante o balanço da PF sobre o segundo turno das eleições.
Segundo o diretor, o caso, levado à delegacia da PF na cidade, é de “maior gravidade”. A vereadora foi ouvida na manhã deste domingo.
O ataque
A agressão ocorreu na noite de sábado (24). Vídeos que circulam nas redes mostram objetos sendo arremessados contra o carro de som em que Iara estava. De acordo com a parlamentar, o veículo foi atingido por garrafas de vidro, tijolos e outros itens.
Ela sofreu um corte no supercílio, fratura no nariz e escoriações pelo corpo. Deixou o local em uma ambulância do Samu, foi levada à Santa Casa e liberada após exames e atendimento médico.
Após depoimento à PF, Iara disse que a carreata era legalizada e que o trajeto havia sido informado à Justiça Eleitoral, à MCTrans e à Polícia Militar. “Nós fomos atacados e atacados violentamente”, afirmou. “Uma agressão absurda, simplesmente porque a gente estava ali cumprindo com nosso papel, passando numa via que é pública.”
Os agressores não haviam sido identificados até a última atualização da reportagem original, mas usavam roupas amarelas, com bandeira do Brasil e o número 22, associados à campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
O PT informou que o deputado federal Paulo Guedes também foi atingido por garrafas e outros objetos, e que um assessor do vereador Daniel Dias foi agredido e precisou ser internado para exames. A presidente estadual do partido, deputada Leninha, pediu apuração rigorosa e punição dos responsáveis. “Nós não vamos permitir que Montes Claros seja esse cenário do horror, da guerra e da violência”, declarou.
Versão das polícias
Em nota, a Polícia Militar informou que o conflito começou após o encontro de duas carreatas, com relatos de arremesso de objetos e agressões físicas, e que equipes atuaram para conter o tumulto. A Polícia Civil disse acompanhar a ocorrência, registrada na avenida Deputado Esteves Rodrigues, e que os fatos serão apurados para identificar os envolvidos.
O PT de Minas Gerais e de Montes Claros afirmou repudiar qualquer forma de violência, por parte de qualquer um dos envolvidos.
A Comissão Provisória Municipal do PL em Montes Claros também repudiou a violência e disse ter compromisso com a democracia e a livre manifestação. Segundo o partido, a Polícia Militar havia sido avisada previamente sobre a concentração de apoiadores na avenida. A legenda afirmou que a carreata petista, com trio elétrico, optou por atravessar o local onde estavam os manifestantes adversários, apesar de haver vias alternativas, o que teria demonstrado “falta de bom senso e prudência” e provocado “atritos e conflitos absolutamente desnecessários”.
O PL lamentou a agressão à vereadora e manifestou solidariedade a um apoiador seu que relatou ter sido agredido por pessoas com roupas associadas ao PT. De acordo com a nota, a PM constatou lesões aparentes, como corte no lábio superior e escoriações, além do relato de fratura em três dentes. O partido defendeu a identificação e a responsabilização de todos os envolvidos.
*Com informações do g1.
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