Xadrez da grande derrota do PT

As eleições municipais trazem consequências variadas para a oposição e para a situação.

As principais conclusões a serem tiradas:

Peça 1 – a derrota de Fernando Haddad

A derrota no primeiro turno em São Paulo foi a maior demonstração, até agora, da eficácia da política de “delenda PT”, conduzida pela Lava Jato junto com a mídia. Não se trata apenas de uma derrota a mais, mas a derrota do mais relevante prefeito da cidade de São Paulo desde Prestes Maia.

Enquanto Prestes Maia e Faria Lima ajudaram a consolidar a era dos automóveis, com suas grandes obras viárias, Haddad trouxe para São Paulo a visão do cidadão, colocando a política metropolitana em linha com as mais modernas práticas das grandes capitais do mundo. Não houve setor em que não inovasse, da gestão financeira responsável à Lei do Zoneamento, das intervenções viárias às políticas de inclusão.

Teve defeitos, sim. Foi excessivamente tolerante com secretários medíocres, excessivamente personalista, a ponto de impedir que os bons secretários ganhassem projeção, descuidou-se da comunicação e da presença na periferia. E não soube difundir de maneira eficiente as políticas transformadoras que construiu, vítima que foi de um massacre cotidiano da mídia.

Haddad também era o último grande nome potencialmente presidenciável do PT.

Sua derrota sepulta definitivamente as pretensões do PT de ser líder inconteste das esquerdas, acelerando a necessidade de uma frente de esquerdas acordada. E aumenta as responsabilidades sobre o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, o do Piauí, Wellington Dias, o do Maranhão, Flávio Dino.

Esse rearranjo exigirá medidas rápidas do PT, a mais urgente das quais será a de eleger uma nova Executiva em linha com os novos tempos, aberta à renovação, aos acordos horizontais, antenada com a nova cultura das redes sociais e dos coletivos. Ou o PT se refunda, ou se tornará politicamente inexpressivo.

Agora, trata-se de aguardar o segundo turno no Rio. Em caso de vitória de Marcelo Freixo, do PSOL, completam-se as condições para a unificação das esquerdas em uma frente negociada, sem aparelhismos, sem pretensões hegemônicas de quem quer que seja.

Leia também:  O simbólico e o abismo: ou porque devemos temer a destruição da Lava a Jato, por Fernando Horta

Peça 2 – o novo desenho do golpe

A vitória de João Dória Jr desequilibra as disputas dentro do PSDB. José Serra já era uma miragem comandado um exército de três ou quatro pessoas. Como chanceler, tem acumulado uma sucessão inédita de gafes. Não há nenhuma possibilidade de se recuperar politicamente.

Aécio Neves ainda se prevalece de sua condição de presidente do partido, mas foi alvejado seriamente pelas delações da Lava Jato – apesar da blindagem garantida pelo seu conterrâneo Rodrigo Janot, Procurador Geral da República (PGR).

Com a vitória de Dória, quem sobe é Geraldo Alckmin e sua extraordinária capacidade de influenciar o homem médio, isto é, o homem medíocre.

Se for adiante a tese do golpe dentro do golpe, com a impugnação total da chapa Dilma-Temer, é provável que se decida colocar na presidência da República alguém com competitividade para se candidatar à reeleição em 2018. Nesse caso, o nome seria Alckmin.

O discurso da anti-política consegue, assim, dois feitos. O primeiro, o de eleger prefeito da maior cidade da América Latina uma pessoa armada dos conceitos mais anacrônicos possíveis sobre gestão metropolitana. E coloca como favorito provavelmente o governador mais inexpressivo da história moderna de São Paulo.

Peça 3 – o desenho das esquerdas

No “Xadrez de Fernando Haddad e a frente das esquerdas” (http://migre.me/v8ftE) levanto a necessidade da explicitação de um padrão de governança das esquerdas, para reconstrução de uma alternativa de poder.

Nos próximos meses, à destruição das políticas sociais do governo federal, corresponderá à destruição das políticas implementadas em São  Paulo pela era Haddad.

O caminho seria construir uma instância de articulação suprapartidária, uma espécie de Conselho de Gestão juntando os principais estados e municípios governados pelos ditos governos progressistas. Os acordos se fariam acima das idiossincrasias das Executivas (especialmente do PT), e em cima de propostas concretas, de implementação de políticas públicas.

Leia também:  PT volta ao Conselho do Ministério Público contra Deltan, agora por "empresa de fachada"

Seria a maneira de juntar os vastos contingentes que despertaram novamente para a política, depois de excluídos dela pela burocratização do PT – jovens, intelectuais, especialistas diversos. Nesse caso, Haddad poderia ser o grande articulador, devido à experiência acumulada em seus tempos de Ministro da Educação e prefeito de São Paulo, sua aceitação por jovens e intelectuais.

Peça 4 – o acirramento da repressão

Nem se pense que a vitória de Doria em São Paulo reduzirá a gana repressora.

Nos últimos dias, houve as seguintes ofensivas:

·       Indiciamento de Lula.

·       Prisão de Guido Mantega.

·       Prisão de Antônio Palocci.

·       Novo inquérito contra Lula, para investigar a colocação de uma antena de celular pela Oi, próxima ao sítio em Atibaia. Esses quatro itens precedendo as eleições.

·       Decisão do TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4a Região) de consagrar o Estado de Exceção.

·       Demissão de professor de direito no Mackenzie, por artigo contra o golpe.

·       Ameaça de demissão a quem insistir no golpe, formulada por diretor de redação da revista Época.

·       Demissão de José Trajano, comentarista símbolo da ESPN, por manifestações políticas.

  • Afastamento do ex-MInistro Carlos Gabas dos quadros do Ministério da Previdência por ter ajudado no pedido de aposentadoria de Dilma Rousseff

Não há sinais de que essa escalada enfrentará resistências de jornais e jornalistas.

A fragilidade financeira dos jornais está submetendo-os a episódios outrora impensáveis, frente à camarilha dos 6 que assumiu o poder. Em outros tempos, com toda sua dose de conservadorismo, o Estadão se insurgiu contra práticas da ditadura.

Agora, dificilmente.

De grandes monstros tentaculares da estatização, por exemplo, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal se transformaram nas empresas mais admiradas pela mídia.

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Na primeira semana após o golpe, a Folha convidou a diretoria da CEF e do BB para almoços sucessivos. E o Estadão inventou um novo prêmio para as empresas mais admiradas. No segmento bancário, deu CEF e BB na cabeça.

O balanço dos repasses publicitários à velha mídia, por parte do Miguel do Rosário, contemplou apenas a publicidade institucional, aquela dos ministérios. Quando se consolidar com os dados das estatais, se verá o desenho da bolsa-mídia.

A ideia do direito penal do inimigo está sendo aplicada em todos os cantos.

Na matéria sobre publicidade nos blogs considerados de esquerda, a Folha encampou a tese de Michel Temer, de que a publicidade somente seria para quem veiculasse notícias de interesse. Ou seja, notícias que atendessem a um público anti-esquerda.

Com o Estado de Exceção explicitamente endossado pelo TRF4, a colunista Mirian Leitão, de O Globo, depois de colocar gasolina na fogueira que fritou Mantega e Palocci, teimou em explicar que não se pode comparar os tempos atuais com os da ditadura. Reviveu a tese da ditabranda. Depois justificou que ela foi torturada etc. etc., o que lhe dá obviamente enorme autoridade moral para explicar que Estado de Exceção não é bem isso e para colocar mais gasolina na fogueira.

Em ambos os casos, fica nítida a pesada herança inquisitorial de uma cultura – a portuguesa – que aceitava toda sorte de inclusão, desde que quem chegasse professasse a fé católica.

Esse será o maior desafio do Brasil moderno: a luta pela volta do estado de direito, independentemente de quem esteja no poder.

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229 comentários

  1. O povo aprovou o golpe. PAra

    O povo aprovou o golpe. PAra mim o Recado das urnas foi Claro !!!

    Golpistas, estamos com vocês !!

    Esquerdalhas, não tentem nos defender !!! Não queremos ser defendidos !!!

    • O povo diz NAO para a solidariedade social, equidade e justica

      Concordo com voce Marcelo. A mensagem inequivoca das urnas e’ este mesmo: O povo brasileiro aprovou o golpe e deu um sonoro ponta-pe na bunda do PT. A esquerda imaculada, ideologicamente pura, nunca foi boa de voto, e nao surpreende que tenha sido ignorada, mais uma vez.

      Essas pessoas, que nao se consideram de direita, mas que, a exemplo desta, ficam incessantemente crucificando o PT, nao querem perceber que o povo tambem tem alguma responsabilidade neste processo todo. Eles tem a liberdade de escolha, e para faze-las eles tem nao so’ a mente racional, para analisar e chegar a alguma conclusao, mas tambem a intuicao; claro, em graus distintos de desenvolvimento em cada pessoa. Mas a verdade dura e’ que o povo gosta da Globo e a maioria aceita docilmente a narrativa imposta por ela, e por extensao, por todo o conjunto da midia oligarquica.

      Eu tenho varios amigos, de bom nivel educacional  e cultural, que duvidam que a Globo, a Folha, ou o Estado estejam manipulando seus leitores e espectadores. O que pensar do resto da populacao. Acham que ela esta’ apenas refletindo os fatos como eles sao, com, possivelmente, pequenos exageros para um lado ou para o outro. E nao tem discussao, nao tem o contraditorio. E’ um posicionamento emocional, que sequestrou o racional da pessoas, mesmo aquelas que em quase todas outras areas da vida se pautam pela racionalidade.Nao nos falamos mais

      E’ uma questao de grau de evolucao da consciencia, e tambem do merecimento das pessoas, do grupo social. As pessoas nao conseguem nem sequer identificar os proprios interesses, e quem esta’ do seu lado, do lado do bem comum. Quando a inconsciencia alcanca esse nivel, so’ mesmo o sofrimento consegue, e vem, para ajudar a desenvolver a consciencia. Seria muito bom que as coisas fossem diferentes, que o “bem” triunfasse sempre, ou que pelo menos houvesse mais equilibrio entre o “bem” e o “mal” na politica, e na conducao dos grandes assuntos de interesse da sociedade, mas parece que, no Brasil, ainda nao estamos merecendo isto. Nosso carma ainda nao esta’ permitindo.

      Como espiritualista de esquerda, acredito que estamos vivendo, na verdade, um tsunami de energias negativas, energia astral mesmo – e a maioria das pessoas sao levadas, se deixam levar, e o que vemos e’ isto que esta’ ai’. Tambem reconheco, com tristeza, que as comunidades religiosas em geral, como os catolicos, evangelicos, espiritas, e outros – com as muitas e honrosas excecoes -, estao voluntariamente se entregando a esse tsunami, abdicando de um discernimento mais em sintonia com sua fe’ religiosa, que pelo menos da boca pra fora fala em justica, solidariedade, tolerancia, equidade, blah-blah-blah.

      OK, a luta continua, sempre, mas precisamos saber que o buraco e’ mais embaixo; e o povo nao e’ esta entidade inocente e isenta de qualquer responsabilidade por seu proprio destino e o da sua cidade, estado e nacao.

      • “Encerrada a votação e aberta

        “Encerrada a votação e aberta as urnas em Salvador e eis que ACM tataraneto vence as eleições em primeiro turno com 127,38 % dos votos provando que governos voltados para o social são uma perda de tempo no Brasil. O povo gosta mesmo é de chicote e pulso forte! Quem nasceu para gado nunca pode comandar a tropa. A saudade doce do chicote, a lembrança boa da chibata nas costas e ser mandado por um shinhozino é tudo que o brasileiro anseia” RUBEM GONZALEZ

  2. Impressionante como Nassif

    Impressionante como Nassif incorporou o discurso acadêmico da velha esquerda, embora mantendo alguma objetividade jornalística.

  3. Não vejo derrota nenhuma, vejo simplesmente a lógica.

    Quando o PT assumiu o governo federal e aceitou todo o esquema de poder e lógica de arreacadação de fundos que a direita sempre utilizou, ele entrou no campo de batalha do adversário utilizando as mesmas armas e com muito menor habilidade com que os outros manejavam.

    Além disto em nenhum momento em que o PT ainda estava forte, apesar de saber que o sistema judiciário beneficiava somente uma classe social, que o sistema carcerário é outro desastre, que a polícia serve como sempre serviu a classe social mais rica e daí por diante, jamais estas regras foram questionadas por quem detinha parte do poder. Isto foi feito pelo PT assim como pelos partidecos que dele derivaram que permaneceram no mesmo discurso moralista que empregavam antes.

    Quando a esquerda chegar ao poder mais uma vez, tem que ter o cuidado de alargar a sua base de apoio não nos circulos do poder atual, mas sim daqueles que realmente conforme a nossa constituição emana o poder, o povo.

    Logo o PT não foi derrotado, voltou a sua origem de vinte anos atras.

    Que aproveite a lição e não se condsidere morto.

    • Lula foi eleito em 2003 e

      Lula foi eleito em 2003 e pegou o pais quebrado, milhões no mapa da fome, salario minimo de 80 dolares, FMI batendo a porta, inflação acelerando. Dois anos para colocar o bonde andando e vem o escandalo do mensalão e um Tribunal de Excessão, com condenações absurdas como a de Genuino. De novo o PT nas cordas, a Globo exigindo o impechment e mesmo assim de novo Lula coloca o bonde nos trilhos, com a crise de 2008 rolando mundo afora. Talvez o unico momento de perda de oportunidades tenha sido os primeiros meses do primeiro mandato de Dilma, de resto, sempre foi uma guerra, por que logo depois começou a Lava-Jato, a eleição de 2014 dificilima, as manipulações da grande midia, uma após outra, e o quanto pior melhor. Não foi facil assim como você dá a entender e agora, depois que a vaca foi beber agua no brejo fica facil apontar os erros. 

      • Aceitaram as condenações, e aceitaram um monte de coisas.

        A polícia ficar batendo em pequenos marginais, não por serem marginais, mas sim por serem pequenos sempre aceitaram. Mais algumas dúzias de pequenas ações vigorosas que poderiam ser feitas não por parlamentares isolados mas pelo governo como um todo, poderiam ser feitas.

        O momento que aceitas a lógica do processo sem ao menos espernear constantemente estás fincando um prego no seu caixão.

        O PT quando chegou ao governo do município de Porto Alegre tentou uma ação vigorosa contra as companhias de ônibus, não deu em nada, só deu rolo, porém o povo notou que havia alguém ao seu lado. Depois o PT fez uma série de intervenções nas regiões mais pobres, o transito dos automóveis ficou com problemas, mas o povo sabia que tinha alguém ao seu lado. Quando o PT usou o dinheiro para fazer uma grande obra, que beneficiava principalmente os automóveis que na época era um privilégio de poucos, os motoristas dos automóveis criticaram uma das melhores obras de Porto Alegre, e o povo notou que não tinha mais alguém ao seu lado.

  4. Meu ponto de vista:
    sp agora

    Meu ponto de vista:

    sp agora tem um prefeito que é a sua mais perfeita tradução: um prefeito coxinha!!

    • além de coxinha, cafona,

      além de coxinha, cafona, retrogrado, burro, cheio de privilégios de elite que mama nas tetas do Estado.

  5. Grande texto. Estamos vivendo

    Grande texto. Estamos vivendo o maior retrocesso civilizatorio de nossa historia. Em 64 o que enterraram foram as expectativas, mas agora o que temos é destruição mesmo.

     

  6. O que fizeram com a imagem do

    O que fizeram com a imagem do Lula em SP.

    Eduardo Guimarães, teve um vídeo gravado pelo Lula apoiado a sua candidatura – 1100 votos

    Filho de Lula em Diadema, algo em torno de 1500 votos.

    Na minha opinião a culpa não é do Dória, coxinha,Moro, judiciário.

    A culpa é única e exclusiva da Globo, que criou todos esses fenômenos.

    Lula e Dilma tiveram tudo para exterminar essa emissora, não fizeram, agora são vítimas

      • Não dessossou a Globo, e foi dessossado por ela.

        Como o prezado acima respondeu. o PT no Planalto teve as Organizações Globo em suas mãos quando esteve no Planalto. Mais especificamente, o José Dirceu teve a “famígila” em suas mãos quando esta foi implorar o salvamento do “Império” que estava a afundar devido ao monumental fracasso da Globocabo.

        Poderia ter exigido a libertação da redação do JN, enfiado goela abaixo da “famíglia” o fim da propriedade cruzada dos meios de comunicação, mas nada fez. Resultado: ganhou um par de algemas de “presente”.

        Uma lição fica deste Golpe: não há acordo com a elite reacionária deste país. No Poder, a esquerda deve dessossar esta elite, sem contemplação.

        • Se tivessem tentado desossar a Globo, o golpe já teria sido dado

          Vc sonha, hem? Acha mesmo que a presidência seja todo poderosa? E que a democracia signifique algo para a elite brasileira? Quando um governo incomoda, simplesmente se arruma um golpe.

  7. “E aumenta as

    “E aumenta as responsabilidades sobre o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel”

     Pimentel tá mais sujo q pau de galinheiro na operação Acrônimo!

    Vai ser difícil ele escapar da cadeia. “Nos últimos dias, houve as seguintes ofensivas: 

    ·       Indiciamento de Lula.

    ·       Prisão de Guido Mantega.

    ·       Prisão de Antônio Palocci.”

    Mas não vai falar nada sobre as acusações? São todos “santos injustiçados”?

    Por favor, me poupe!

  8. “E aumenta as

    “E aumenta as responsabilidades sobre o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel”

     Pimentel tá mais sujo q pau de galinheiro na operação Acrônimo!

    Vai ser difícil ele escapar da cadeia. “Nos últimos dias, houve as seguintes ofensivas: 

    ·       Indiciamento de Lula.

    ·       Prisão de Guido Mantega.

    ·       Prisão de Antônio Palocci.”

    Mas não vai falar nada sobre as acusações? São todos “santos injustiçados”?

    Por favor, me poupe!

  9. Já passou muito da hora de o

    Já passou muito da hora de o PT ter protagonizado uma frente de esquerda. Deveria tê-lo feito antes das manifestações de 2013, ou mesmo durante estas. Pelo menos, haveria mobilização e sustentação política de massa que pudesse inibir a classe média tradicional e burra de tomar as ruas pelo golpe, com todo apoio da velha mídia muderna e seus apoiadores nas burocracias jurídicas bacharelescas, junto ao empresariado em geral. Mas antes tarde do que nunca: a esquerda e outros setores políticos esclarecidos (se é que estes existem) devem se reunir (difícil sei) e se preparar para o que vem por aí: o maior trator neoliberal que se possa imaginar. Este conta com a falta de resistência e contraponto ao que já se sabe, nas áreas trabalhistas, previdenciárias, sociais (educação, saúde, cultura, segurança – porque o bicho vai pegar com o aumento da criminalidade), econômicas, etc. Quanto ao PT, é isso mesmo: ou refunda-se, preservando sua história e seu legado nos governos de Lula e sua experiência nos governos de Dilma, ou afunda-se de vez.

    • Concordo, se em 2013 chutasse o pau da barraca,….

      Concordo, se em 2013 tivesse chutado o pau da barraca, pouco ligando para a governabilidade que no fim perdeu e fizesse o mesmo que a Dilma fez entre seu afastamento na câmara e o julgamento no senado, teria apoio de grande parte da população, poderia ter perdido o mandato, mas não perderia a eleição!

      • Muitas críticas aos

        Muitas críticas aos resultados. Não havia o que fazer. O PT escolheu uma trilha que só daria certo em caso de bonança econômica. Sem ela, o partido não tinha armas para resistir. A derrota seria a mesma, se Dilma ainda fosse presidente.

        Os erros foram cometidos lá atrás, quando o partido ganhou e não exerceu o poder como se deve no Brasil. Ao adotar um conceito abstrato na política brasileira como o rebublicanismo, o partido deixou importantes áreas de poder nas mãos de malucos e de seus adversários. Enquanto a economia estava bem, o povo não deu muita importância. Quando a economia desandou, a busca por culpados é a primeira coisa a se fazer. Mil dedos foram apontados para o PT.

        Resta recomeçar. Devemos saber aproveitar o desastre que se aproxima. Não subestimem o estrago que PSDB e PMDB causarão a esse país no curto prazo. Devemos ter o discurso pronto para esse momento. Não se esqueçam de que FHC ainda hoje é odiado pelo péssimo governo e ele foi duas vezes eleito. Surfar a onda causada por um governo golpista que levará o país à ruina será fácil. 

        Recomendo ainda que o PT redija uma mudança em seu regimento: Aquele que falar a palavra rebublicanismo será imediatamente fuzilado.

        Governo é para ser exercido. Os opositores que se lasquem.

    • Onde está o erro de suas colocações?

      Jair, concordo com quase tudo que você disse. Mas… Onde está o errro? Vou grifar.

      ~~~ Já passou muito da hora de o PT ter protagonizado uma frente de esquerda ~~~

      Vamos ser sinceros… Como o PT pode ou poderia ser protagonista de uma frente de esquerda quando estava até o último segundo do segundo tempo de braços dados com a direita, amarrado do cóccix até o pescoço com a escória política do país?

      Aí vem o pessoal “verdadeiramente politizado” (“os honestos” ? – nem sei como esse pessoal gostaria de ser chamado – enfim, os petistas de coração, alma, barba, cabelo e bigode) falar que a fonte de todos os problemas é a “esquerda pura”, essa gente chata que não gosta de fazer alianças com canalhas como Cunha, Temer, Paes, só pra nomear alguns. Porque senão é impossível governar e blablablá… Que temos todos que ser pragmáticos, entrar nos /aceitar os esquemas e seguir adiante como o sistema ensina e impõe. E por aí vai… Aí eu pergunto. Se é para abdicar de tantos ideais em nome da suposta governabilidade (até a hora de levar um pé na bunda da verdadeira elite) então para quê?

      O PT precisa, em primeiro lugar, decidir se é ou não de esquerda. Pois o discruso costuma ser flutuante. Quando tá ganhando diz que não é socialista, não é de esquerda, é de centro-esquerda e tals. Quando perde ou é traído pelos aliados, aí ressuscita o discurso esquerda x direta e se diz esquerda perseguida pela direita (à qual estava abraçado até então).

      O que eu quero dizer? Não sou contra uma frente ampla de esquerda. Só acho que para isso acontecer, o PT não pode querer ser protagonista. Não vai funcionar por todos os motivos acima e mais alguns que não cabem aqui. 

      Humildade é a palavra. 

      ***

      Pra não perder a viagem… Uma música. Melhor, um álbum todo. 

      Do Cóccix até o pescoço.

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=9PExB9Ol5Yc%5D

       

      • Em essência, concordo com

        Em essência, concordo com você. Mas o PT, mesmo derrotado eleitoralmente, e antes derrotado politicamente pelo conluio mídia-bacharéis-direita partidária, e por seus próprios erros, tem chances de recuperar suas bases sociais amortecidas nos anos de governo Lula e Dilma: com esse trator neoliberal que vem aí, os sindicatos e movimentos sociais serão fundamentais. E nestes o PT ainda têm presença ou influência. Não será fácil, com o desemprego crescente, mas haverá lutas econômicas (que pegam pelo bolso) e estas necessariamente serão politizadas. Mesmo porque são políticas, frutos de decisões políticas dos defensores e representantes do capital.

        [video:https://www.youtube.com/watch?v=gzAku4z2ay0%5D

  10. O rio não corre mais no leito antigo

    Após meses de chuvas torrenciais, o rio transbordou, as águas subiram e destruíram tudo pelo caminho. Quando parar de chover, espera-se que as águas recuem para o leito antigo. Inútil, a essa altura o rio achou novo curso, e nunca mais voltará a correr no leito antigo. Sem chance. 

  11. O PT precisa retomar o contato com os movimentos sociais

    Precisamos lembrar que os votos obtidos pelo PT em eleições anteriores, ocorreram em função de alianças políticas que hoje não são mais possíveis de fazer.

    Nestas eleições o PT foi isolado pelos partidos de centro, de direita, e os mais a esquerda, o que refletiu no tempo do horário eleitoral no rádio e na televisão, bem como nos recursos financeiros da campnha eleitoral.

    O que deve se repetir nas próximas eleilções, o que o obriga o PT a buscar novamente o contato com os movimentos sociais e sindicais, que o PT praticamente abandonou em função do apoio que vinha obtendo com alianças com os partidos burgueses.

    Em algumas regiões do país, boa parte do eleitorado do PT, se manteve a esquerda do expectro político, principalmente votando no PSOL, que em sua grande maioria e constituida de ex-militantes do PT.

    A permanecer este  isolamento, o PT que resultar destas eleições certamente caminhará cada vez mais para a esquerda, na tentativa de retomar o apoio dos movimentos sindicais e sociais, o que deve fortalecerr o PT nas próximas eleições, nas disputas dos cargos proporcionais, ao mesmo tempo em que haverá uma redução significativa nos cargos majoritários, que mesmo com Lula,  dificilmente vencerá as eleições de 2018, se o apoio dos partidos burgueses.

    Isto configura um quadro de acirramento das tensões sociais, primeiro em defesa dos direitos conquistados, e depois certamente para avançar de forma substancial na  conquista de novos avanços sociais.

      • “Um passo atrás para dar dois à frente”

        Não é bem assim….

        Os acordos do PT que  resultartam em um governo de conciliações, permitaram enormes avanços sociais e econômicos.

        São estes avanços sociais e ecconômicos, que podem viabilizar a resistência contra a tentativa de novo retrocesso.

        Certamente entraremos em um período de intensos confrontos sociais, de desdobramentos imprevisíveis, e na medida  em que novos governos de conciliação são inviaveis, uma aliança dos partidos de esquerda se torna mais provável.

        Além disso o PT provavelmente retomará o processo de formação de quadro e expansão da organização partidária pelo inetror do Brasil, que foram abandonados em função da aliança com os partidos burgueses

    • É uma guerra de extermínio!

      Sei não, acho que não ficou muito claro o que vem acontecendo desde  o chamado “mensalão”…

      Não se trata mais de derrotar o PT, o jogo que está sendo jogado pela direita, leia PSDB de Aécio é exterminar o PT. Depois de amargar 4 derrotas sucessivas mudaram de tática. 

      O conluio mídia, Judiciário e partidos políticos de centro-direita irão exterminar , varrer o PT do país. São maus. Sabem que não podem dar chance de renascimento. É morte certa.

  12. Governo golpista e mídia

    Governo golpista e mídia falimentar têm interesses complementares: o governo precisa sensibilizar favoravelmente a sociedade e tem recursos. A mídia precisa de recursos e tem o acesso ao grande público e poder de influenciar. A força motora para o acordo existe.

    A chamada bolsa mídia, que já começou a ser paga, como mostra um levantamento divulgado pelo blog o cafezinho, é a parte do acordo que cabe ao governo. À mídia cabe matar no peito as acusações feitas aos integrantes do governo, amenizar as más notícias, desacreditar as opiniões contrárias e semear esperanças.

    O plano simples de entender pressupõe alguns ajustes. A mídia brasileira não se caracteriza pela omissão simples. Ela divulga tudo. O segredo está na graduação da ênfase. A omissão é facilmente percebida e levaria a uma rápida perda de credibilidade. Uma mídia sem credibilidade não interessa àqueles que pretendem usá-la em seu favor. Em nome disso, faz-se um acordo entre as partes: falem mal, mas o mínimo necessário.

    Durante a ditadura militar, jornais publicavam matérias contra o governo.  Porém, a maioria das matérias era simpática. A impressão favorável ao governo era predominante, e as matérias contrárias eram necessárias para que o leitor comparasse e construísse a opinião de que há mais pontos positivos do que negativos na ação do governo. Serviam também para manter a credibilidade e a calar os críticos dos jornais.

    Antes da disseminação da internet, o controle da informação por parte da mídia era total. Somente eles possuíam acesso ao público. Era fácil para o governo retirar do tabuleiro as mídias não colaboradoras. Era confortável para a mídia se engajar sem comprometer sua credibilidade, visto que todos praticavam o mesmo discurso.

    Com a internet, o custo de publicação é baixíssimo. É grande a facilidade de publicar. A equação muda para governo e mídia. O jogo envolve também os muitos outros divulgadores que têm acesso ao público e não participam do acordo. Esses jogadores podem inviabilizar o negócio.

    A existência de informação que contraria o discurso majoritário retira credibilidade da mídia. Isso desvaloriza o produto da mídia majoritária e compromete o objetivo do governo de sensibilizar favoravelmente a sociedade. Há que se controlar esses atores.

    Esse problema é comum a todos os governos que precisam controlar a informação. Há um vasto leque de ferramentas à disposição para se tratar o problema, que variam do soft ao hard. Classificam-se em reduzir o número de divulgadores contrários e controlar o fluxo de informação. Algumas medidas do primeiro tipo, em ordem de gravidade, são:

    amedrontar a parcela que se deixa intimidar mais facilmente com ameaças de criminalização, perseguição etc.

    Controle de identidade dos divulgadores. Essa medida atinge aqueles que publicam anonimamente e aqueles que passariam a publicar nessa condição com receio da medidas citadas no item anterior.

    Sufocar financeiramente divulgadores contrários.

    Desacreditar nomes mais famosos de divulgadores contrários.

    Criminalizar divulgadores contrários

    Algumas medidas do segundo tipo são:

    Promover ataques digitais aos divulgadores contrários.

    Impedir a divulgação de informações por meio de bloqueios digitais (censura digital).

    Essas medidas possuem eficiência e custos variáveis. Algumas delas precisam de leis específicas e da construção de um aparato dedicado.

    O sufocamento financeiro já começou com a demissão e/ou quebra de contrato de publicidade de alguns que tinham algum tipo de contrato com o governo e mesmo vínculos  com a mídia privada. Obviamente essa medida não funcionará, pois os baixos custos operacionais e a inexistência de alternativas, os fará continuar na trilha. Na verdade, as críticas tendem a se intensificar.

    A criminalização de divulgadores seria o próximo passo. Ela serviria para intimidar os demais. Ela já pode iniciar com as leis atuais e pode se intensificar com a aprovação de leis específicas mais duras. A desvantagem em se aprovar leis específicas mais duras é o desgaste que isso causaria.

    O presidente golpista, em sua mal sucedida excursão aos EUA, declarou que o Brasil vive a normalidade democrática e a plena liberdade de imprensa. Há que se preservar essa aparência. Algumas medidas à disposição destroem a aparência de estado democrático. Portanto, serão tomadas apenas se não houver alternativa.

    O que não se está levando em consideração é que não será o controle de informação que fará a sociedade aceitar ou rejeitar o governo, mas o desempenho da economia. A ditadura militar sempre controlou a informação. Nos bons momentos da economia, a sociedade aceitava a falta de democracia. Quando a economia piorou, a sociedade passou a rejeitar o governo, em que pese o apoio midiático. E o governo conseguiu manter-se graças à força e à manipulação das regras eleitorais, tais como voto vinculado, senadores biônicos e eleição indireta. Portanto, o acordo entre governo e mídia será bom apenas para o último. É inútil diante de uma economia em crise e será desnecessário, se a economia se recuperar.

    A longo prazo, e no contexto atual isso representa seis meses, o apoio midiático, comprado por alto preço pelo governo, garante que a lava-jato não se volte contra membros do governo e que continue perseguindo petistas, para desviar a atenção sobre as maldades que se pretende fazer contra o patrimônio público e os direitos trabalhistas e previdenciários.

    Por enquanto, o papel principal da mídia é formar uma tabelinha com os insanos de Curitiba (Justiça Federal, MP e PF). Eles são guiados por sentimentos mistos de messianismo, deslumbramento trazido pela fama e pelo exercício ilimitado do poder, e por projetos pessoais e institucionais de poder. Os insanos entram com a pauta (perseguição aos políticos) e a mídia entra com a cobertura plenamente favorável as suas ações, e a intimidação de vozes contrárias e do STF (que conta talvez com a composição mais covarde de todos os tempos).

    A mídia já conseguiu domesticar os investigadores. Quando eles perseguem petistas, há grande divulgação. Quando o alvo é outro, o esquecimento é a regra. Foi o que ocorreu com a operação zelotes. Enquanto investigava um escândalo bilionário de sonegação, não atraia atenção. Tudo mudou quando os bilhões foram deixados de lado e o filho de Lula virou alvo. A turma de Curitiba já percebeu isso e segue a trilha apontada pela mídia.

    A dobradinha entre mídia e a república de Curitiba tem prazo definido. Após prender Lula, a operação só tenderia a se voltar ao PMDB e ao PSDB. Isso vai ocorrer apenas se o PSDB oferecer mais à mídia. E o PMDB vira alvo. Do contrário, a operação tende a acabar por falta de apoio midiático. Nesse momento, as ovelhas do STF se transformarão em tigres.

    O problema com o fim da lava-jato é que o desempenho do governo vira pauta nacional inevitável. A crise econômica, que só tende a se agravar, será discutida. A mídia já mostrou que não consegue controlar a opinião da sociedade em períodos de crise econômica. Não conseguirá cumprir sua parte do acordo. Caberá aos divulgadores independentes aproveitarem esse momento e extrair dele vantagem. Colar na mídia a culpa por ter contribuído decisivamente para esse estado de coisas será fácil, pois suas pegadas estão em toda parte. Não deixem prisioneiros.  

    Será neste momento que ao governo restará a repressão como alternativa de sobrevivência. Não acredito que funcionará. Ela exigiria uma estrutura por enquanto inexistente. As forças armadas entrariam nela para proteger um governo de corruptos apenas na condição de jagunços, sem mandar nos destinos do governo? Seria muito idiota. Repressão funciona apenas com quem se deixa reprimir. Isso aconteceria com bonança econômica. A sociedade troca liberdade por conforto. Repressão em período de crise econômica apenas cria uma espiral de descontentamento e mais repressão, até sua ruptura.

    Ao final deste período de trevas, os pequenos divulgadores contrários que resistirem terão grandes oportunidades. As empresas de mídia de papel serão reduzidas em número, tamanho e credibilidade. A rede globo será a bola da vez e, na melhor das hipóteses, será reduzida a uma produtora e distribuidora de vídeos, perdendo o poder de determinar a pauta nacional. Aqueles que souberem cativar seu público neste momento, verão esse público se multiplicar muitas vezes quando o governo atual afundar e estarão em excelente posição para ocupar o vácuo deixado pelas atuais empresas de mídia.

  13. Ainda não sou petista de

    Ainda não sou petista de carteirinha. Não tenho o que chorar. Mesmo se fosse petista, ainda assim não teria o que chorar. Tenho a comemorar. Não vou repetir aqui o que todo mundo já sabe. O PT é o vencedor desta eleição.

     


  14. Em 13 anos de PT não teve sequer um programa voltado pra moradores de favelas do Brasil.
    A esquerda até agora não entendeu que a verdadeira conciliação no Brasil é de cores não de classes. Brancos – os de esquerda – sempre se aproveitaram do sistema capitalista e se fizeram de vítimas, seja aproveitando a violência policial contra negros seja enganando os pobres com promessas eleitoreiras.
    Falei no outro artigo do Nassif que o PT precisa sair de SP e dar espaço pra movimentos sociais de periferia e feministas. O futuro ideal do PT – que não irá acontecer – passa muito por Patrus e Djamila Ribeiro

  15. Golpe dentro do golpe

        Arrefeceu momentaneamente, a esmagadora vitória de geraldo em São Paulo, alem de derrotar a Serra, mostra que investir em Alckmin, até mesmo espera-lo, aguardando o debacle de Temer, pode em tese, dar uma chance para eleições em 2018, portanto um “golpe congressual” em 2017, para eleições indiretas, mostra-se inutil, contraproducente, pois o “tempo” foi comprado e pago, então “segurar” Temer et quadrilha, para que eles realizem o trabalho, é uma estratégia interessante, da qual Temer não poderá refugar.

    • Por um lado a derrota pode ser importante.

      Se a derrota do PT não tivesse sido tão forte, provavelmente não haveria mais eleições nos próximos 10 ou 15 anos, como a “esquerda” foi derrotada significativamente, a direita vai colocar o bloco na rua e deitar e rolar. Como as contradições estão aí e vão piorar, em médio prazo estaremos de novo por aí, mais velhos e mais experientes!

       

      • É possivel, mas……

             Pensando como no ” Colégio “, lá de POA, Resende e Pira.

             Derrotas doem, mas possuem uma vantagem,de aprendizado, desde que a analise delas seja REAL, tipo assim: vc. sabe qual a realidade do tamanho e comprometimento de sua tropa, e a capacidade dela em reagir, não de imediato, afinal taticas suicidas podem até serem nobres, mas de nada resultam.

              Derrotas significativas, como esta foi, estrategicamente, como vc. diz, para quem foi derrotado, após o momento normal, reativo, de perplexidade, da dificuldade de aceitação, não devem resvalar para momentos de “culpa”, individuais ou coletivas, pois não existe “culpa” na derrota, a analise deve ser o do porque os contrarios lhe venceram.

              E uma derrota acachapante, bastante clara, permite , fornece subsidios importantes : Vc. pode aquilatar seu tamanho real, os que vc. pode contar, vc. saberá, terá claro o tamanho dos que lhe são fiéis, e desta base conhecida, vc. poderá reagir e expandir , multiplicar-se com consciencia.

               O problema não é a derrota tatica, a da batalha, do confronto direto ocasional, ainda mais na politica, que são movimentos constantes e fluidos ( como na MecFlu, que ao serem alterados os parametros dos fluidos, a equação pode ir de negativa a positiva, tipo concreto protendido ), e portanto – matematicamente – as inferencias advindas destas derrotas devem ser entendidas, sem pejo, friamente compreendidas, pois quanto mais doidas, mais pesadas, mais serão apreendidas, e mais sólida, independente do tempo cronológico, será a reação.

                Culpar não leva a nada, é inutil, o pressuposto básico é que todos são culpados, de origem, portanto o “culpar”é soma Zero, discussão sem sentido, tempo perdido, o negócio é o seguinte – Zerar a equação – reconhecer a derrota, reorganizar  suas forças que sobraram, tanto as ativas como as passivas, e delas elaborar uma estratégia, primeiramente de resistência – cintar as unidades – fortalecer-se internamente, com foco explicito, e depois voltar a agir externamente, alem do circulo cintado. 

                 Uma vantagem, é como vc. informa :  ” A direita vai colocar o bloco na rua “, irão fazer festa pela “vitória”, ação que estratégicamente é positiva, pois se a esquerda conscientemente analisar a amplitude da derrota, tambem poderá medir o tamanho dos contrarios, e melhor ainda, analisar o quanto destes “vitoriosos”, são apenas aderentes e massa de manobra, factiveis de serem “virados”, afinal toda “massa” é moldavel, de acordo com as circusntancias a ela apresentadas

                

  16. São Paulo não terá mais

    São Paulo não terá mais prefeito. Terá um mestre-de-cerimônias do golpe. Cheio de botox, pó-de-arroz, salto alto do calibrte de Drag Queens. E o que faz um mestre de cerimônias, senão seguir o script?

    Pobre São Paulo, pobre paulista.

  17. O “partido do Polvo” agora é outro… com tentáculos bicudos

    Acho que agora sim temos uma Hydra no poder… os tentáculos estão no STF, na mídia, na PF, nas prefeituras, nos Estados, na religião, nos empresários, na internet… É fácil citar exemplos disso tudo.

    Aquela imagem que a Veja tentou passar do PT e não colou… agora é a realidade incontestável do PSDB. E um dos tentáculos mais agressivos é a própria Veja.

    O blocão PSDB/Mídia/STF está atropelando tudo no Brasil.

    Espero que seja vítima de seu próprio gigantismo.

    • Mas esse tsunami não está

      Mas esse tsunami não está limitado ao Brasil.  Respingou em toda América do Sul.

      O acordo de paz com as FARC foi rejeitado na Colômbia em votação com mais de 60% de abstenções. Pelo NÃO batalhou o ex-presidente Álvaro Uribe, da mesma falange nessa banda da América do também ex-presidente FHC e parceiros.

      Mera coincidência …

  18. Macaco velho…

    Olha, vocẽs leitores e opinadores podem tecer ressalvas e até discordâncias…    Nassif é humano.  Ele é macaco velho no jornalismo e nessa condição conhece muita gente e tem muita entrada…  

    Nassif, faz um papel importantíssmo, através de suas publicações com fatos e hipóteses de cunho estratégico, possibitando uma visão de cenários futuros inclusive no ambito geopolítco.

    Sem esse trabalho, perderíamos muito.

    Valeu Nassif!

  19. O SINAL ME FOI DADO PELO MANOBRISTA ….

    Comentei aqui, dias atrás, quando fui ao dentista e na saída, o manobrista “seo geraldo” que já me conhece há tempo me trouxe o carro e perguntou: “e aí vamos mandar esse prefeito embora?”. Dei corda, não acreditando no que estava ouvindo. Disse, sei não “seo geraldo” tá tudo ruim ,,, mas o Sr já decidiu? “Ah vamos de Dória. Eu, minha mulher, minhas duas filhas…”.  Continuou dizendo: “estamos precisando de um empresário na prefeitura dessa cidade  para desmanchar essa fábrica de multas”.  

    Putzzzz  É isso aí meus friendos aqui do Nassif. Depois disso ainda li as matérias do Valor, do El Pais falando exatamente disso: “do povo se sentindo desacorcoado com o Haddad …  Vc tem razão Nassif: junta a soberba do prefeito, a falta de conexão com a periferia e uma “titica de comunicação”, deu nisso!  O que não me conformo é terminar assim, depois de 36 anos de labuta. Agora fica muito mais fácil para “eles” acabarem com o restinho, a sigla. 

  20. São Paulo é a cidade mais esquizofrênica do país.

    É incrível como os paulistanos não aprendem. Parece que será necessário, mais uma vez, termos usa gestão arrasa-terra, como será a do almofadinha, para que eles se deem conta de que esses caboclos bicudos não governam para a maior parte da população. Dá uma angústia danada, mas os paulistanos e os paulistas merecem tudo o que de pior o Tucanistão pode oferecer. É deprimente. Acho que não vão aprender nunca.

  21. Eles também perderam por não ouvir o povo

    Não sei de nenhum meio de cominicação que os políticos da esquerda ouvem/consideram ao fazerem política

    Carta capital, Jornalggn, etc nunca foram/são citados. E não é p/ seguir tudo que falam, mas p/ pelo menos debater as ideias e incluir alguma boa ideia no plano de governo c/ publicidade.

    Fazer enquete na internet com debate curtos e diretos, com votação seria tão difícil pra Dilma, Lula e demais políticos da esquerda realizarem?

    Uma página da Internet medindo imparcialmente os principais meios de comunicação seria tão difícil assim pra presidência ou PT? Imagine mostrar o tamanho (área e caracteres), tempo (no rádio e tv), nº de matérias, nº de capas, e termos usados contra a Dilma e Cunha. Ou a cobertura da mídia pra situações análogas com políticos da esquerda e direita. E, repito, de maneira imparcial!

    São tantas ideias boas que não discutem e implementam, que quem sabe apos tantos “tapas na cara”, pelo menos as considerem realmente.

     

  22. Só peço que o futuro não me

    Só peço que o futuro não me seja indiferente. 

     

    Peço porque é preciso, como uma criança, pedir. 

     

    Ainda que seja fraqueza, porque mais debilitante é ter as esperanças soterradas sem razão. 

     

    Esperanças de uma cidade viva e feliz. 

     

    Hoje, aberta a janela na madrugada, a cidade expira silenciosa e melancólica. 

     

    Foram quatro anos de carinho e cuidado: com o povo que respira nela e com ela que respira pelo povo. 

     

    Ela expira, agora, silenciosa e triste. 

     

    É inefável o fracasso da esquerda. 

     

    Há uma máquina implacável em inebriar os sentidos. 

     

    O coração, sempre vermelho, pulsa, mas somente pulsa – há uma máquina implacável em inebriar os sentidos. 

     

    Foram quatro anos de grafite e cor, de vida e de cultura, de coragem e de mais amor – porque, como marcado nas paredes do Cemitério da Consolação com as tintas de Che: “o amor é importante, porra!”

     

    Hoje à noite ela expira: não existe amor aqui. 

     

    Os quatro anos passam como ilusão porque há um legado prestes a ser soterrado junto das velhas esperanças. 

     

    A democracia é uma pantomima curiosa. Deixa fiéis e ateus pelo caminho e mais ateus do que fiéis são os que encontram a verdade. 

     

    Amanhã, depois de um estertor sibilante, a cidade, voltando a ser cinza, não respirará. 

     

    São Paulo continuará existindo, desigual e fria como sempre fora. 

     

    Mas ela agradece quem revelou que ela poderia sentir e respirar. É possível ouvi-la falando pelas ciclovias e vias sem mortes. Ela ainda fala pelos parklets e pelas faixas de ônibus, pelas creches e pelas vias fechadas ao lazer, pelas praças com wi-fi e pelos hospitais da rede hora certa. Fala pelo passe livre dos estudantes. Fala pelo grito dos grafites. 

     

    Contagiado por ela, agradeço a quem nos mostrou, em quatro curtos anos, que ela pode ser mais viva e que nela pode haver amor. 

     

    Só peço que o futuro não lhe seja indiferente. Obrigado, Haddad. 

     

     

     

     

     

     

     

  23. Derrota previsível

    É preciso mencionar que as eleições ocorreram num contexto de crise econômica nacional e mundial. O preço de diversas commodities caiu muito e isso teve um impacto relevante na economia. O nível de desemprego é alto, e foi ampliado pelas atividades persecutórias da Lava-jato contra empresas, que se propagou para diversos setores da economia. Em cima disso tudo houve o auxílio inestimável da mídia hegemônica, que passou narrativas de que petistas são corruptos, que a corrupção é a causa principal dos problemas, que os “justiceiros” são heróis, mesmo que não mexam com o PSDB. Acima de tudo a mídia hegemônica baixou a autoestima dos brasileiros, denegrindo tudo que pudesse ser louvado e exagerando nos pontos negativos. Isso foi posto em prática desde que o Lula teve o seu primeiro mandato. Ou seja, mais de uma década de campanha negativa contra as esquerdas. A demonização da política pela mídia teve vários efeitos nefastos também, mas deixo isso para um próximo texto.

    É claro que a esquerda cometeu erros, mas agora não é hora de se autoflagelar. Os inimigos da democracia são poderosíssimos, mas perderam 4 eleições. Vamos sacudir a poeira, analisar estratégias para o futuro e dar a volta por cima.

  24. AO meu ver, agora que eles

    AO meu ver, agora que eles colocaram todos os problemas humanos na costa do pT…. tudo é possível… Até a malfadada manipulação elitoral.. Mas a melhor não entrar nestes por menores, espero que eles não tenham descido tão baixo… e alardear o povo… Afinal… Agora o povo está desprotegido e com as suas vozes caladas.

  25. A grande derrota foi do país

    Concordo com Jesse Souza (e Claudio Lembo), junho/13 foi uma reação essencialmente refratária da classe media ao tímido avanço social dos miseráveis. A história brasileira é muito turbulenta, muito sofrimento, deu paúra na classe média e do dia pra noite o gigante acordou e queria hospital padrao fifa pro dia seguinte. O resto todos já sabem, a manipulaçao da narrativa contra o petê, a seletividade, e, principalmente, o cinismo que esconde todo o conforto hipócrita contra aquele avanço quando até uma criança de 5 anos sabe que o problema é o executivo de coalizão e, até 2014, o financiamento de campanha.

    Nao tem tese, dissertação, discussão política, fla x flu, o escambau, o cerne é econômico e social (status), a classe média refugou sob o álibi do mensalão e não sei mais o que. Pode-se gastar toneladas de artigos, comentários, brigas, …a verdade nua e crua é essa daí.

    Vi a miséria dos anos 80 e 90, o nordeste acabado, nos final dos anos 2000  vi o pequeno avanço dos miseráveis e passei a ter uma conviccao grande por ter votado no PT desde 89. Naquele momento, pra mim, nasceu o Brasil com a inclusao social que sempre me atormentou e até hj eu realmente nao consigo entender, nao entra na minha cabeça, que tendo tido essa grande chance porque, em que momento isso tudo começou a andar pra trás. Acham que vao construir uma nacao de cima para baixo? Com os promotores de gabinete? Os cabeças de planilha? As corporaçoes? O pacto social fica aonde? Qual democracia nasceu sem esse pacto? Com nossa história de tanta traiçao, morte e insegurança vao fazer dessa forma? Impossível.

    Em 2010 comecei a ver redes sociais e nao entendia como com essa senha dada no auge do Lulismo porque cargas dáguas tanto se discutia e criticava, se queria uma etica de suecia (a critica das alianças) num pais com a historia brasileira? Ora, haja cinismo, nossa construçao é aos trancos e barrancos cacete, Lula tinha dado enfim uma 1a liga mais duradoura e estavel.  Mas ao invés de se olhar pra frente preferiram a ética sueca, a midia passou a surfar e o aécio agora enche a boca pra dizer, talvez com razao, que o PT foi dizimado.

    Hj votei no Freixo com uma espinha na garganta, é o que tem pra hj, tem que se seguir (com a consciëncia do que aconteceu). Se essa ‘esquerda’*(vai ter que me provar ainda se é com avanço social real, náo com a republica de laranjeiras)  teve esse ranso com o Lulismo náo é hora de mimimi, tem que ir em frente, mas quem perdeu com essa lenga lenga toda aí foi só os mais miseráveis a e construçao do Brasil que eu sempre acreditei.

    Ps. minha esposa é gerente da CEF e sempre conta como varios beneficiarios do bolsa familia ou a classe baixa que depende do FGTS quase sempre mete o pau no PT. Ja nao e o cinismo da classe media, mas parte da boiada indo atrás da onda do momento.

  26. “Atenção! Pelas novas regras

    “Atenção! Pelas novas regras eleitorais, seu voto na legenda pode ir para outro partido. Vote no número completo do seu vereador ou você poderá eleger um inimigo!”(http://www.bbc.com/portuguese/brasil-37478939)

     O eleitorado votou sem saber que seu voto poderia eleger um inimigo! Herança do bandido Eduardo Cunha, enfim, o nosso pais caiu nas mãos da bandidagem…estamos sendo governados por Instituições convertidas em organizações criminosas..,..mídia no abre-alas e o mercado sanguinário na moita, claro, este, como “força oculta” que é, nunca aparece, apenas manda seus mercenários como Frota, Kataguri,  Gentili et caterva…em resumo: a milícia se delicia, festeja e desfruta  da vitória, o que significa muita grana sendo retirada dos programas sociais para os bolsos deles, eles serão gratos aos e Frota, Kataguri, Gentilli, Raquel..,.ah, só falta a cereja do bolo, a prisão do Lula, prá isso descobriram que a Oi instalou uma antena em algum sitio: uau,… será que existe no mundo uma elite mais primtiva do que a nossa,…e  junta-se a ela um povo que beira a infantilidade porque sem noção do seu derredor e que baba de admiração diante de seus algozes exibidos como bons moços pelo poder verbalizador mídia.;;, esperar o que senão o fundo do poço… 

  27. Mexicanização, grupos vorazes em guerra e Justiça falida

    É o Brasil que se inicia. A guerra será de tddos contra todos.

    Até o PSDB já está guerra .

    A queda da confiança e a manipulação das decisões judiciais grupos  e organiações criminsas se associam a grupos políticos

    A partir de hoje ,mais que nunca, os Parlamentos serão as casas  das negociatas,Nos  Governos grupos vorazes quererão apanhar seus butins.

    Sinceramente , alguem respira total confiança nas instituições deste País?

    A maneira como se deu o processo eleitoral em São Paulo  está no mínimoo estranho

    Será que  as urnas não foram tocadas pela “mão de Deus”?.

  28. Primeiro o julgamento de

    Primeiro o julgamento de Nuremberg: este golpe não pode morrer em lei da anistia. Depois a reconstrução da democracia e estado de direito. Em 1984 colocamos um milhão de pessoas nas ruas só com os sindicatos, a igreja de esquerda e a Folha neo golpista. Com a internete devemos fazer mais e faremos quando os estragos da direita ficarem evidentes. O novo estado de direito não vira com juízes e promotores excelências. Esses macacos velhos, ainda que recém concursados, têm que cair do galho. Fora a velha mídia que tem que ser desmembrada empresa por empresa. Claro, cadeia nos principais envolvidos.

    • Com esse povo cretino que

      Com esse povo cretino que temos ??? Duvido !!

      Quanto as diretas, o povo Brasileiro é tão conscientizado que a ficha da ditadura levou 20 anos para cair…

      Espero que o povo deixe para reagir antes de 2036, mas hj somos mais imbecis do que antes…

  29. Paulista não sabe votar….

    Sou paulista/paulistano, e realmente para min é um grande misterio a escolha dos paulistas….A meu ver temos 2 tipos de voto, basicamente, voto para o legislativo onde o lado “ideologico” esta muito mais presente pois são os legisladores que vão fabricar,ajustar e adaptar as leis do pais ou do estado ou do municipio.Este é o primeiro tipo de voto.O segundo tipo de voto é o voto para o executivo de todos niveis,municipal,estadual e nacional(faço uma resalva ao nivel nacional por achar que neste caso é uma mix dos dois tipos de voto).Este voto me parece um voto mais, digamos assim,”pratico”, mais “pe no cão”, onde voce julga a “obra” do administrador e vota em consequencia.Não me refiro aqui ao voto dos ativistas ou filiados a partidos ou pessoas com posições politicas bem definidas, mas do eleitor “normal,banal,não politizado etc…O primeiro grupo(ativistas ou filiados a partidos ou pessoas com posições politicas bem definidas) me parece coerente que vote no partido de sua predileção sem nehum problema, o segundo grupo ao contrario se deseja votar de uma maneira “pe no chão” vote no candidato que melhor administrou e ponto final.Ai esta o problema dos paulistas,eu acho que com o Haddad,pelo que eu observo, tinhamos um prefeito que mesmo se cometeu erros(o que é normal)nos propunha uma administração de “primeiro mundo” nos conceitos e ações.(moro no exterior a mais de 20 anos, conheço bem o que quer dizer uma cidade bem administrada….).Troca-se um prefeito que moderniza a cidade por um completo desconhecido sem experiencia administrativa ligado a um governo incompetente que não consegue resolver a “crise hidrica em sp”…. crise essa que me faz pensar que o estado de SP se encontra em pleno deserto do Saara ou ao lado de Las Vegas no deserto de Nevada……Cada vez que vou ao SP no verão me deparo com o marginal alagada, inundações,etc…As pessoas me dizem que temos que economizar  agua, a ecologia e blablabla(Clima tropical é a designação dada aos climas das regiões intertropicais caracterizados por serem megatérmicos, com temperatura média do ar em todos os meses do ano superior a 18 °C, não terem estação invernosa e terem precipitação anual superior à evapotranspiração potencial anual-Wikipedia)….é realmente um problema de falta de agua?Ou eu não entendi nada?E a galera vota no Geraldo Alckmin…..um misterio…..no fundo os paulistas são muito saudosistas…..e o Geraldinho tem cara de Maluf….deve ser isso…..Quanto ao João Dollar nem consigo conceber a razão de eleger um especialista de turimo na prefeitura…em SP…realmente o turismo é uma industria fundamental na cidade…gringo so vem a sp a trabalho ou de passagem…vai pro Rio, Salvador,Fortaleza,Manaus,Foz de Iguaçu….alguem disse num comentario que São Paulo é a cidade mais esquizofrênica do país….mesmo sendo paulistano/paulista tenho tendencia a concordar em numero e genero….So minha opinião… 

     

  30. E a grande vencedora foi a Lava Jato

    Foi derrota em todo Brasil. Até para fazer vereador, o PT teve dificuldades. João Doria é a quintessência da mediocridade de nossos dias. So fiquei impressionada de ter ganho no primeiro turno… Realmente, ele deve ajoelhar aos pés do Moro e agradecer mil vezes.

    O grande vitorioso dessas eleições foi o PSDB. Por tras do PSDB, a Lava Jato. E a Lava Jato voltara sua ofensiva contra Lula. Se não tivermos mais um golpe dentro do golpe, Alckmin, o homem mediocre, sera o proximo presidente da Republica.

    Em sua ultima coluna Jânio de Freitas diz que Gilmar Mendes piorou. Eu diria que foi sempre assim. Não piorou, continua o mesmo capacho arrogante fazendo sua politica-partidaria dentro do Supremo, mesmo que para isso pisoteie quem por acaso esteja no seu caminho. Vai morrer defendendo um golpe de estado. Se juizes a procuradores vivem esse nivel de hipocrisia e de falta de comprimisso com os cargos que ocupam, não da para esperar nada de muito diferente das outras instituições.

  31. O PSOL e a aliança de esquerda
    Uma aliança da esquerda, principalmente de PT e PSOL nao garante beneficios aninguem e no atual momento seria um favor do PSOL que o PT nao poderia retribuir.

    O ponto principal é que o PSOL não existe pra ganhar as eleições. E o PSOL já está muito próximo do seu real objetivo: ser a principal e inviável alternativa de esquerda que legitima todo o sistema. Jamais passara dos 15% nas majoritárias nacionais, ainda que o PT seja extinto. É um partido de nicho, cujo radicalismo é suficiente para nao conquistar o centro e insuficiente para provocar uma insurreição armada. E portanto, o partido não oferece o menor risco para a direita, e seria muito util para legitimar eleicoes da direita apos o expurgo do PT e por isso conta com a simpatia da Globo em certas ocasiões.

    Por outro lado, o PT esta ai para ganhar as eleições e o bom momento do PSOL apenas evitaria que conseguisse ir pro 2 turno, como já aconteceu em Porto Alegre. Em aliança com o PSOL afastaria o centro e iriam ambos perder juntos, com o PSOL acabando estigmatizado como apoiador de corruptos…

    Entao o PSOL so tem a ganhar com o fim do PT assim como a direita. Seu objetivo nao e ganhar, mas participar da festa, e se possivel servir para o investimento do tempo das vanguardas de esquerda em um projeto derrotado já na base.

    O que preocupa são as esquerdas vitoriosa s em seus laços com as massas e que so são derrotadas pela força, desmoralizando a legitimidade do sistema.

    A cassação do PT pode ser nefasta também no longo prazo ao bloquear o entendimento da realidade do pais que surgiu nesta crise. Intelectuais carecas e bigodudos ligados ao PSOL podem mais cedo ou mais tarde legitimar a história da midia sobre o fracasso e atraso do PT “provado” por junho de 2013. Indispostos a convencer novas gerações de que houve conspirações da direita, de enfrentar a história oficial e com o desejo de gozar das criticas da midia a corrupção petista. Muito mais facil manter o elo com as classes medias que continuarao ouvindo a CBN e fazerem de puros. Nossos intelectuais de esquerda podem lamentar os governos petistas enquanto vivem a democracia pos-PT. Os alunos ouvirão os mantras de populismo, patrimonialismo e personalismo como o maldito PPP destes tempos de falsa prosperidade.

    • PT e PSOL

      Concordo com a análise, Antonio Gentile, mas houve um tempo em que era o PT o partido que não existia para ganhar eleições. Quando seu radicalismo foi ‘administrado’ tornou-se viável e acabou acontecendo como partido. O PSOL de hoje não poderia ser o PT de ontem? Talvez apenas uma questão de tempo. 

    • Tive uma discussão feia ontem

      Tive uma discussão feia ontem com meu irmão que disse que a casação do registro do PT é a melhor coisa que pode acontecer as esquerdas. E quanto ao PSOL não chegar ao governo ea direita destruir o país, “Paciência”.

      Eu jamais vou esquecer que estamos nesse buraco graças a esses cirandeiros que começaram com essa palhaçada em junho de 2013.

  32. Um contraponto. Todos os grandes partidos foram derrotados
    Bauman continua acertando nos seus estudos. Mas, quem acredita em ciências sociais, né?

    “De acordo com Bauman, a sociedade tardo-moderna decreta a afirmação do indivíduo, mas do indivíduo de jure, não do indivíduo de fato. Sozinho, vulnerável, sem um espaço público a que se referir, sem uma dimensão política que apenas uma ressurreição da “ágora” pode garantir, o indivíduo contemporâneo não se eleva para o papel de cidadão, mas um isolado”.

    É o mundo líquido, da sociedade fragmentada, difusa, sem referenciais, com suas relações efêmeras e passageiras. Do imediatismo frígido e frágil.

    É dessa forma que está sendo observado um total esfarelamento de qualquer função relacionada ao conceito de coletivo.

    O resultado das eleições do último domingo foi emblemática, apontando a agonização de todos os partidos políticos.

    A fragmentação dos resultados demonstra, agora de forma absolutamente clara, que o eleitor brasileiro definitivamente se afastou do conceito usual do que seja a política.

    Não interessa mais a plataforma partidária, a coletividade de propostas. Candidatos eleitos, alguns que nunca participaram partidariamente da vida política, por inúmeros bandeiras não demonstra a vitória de uma agremiação. Ao contrário, o que se observou foi a absoluta derrota dos três partidos de maior dimensão; o PMDB, o PT e o PSDB.

    No caso de São Paulo o resultado pode ter sido “uma vitória de Pirro”.

    O PSDB apenas retomou um dos seus feudos. E o fez abrindo cicatrizes.

    A vitória de Alckmin é, de certa forma, uma derrota do PSDB.

    É sabido que o governador empurrou com um golpe desleal o seu Dórea. A vitória aumentará o racha interno. Serra e Aécio não vão engolir a liderança de Alckmin.

    Dórea e Alckmin são incapazes de aglutinar forças no cenário nacional, são nomes restritos ao cenário provincial paulista. Tanto é assim que o seu nome, mesmo no longo seis anos de administração no maior estado brasileiro, continua desconhecido pelo Brasil afora.

    Alckmin na eleição presidencial que disputou teve o feito inédito de, no segundo turno, receber uma votação menor do que no primeiro turno, o que comprova o seu caráter de desaglutinador e provinciano.

    Ao contrário, a derrota de Haddad forçará a reunificação das bases da população e do meio acadêmico.

    Zygmunt Bauman disse, citando Gramsci: “se o velho morre e o novo não nasce, neste interregno ocorrem os fenômenos mórbidos mais diversos”.

    ——————————————————————–

    Os partidos políticos têm perdido a sua representatividade. A “união voluntária de cidadãos com afinidades ideológicas e políticas, organizada e com disciplina, visando a disputa do poder político”, está sendo substituída pelos “clubes eleitorais”, sem ideologias, sem princípios e sem estrutura de tipo piramidal com a base sólida e orientadora dos planos e projetos políticos, econômicos e sociais, siglas sem identidade.

    Se os principais partidos políticos serviram como instrumento para pessoas e grupos entrarem no sistema político para expor suas reivindicações, necessidades e sonhos, aglutinadores das decisões políticas, nos dias atuais é visível o esvaziamento da importância dessa base formadora de opiniões e decisões, ficando a nítida sensação de que os partidos não mais representam essa função.

    É assustadora a situação da representatividade, mas  a descrença  da população tem mais a ver com as siglas partidárias do que com o sistema político como um todo. Na atual conjuntura, os partidos olham mais para o seu projeto de poder do que para um projeto de sociedade, o resultado foi o fiasco dos partidos políticos nessa eleição do dia de ontem.

    Finalmente, pelos resultados difusos das urnas, chegou a hora da reforma política. Os três grandes perdedores – PMDB, PT e PSDB – com as maiores bancadas no Congresso, partirão para as reformas, pelo menos para que uma nova legislação faça voltar a condição se serem imbatíveis mas urnas.

    Situação preocupante.

    • Qual sera o mundo do século XXI?

      Boa lembrança de Bauman e das incertezas em que vivemos. A sociedade estah cativa perante uma massificação da informação de um novo tipo: todos informando da mesma coisa. E la fora o mundo cada vez mais diluido, sem identidade e sem direção. Quando o que parece nortear uma sociedade passa pos status e consumação, ela fica muito mais a mercê de ilusionistas, tais quai o infeliz João Doria prefeito da principal cidade brasileira. Eh a sociedade cativa, subjugada, da qual fala Bauman.

      Quanto a possivel perda do PSDB…. Aécio Neves provavelmente não deixara o partido, é mediocre demais para lançar voos proprios. Mediocre e temeroso, sempre o achei bem parecido com Michel Temer, especialmente na forma. José Serra é um pantomimo, mesmo que deixe o PSDB, isso não afetera o partido. Restara que Alberto Goldman e sua turma sera retaliada por Alckmin e seu fantoche na prefeitura paulista. O PSDB, segundo a narrativa que a Lava Jato contou para a sociedade brasileira, seria o partido menos corrompido no Brasil. Eh lamentavel, mas quando até num debate entre candidatos, no qual o Doria diz que “o PSDB não promove, mas combate a corrupção” e não tem uma resposta à altura, essa passa a ser a verdade. Então temos ai a narrativa diurna da imprensa com sua coligação MP e Juiz Moro para os iludidos e perdidos eleitores-cidadãos.

      • A potencialidade da vitória de Alckmin
        A potencialidade da vitória de Alckmin não se sustenta pena simples análise quantitativa dos votos. João Dória (PSDB) ganhou a eleição no 1º turno com 3.085.187 votos. O número é menor do que a soma de votos brancos e nulos e ausências: 3.096.304; dados revelam desencanto do eleitor com a política, e não exatamente um encantamento com o PSDB ou com Alckmin.

    •  bem lembrado do Bauman, essa

       bem lembrado do Bauman, essa onda conseradora e de falencia representativa náo e local, tem que ser vista de forma mais ampla. Colombia, europa, trump etc. A midia e a sociedade do espetaculo passaram a catalizar o que restou de pacto social no pos-neoliberalismo dos anos 90. O resultado dessa fragmentacao e o crescimento vertiginoso da direita no ocidente. Aqui a classe media e baixa correm pra rede globo, que querendo ou nao e uma instituiçao enraizada e em epoca de perda de referëncias se torna porto seguro para os mais cinicos (classe media) e os mais inseguros e teleguiados (classes baixas). Isso dentro do nosso modelo de historia de violaçoes seguidas dos minimos pactos sociais que se forjaram, o resultado é o cinismo difarçado de indignacao da classe media e a insegurança teleguiada das classes baixas.

      Com a internet ha alguns anos acaso tivessemos alguma minima narrativa de fato difundida, como colocado pelo Tambelli, a globo ja estaria esfacelada. Mas náo é o caso, ela ta surfando na modernidade liquida e fragmentada. Gostaria de ter a esperança do alexis sobre a reconstruçao das bases, o caminho é esse, mas tá muito dificil.

      A verdade é que a esquerda ta destruida, sujeita a um macarthismo impensavel anos atras e parece que ainda nao se deram conta do fundo do poço que caimos. Segue a luta, mas falta uma reorganizaçao racional e ao mesmo tempo pragmatica, seja lá o que isso signifique.

  33. O prefeito-“playboi” já

    O prefeito-“playboi” já desandou a falar besteiras….

     era tudo que sp precisava, além dos tres senadores inuteis, um prefeito coxinha e reaça, que veio para atiçar mais os animos exaltados……..

     

  34. Planta Piloto para um grande Projeto

    Algumas vantagens tem eleitor de esquerda: capacidade de sonhar; persistência; dar importância à caminhada e não apenas ao triunfo final, etc. Com esses atributos, um bom planejamento poderia levar a esquerda para a retomada do poder, desta vez com maior segurança. Não importa se demorar mais alguns anos. Tivemos muitas lições que deveremos assimilar neste processo golpista e dos nossos erros de condução, principalmente nas alianças escolhidas e pelo fato de adotar as mesmas práticas de “campanha” que os políticos tradicionais de direita.

    Num país tão grande e com regiões diferentes, o único que consegue criar unidade parece ser a rede Globo, e o faz para o mal. Os ventos neoliberais atomizam a sociedade, individualizam o consumo, alienam nossas crianças (Disney), constroem lideres e derrubam outros, manipulam poderes paralelos e meritocráticos, e etc. Essa onda não se combate com uma eleição, mas apenas com a retomada de consciência da nossa população, com exemplo e com muito planejamento e unidade, desde a base social, nas escolas, nos sindicatos, nos bairros, nos movimentos populares.

    Sempre imaginamos alguns bons exemplos em países próximos como Uruguai, Chile e até Cuba, em diferentes aspectos de tipo político, econômico e social, mas não damos suficiente importância a bons exemplos daqui mesmo. Brasil deve criar e trabalhar, prioritariamente em cidades piloto e estados piloto, antes de tomar novamente o governo federal. Não adianta ganhar a presidência sem ter base parlamentar.

    Cito alguns exemplos: Niterói na época de programas de saúde e médicos cubanos; os CIEPS do Brizola; a administração de Patrus Ananias em Belo Horizonte com o orçamento participativo, e muitos outros bons exemplos locais e regionais. Fomos perdendo toda essa capilaridade levando nossas forças e muitos dos lideres locais para uma luta prematura, sem base parlamentar e com passagem hoje traumática no planalto de Brasília. Perdemos as cidades e fomos encurralados com um impeachment.  Levamos os nossos melhores atores para um palco distante e perdemos a plateia que aplaude e da sustentação ao nosso show.

    Hoje devemos recomeçar pela parte de baixo. Quem sabe Acre, algum Estado do Nordeste, Rio de Janeiro e algum outro mais para o sul e centro oeste, poderiam gerar polos e movimentos “planta piloto” de esquerda baseados em estruturas sociais pertinentes a essa região: sindical, agrária, comunidades, etc., dependendo da região ou polo. Seriam estruturas de esquerda diferentes, mas convergindo até Brasília, lentamente, mas com segurança.

    Nossos melhores quadros deviam voltar para as suas bases e manter esse impulso até gerar o reciclo autossustentado de lideres. Lula teve votos, mas não a estrutura suficiente para implantar um novo modelo ao Brasil. Para vencer e logo “levar” é necessário muito mais que milhões de votos (Dilma que o diga), mas sim a base social estruturada, com capilaridade e consciência política, que gere parlamentares suficientes para o legislativo.

    As esquerdas devem conversar, sim, e estabelecer um planejamento a 6 anos, por exemplo, e avançar com políticas “planta piloto” em diversas regiões e polos, dando certo onde a população enxerga com os seus olhos e não com os olhos da mídia. O foco seria saúde, segurança e educação, com a criação de cidadãos conscientes e com amor ao Brasil. Educação física e desportes; ganhando campeonatos, e mostrando as vantagens do “modelo” utilizado na planta piloto.

    Naturalmente, depois de retomar forças suficientes, caminhar juntos para governos de Estado, “estados piloto” e, finalmente, Planalto vai cair de maduro. No dia 01 de janeiro, no primeiro dia de governo, acabar com a rede Globo. Agora sim teríamos alguma chance!

  35. Frente anti-fascista

    Estamos caminhando na verdade para o fascismo.

    O Brasil de hoje em muito se assemelha à Europa da década de 1920. A concentração de renda é a mesma. Precisou de uma guerra mundial, seguido de 30 anos de Estado de Bem-Estar Social (em versão capitalista ou comunista) para os países da União Europeia levarem a concentração de renda para patamares civilizados. Hoje na UE a distância entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres é de 5,5 vezes. No Brasil é de 18 vezes (2013).  

    A exclusão social permite à classe média vida abastada. Tem acesso a bons lotes e boa qualidade de vida nos condomínios das cidades; tem acesso à terra rural; tem a sua disposição serviços baratos (domésticas e prestação de serviços em geral); tem as infindáveis boquinhas de um Estado que no Brasil profundo, estados e municípios país afora, é instrumentalizado a seu favor. E se não tem tudo isso, sonha em um dia ter, ou seus filhos terem. Assim, manter a pobreza nos patamares históricos é uma luta de vida ou morte. Situação muito parecida com a Europa nos anos 1920.

    O fascismo ascendeu na Alemanha alavancado por políticas sociais. Eliminou os restos do regime de servidão, colocou limites à agiotagem com um programa de perdão de dívidas, gerou empregos. A direita brasileira não tem – por enquanto – proposta para os pobres. O que faz é jogar no colo do PT a culpa das mazelas do país.

    Enfrentar a guerra da classe média na luta pela manutenção de seus privilégios, somente com uma frente a) muito ampla; b) com raízes sólidas e c) afinada com as lideranças populares. Aí a bandeira não pode se restringir à cor vermelha. Não tem como desconhecer, por exemplo, a força das igrejas no meio do povo. É preciso caminhar com elas.

    Nossa frente tem que ter diversidade de cores. E a principal tem que ser a cor branca. Da inclusão e da redução da violência. Da paz e da vida. 

    De resto, plena concordância com todas as idéias do texto.

     

  36. Novo inquérito contra Lula,

    Novo inquérito contra Lula, para investigar a colocação de uma antena de celular pela Oi, próxima ao sítio em Atibaia.

    ,,, é a treva: definitivamente as Instituições republicanas, de Judiciário a Legislativo, passando por Executivo, bem como midia que os apoia e mercado sanguinário que os financia, não passam de organizações criminosas com grande poder de destruição de um pais que até pouco tempo atrás eraa a 5a. economia do planeta…bye bye Brasil.,..a última ficha caiu: é a treva!

     

     

  37. O maior exemplo desses tempos..

    em que a desfaçatez se assenhorou do país foi a declaração de bonnerco ao analisar a possível ida de Hadad para o segundo turno logo no início das apurações, quando não se tinha iniciado a contagem dos votos: HADAD CRESCEU DEPOIS DO DEBATE DA GLOBO…

    Ver esse canalha falar isso com a cara mais deslavada do mundo, sem sequer piscar os olhos é verdadeiramente demais, pois até quem não viu o debate  constatou que ele estava mentindo pela sua postura corporal ao falar essa barbaridade.

    Ou seja, não temos estado de direito, as leis estão aí só para enfeitar livros, a cara de apu permeia sem nenhum escrúpulo e finalmente o homem médio ( como definiram médiocre) aceita tudo isso numa boa. Só vai acordar quando for tarde demais,

  38. A derrota não é só do PT mas

    A derrota não é só do PT mas da esquerda em geral, em Porto Alegre, a pseudo forte candidata Luciana Genro ficou em 5º lugar após figurar em primeiro lugar nas pesquisas iniciais.

    O PSOL que seria alternativa eleitoral ao PT também foi muito mal indicando que o massacre midiático, as articulações das elites incrustradas no MP, PF e judiciário fez um estrago muito maior do que se imaginava.

    Uma coisa é certa, o PT como maior e mais significativo partido de esquerda do país precisa urgentemente rejuvenescer, precisa se renovar, dar chances à lideranças jovens, encampar novas pautas… entender que a derrota é um ótimo momento para mudar.

    O grande vencedor político é a mídia e seu jornalismo de guerra que encetou no país o nazismo tupiniquim. 

  39. E os Baianos tambem…

    No meu comentario dizia que os paulistas não sabem votar, digo amesma coisa dos baianos, ACM Neto com 74% dos votos …….vão ter a familia Magalhães como governantes por 20 gerações…..ate 3025 mais ou menos…..de chorar..

  40. Esqueceram de mim?

    “Sua derrota sepulta definitivamente as pretensões do PT de ser líder inconteste das esquerdas, acelerando a necessidade de uma frente de esquerdas acordada. E aumenta as responsabilidades sobre o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, o do Piauí, Wellington Dias, o do Maranhão, Flávio Dino.” Nassif esqueceu ou  ou não acha Rui Costa , Governador da Bahia, uma liderança? Ele tem 66% de aprovação dos baianos!

  41. Algumas coisas ficaram

    Algumas coisas ficaram bastante claras para mim nessa eleição de 2016 no Brasil.

    1) Quem manda no Brasil é a rede Globo, provavelmente à mando dos garotos de Wall Street (vocês os chamam de “financistas”) ou por puro ódio de classe escravagista;

    2) Eu me lembro de um personagem chamado “Caco Antibes” que dizia odiar pobres, e eu pensei ingenuamente que seria só uma brincadeira. Mas as eleições de agora mostraram que vocês brasileiros realmente odeiam pobres. Vocês não vêem o pobre como alguém que precisa de ajuda, o pobre é visto como alguém a ser exterminado e humilhado;

    3) O Brasileiro médio é verdadeiramente estúpido e é brincadeira de criança enganá-lo, sendo fácil assim eleger qualquer político (por mais criminoso que ele seja);

    4) A declaração de Dória claramente provocando os excluídos mostra que a sua “elite” têm mesmo ódio de povo, quer ver ele eliminado e não se importa em pagar o preço se esta massa de excluídos decidir entrar em uma revolta armada. Que bem que a perfeitamente possível que a elite brasileira na verdade seja incompetente demais para entender as consequências desses atos;

        • Somente um babaca

          Somente um babaca coloca uma comemoração sobre a derrota do adversário em vez de falar da vitória de seu candidato.

          Não ví NENHUM dos eleitores de Dória falarem dos projetos dele, do que ele vai fazer pela cidade, NENHUM deles falou de projetos, idéias, do bem público ou da cidade…

          Apenas demonstram mesquinharia e pobreza de espírito xingando o PT.

          E amanhã, seu babaca, vocÊ vai culpar quem? Em cima de quenm vai despejar suas frustrações pessoais?

          Sua imbecilidade é tanta que não percebe que é responsável pelo que está por vir? Sua burrice é tamnha que não entende que a eleição não é campeonato de futebol para ficer brincando de rivalidade, mas que tem consequências na vida das pessoas?

          Você não ganhou nada, se ganhasse estaria comemorando a vitória de um projeto. Ao se expressar dessa forma demonstra nada mais do que o mais profundo analfabetismo político.

          Daqui a um ano estará falando que não votou no Dória e que não tem nada a ver com a situação da cidade. Afinal pessoas como você nunca assumem a responsabilidade pelos seus atos.

          Foi assim no governo do Maluf, Pitta, Kassab e outros expoentes da direita eleitos em nome do “antipetismo”. Os eleitores dessas desgraças em forma de prefeitos não assumiram a responsabilidade sobre quem tinham eleito.

      • Realidade

        Não entendi o artigo.

        Ali afirma que o atual prefeito de São Paulo realizou uma das melhores administrações que a cidade já teve.

        Perdeu para o seu rival que deve destruir tudo que ele fez.

        O PT perdeu?

        É a conclusão do Ricardo.

        Achava que quem tinha perdido fosse a população de São Paulo.

    • Nassif. E o filtro de

      Nassif. E o filtro de comentaristas pros assinantes. Vai sair. Imagina, são muitos comentários bons que acabamos não lendo por falta de tempo por causa do lixo que encontramos pelo caminho.

  42. Vou falar rapidamente de dois

    Vou falar rapidamente de dois desastres

    Primeiro: Uma forma, obviamente não a única, de notar o processo recente de derretimento do PT é considerá-lo vítima inocente. É o ponto de vista do blog e da “blogosfera independente” de uma forma geral.

    O outro ponto de vista, que ganhará mais corpo agora, é considerar o PT culpado de seus próprios. Este é o que mais aprecio porque sem dúvida alguma houve uma oportunidade histórica jogada fora devido a inépcia, obtusidade e provincianismo de seus maiores dirigentes, a começar pelo autodenominado jararaca. 

    Segundo: Ninguém falará a respeito, mas a política nacional não pode estar submetida ao que ocorre em São Paulo, a esse muitíssimo obtuso paulicentrismo. O pão mais quentinho da padaria é a esperança no Haddad como o futuro. Não que ele não tenha condições, mas simplesmente porque não é possível que TUDO tenha que começar a partir de um paulista, de uma estrutura aí instalada, de um processo aí iniciado.

    Deveria ganhar força – num país continental – a importância regional.

    O lado mais evidente deste processo é a mídia.

    P.s: A Rede Minas de Comunicação tem para investimentos nesse ano um nadinha. Compare com Bandeirantes, Globo, Redetv etc.

    E assim ocorre nos esportes, cultura, tecnologia, academia…

    • O Chico Pedro é um

      O Chico Pedro é um conselheiro Acácio com ênfase. Estou para ver comentarista mais vazio. Você não é ignorante, Chico. Ignorante é o sujeito que não sabe mas está aberto a aprender. Você é tapado. O artigo em questão centra no fracasso do PT, em sua incapacidade de renovação. Então, sua réplica tem que questionar esse ponto. Mas você tem apenas um argumento – o de que a tal blogosfera independente ou progressista (como se fosse uma frente única) perdoa os erros do PT. Então saca a resposta que era para outra questão e ainda faz pose de sábio.

      Com todo o perdão da comparação, Chico: você é uma besta. O Aécio te merece como admirador, apesar de ultimamente você esconder esse seu pendor aecista.

  43. As vezes os golpes políticos acontecem utilizando as eleições.

    Mais um golpe eleitoral que a esquerda sofre .

    Em 1986, a direita corrupta liderada pela Rede Groubo e o então presidente Sarney também golpearam o povo através das urnas ao utilizarem o ardiloso Plano Cruzado (até prenderam bois em pastos) para elegerem uma corja que até hoje empesteia a política nacional .

    É da safra deste antigo golpe eleitoral, os politiqueiros José Alston Serra, MiShell Cunha Temer, Eduardo Cunha de Marinhos, Álvaro Dias, Sérgio Cabral …. 

    Agora, em 2016, os golpistas utilizaram o judiciário partidarizado e a mídia ordinariamente facciosa e mentirosa.

    Aliás, a Cristina Kircher também sofreu um golpe eleitoral, a porca mídia argentina e seu judiciário corrupto acusaram-na de corrúpta e até puseram um cadáver em sua conta, daí o comparsa de MiShel Temer foi eleito “democraticamente” dando início a destruição daquela nação vizinha .

     

  44. Eu achei o resultado na

    Eu achei o resultado na cidade de São Paulo muito estranho. Seguindo a jusrisprudência criada pela Lava Jato, eu não tenho provas, mas convicção de que houve fraude.

    Mas como envolve o PSDB, só saberemos quando todos os envolvidos estiverem mortos, já que tucano só vira corrupto depois de morto.

    • Foi estranho como a eleição

      Foi estranho como a eleição de Alckimim. Dos dois um: ou ambas as eleições foram roubadas, ou paulistano não tem mais jeito, e pode fechar a tampa do caixão.

      • Se o Freixo ganhar no Rio vou

        Se o Freixo ganhar no Rio vou pedir a ele prá nāo deixar entrar na cidade maravilhosa paulista que votou no Dória afinal o Rio não merece umas múmias dessas.

  45. Com o cerco judiciário e o

    Com o cerco judiciário e o bombardeio midiático contra o PT e aliados deveríamos considerar esta eleição mais uma grande farsa .

    Propaganda negativa da porca mídia diuturnamente e boca de urna dos tucanos da farsa a jato. Qual seria o resultado na urnas ?

  46. Erundina tinha razão

    É pena que Erundina esteja em vias de se aposentar. As esquerdas precisavam sem dúvidas de mais Erundinas e menos Dilmas que apresar de ser uma mulher séria lhe faltou coragem para denunciar os golpistas que ele colocou no poder. Erundina se manteve fiel até os últimos dias da campnha a seus princípios que eram o de combate sem tréguas à corrupção, fortalecimento dos movimenetos e projetos sociais e de uma reforma política pra valer. Ficou isolada mais caiu de pé. Eundina presidente jamais aceitaria o fisiologismo a  que  o PT se submeteu. Jamais aceitaria alianças com aqueles que mais tarde poderiam lhe apear do poder. Erundina certamente pensaria mais no povo brasileiro do que em salvar a sua própria pele e a de seus apoaiadores.

  47. Caro Nassif,
    Tenho a
    Caro Nassif,
    Tenho a impressão de que o grande derrotado não foi o PT, mas o sistema político. Esta eleição reflete os últimos grandes acontecimentos do cenário político nacional. Após a as manifestações de junho de 2013, quando milhares foram às ruas manifestar contra o sistema político, e no bojo de um golpe de estado na maior cidade da América Latina a maioria dos eleitores, 38,48% (somando brancos, nulos e abstenções), não escolheu nenhum candidato (no rio está cifra chegou a impressionantes 42 %). Tirando a ilegitimidade de um candidato ser eleito com 32,78%) do total de eleitores (53,29% dos 61,52% dos que votaram), o grande derrotado foi o sistema político.
    Ao mesmo tempo em que se elegeu o candidato que se autodenomina apolítico (mas gestor), este foi um recado das urnas aos últimos acontecimentos políticos do papaís. Foi mais que um fora Temer, foi um fora todos eles bem estridente.
    É preocupante o discurso da apolítica, mas também um sinal de que algo novo pode nascer, para bem ou para mal…

    • Para mim o grande derrotado

      Para mim o grande derrotado não foi o PT, foi o Brasil.

      Menos de 32 anos após o fim de uma ditadura que durou 21 anos, estamos diante de outra.

      Esta, ninguém sabe quanto durará, mas os danos causados ao Brasil, com certeza durarão décadas..

      Será o grande preço a pagar pela sociedade brasileira por tolerar empresas bandidas como a Globo.

      Penso seriamente em ir embora do país.

    • Concordo com seu

      Concordo com seu comentário.

      Acrescento que a percepção do povo é muito melhor que imaginamos, ainda que inconsciente. Pensamos: pra quê votar se quem manda é a mídia e quem executa é o judiciário? O golpe escancarou toda a fragilidade do voto nesses tempos.

      A união das esquerdas é mais que urgente, mas se não atingir no alvo com as poucas balas que ainda possui vai acabar de ser engolida.

      A meu ver o alvo principal é o elo entre mídia e judiciário. Atacar um ou outro isoladamente não dará em nada. Jogar luz ao elo mostrará toda a parcialidade desses institutos que precisam ser vistos como imparciais para ter  credibilidade.

      Exemplo: não podemos ficar calados ao ver um show de pirotecnia do MP ser transmitido na mídia sem que o mesmo tempo e exposição seja dado à defesa. Eles se fortalecem mutuamente nessa dobradinha. Não há dúvida nenhuma de que a tal força tarefa seria exposta ao ridículo (ou ignorada) se tivesse um mínimo de imparcialidade.

    • Eleições 2016

      Existe um dado que não está sendo divulgado que pode camuflar esse resultado: Como foram as esquerdas nas Cãmaras municipais. Isso é extremamente relevante, pois é a base de tudo: contato mais prósimo do eleitor.

    • Legitimidade

      José Junior, seguindo nessa mesma linha, a DIlma foi re-eleita com votos de 37,47% dos eleitores. Esse resultado também foi ilegítimo? Imagino que você vai achar que não.

  48. O Erro de Lula

    Lula com toda a sua experiencia política cometeu um erro fatal. Muita gente o  alertou. Confiante na sua liderança e no seu inequívoco governo progressista e inclusivo, Lula não deu ouvidos aqueles que lhe alertaram um milhão de vezes: Lula cuidado com o PMDB!  Lula cuidado com Sarney, Renan e cia. Lula pagou pra ver foi seduzido pelo brilhante pelo do Leão e acabou devorado, se deu muito mal e com ele levou todo um pais e acabou destruindo o seu próprio partido. E agora Lula? Será que você aprendeu a lição?

    • Faltaram o “Lula, cuidado com

      Faltaram o “Lula, cuidado com a Globo”, “Lula, o Brasil precisa de uma TV Pública forte”, “Dilma, cuidado com o Edir Macedo”, “Dilma,  onde está a Ley de Medios brasileira”, etc.

       

  49. Desafio

    Nassif,
    Consolidado como liderança dentro do até então fragmentado PSDB (em SP e nacional), e agora principal nome presidenciável da legenda, interessa a Alckmim a construção do seguinte cenário:

    a) manutenção de um governo medíocre, do tipo FHC, com um mínimo de estabilidade política até 2018.. Portanto, a escalada do Estado de Exceção não interessa neste momento;
    b) inviabilidade da candidatura de Lula (o que deverá ser obtido sem maiores percalços com uma condenação em segunda instância);
    c) silenciamento de FHC & Cia, agora submetidos a Alckmim como novo dono do partido;
    d) Serra sendo escanteado ou mesmo abandonando a legenda;
    e) anulação de Aécio Neves e tomada da liderança do partido por nome indicado por Alckmim.

    Que os desdobramentos da Lava Jato levarão à b) já não resta a menor dúvida. Que a força tarefa possa ser utilizada para viabilizar d) e e), ou para garantir a), fica como possibilidade ou carta na manga. Fica a questão do papel do Procurador Geral da República, a princípio um empecilho para a viabilização desse cenário por sua ligação com Aécio.

    No caso de c), provavelmente se resolverá internamente. Aguarde-se o posicionamento do Príncipe da Privataria junto à mídia para verificar como ficou o arranjo do PSDB.

  50. Partido político privatizado

    A vitória de Dória sacramenta um modo de fazer política por fora dos partidos legalmente constituídos. Ao mesmo tempo em que criminalizam a politica partidária, tendo o PT como símbolo midiático, a regimento da direita também vai criando “empresas partido” para usar estrutura profissional e fugir do controle de gastos dos tribunais eleitorais, tornando letra morta a vedação das contribuições empresariais aos partidos.

    O tal instituto LIDE não passa de um partido político. Todas suas ações são pautadas pela pregação e organização política. Chegamos ao estágio da terceirização da escolha de mandatários, eles agora interferem na escolha dos canditados dentro das legendas, únicas que podem apresentar candidados nas eleições.

    A figura cínica de Dória e sua empresa partidária apresenta uma forma alternativa de montagem de um esquema de corrupção. Afinal, o que mais podemos dizer da contratação de Moro como aliado do partido empresa, que lhe confere imensa promoção e, independentemente de pagar ou não algum cachê a ele, é claramente uma forma de suborno. A declaração calhorda de Dória dizendo que vai visitar Lula em Curitiba deixa muito claro que Moro é um filiado oculto do partido empresa e trabalha a favor de sua causa. Portanto, Moro pratica desvio de função e formação de quadrilha ao deixar que todos saibam que ele não tem nada contra as informações do mauricinho irresponsável.

    Está  na hora dos partidos se defenderem e questionarem na justiça esta atuação empresarial ilegal e criminosa.

  51. Não haverá frente com o PT no comando

    Nassif e amigos:

    À excelente análise da situação atual feita pelo Nassif, gostaria de acrescentar/debater alguns pontos que acho fundamentais:

    1 – Não haverá frente de esquerda enquanto o PT insistir em exercer uma hegemonia que não tem mais. Não estou falando de mandatos apenas, mas de hegemonia de ideias, política. Aquele PT que a gente conheceu e que muitos militaram não existe mais; deu lugar a este simulacro de PSDB pintado de vermelho, com as mesmas práticas, sem ideias claras, sem norte, sem objetivos. Sequer é possível reconhece-los, neste momento, como de esquerda, ressalvadas as exceções que ainda mantém o partido de pé.

    2 – A esquerda brasileira não se resume ao PT e não conseguirá se desenvolver, apresentar novos projetos, lideranças e ideias enquanto tiver de carregar esta cruz. O terrivel revés atual não se deve à força política da camarilha dos 6. O povo – este sábio esquecido da política brasileira – tirou do tabuleiro estes cavalheiros, negando-lhes mandatos por 04 eleições seguidas. Quem os trouxe de volta à Brasília foi o PT, na ânsia de governar a qualquer custo. Deu no que deu. Ainda assim, não se escuta um pio do partido em tom de autocrítica. Ao contrário, já fazem planos para que Lula se candidate em 2018, o que na prática vai impedir o surgimentos de novas lideranças. Mas Lula não é eterno e, como já disse o Ciro Gomes, também não é santo. Nada garante sua eleição e nada garante que um eventual terceiro governo será como os primeiros. E não se assuste se a coligação majoritária incorporar os partidos que abandonaram Dilma no corredor do impeachment. Afinal, não de deve fazer política com mágoa…

    3 – Por fim, penso que o que pode reorganizar a esquerda brasileira é a união em torno de um projeto nacional-desenvolvimentista em que a economia e os interesses do Brasil estejam em primeiro lugar. O termo é antigo e a luta também, mas esta é uma disputa que não se encerrou. E, nesta etapa, o PT só pode ocupar o papel de coadjuvante, e mesmo isso, somente depois de aceitar que se equivocou ao adotar a agenda e as práticas nefandas do neoliberalismo. Sem isso, seu destino será permanecer no anacronismo atual. 

  52. Cristina Kirchner nas últimas eleições quando foi derrotada entr

    Cristina Kirchner nas últimas eleições quando foi derrotada entregou ao Macri um parlamento controlado pela “Frente para la vitória” (FLV), partido político que dá sustentação ao kirchnerismo. Essa frente foi criada em 2003 que resultou na vitória de Nestor Kirchner nas eleições presidenciais e inaugurou um movimento político de esquerda que revolucionou a política e se tornou hegemônico na Argentina. Essa agremiação é formada pelo Partido Justicialista (peronista), Partido Comunista e outros partidos menores de esquerda.

    Talvez o Brasil devesse seguir caminho semelhante com Ciro Gomes e uma frente de esquerda composta pelo PT, PCdoB e o PDT. Só assim o país conseguirá superar a ascensão reacionária. Tanto o Lula, quanto o Ciro Gomes, sabem muito bem que a destruição do PT inviabilizaria seus projetos políticos para 2018.

    O que o país necessita nesse momento é um líder político forte como Nestor Kirchner e uma união entre as forças políticas de esquerda como fez a “Frente para la vitória” na Argentina.

  53. Pensar fora da caixa

    O que é que acontece com a alma do brasileiro? Depois de experimentar o PARAÍSO (gestões de Lula, Dilma e Haddad), o povo brasileiro desce ao INFERNO a procura de luz.

    O fato mais significativo foi a revelação de Nassif, em post anterior a este, sobre o papel de Washington Cinel, bilionário financiador da campanha de Dória. Cinel é ex-oficial da PM, formado na Academia de Barro Branco no final dos anos 70, rei da terceirização tucana e provável financiador da Lava Jato.

    É urgente lançar luz sobre esse personagem estranho.

  54. A leitura de Flávio Dino, no Twitter

    “No plano nacional, 3 marcas preocupantes:

    1) Povo distante da política, levando à grande abstenção e ao êxito de supostos “não políticos”

    2) Crime organizado disputando espaços na e com a política, de várias formas, inclusive com uso aberto de violência

    3) Enfraquecimento da esquerda, que voltou ao tamanho de 1985, com uma diferença essencial: lá, curva ascendente, agora descendente.

    Contudo, penso que são marcas conjunturais, e não estruturais. Com ação consciente e determinada, tudo muda rapidamente’

    https://twitter.com/FlavioDino

  55. Pra mim a questão principal

    Pra mim a questão principal nem é a derrota do PT. É a percepção que o país não tem instituições. E assim como eu demorei décadas para perceber que a grande imprensa sempre manipulou a informação conforme os interesses da plutocracia brasileira e interesses estrangeiros, só passei a enxergar o Judiciário como braço da plutocracia e de interesses internacionais a partir do mensalão. Os Poderes Executivo e Legislativo que poderiam fazer o contraponto a essas máfias ditatoriais que desrespeitam a nação brasileira acabam por servir de massa de manobra para os seus propósitos. Servilmente eleitos pelos cidadãos brasileiros.

    Nenhum país sobrevive sem instituições éticas e  honestas. Não creio que o Brasil será um dia um grande país. E viva o grande brasileiro Lula que um dia sonhou transformar o Brasil num país respeitado por sua república. E viva o PT que permitiu por um breve período que nos transformássemos num país mais justo socialmente.

    E a Lava Jato conseguiu: já temos o nosso Berlusconi na figura do plastificado Dória. João Dória representa a altura a obscenidade e o artificialismo das nossas instituições.

    • Prezada colega, sua análise é

      Prezada colega, sua análise é contraditória. Diz que nenhum país sobrevive sem instituições sérias e honestas, com o que concordo plenamente, para aplaudir na sequencia Lula e o PT. Ora, foi exatamente a tolerância de Lula e dos dirigentes do PT à corrupção desenfreada (vide mensalão e petrolão) que nos conduziram ao ponto em que estamos. É difícil dizer o que pensa Lula, mas não diz, ao menos ao povo. Eu creio que ele foi bem intencionado nos fins, porém não se importou com os meios, se havia corrupção ou roubo, afinal a política é assim mesmo. É também equivocada, a meu ver, a responsabilização da Lava Jato no debacle da esquerda, porque ela é consequência, e não causa.

      • Lula não foi tolerante com a

        Lula não foi tolerante com a corrupção. Nem o PT. Tanto que fortaleceu as instituições  do Estado, como STF,  PGR e Polícia Federal para combatê-la. Não se esqueça que foram as instituições brasileiras que não corresponderam ao republicanismo de Lula. No mensalão foram dizimadas as principais lideranças históricas do PT. Na Lava Jato o partido foi demolido dia a dia nos últimos dois anos. Novamente nossas instituições se mostraram corruptas, partidárias e parciais quando protegem os Cunhas, Aécios, Temers, Alckmins, Fhcs, e toda a camarilha de corruptos protegidos pela Justiça brasileira.

        São nossas instituições que não trabalham eticamente e moralmente com o republicanismo pois são corruptas,  elitistas e submissas a plutocracia. Só para lembrar: você sabe quem são o Careca e o Santo que foram governadores do estado de São Paulo e que estão na planilha da Odebrecht? Eu sei: é o Serra e o Alckmin. Pois a  Polícia Federal, os procuradores messianicos e o juiz Sergio Moro da República do Paraná não sabem. Ou melhor: o juiz sabe. Tanto que decretou segredo de justiça sobre os dois nomes.

        Quanto a corrupção da coalização que governava com o partido, é a mesma coalização que governava com o Psdb e nunca foi incomodada. fosse denunciada antes e Lula e Dilma não teriam que governar com esses políticos.  Que, por sinal,  agora tomou de assalto totalmente o governo.

      • Eu vou te dizer quem é

        Eu vou te dizer quem é conivente com a corrupção:

        – conivente com a corrupção foram os procuradores que cometeram erros intencionais na Operação  Castelo de Areia oermitindo a sua anulação

        -conivente com a corrupção foram os procuradores Antonio Fernando de Souza, Gurgel e  o juiz do STF Joaquim Barbosa que esconderam do Daniel Dantas do pçrocesso do mensalão

        – conivente com a corrupção foi o, procurador De Grandis que “esqueceu” no escaninho o processo do trensalão paulista

        – conivente com a corrupção são os procuradores de Curitiba que responderam com um “não vem ao caso” à denuncia do Paulo Roberto Costa soibre a corrupção da Petrobrás no governo FHC

        – conivente com a corrupção são os procuradores de Curitiba que recusaram por 3 vezes a denúncia do Eike Batista sobre os políticos do Psdb

        – conivente com a corrupção é o juiz Moro que anulou a operação Mossack Ferreira ao descobrir que na sua lista estava a Rede Globo e outros ladrões de imposto brasileiros

        – conivente com a corrupção é o juiz Sergio Moro que posa ao lado de Fernando Capez do roubo da merenda de São Paulo

        – conivente com a corrupção é a PF de Curitiba que faz campanha para o Aécio Neves 3% da cidade administrativo de Belo Horizonte

        – conivente com a corrupção é a república do paraná que sabe que o filho do Fernando Henrique levou 100 milhões na tramóia da compra da estatal de petróleo argentina mas se nega a apurar

        – conivente da corrupção são todos os procuradores e juizes que não apuram os ladrões de impostos da Operação Zelotes enquanto perseguem o filho do Lula

        – conivente com a corrupção são todos os cidadãos brasileiros que deliberamente e desonestamente ajudam a construir o mito que a corrupção no Brasil se deve ao PT e ao Lula

         

  56. Infelizmente a vitrine para o

    Infelizmente a vitrine para o acesso ao palácio do planalto ainda é São Paulo, mas acredito que sucessivos erros da direita que governa São Paulo irá desperta nos restante da população brasileira que existe outros candidatos capaz de tirar essa visão retrógrada e turva dos brasileiros que anseiam um país melhor. 

  57. Infelizmente a vitrine para o

    Infelizmente a vitrine para o acesso ao palácio do planalto ainda é São Paulo, mas acredito que sucessivos erros da direita que governa São Paulo irá desperta nos restante da população brasileira que existe outros candidatos capaz de tirar essa visão retrógrada e turva dos brasileiros que anseiam um país melhor. 

  58. Enxergo fatos diferentes

    Como uma frente de esquerda apenas paulista? Meu deus do céu, uma das questões principais é que Haddad e o PT de São Paulo não tem condições hoje de ser liderança de frente. Liderança de que eleitor? Dos que não o reelegeram? O partido que sai com uma boa figura das eleições municipais com tendências de esquerda é o PDT, mesmo essas eleições não sendo um bom espelho do jogo nacional. O principal nome é Ciro Gomes e o nome de articulação no PT não é Hadadd mas Lula, o único que de fato teria como unificar o país porque tem uma identificação supra partidária. O Nordeste não votou alinhado com o Centro-Sul na última eleição. Na próxima é que não votará mesmo porque hoje o Nordeste  tem lidernças de esquerda como nunca antes na história desse país enquanto que o centro-sul, como a Inglaterra, como os Americanos, como os alemães, especialmente as gerações mais antigas, buscam segurança em ideiais fascistas e segregadores. É esse eleitor que Haddad tem condições de liderar? Acho que essas lentes estão bem embaçadas… Quem não chega na periferia e no Nordeste, não tem condições de liderar coisa alguma na democracia brasileira. Até que se mude tudo, e enquanto ainda a democracia existir no Brasil o efeito democratizador do PT deixou essas galinhas pulando: o Nordeste e a periferia.

  59. Tanta coisa aconteceu e tanto

    Tanta coisa aconteceu e tanto mais vai continuar a acontecer.  O PT continua sendo o único assunto: é a corrupção do PT, as alianças do PT, o já passado sucesso do PT, o fracasso do PT, a perseguição do PT, a condenação do PT, expiação de culpas e erros pública do PT  e até a extinção do PT. Treze anos de guerra midiática e a pauta é a mesma. Agora, será a vingança dos derrotados do PT, ganhando depois do golpe. O Brasil aqui, aqui na margem. E não é miragem as tragédias anunciadas, assim como não foi um simples pesadelo que as muitas CPIs contra os governos do PT seguidas, arrombou o que podia da recém democracia conquistada. Mas, tem uma coisa que me chama a atenção nessas eleições: um partido novo (velho) PSD que aumenta seu cacife eleitoral com provável duas prefeituras conquistadas, uma já em primeiro turno. Kassab, invenção de Serra, parece um clone de Anastasia, invenção de Aécio. Anastasia do PSB de Arraes que ajudou a desvirtuar o partido, trazendo com Eduardo Campos a chapa para Marina concorrer como vice à presidência da República. Manobra que quase elegeu Aécio. O PSD de Kassab, não rompeu com Serra, aliou-se ao PT, depois traiu com a mesma cara cândida de Anastasia, o relator do ato mortal contra Dilma. Agora esse JD*, o Anastasia de Alckmin,  típico Relações Públicas dos anos 50 (parece saído da série Mad Man), mais agressivo como convém a um homem de propaganda narcisista, ganha com a ajuda da imprensa de guerra (como a ex-presidenta argentina tão bem definiu) a tal batalha contra o PT, que, por incrível que pareça torna-se então uma batalha contra a cidade de São Paulo, depois de um belo trabalho de Haddad. A luta pela eterna redemocratização do país tem que continuar e tem que ser de todos interessados nela. Não adianta persistir na diivisão direita vs.esquerda, que só tende a aumentar. Ou então a gente deixa a crise chegar ao fundo do poço e ver o que vai sobrar. 

    * JD, nas delações da Oldebrecht já foi José Dirceu e agora é o nome do assessor de Palloci. Um tal de Santo foi citado, embora não investigado, assim com um tal de Careca. Não seria improvável que JD fosse o novo prefeito, já que vive de doações públicas, quero dizer investimentos públicos. Claro, tudo no  nível das suposições, como convém aos criadores da lava jato.

    • JD = João Dória

      Também me veio essa ideia, Maria Rita.

      Só que JD, por enquanto, está mais para Kassab do Alkmin do que para Anastasia.

      Alkimin devolveu ao Serra, com juros e correção, a afronta recebida.

      E quem pagou fomos nós.

       

  60. Refletindo a Internet, velha mídia e eleição municipal.

    Pensei nesses pontos pós eleição municipal e na super estimação da Internet no contraponto ao que é veiculado pela velha mídia. Uma visão minha que cabe aqui no debate. 

    Ausência de meios de comunicação de esquerda, com audiência, para além da internet e a eleição municipal.

    Torna-se preciso entender que as forças de esquerda, as forças progressistas e defensoras dos interesses nacionais estão desarticuladas e reféns de um Sistema de produção de narrativa do Brasil possível unificado e em defesa de uma só bandeira: o neoliberalismo radical e em aliança com os EUA.

    Esse Sistema de produção de narrativa unificado é capitaneado pela Rede Globo de Televisão e mais algumas grandes mídias familiares do Brasil (menos de 10 famílias). É um Sistema que controla aproximadamente 90% das informações/ notícias que o brasileiro recebe sobre o cotidiano do Brasil e do Mundo em Língua Portuguesa.

    Partes significativas do Judiciário, dos executivos e dos Legislativos do Brasil são cooptadas por esse Sistema, milhares são eleitos por esse Sistema de produção de narrativa unificado, milhões de brasileiros são reféns desse Sistema (hoje, muitos nem ousam ir contra ele por medo de uma Lava-Jato, de qualquer articulação mídia/Judiciário para assassinar suas reputações, até destruir seus patrimônios financeiros. Muitos se calam, esta é a pura realidade).

    É uma grande ilusão acreditar que uma narrativa alternativa via Internet possa fazer frente a esse Sistema. Uma notícia veiculada no Jornal Nacional pode atingir ao mesmo tempo 30, 40 milhões de pessoas. Uma postagem da Internet tem, geralmente, se muito, 50 pessoas lendo ao mesmo tempo, e mesmo que se consiga veicular um texto que atinja 50 mil acessos e 10 mil compartilhamentos não se vai chegar a 500 mil leitores, penso eu. Clicks e leituras não são as mesmas coisas, tem esse detalhe.

    E tem a questão de ser texto escrito ou ser a fala de um interlocutor que em muitos momentos é em uma linguagem acadêmica, com conteúdo de compreensão truncada para o cidadão comum – que não está ou pouco está por dentro do assunto. E quando com imagens, geralmente, elas estão pouco nítidas, feitas, quase sempre, de forma amadora. E tudo, parece ser levado a um público já determinado, ávido pelo diferente da mídia tradicional, mas próximo na Ideologia, uns mais à esquerda do que outros, porém, não mais que 20 ou 30% da sociedade e gente progressista e melhor informada/ mais “antenada” na disputa feroz entre as forças do Capital e a classe trabalhadora.

    Uma pergunta:

    Será que há possibilidade de crescimento para além dos 20, 30% habituais de brasileiros de esquerda, possíveis pessoas a acessar as postagens dos blogs progressistas, da Mídia Ninja, dos Jornalistas Livres e alguns poucos mais e aceita-las como informação correta no Brasil de outubro de 2016?

    Voltando.

    A Internet que importa, penso eu, é da manchete e da ideia de que nesse eu acredito. Se a gente observar 95% dos clicks e curtidas nas nossas postagens é de gente ideologicamente próxima a nós. Tem gente que exclui das amizades o outro lado, a direita, ai nem vai ter como difundir nada de contraditório e nem se terá a chance de alguém mudar de lado. Falará esta pessoa pros já convertidos apenas.

    Do outro lado é idêntico. Porém, a outra Internet, a da direita, tem o Poder do Capital e tem por retaguarda os grandes portais da velha mídia com toda a tecnologia de imagens e suas manchetes garrafais, que caem como uma luva para as suas pretensões ideológicas, sem contar todos os outros meios de comunicação do Brasil: TV, rádio, Jornais, revistas, cinema, etc. que a direita controla, praticamente só, e que invadem sozinhos, quase todas as casas e estabelecimentos comerciais, e são as pontas de lança mais afiadas de uma narrativa do Brasil que seja favorável somente à direita política.

    Pensemos no brasileiro comum. O click de compartilhar é, quase sempre, por uma manchete, e, não pelo conteúdo. Se não compartilhado foi acessado e, certamente, assimilado por centenas de milhares ao mesmo tempo, certo?

    Quando eu posto que um Político/políticos conhecido(s) nacionalmente da direita, também, está(ão) citado(s) em planilhas da Odebrecht eu estou falando para 5 ou 10 amigos, o Brasil 247 para um tanto de gente e a Rede Globo, omitindo esta informação, está falando para milhões, ou melhor, deixando de falar para milhões.

    É desigual. E imaginemos este processo de falar mal das esquerdas para milhões ao mesmo tempo e milhares de vezes seguidas e sonegar quase todas as coisas erradas que a direita faz. Só pode dar no que deu: Golpe de Estado e continuado o processo no voto em candidatos da direita, aliados na votação no Congresso Nacional do Golpe, nas eleições municipais.

    Sem outra narrativa consistente, para além da Internet, tendo espaço na TV e no rádio dos brasileiros, nas manchetes e capas de revista das bancas de jornal, nós das esquerdas não temos como competir com mínimo equilíbrio, certo?

    Divididos, muito menos ainda.

    Defenestrados do Governo, então, é quase impossível.

    Infelizmente, se torna necessário dizer que a Internet, apesar de ser um front de defesa das esquerdas e do Brasil independente e progressista, não é o front principal e por isso impera a narrativa da velha mídia. O principal se tem mostrado ser a propaganda televisa e do rádio + as manchetes de jornal e capas de revista, sem ilusões de ser diferente, penso eu.

    Em São Paulo é absurdo a quantidade de televisores e rádios ligados nas emissoras pertencentes ao Sistema Globo de Comunicação, durante o dia todo e em todo lugar, em casa ou fora de casa.

    A maioria das notícias que os brasileiros escutam e/ou veem, assimilam e comentam/discutem está na TV e no rádio e não na Internet. 

    Para enfrentar essa falta de comunicação além Internet as esquerdas terão de se articular daqui para frente nas suas bases sociais, nos movimentos sociais para ir de encontro, tête-à-tête com a população/eleitorado que não lê, não ouve, não vê nada da Internet progressista, que só se informa sobre o cotidiano do Brasil e do Mundo pela velha mídia, que não se interessa por Política, que não entende nada de Neoliberalismo e nem imagina o quanto prejudicial é o Governo Temer para os brasileiros e para um Brasil desenvolvido e com oportunidades de progresso social para todos.  

    Até para sair da crise econômica atual sabemos que o remédio não é o proposto pelo Governo do Golpe, a população em geral não tem muita noção do que vem por ai. Boa parte da população tem votado hierarquicamente no menos corrupto, alimentada pelo ódio, pela desinformação e pela ideia que foi sedimentada no seio da sociedade via velha mídia, que em retirando os corruptos do Poder a Vida delas melhora. Hierarquicamente o PT é o corrupto mor, na lógica da narrativa dos meios de comunicação oligopolizados, não no mundo real, então, não se vota nele, se vota em qualquer um ou em ninguém, mas no PT, não!

    Mesmo que tenha alguma lucidez o eleitor, ele está sendo levado a esta forma de voto, anti alguma coisa e não pró alguma coisa nem que o pró seja por demais benéfico ao eleitor.

    Nós das esquerdas não podemos mais acreditar que Poder é apenas vencer uma Eleição. E acreditar que podemos exercê-lo com o respeito dos perdedores pelo voto. Quem a direita brasileira eleita representa não tem limites e nem tem apreço por Democracia, Brasil e povo.

    Porém, há uma observação importante.

    Mesmo com toda a mídia possível, João Dória foi eleito com votos de 35% do eleitorado paulistano. 22% nem foi votar e 17% dos votos válidos foram brancos ou nulos. De 8.800.000 eleitores Dória teve 3.100.000 votos. 5.700.000 paulistanos não votaram nele em primeiro turno.

    Não é unânime a votação em Dória. 65% dos eleitores não votaram nele.

    Aqui na Vila Mariana, bairro de classe média alta paulistana, eleitorado em massa do PSDB, o voto em Dória foi envergonhado, nenhum buzinaço em comemoração por sua vitória e nem gritos das janelas dos prédios. Estranho esse comportamento no reduto eleitoral tucano.

    A Eleição municipal fragmentou, em muito, os votos, dados para diferentes candidatos ou para ninguém, certo?

    Que tenhamos unificação, Galera! Das esquerdas!

    Podemos construir caminhos unificados em 2018 e, se houver eleições, vencer, unificados em candidatura única. Criemos soluções de Luta coletivas por outra realidade em breve: alternativas de baixo para cima, sem gabinetes e sem a preguiça dos ares-condicionados. E criemos mídias alternativas, mas de alcances plurais e acessíveis os conteúdos veiculados ao leitor comum.

    A velha mídia não vai poder segurar a narrativa de que é maravilhoso o atraso econômico-social do neoliberalismo, agora, mais radical, em sua versão Plus 2.0, e que se avizinha voltar com tudo em terras brasileiras, pós-eleição municipal.

    Está muito embaralhada a cabeça das pessoas.

    Com organização e unificação podemos reverter o quadro eleitoral mais adiante.

    E pensemos numa situação provável advinda da radicalidade neoliberal:

    O povo desorganizado pode surpreender, se a direita pensar que pode tudo.

    No momento que o Smartphone não der mais aquele click desejado e o povo desorganizado não puder trocar de celular quero ver quem segura essa gente toda. Quando a Miami sumir do mapa quero ver quem vai segurar a fúria verde-amarela na Paulista.

    Enfim, um dado importante é que agora a direita precisa mostrar a que veio, reassumindo os poderes Federal e Municipal, além do Estadual, aqui em São Paulo está, assim, que ela já detém desde sempre.

    Acabará em breve o mantra do Golpe de que tudo é culpa do PT.

    • Seguindo este interessante

      Seguindo este interessante raciocinio a Presidenta foi eleita com 38% dos votos totais. Será que é só um problema de comunicação. Se o povo é manipulado pela direita, pode ser manipulado pela esquerda?

    • Seguindo este interessante

      Seguindo este interessante raciocinio a Presidenta foi eleita com 38% dos votos totais. Será que é só um problema de comunicação. Se o povo é manipulado pela direita, pode ser manipulado pela esquerda?

      • Augusto!

        No Brasil de hoje temos uma crescente taxa de desilusão para com a Política e que é fruto de uma campanha aberta da velha mídia pela criminalização da Política, dos políticos e dos partidos políticos. O PT tem sido o alvo central. 

        Porém, não escapa ninguém. Dória com toda a mídia teve menos votos que branco, nulo e abstenções somados. 

        Ele tem legitinidade, porém, não é uma votação expressiva em se pensando em uma Eleição, como não foi com Dilma. 

        Dória, se tivéssemos mais votos válidos em outros candidatos e não brancos, nulos e abstenções em peso poderia disputar um segundo turno e ter maior apoio eleitoral, certo? 

        Dilma poderia ser eleita com mais de 38% de votos dados a ela. 

        Não se consegue tal intento por causa desse processo de fritamento da Política, intencional, no Sistema Capitalista e patrocinado de fora para dentro para que assim ocorra. É um Sistema perverso para a criação de pessoas antipolítica. E que se alijam do dever de discutir as necessidades básicas da vida em sociedade. E que acreditam que todos os políticos são iguais. Então, que seja cada um por si. E para um Sistema de dominação mundial de quem sabe 1% da população mundial sobre os outros 99%. 

        No Brasil a adoção da bandeira da antipolítica está concentrada nos meios de comunicação hegemônicos. E, já temos até a constatação, pelo resultado eleitoral, dada por analistas políticos que a vitória nessa Eleição Municipal foi da Lava-Jato.

        As esquerdas podem fazer igual, não é o caso do Brasil. Ninguém viu os Governos do PT e nem os partidos de esquerda adotando a bandeira: – não vote em ninguém! Nem querendo criminalizar a Política, os partidos políticos e os políticos. 

        Quem anda criminalizando a Política é a velha mídia. E respinga em todo mundo, quer queiram ou não!

        Da criminalização da Política, dos partidos políticos e dos políticos para o surgimento de um Salvador da Pátria de fora da Política é um pulo. 

        É como enxergo a realidade de hoje.

        Abraço,

        Alexandre!

    • Midia…

      Enquanto as pessoas não entederem que a mída tradicional é de direita, não muda-se isso.

      A esquerda tem que partir para o Zap, Face, youtube etc mas também tem que voltar a periferia, que foi tominada novamente pela religião, forma tradicional de dominio, só que agora com os evangelicos pentecostais(antes eram o Catolicos).

      Como enfrentar, atuar na periferia com a comunicação direta, não agora ou talvez até nem em 2018.

      Veja que a esperança dada no texto “Enfim, um dado importante é que agora a direita precisa mostrar a que veio, reassumindo os poderes Federal e Municipal, além do Estadual, aqui em São Paulo está, assim, que ela já detém desde sempre.” Nesse ponto voltamos ao ponto inicial, a midia, que condenou Haddad por ciclovia, fechar a paulista, etc  agora vai apoiar tudo e protegerá como faz com Alkimim.

      Como vencer está barreira, comunicação direta, nesse momento pela rede, os que sobraram usem mais a rede, usem as radios comunitarias, usem o youtube, usem pricipalmente o ZAP( principal meio que a direita usou para mobilizar).

      E principalmente o pendulo voltou para a direita, tem que se preparar melhor para a volta.

       

       

  61. Sempre interessantes as crônicas desta série.

    Prezado Luís Nassif, prezados leitores.

    Em relação à crônica de hoje devo dizer que concordo com a análise e com as críticas feitas ao PT e à Esquerda. Pondero, entretanto, que mesmo sem as falhas apontadas na gestão de Fernando Haddad nem ele nem o PT conseguiriam sobreviver ao massacre e golpe midiático-policial-judicial de que têm sido vítimas não apenas o partido enquanto  instituição democrática, mas sobretudo as grandes lideranças com alguma perspectiva de galgar espaços na política nacional. Ao contrário do que afirma Nassif, a derrota de Haddad não foi humilhante e já era esperada. Mesmo que houvesse 2º turno, remotas eram as chances de Haddad conseguir se reeleger. Com a fatura liquidada no 1º turno, perdem a democracia, perdem os paulistanos, que não verão o debate entre um professor e administrador competente e um empresário e gestor de fachada, lançado candidato pelo gov. Alckmin, que usou a máquina e manipulou as prévias do partido, para impor João Dólar Jr. como candidato. Venceram o antipetismo patológico que assola São Paulo, a anti-política, o ódio nazifascistóide à Esquerda e ao PT.

    Não sei por qual motivo, mas nenhum jornalista progressista, nenhum partido de Esquerda, nenhum cientista social ou político, ousou mencionar ou chamar à responsabilidade o líder do MTST, Guilherme Boulos. Boulos é um líder nato, sabe falar às massas e atrair a atenção das pessoas;  ele é bem articulado e sabe falar diretamente ao povo, sem academicismos e prosopopéias que aos trabalhadores e pessoas simples soem incompreensíveis. Em caso de inabilitação do ex-presidente Lula para se lançar candidato à presidência da república em 2018, Boulos é o substituto imediato. Incompreensível que a executiva do PT e Boulos não tenham feito encontros e estabelecido entendimentos neste sentido. Ou estão esperando que Lula seja condenado e preso, para fazer o convite a Boulos? Se assim for, cometem duplo erro. Por mais que Lula seja massacrado pelos golpistas (da mídia, da PF, do MP e do PJ) ele aparece à frente de qualquer outro pretendente ao cargo. Lula e Boulos já deveriam estar viajando pelo Brasil inteiro há mais de um ano. Boulos não teria nada a perder com isso, pois ele não ocupou cargos públicos ligados à política nem participou dos governos petistas; com o aval de Lula, Boulos poderia se tornar conhecido nos rincões do Brasil profundo; e com a liderança e capacidade de falar às massas que já demonstrou possuir, Guilherme Boulos se credenciaria como forte candidato à presidência em 2018, pelo PT.

    Como já disse noutros comentários, parece-me oportunismo covarde malhar e massacrar o PT na quadra atual. Se estivéssemos num clima de normalidade institucional, em que vigorasse o Estado Democrático de Direito – não o Estado Fascista de Exceção e de Direita – se não houvesse o conluio criminoso entre a burocracia estatal (PF, MP e PJ) e a direita oligárquica e plutocrática, para aniquilar o PT e a Esquerda, e o PT tivesse sido derrotado nas urnas nesse clima de normalidade, aí sim, as críticas sriam pertinentes e oportunas. Quanto à frente de Esquerdas proposta pelo articulista – sem que haja um partido mais orgânico, enraizado, capilarizado à frente – considero dificílima sua implementação. Notem Nassif e leitores que o bom deputado Jean Willys quase pôs tudo a perder no Rio, ao escrever infeliz artigo criticando a aliança PT-PC do B, que lançou a deputada Jandira Feghali como candidata à prefeitura da capital fluminense. Em Porto Alegre, a Esquerda ficou alijada do 2º turno da eleição por culpa exclusivamente da Luciana Genro, do PSOL, que ao não abrir mão da candidatura, dividiu os votos dos progressistas; como conseqüência a direita reacionária e conservadora, representada pelo PSDB e pelo PMDB, disputará o 2º turno.

  62. Será que desta vez o PT  e as

    Será que desta vez o PT  e as esquerdas vão assumir que a mídia é o inimigo número 1 e deve ser abatido a qualquer preço? Qual será a força que um sujeito como este que venceu em São Paulo terá, sendo que foi eleito com 1/3 dos votos, justamente os votos dos analfabetos políticos da classe média que, na verdade, são zumbis manipulados pela mídia? E outra coisa: tem que parar de tratar inimigo como adversário.

  63. De volta para o Passado

    Houve um retrocesso sem precedentes. Os mais de 20 anos de campanha anti-PT, intensificada nos últimos tempos e com a participação especial de agentes públicos, deu ressultado.  Os mais humildes também foram contaminados por esse discurso. As conquistas que conseguimos nos últimos governos estão fortemente ameaçadas. A máfia demotucana, que por décadas saqueou o Brasil e deixou milhões morrerem de fome, tomou novamente o poder.  Uma derrota para a democracia, uma derrota para a sociedade, uma derrota para o país.

     

  64. A vitoria do não voto e a frente com a população trabalhadora.

    Em lugar de refletir sobre a derrota do PT ou das esquerdas ou a vitória da direita, deveria se refletir sobre a vitória do não voto: abstenções, brancos e nulos. A midia obviamente vai esconder isso, mas a esquerda não pode fazer o mesmo jogo e varrer esse resultado para debaixo do tapete. Não vi o resultado em todas as capitais e obviamente muito menos em todas as cidades. Mas no Rio de Janeiro e em São Paulo o não voto ganhou disparado em primeiro lugar. Os motivos podem ser muitos: gente descrente porque ‘todo politico é ladrão’, por exemplo. Mas o não voto também pode ser uma ação pela esquerda: para que votar se o poder não pertence a quem é eleito? para que votar na esquerda se quando eleita ela ‘tem que ceder’ a direita em nome da ‘governabilidade’ e mesmo cedendo pode ser tirada do poder por um golpe? Votar nessas circunstancias não seria ratificar o sistema que é tudo que falam por aqui: democracia de fachada, ausensia do estado de direito, estado de exceção, etc? Isso não é apoliticismo, é uma ação politica contundente, pois politica não é apenas o jogo eleitoral de curto prazo. A verdadeira guerra com a direita hoje não se trava principalmente no campo politico eleitoral e acho que algumas pessoas de esquerda tem essa percepção.

    No meu entender a vitória do não voto coloca uma reflexão para a esquerda: pensar e agir para além do sistema (que hoje é pura farsa), pensar e agir para além dos resultados e conquistas eleitorais. Isso não significa ‘inventar’ a revolução, até porque ninguém ‘fabrica’ revoluções, significa agir para além do objetivo curto prazistas do resultado eleitoral (a miopia eleitoral), do objetivo de conquistar posições no executivo e no parlamento. Se a esquerda precisa conquistar alguma coisa são as suas bases, precisa olhar ‘para baixo’ na estrutura do poder ao invés de ficar olhando ‘para cima’.Nenhum resultado eleitoral é seguro para a esquerda se ela não tiver conquistado ‘corações e mentes’ da maioria da população trabalhadora.  A esquerda tem que se unir é as suas bases, a maioria da população trabalhadora. Enquanto ficar presa em um sistema que a maioria da população claramente rejeita pelo resultado dessas eleições tapando os olhos para esse resultado, só vai aumentar mais a distancia dos partidos e organizações de esquerda com a maioria da população, ratificando o desastre da democracia de fachada em que vivemos e se afundando cada vez mais, com ou sem frente.

  65. Sugestão ao PT

    Sugestão para a sobrevivência do PT: expulse os inúmeros corruptos existentes em suas fileiras; a começar pelo Lula (na prática o dono do partido e aquele que mais contribui para a sua degradação).

  66. GRANDE DERROTADO, O BRASIL – GRANDE VENCEDOR, A GLOBO.

    Vamos olhar de forma mais objetiva Nassif, sempre há culpados nas derrotas e poucos influentes nas vitórias, elas se personificam no vencedor e em quem a mídia coloca como vencedor, provavelmente o derrotado pela mídia será o LULA, pela própria fala do prefeito eleito, “que irá visitar o LULA em Curitiba”. A coisa é tão estranha que eu assistia uma entrevista na TV Gerais de Montes Claros – MG do delegado da PF durante as apurações, aliás um bom delegado, até é o 3º. da lista tríplice a diretoria dessa corporação, mas acho que cometeu uma gafe, não posso descrever sua fala com total certeza pois não pude ver a entrevista novamente; Ao ser perguntado sobre as eleições transmitiu serenidade ao entrevistador que ao lhe perguntar se o Brasil já vivia uma democracia plena a resposta incluiu, mas gostaria de ver novamente a entrevista para ter a certeza, mas me pareceu que ele falou que depois da ações diversas e da “REPUBLICA DE CURITIBA”, eu achei estranho, porque achava que republica só existia em BRASILIA, mas como disse temos que ver novamente a entrevista, mas acho que só foi uma gafe, porém, um agente público tem que ter certos cuidados a falar o que pensa, pois acaba falando coisas que levam a interpretações estranhas e transmite o eu interior. De mais é impossível haver democracia em qualquer país que exista a Globo, aliás o delegado falou da dobradinha com segundo ele a “imprensa livre”, a meu ver a imprensa pode até ser livre, mas o povo está tão distante quanto da terra ao sol numa democracia plena e livre. A GLOBO foi a grande vitoriosa com todos os seus satélites, como seus tentáculos braços na justiça e nas polícias como no comando de partidos e institutos de pesquisa, na minha opinião pessoal, o PSDB é a GLOBO e a GLOBO é o PSDB, num domínio do fato pessoal. O BRASIL é que foi o GRANDE derrotado. De mais, a REPÚBLICA EM CURITIBA deve ser fria e não tem NIEMEYER, diria a penitenciária de Curitiba, menos república.

  67. Perguntas:
     
    – Será que a

    Perguntas:

     

    – Será que a sociedade brasileira não consegue perceber que o PT não é o único partido onde alguns membros cometeram crimes de corrupção?

    – Será que não conseguem perceber que o sistema político é tão corrupto que não consegue governar aqueles que não forem no mínimo convenientes com certos esquemas de corrupção?

    – Será que não conseguem perceber que a lava-jato está sendo partidária quando só condena políticos de um único partido, quando não investiga o mensalão do PSDB e não investiga provas de crimes praticados por políticos como Aécio?

    – Será que essa sociedade acredita que a solução para todos os problemas do Brasil é tirar o PT do poder colocando qualquer um como vereador e prefeito mesmo que não tenha vocação, contanto que não seja desse partido?

     

    Respota:

    SIM! Porque a maioria da sociedade é facilmente manipulável seja por pouca escolaridade, desinteresse político ou extremo egoísmo. 

     

     

  68. PT Saudações!

    Do pouco que sobru do PT só resta a fazer:

    1- Reforma imediata na direção do partido.

    2- Expurgar militantes e candidatos corruptos.

    3- Rever com lupa o relacionamento com centrais sindicais(caixa preta).

    4- Fortalecimento de candidaturas jovens e de outras figuras importantes do partido.

    5- Fortalecimento de Fernando Haddad e  Eduardo Suplicy em São Paulo.

    6- Resgatar figuras historicamente ligadas ao partido que debandaram.

    7- Fortalecer novas alianças políticas e abandonar definitivamente alianças expúrias com o PMDB e aliados.

    8- Resgatar e criar uma agenda positiva para Dilma Roussef.

    9- Fortalecer os seus representantes no senado e na câmara.

    10- Definir uma nova estratégia para atuação política do presidente Lula que NÃO SEJA a de candidato a presidente na próxima eleição, que seria no caso de uma derrota dele, o apocalipse final para o PT e as esquerdas nesse país. 

    • Você se esquece que a

      Você se esquece que a “democracia” brasileira sempre foi uma farsa, aonde eu tenho que admitir que até eu me empolguei quando vi os resultados da administração Lula e pensei que finalmente o seu país estava no caminho certo, mesmo que devagar (eu pensei que a farsa tinha acabado).

      Mas como outra comentarista corretamente escreveu, os que realmente mandam no seu país (rede Globo e os descendentes dos escravocratas) viram que ao deixar o PT assumir o poder eles correram o risco de deixar o Brasil se tornar verdadeiramente uma democracia e portanto trataram de acabar com a festa e voltar tudo para o que era antes (uma colônia extrativista moderna).

      Logo, entenda que os governos de esquerda foram um ponto fora da curva e vocês agora só voltarão a ter a chance de uma democracia genuína se houver revolta armada. Pois justiça? Não me faça rir, vocês não têm isso e não adianta recorrer ao que vocês não têm.

  69. Nada aconteceria caso houvesse democracia,nem impeachment
    Nada resste a articulacao: Justica, Grandes grupos Economico-financeiros e Grsnde Midia
    E devastador a forca da superdosagem diaria da manipulacao dos veicilos de comunicacao
    Temos um Prexidente cpnspirafor
    Prestem atencso: Os Partidos conquistaram um numero dr Prefrituras de acordo com a gravidade dos seus erros e formsd erradas dr agir,
    O Partido mais sujo ,PMDB,goi o csmpeao c mais de mil prefeiturad
    Nao tinha jeito de set diferente, pesso permissao pra discordardo cientista Aldo

  70. Nada aconteceria caso houvesse democracia,nem impeachment
    Nada resste a articulacao: Justica, Grandes grupos Economico-financeiros e Grsnde Midia
    E devastador a forca da superdosagem diaria da manipulacao dos veicilos de comunicacao
    Temos um Prexidente cpnspirafor
    Prestem atencso: Os Partidos conquistaram um numero dr Prefrituras de acordo com a gravidade dos seus erros e formsd erradas dr agir,
    O Partido mais sujo ,PMDB,goi o csmpeao c mais de mil prefeiturad
    Nao tinha jeito de set diferente, pesso permissao pra discordardo cientista Aldo

  71. Não adianta procurar os erros na esquerda brasileira.

    Muitos de cabeça quente perdem por completo a noção do conjunto e ficam achando que o Brasil é o umbigo do mundo.

    Não é por um acaso que o Chavismo na Venezuela está em descenso.

    Não é por nada que a Direita ganhou as eleições na Argentina.

    Não foi um descuido que levou as forças de centro-direita perderem o plebiscito na Colômbia para a extrema direita.

    Não é por um acidente a agressão norte-americana na Líbia, na Síria, no…..

    Todos estes movimentos ficam claros que o objetivo é descarregar a crise do capitalismo internacional sobre o terceiro mundo.

    Ficamos tão enebriados quando vimos o Lula ser chamado “O cara”, ficamos maravilhados em ver o Brasil como um parceiro das economias capitalistas mundiais, agora porque ficaríamos descrentes quando Lula for preso.

    A crise internacional precisa uma saída, e a direita mais reacionária dos USA, representada não por Trump mas sim por Hillary, quer deitar e rolar e colocar o mundo aos seus joelhos.

    Enquanto os analistas políticos procurarem somente no Brasil o porque dos resultados das eleições haverá perplexidades, falsas saídas e o Xadrez só antecipará duas jogadas.

    • Concordo…mas a China/Russia

         Tudo bem que não sabemos sobre Xadrez, mas e a China/Russia.

         Os americano tem muita influencia em tudo que está ocorrendo, mas como será a reação da China, somos uma dos principais fornecedores de materia prima, seus interesse não serão afetados?

  72. Semeando a ilusão

    Filme, de 1972, extremamente didático, um dos meus preferidos, de Luigi Comencini.

    Teve muito pouca repercussão no Brasil.

    Título original: “Lo scopone scientífico”.

    Bette Davis, excelente como sempre, faz o papel de uma milionária americana idosa que aprendeu um jogo de cartas típico, o “scopone scientífico”, em uma das suas múltiplas viagens à Italia.

    Desde então, retorna anualmente para visitar seus anfitriões, moradores de Roma, em uma pequena comunidade de um bairro popular.

    Seu objetivo apenas é o de fazer passar o tempo que ainda lhe resta de uma vida tediosa.

    Por outro lado, seus anfitriões romanos, também magnificamente interpretados por Albero Sordi (Peppino) e Silvana Mangano (Antonia), imaginam as visitas frequentes da “velha” como uma forma de saírem daquela vida de dificuldades econômicas.

    O sonho de Peppino e Antonia se explica por que a cada visita, para poder usufruir melhor de seu passatempo, a milionária inicia sua estadia doando uma certa quantia em dinheiro, suficiente para passarem alguns dias no jogo onde, aparentemente, todos têm chances iguais de ganharem.

    O filme mostra uma dessas visitas, na qual, a sorte sorri amplamente para Peppino e Antonia.

    Daqui em diante, o resto do texto pode ser considerado um spoil. Quem quiser pare a leitura aqui.

    A cada vitória, os sonhos de Peppino e Antonia aumentam, contagiando também os membros da comunidade. A cada derrota, a diversão da milionária se transforma em irritação crescente.

    A partir de um determinado momento, a milionária passa a dobrar as apostas, apostando tudo o que perdeu até então.

    Peppino e Antonia já ganharam uma boa fortuna e cogitam em parar. A  chance de ganharem mais, entretanto, aliada à forte pressão da milionária, os fazem continuar jogando.

    O desfecho é o previsível.

    Deixarei apenas de contar a cena final. Não previsível, mas muito significativa.

    Bem senhores… tudo isso para tentar me recuperar do choque deste final de semana. Ainda por cima, o processo de paz na Colômbia foi derrotado.

    Sabem quando a esquerda terá uma nova chance?

    Nunquinha. Acabou. Finito.

    Lula foi uma improbabilidade estatística, embora possível, que pode ocorrer uma vez em um bilhão de anos.

    Lula, como Peppino, acreditou que poderia fazer a vida de grande parte da população brasileira mudar.

    A cada vitória, a irritação da classe dominante aumentava. A cada vitória as apostas contra Lula dobravam.

    Ontem chegamos ao desfecho. Previsível? Teremos muitos debates sobre isso.

    Haverá ainda debates se, de fato, o balanço dos anos petistas contribuiram para alguma mudança efetiva ou se tudo foi perdido na enxurrada do golpe.

    E a cena final do nosso filme? Bem… não é previsível.

     

    • preguiça

      E alla fine chi é causa del proprio male pianga se stesso.

      O clube de Roma recomendava a educação como tarefa permanente, por estes lados a tarefa é da globo.

      Se alguém não se ajuda e espera favores dos berlusconis nativos, atualmente doria, FORA TEMER, e outros não menos votados melhor desistir e aproveitar as brechas permitidas para pensar casa em Miami etc.

       

  73. Após a leitura de tantas teses…

    sobre o pq da perda de votos do PT, eu, que sou mt prática, digo simplesmente.

     

    PT + PCdo B  + alguns movimentos sociais  X  PSDB , PMDB, DEM, PPS, PSD, PSB e outros nanicos cooptados+ Estadão, FSP, O Globo + Rede Globo e todas as demais TVs + PGR , TSE, STF, legislativo cooptado + Lava jato, Janot, MORO, Gilmar + EUA.

    Mas o  grande erro foi do PT, para muitos !

    Sem ver que a Direita é, e sempre foi a “Dona deste país”. As eleições ganhas pelo PT (4) foi apenas uma concessão dela, p/ que os brasileiros percebessem o quanto são incapazes. Como a coisa não foi bem assim, perderam a paciência c/ o povo (que não sabe votar) e partiram com tudo. Com todas as armas daqui e de fora, passando por cima das Leis e da Constituição (já que tinham as costas quentes), para a destruição de um partido e da maior liderança , desde que me conheço por gente, surgida no país.

    Simples assim. É a minha opinião. O restante fica por conta do “Seo ” Nassif e outros  excelentes comentaristas do Blog.

  74. felizes na burrice

    O efeito “mani pulite” na Italia foram vinte anos de Berlusconi, em sp o Doria. É a mesma m#$%@ com sotaque diferente.

    Menino moro veja a cacaca!

  75. Lupicínio
    O que é que acontece com a alma do povo brasileiro? Depois de experimentar o PARAÍSO (gestões de Lula, Dilma e Haddad), agora desce ao INFERNO a procura de luz.

    Não há registro de corrupção em nenhuma das 4 gestões petistas no governo federal, nem na Prefeitura de SP. Houve corrupção em empresas de economia mista, como Petrobras e Correios, mas não na administração direta.

    Quando o gestor público não rouba, o dinheiro sobra e o milagre do bem estar social acontece, como de fato aconteceu. E corrupto, para o povo, é o PT. E o Haiti agora é aqui.

  76. Xadrez, um bom jogador antecipa 5 jogadas um campeão mundial 15.

    Xadrez, um bom jogador antecipa 5 jogadas um campeão mundial 15.

    Segundo o jogador de xadrez paranaense Glaucio Dalla Cortt Cella, um bom jogador de xadrez como ele consegue prever 5 jogadas e o campeão mundial, o norueguês Magnus Carlsen, consegue prever 15 jogadas!

    Na política é o mesmo, enquanto jogadores de segunda linha podem antecipar três a quatro jogadas e aqueles que determinam a política internacional antecipam no mínimo dez jogadas!

    Para que o brasileiro conseguisse ganhar num jogo em que o campeão tinha dezenas de adversários ele teve que surpreendê-lo com jogadas incomuns, surpreendendo o campeão e retirando deste a capacidade de antecipação.

    O tabuleiro de xadrez tem muitas peças, o dá política tem ainda mais, porém se ficarmos olhando para os nossos movimentos e não observando o conjunto em breve seremos vencidos.

    O PT assim como o Presidente Lula, que trabalha sozinho e usa mais a intuição do que a técnica conseguiu por algum tempo manter algumas jogadas surpreendentes, porém a política internacional é algo que nós pouco acompanhamos e quando fazemos isto nos baseamos nas informações que querem que saibamos.

    Os eventos na América Latina ocorrem em ondas, às esquerdas em diversos países tiveram seus momentos de glória e êxtase, sendo que quando ocorreu isto todos procuraram em fatores internos a vitória de seu grupo, em nenhum momento alguém procurou ligar estas vitórias entre si. Parecia que de uma hora para outra o povo havia acordado de um grande sonho e começado a levar a política pelas suas próprias mãos.

    As eleições norte-americanas mostram que haverá um acirramento da política militar daquele país, Hillary Clinton é mais vinculada ao establishment que Obama e que Trump, e mostrará os seus dentes após a vitória, pois dentro desta lógica não serve mais ao Império um país que seu governo tenha alguma ligação com o povo, ou ideologicamente como o PT ou mesmo de forma clientelista como o PMDB. Precisa-se de um partido que não tenha o mínimo compromisso com a população e que se baseie em figuras criadas a última hora como João Dória em São Paulo. Também uma esquerda que tem baseado a sua política em reinvindicações feministas e LGTB é extremamente útil ao Império, pois nada impede que estas reinvindicações sejam assumidas por um partido neoliberal. Figuras incômodas como os Bolsonaros da vida servem mais como um catalizador de falsos problemas para a população como um todo do que de uma real opção para a direita. Deslocar o debate para temas comportamentais é extremamente útil, pois tira o foco do principal.

    Vencida a resistência inicial de também incômodos pastores e bispos uma plataforma liberal pode ser encarada por uma extrema-direita à medida que a mesma controla os meios de comunicação. Pastores e bispos se tiverem sua vida pessoal revirada podem rapidamente serem desmoralizados, é tudo uma questão de vontade e de conveniência.

    A colocação de falsos problemas com falsas soluções parece que é uma estratégia do Império. Todos sabiam que empossado um governo de esquerda no país haveriam vários de seus componentes que seriam corrompidos ou alguns infiltrados colocados no seu meio. Um bom sistema de inteligência do Império, trabalhando nas duas pontas do sistema de corrupção tem toda a capacidade de mapeá-la e fornecer aos seus algozes internos todos os dados para utilizar no momento correto.

    O discurso do moralismo, tão apreciado pelo PT do passado e do PSOL do presente, é um dos falsos problemas que são colocados para serem utilizados no momento correto. Qualquer brasileiro comum, de esquerda, centro ou direita vai dizer que a corrupção é o problema maior do Brasil, porém os mesmos esquecem que países como os Estados Unidos onde a corrupção no sistema de segurança é a maior do mundo, inclusive manejando com o submundo do crime e das drogas, vai muito bem e obrigado. Propinas milionárias de 3% em negócios bilionários não é uma coisa que impeça o crescimento de um país, não pode passar de um determinado nível, como ultrapassa em diversos países do mundo, pois o lubrificante do capitalismo começa a dificultar o funcionamento da máquina.

    Em resumo, não somos grandes mestres em xadrez, até poderemos numa situação especial surpreendê-los com uma jogada imprevisível, mas esgotadas as jogadas imprevisíveis o que vale é a técnica.

  77. Considerações de um Sertanejo

    Considerações de um Sertanejo Chumbado em todo corpo,por vezes acaciano,sobre o mais novo Xadrez da praça.A perguntar,porque Xadrez?Xadrez denota situações de alta complexidade,esgrima,labirinto do fauno,totalmente o inverso do que editor tentou imprimir.A porteira nunca esteve tão escancarada,arrombada,esmigalhada para produzir um tsunami desta envergadura.Não se tem noticias, de sequer ter acontecido algo semelhante,desde que se criou esse tal de voto.Devastador,desencantador e,acima de tudo humilhante.A fuzilaria foi e está sendo impiedosa,verdade,não há como negar.Algo do gênero aconteceu com um pouco menos de intensidade,com o julgamento do Mensalão,e as consequências em nada se assemelha com o que acotenceu agora.A Presidenta Dilma e seu governo,aniquilou o Partido dos Trabalhadores,e tudo que restava dele.Petista nunca foi,nunca pensou em ser.De-se a ela por dever de justiça,o credito de que não entrou nisso a força ou arrmbando portas.Entrou por que foi convidada,e agraciada como Presidenta da Republica,sem jamais ter disputado uma eleição nem para síndica de predios.A fila era grande.Mandaram-na que a desrespeitasse e passasse a frente.Foi o maior erro politico cometido, pelo menos diante dos meus olhos.O editor fala corretamente em reconstrução,restituição,reaglutinação,o que quiser.Está certo.Desde que seja longe da Presidenta Dilma.A população não gosta dela,e sendo um pouco mais verdadeiro,ela não gosta da população.Não tem quimica.Diz-se que o negocio só é bom quando se contempla as duas partes,aqui,nem uma ou outra estão contempladas, se me faço entender.As senhoras e os senhores daqui,atribui a mim,implicância,machicismo,pega no pé,coisas do genero.Sinto,não é verdade.Reporto-me a verdade dos fatos,que continuam a cair no meu colo com a inestimavel ajuda  da Varinha de  Condão da Fada Madriha.Qurem ver se a razão mais uma vez não me acolhe.Disputavam a Prefeitura de Porto Alegre,Luciana Genro do PSOL,e o ex Prefeito da Cidade,o petista Raul Pont.A Presidenta Dilma chegou a Capital,debaixo de serpentinas,paêtes e lantejoulas 

  78. A direita faz o que a

    A direita faz o que a esquerda deveria ter feito quando assumiu o poder em 2003, uma limpa. Com a diferença que a limpa em 2003 seria para varrer a sujeira, e a de 2016 é pra expurgar o que resta de bom na sociedade brasileira.

    Mas na época não se podia pensar assim, era momento de festinha e congraçamento, de olhar para frente. Uma piada.

    A cada dia que passa, mais o ano de 2003 me parece funesto.

  79. ki trauletada DEMOCRATICA

     

    “Com a vitória de Dória, quem sobe é Geraldo Alckmin e sua extraordinária capacidade de influenciar o homem médio, isto é, o homem medíocre” …  e o $ que financia o blog sujinho pra dizer essas bobeiras vai acabando..ai, ai ai, ta chegando a hora, o dia ja vem raiando meu bem….

  80. Sucesso retrô
    Nassif, como sempre, um analista habilidoso, ainda que se possa discordar dessa ou daquela conclusão. Notável entre os poucos notáveis.
    Fico feliz com o reconhecimento do legado e das qualidades do melhor prefeito que essa infeliz cidade já teve, um raro equilíbrio virtuoso entre visão e realização – há quem tenha apenas uma ou outra satisfatória; no caso do eleito (?!), ambas desastrosas…
    No balanço entre vencidos e derrotados – não há vencedores dignos do reconhecimento -, opino que quem perdeu feio foi a cidade e nós, cidadãos que lutamos arduamente por um lugar menos insuportável, com mínimas condições de sobrevivência em pleno século XXI na metrópole mais rica da América Latina.
    Como diz o autor da melhor biografia da cidade numa canção lamento, um observador arguto das entranhas desse moinho de sonhos, ontem foi a apoteose da “força da grana que (…) destrói coisas belas” (grande Caetano do clã Veloso).
    No meu bairro o dia hoje amanheceu e continua chuvoso: é a natureza da cidade chorando pelo seu futuro e como despedida de seu melhor cuidador.

    Prefeito Fernando Haddad, obrigada pela honra de ter tido sua governança corajosa, competente, arrojada e humanista, exemplo de coerência e lealdade a princípios e compromissos: a cidade, provinciana no pior sentido, é que não estava à sua altura, como não esteve na gestão utopicamente próxima da realidade, da frondosa Luiza Erundina em 1988-1992.

    É a sina da cidade em sua síndrome de Estocolmo, da qual se livra a cada oito anos com gestões que superam atrasos e jogam a cidade em marcha acelerada de desenvolvimento e modernidade, coincidência ou não, as três últimas do PT: quando a casa está em ordem, escolhe quem de fato a representa porque a trata como depósito de mão de obra que se contenta em ser promovida a “consumidor” – não importa a classe social nem o objeto do consumo, sejam roupas do Brás, eletrodomésticos das CB, gastronomia gourmet ou cultura do circuito caríssimo de cinemas-museus-casas de show-megalivrarias – mas que se recusa a se tornar cidadã, com a responsabilidade e contrapartida das quais depende uma cidade justa e sadia.
    Obrigada, de novo e sempre, prefeito Haddad, equipe de governo e apoiadores. Gratidão e muitas saudades do que a cidade ainda é e do que não será mais, principalmente do que poderia ter sido. Ficam as indestrutíveis sementes e os teimosos jardineiros do concreto.

    Meus pêsames, cidade (mal)Sã Paulo.

    SP, 03/10/2016 – 13:42

  81. Peço desculpas,continuação do

    Peço desculpas,continuação do meu comentario.A Presidenta Dilma chegou a Capital Gaucha debaixo de serpentinas,confetes,foguetes mil  a espocar,banda de musica,corbelia de flores,o escambau.Assim que a população tomou conhecimento da sua chegada na Cidade,por coincidencia ou não,foi para o segundo turno,duas infelicidades que desconheço até o nome.A presidenta não nasceu para isso,por favor.Não tem o menor cacoete para a politica,vamos combinar.Qua vá cuidar dos seus netos,gostem ou não,queiram ou não,certo.Da politica deve se afastar imediatamente,carregará pelo resto da vida,sobre os seus ombros,a tunga que levamos ontem,que envergonha a todos nós e a ela propria.

  82. A esquerda e o PT

    A esquerda não se confunde mais com o PT. A esquerda está órfã de partido, vide número recorde de abstenções na última eleição. Fora isso tem o fenômeno do novo, candidatos como Dória em São Paulo e Kalil em Minas. As pessoas querem mudança, uns a veêm em caras novas na política, outros não conseguem enxergar nada novo nesse meio e preferem se abster de votar no mesmo. Uma parte do eleitorado progressista depositou suas confianças e desconfianças no PSOL. Outra parte elegeu siglas diversas, votos fragmentados. O PSDB cresceu sim, mas muitas vezes por falta de candidaturas consistentes dos partidos ditos de esquerda.  Assim, com exceção de São Paulo, cresceu porque na maioria das vezes era a única opção menos bizarra. Sempre votei no PT, dessa vez não saí pra votar em ninguém. Ou o PT nasce de novo e rápido ou será liquidado nacionalmente. Nessa eleição ainda restou algumas pedras, na próxima pode não restar pó. O PSOL pode vir a se consolidar como o novo líder da esquerda. Está deixando lentamento o âmbito restrito do legislativo estadual e federal e ganhando o legislativo municipal juntamento com algumas cadeiras no executivo. Tudo vai depender da coerência e maturidade do PSOL em conquistar os eleitores pragmáticos órfãos do PT.

    • O problema é que o PSOL não

      O problema é que o PSOL não quer ganhar eleições para já… se é que vai querer aganhar algum dia.

      Até eles serem alguma coisa, o país já acabou.

      E mesmo que queiram, não são uma esquerda preocupada com os pobres, com os mais humildes. São preocupados com demandas umbiguistas de classe -média e de quem já tá com a vida ganha.

      PSOL se preocupa com apropriação cultural (Brancx não pode usar turbante), palmitagem, direito de alunos de colégio usarem saia, casamento gay, descriminalização das drogas (Menos para acabar com a guerra aos pobtres e mais para liberar o beck para a rapaziada).

      Psolista não põe o pé na favela para nada (No máximo, para comprr droga :P), e em qualquer bequinho de favela tem uma igreja evangélica… fica dificil assim.

      Eu aqui no Rio vou votar no Freixo, mas não espero nada dessa esquerda cirandeira. Os próprios colegas de partido tentarão sabotá-lo tudo o que for possível no segundo turno !!!

  83. Processo eleitoral

    O processo eleitoral brasileiro já começa torto pelo documento de votação. O tírulo de eleitor não tem foto, é impresso em um pedaço de papel, por impressoras matriciais e são raros os locais de votação onde um documento com foto é solicitado. Qualquer um vai lá e pode votar por você, simples. Trabalhei em cinco eleições e também não confio no voto eletrônico. 

    Fora outros fatores, como a falta de um voto distrital e a obrigatoriedade do voto, que terminada, acabaria com o velho curral eleitoral, forçando os candidatos a se empenhar um pouco mais para atrair eleitores. 

    Falta fiscalização de boca de urna e das pesquisas divulgadas às vésperas das elições, videm a histórica incluência de Data-Falha e Globope no resultado das eleições.

    Temos muito que avançar como povo e democracia no processo eleitoral. 

    Quanto ao PT, irá vagar por anos para se recompor, dando força para o pseudos neo-progressistas-liberais do famigerado PSDB e cia. 

  84. Não é xadrez, é Caos Determinístico!

    Luis Nassif vem montando uma série de artigos que pretende através de uma análise enxadrística entender os diversos problemas que ocorrem no país, o Xadrez da Economia, o Xadrez do Golpe e daí por diante.

    Porém infelizmente o Jogo de Xadrez não tem a mesma complexidade e mesmas características do que a política e economia mundial, pois os movimentos das pedras e as regras do jogo são únicos e imutáveis. Para trabalharmos com estes conceitos e das diversas facetas da sociedade brasileira e mundial é necessário lançar mão de um conceito um pouco mais sofisticado que se chama o Caos Determinístico.

    Pode parecer para a imensa maioria das pessoas que colocar determinismo no Caos é um absurdo, porém para alguns que trabalham em sistemas ditos Caóticos o nome faz sentido. O Caos é gerado matematicamente pela solução de uma série de equações que de uma hora para outra, conforme os dados de entrada e a precisão das máquinas de cálculo degeneram num sistema que aparentemente perde a previsibilidade.

    Modelos de meteorologia é um grande exemplo, há cinquenta anos nossos meteorologistas conseguiam prever as situações meteorológicas com no máximo vinte e quatro horas de avanço, hoje modelos matemáticos conseguem uma previsão razoável com cinco dias de avanço, e estes modelos são tão precisos quanto melhores e maiores forem os dados de entrada. Se utilizarmos dados regionais, sem considerar o que acontece no resto do mundo a previsão, por melhor que seja o modelo, não tem como ultrapassar dois dias, porém se entrarmos com um modelo global (levando em conta todo o mundo) e tivermos acesso a dados também globais os modelos podem a se aventurar a fazer previsões de cinco ou até sete dias.

    Na economia e na política o caso é o mesmo, se tivermos conhecimento somente da realidade nacional, a capacidade de prever o que vai acontecer daqui a dois anos é um máximo que se obtém, pois além deste período temos que conhecer realidades mais amplas que transcendem a nossa política paroquiana ou a nossa economia local.

    Achar que a política nacional é definida pelos passos do PT, PSDB, PSOL e PMDB, é restringir a nossa previsão para um curto período de tempo, pois se olharmos para todos os nossos vizinhos da América Latina vemos que os processos são semelhantes mais ou menos defasados no tempo e na intensidade, porém a direção e sentido dos movimentos políticos nacionais tem uma irritante semelhança que quem ignora isto é porque está voltado demais para seu umbigo.

    Se montarmos um modelo global considerando a política e a economia com algo que reflete em todos os pontos, com as informações limitadas que temos poderemos melhorar um pouco as nossas previsões, este pouco pode melhorar a medida que melhorarem as informações globais da situação internacional.

    Agora é possível pensar como o pessoal que simula variação do clima em longa data (mais de alguns anos) como podem teoricamente confiarem em seus modelos. Confiam a partir de grandes “forçantes climáticas” que acham conhecer, algo que não é uma realidade absoluta, porém supondo que estas grandes “forçantes climáticas” são realmente conhecidas, a projeção de como o clima pode variar a “grosso modo” nos próximos vinte, cinquenta ou mais anos é possível.

    Na política também temos estas “grandes forçantes políticas”, que são, por exemplo, a necessidade do capitalismo continuar ou mesmo a necessidade de países em manter a sua supremacia. Como as “forçantes climáticas” impedem que as oscilações na meteorologia saiam de parâmetros mais amplos, como temperatura global ou quantidade de chuva anual fujam de valores compatíveis ao cenário mais amplo, as “grandes forçantes políticas” permitem oscilações locais políticas em determinadas regiões por determinados períodos, desde que retornem no futuro aos limites impostos.

    Poderíamos dizer que a aparente liberdade dos latino-americanos foi uma pequena oscilação que foi necessária para corrigir alguns rumos, porém quando elas começam a sair dos limites impostos pelas “grandes forçantes políticas” é necessário traze-las a normalidade.

    Porém não podemos pensar que a história está traçada, pois assim como os modelos de clima, que são estudados a exaustão, erram nas previsões a largo prazo, pois superestimaram ou subestimaram determinadas forçantes exógenas ao sistema, na política a introdução de fatos inesperados podem levar a reviravoltas no sistema como um todo. Quando um mega-vulcão explode o clima pode ser mudado por completo, saindo de qualquer parâmetro previsível, e voltando ao título do artigo, o caos determinístico, pode ser influenciado por pequenas ou médias perturbações desde que estas não sejam previstas no modelo matemático inicial e não se permita que as “grandes forçantes políticas” façam o seu papel de atenuar as perturbações.

  85. Dória nada! Sr. Indiferença e lobbies vencem eleições de2016

    >> Que Dória que nada! Sr. Indiferença e lobbies vencem eleições de 2016, por Romulus

     

     ROMULUS

     SEG, 03/10/2016 – 13:02

    Que Dória que nada! Sr. Indiferença e lobbies vencem eleições de 2016

    Por Romulus

    (I). Centros e grotões

    No Facebook o amigo Ciro d’Araújo constata:

    “Eleição do Rio ganhou o não votar. Abstenção foi maior do que a votação do Crivella. Depois disso veio brancos e nulos, que somaram mais votos que o Freixo”.

    Sim, no Rio… uma das cidades mais politizadas do Brasil, que tantas vitorias deu a Brizola e a Lula (inclusive em 89). Dois líderes do campo popular que ousaram ciscar ali… no terreiro da Globo.

    Em São Paulo não foi diferente: o candidato “Sr. Indiferença” – a soma de abstenção + votos brancos + votos nulos – ganhou a eleição para prefeitura. Ou melhor, “no tapetão” da lei eleitoral, acabou perdendo para o segundo colocado: João Dória. O tucano teve mais de 10 mil votos a menos que o “Sr. Indiferença”.

    Se em São Paulo e no Rio foi assim, imaginem-se os números nos “grotões” – expressão pejorativa infeliz, aliás… celebrizada por colunistas políticos da grande mídia do eixo…

    – … Rio-São Paulo!

    Mais humildade, colunistas das metrópoles…

    Aliás, diante de tal grau de alienação, será ainda adequada essa dicotomização geográfica do voto? Pode-se ainda falar em “grandes centros” e “metrópoles” vs. “grotões”?

    Bem, se os colunistas tiverem apego e quiserem continuar usando a expressão preconceituosa para com os interiores, melhor seria generalizar então a sua abrangência: falemos agora de “grandes grotões” vs. “pequenos grotões”… ou “grotões centrais” vs. “grotões periféricos”…

    Que tal?

    O que preferirem, Srs. colunistas. Sintam-se à vontade: não cobro royalties.

    *

    (II). Critério democrático

    Creio ser mais democrático esse uso generalizado da expressão, não?

    Se bem que… “mais democrático”? Critério um tanto démodé no Brasil de 2016, não? Há até quem o considere subversivo, ora vejam! Bem, melhor deixar a discussão terminológica de lado e seguir adiante na análise, antes que me acusem de saudosista. Ou pior: de “viúva da Constituição”… ou de “viúva da democracia”!

    Tempos brabos! Vai que um japonês “da Federal” – usando tornoseleira eletrônica (!) – bate na minha porta às 6 da manhã e me conduz coercitivamente. Para ser então perguntado, inquisitorialmente:

    – Que tal “democracia” é essa, elemento?
    – Caaaalma, Sr. Juiz! Não precisa de prisão preventiva para arrancar minha delação. Eu falo da democracia livremente: cresci nos anos 80, ouvindo falar muito dessa tal. Costumavam dizer que era “incipiente”… “imatura”… e que precisava ser “aprofundada”. Falavam isso certamente baseados na crença (excessiva?) no processo civilizatório. Na certeza de que esse não anda para trás… acreditavam no tal do “progresso” da bandeira, sabe? Ora, que nada! A tal da “incipiente”, “imatura” e “superficial” morreu ainda menina… assim, virou anjinho! Uma hora bateu suas asinhas e foi-se embora destas paragens…
    – Ah, foi-se embora, elemento? Para onde?
    – Difícil precisar, Sr. Juíz… anda muito discreta hoje em dia: Trump nos EUA, Le Pen na França, Brexit xenófobo no Reino Unido, “não” à paz na Colômbia…
    – E quando é que ela volta para o Brasil, elemento?
    – …

    *

    (III). Como chegamos aqui (1)

    A demonização da política logra pouco a pouco o seu intento: um grau ainda maior da já alarmante alienação da população brasileira, alheia a tudo e a todos nas instâncias do poder.

    A população está:

    (i) Saturada da política e dos políticos, todos “farinha do mesmo saco”; e portanto…
    (ii) dessensibilizada/anestesiada diante dos sucessivos fatos políticos; e portanto…
    (iii) indiferente, cínica.

    – Tanto faz como tanto fez…

    *

    (IV). Patrimonialismo versão millennial

    E assim, sem o contrapeso mínimo das urnas – magrinhas, magrinhas, coitadas… – e de bases eleitorais atentas, ativas e mobilizadas, fica mais fácil ainda impor a agenda dos lobbies dos diversos setores da economia em prejuízo do todo da sociedade. Trata-se da versão millennial do velhíssimo patrimonialismo… lá do Weber e do Raimundo Faoro, lembram?

    Se o Estado mínimo e a “privataria” não passam no teste das urnas, dá-se golpe, todos (já) sabemos.

    Mas isso não significa que antes, durante e depois do golpe não se possa aproveitar a estrutura existente do Estado em favor de certos interesses particulares, não é mesmo?

    (a) Como?
    – Com a autoridade devidamente “capturada” pelos lobbies (regulatory capture).

    (b) O entrave:
    – O poder político… “essa gente” eleita que “não entende nada da parte técnica”, escolhida de 4 em 4 anos por “gente que entende menos ainda!”. Imaginem: a maioria deles não tem nível superior, não passou por disputados concursos, não tem pós-graduação no exterior… sequer frequenta colóquios bacanas dos stakeholdes todo mês, ora!

    (c) A solução:
    – A busca cada vez maior de independência – em face desse tal “poder político” – dos órgãos do Estado judicantes, com poder de polícia e reguladores.

    Notem que “coincidência”:
    – Não parece muito mais fácil implementar essa agenda independentista num contexto de (i) desgaste da classe política, (ii) vácuo de poder, (iii) déficit de representação e (iv) cinismo da população, culminando numa democracia sem vigor, abatida pela indiferença e caracterizada por baixas taxas de votação?

    Evidente que sim!

    Resistir à sanha independentista quem haverá de?

    (d) Exemplo de captura?
    – A famosa porta-giratória (revolving door), que faz o diretor do Banco Itaú (e antes desse o do Bank Boston e antes desse o do George Soros e antes desse…) virar Presidente do Banco Central do Brasil. Apenas para amanhã voltar ao Itaú (e congêneres…) com o passe ainda mais valorizado.

    (e) Sonho de consumo dos independentistas?
    Escrever “em pedra” a pretendida independência diante da sociedade e de seus representantes eleitos.

    Como?
    Com leis de boa governança que consagrem essa “independência” – aliás, “boa governança” segundo quem mesmo, hein?

    Mandatos fixos de diretores e presidentes… indemissíveis pelo poder político…

    – Oh, glória!

    Sim, “independência”…

    Mas, impertinente que sou, ouso perguntar:

    – “Independência” de quem, cara-pálida? Do Itaú – da ida e da volta da porta-giratória – é que não haverá de ser, não é mesmo?

    O Banco Central é apenas o exemplo mais evidente, em um Estado cuja metade do orçamento foi capturada por rentistas. Mas isso se repete em todos os segmentos econômicos regulados pelo Estado: CVM, CADE, SUSEP, ANVISA, ANP, ANA, ANAC, ANTAQ, ANATEL, ANEEL, ANS, ANTT… ou nos segmentos em que o Estado atua através de estatais (Petrobras, BB, CEF, Eletrobrás…).

    E não apenas…

    O Supremo não autorizou juízes (!) a embolsar cachês pagos por palestras sem que o seu valor tenha de ser tornado público? Aliás, bota – caché – nisso… nunca uma denominação foi tão adequada!

    Para além de “cachês” – escondidos – por “palestras”, que dizer de cursos no exterior pagos por “terceiros generosos” (quem?)? Dentre os quais até mesmo interesses estrangeiros, incluindo governos que não o nosso?

    Algo a ver com essas observações aterradoras do Miguel do Rosário, no Blog do Cafezinho?

    – Captura do regulador?
    – Conflito de interesse?
    – Risco moral do regulado (moral hazard)?
    – Abuso de poder de mercado dos regulados?
    – Ineficiência do mercado viciado?
    – Busca de renda por quem é “amigo do rei” (rent seeking)?

    Será tudo isso preocupação de marxista radical?

    Ou até de quem leu os manuais de Economia (bastante) ortodoxos e que crê – de coração – no capitalismo?

    Digo, o capitalismo verdadeiro: com seus “mercados competitivos”, livre entrada de novos competidores e livre saída de empresas ineficientes.

    Está aí a telefônica “Oi” para não nos deixar esquecer de como o “capitalismo” (entre aspas mesmo) e seus “riscos” (novas aspas…) “funcionam” (mais ainda…) no Brasil.

    E isso não é tudo:

    Trata-se apenas de uma das modalidades de captura das autoridades, na classificação proposta por Engstrom. No caso, a captura material. Além (a) da porta giratória e (b) da propina, essa modalidade engloba também (c) os “célebres” financiamentos de campanha e (d) a ameaça de boicote econômico-financeiro ao Estado em caso de “desacordo” com o lobby.

    Soa familiar?

    Pois é…

    Segundo o autor, todas essas sub-modalidades equivalem em alguma medida a corrupção política. Ou melhor: corrupção da política.

    Já a captura não material é mais sofisticada: pode ser também denominada “captura cognitiva” ou “cultural”, na qual o regulador – e/ou o juiz e/ou o procurador! – começam a pensar da mesma maneira que o lobby!

    – “Lobby”?
    – Seria esse apenas o privado?
    – Por que não se incluiriam aí também governos estrangeiros?
    – Ou terceiros “generosos” querendo iluminar o pobre Brasil de sabedoria?

    A assimilação da catequese advém (i) da proximidade (indevida?) entre lobby e autoridades; bem como (ii) da embalagem bonita do “presente” que “generosamente” é dado.

    – Aliás, “presente”… será presente de grego a troianos ávidos e ambiciosos?
    – Troianos antes circunscritos por uma fronteira, digo, muralha, que impedia o ato de generosidade de se realizar?
    – Hmmm…

    Saga homérica ou não, chega-se finalmente ao ponto em que as autoridades são pautadas – agora já involuntariamente, na fronteira entre o seu consciente e inconsciente – pelo lobby catequizador.

    Exemplo 1:
    O lobby já entrega o trabalho pronto – bonitinho e até com grife de banca chique! Assim, como não haverá de prevalecer a lei do menor esforço, tão bem resumida por dois comandos: “Ctrl + C” / “Ctrl + V”?

    Algo a ver?

    E aqui?

    Exemplo 2:
    Em tática mais sofisticada ainda, e de longo prazo, o lobby, através do financiamento de pesquisas, colóquios entre pares e lisonjas – tais como premiações – consegue estabelecer – não a sofridas marretadas mas a deleitáveis queijos, vinhos e “verdinhas” – o “consenso científico” em determinado domínio técnico.

    Mas notem bem: não qualquer consenso científico, aleatório… trata-se de um consenso científico específico: aquele que o lobby tem por “certo”… aquele para chamar de seu.

    Aliás, como acadêmico não posso deixar de me perguntar:
    – Se o ponto de chegada já é pré-estabelecido na saída, há que se falar ainda em “cientificidade” para esse “consenso” (olha as aspas aí de novo…).

    Pois é… também digo que não.

    A maneira como o credo neoliberal impregnou – mediante generosos financiamentos – os maiores centros do conhecimento econômico, do final dos anos 70 até a primeira década do século XXI, é o exemplo de manual (textbook case) dessa tese.

    Para quem comungava do credo: dinheiro, fama e glória.
    Para quem o criticava: penúria, opróbio e ridicularização.

    Fácil chegar a um “consenso” (aspas) “científico” (de novo…) assim, não é mesmo?

    Foi preciso a maior crise econômica e a maior recessão desde os anos 30 para que esse “santo graal” caísse no chão e se estilhaçasse. Mas não sem deixar profetas atrasados na Periferia do mundo, ignorantes da (nova) “Boa Nova” do Centro.
    [Ver “Trem-bala para o abismo – a política econômica da recessão, de André Araújo, aqui no GGN]

    Lisonjas… lobby… captura não material… corrupção da política…

    Algo a ver?

    (exemplos – infelizmente – não exaustivos)

    *

    (V). Como chegamos aqui (2): correias de transmissão

    Voltando ao início do artigo, falávamos de:

    (i) Saturação com a política e com os políticos; e portanto…
    (ii) dessensibilização/anestesia; e portanto…
    (iii) indiferença, cinismo, que levou a…
    – Número recorde de abstenções, votos brancos e nulos. O tal “tanto faz como tanto fez”…

    Mas atenção para as correias de transmissão que nos trouxeram até aqui:

    (a) Noticiário mundo-cão na (e da) política na grande mídia; e portanto…
    (b) Demonização da política em geral e de certas forças políticas e certas correntes de pensamento em particular; e portanto…
    (c) Dessensibilização / indiferença, desprezo e cinismo; e portanto…
    (c) Alta taxa de abstenção e de votos brancos e nulos; o que reflete…
    (d) “Bases” (com aspas…) eleitorais alienadas, indiferentes, e políticos eleitos fracos, sem o respaldo de urnas “gordas”; o que cria um vácuo de poder suscetível à…
    (e) Busca de independência das autoridades não eleitas.

    I.e., “independência” do poder político, bem entendido! Não do segmento econômico regulado e de “terceiros generosos”, no Brasil ou fora dele.

    – E quem é que fornece a graxa que faz as polias da grande mídia girarem, girarem e girarem…? Mídia que: (1) produz o noticiário mundo-cão da política; e (2) vende aqueles tais “consensos” (aspas) “científicos” (de novo…) como “a verdade revelada”?

    Ora, quem fornece a graxa à mídia são eles mesmos: os lobbies!

    Atenção para o “plim-plim”! Num oferecimento de Itaú, Bradesco, Vale, Ambev, seguradoras, indústria farmacêutica, Shell, Gol/Tam, Vivo/Claro…

    E assim se fecha o círculo de captura das autoridades não-eleitas pelos lobbies, que passam a buscar independência do poder político para melhor corresponder às expectativas dos patrocinadores. E por que não dizer captura também do eleitorado, nesse caso por omissão (induzida)?

    O resultado – de hoje – está aí embaixo, descrito pelo amigo Ciro.

    Urnas vazias… cinismo e indiferença… demonização da política… lobbies… captura das autoridades e dos eleitores… tudo isso num círculo infernal.

    Nada é “coincidência”.

    E as correias de transmissão de que falamos seguiram rodando enquanto você lia este texto.

    Como perguntei acima: resistir quem haverá de?

    *   *   *

    Da série “quer que eu desenhe?”

    *   *   *

    Rapidinha: o temor que a direita tem de Dilma enquanto mito político em construção

    Presidenta Dilma vota em Porto Alegre. Apoiadores e imprensa são impedidos pela Justiça e pela truculência da Brigada Militar de registrar o momento do seu voto.

    O que temem tanto?

    [video:https://youtu.be/8hRnuB5I1uY%5D

    Entenda:

    “Temer, o PSDB, aliados – e Marina! – terão de aceitar: Dilma continuará sua trajetória rumo a construção de um mito político.
    Que ironia!
    Mas nada original:
    Não foi o julgamento injusto e a pena de morte que tornaram Sócrates maior como figura?
    Sem entrar em debate teológico / histórico: não foi o julgamento injusto e o sacrifício de Jesus de Nazaré (Deus e/ou homem) que fundou uma fé?
    Pois é…
    O mito do homem (e da mulher!) justo, injustiçado por poderes corrompidos ou por uma democracia já degenerada pela demagogia, cala fundo na psique humana. Existe desde que o mundo é mundo.
    No golpe contra Dilma Rousseff de 2016 temos os dois: poderes corrompidos aliando-se a demagogos (i) nas corporações do Estado – STF/Justiça, PGR/Janot, PF; (ii) nos grandes grupos de imprensa familiar; e (iii) nas instituições da sociedade civil organizada – OAB, FIESP, CNA, FEBRABAN, igrejas, etc., para julgar – e condenar! – alguém unanimemente reconhecida como justa.
    Dessa perspectiva, os algozes de Dilma “fizeram a sua fama”. Da mesma forma que, a seu tempo, o Sinédrio e os Romanos – secundados também por populares em frenesi, não é mesmo? – aumentaram a de Jesus de Nazaré, homem e/ou Deus. E ainda, o tribunal popular ateniense aumentou a dimensão da figura do filósofo Sócrates, ao condená-lo de forma iníqua à morte por envenenamento com cicuta.
    Quantos outros exemplos não haverá desse mito?
    Joana D’Arc queimada na fogueira da inquisição, Tiradentes enforcado e esquartejado como bode expiatório, Dreyfus, vítima do antissemitismo e de uma armação, o suicídio de Vargas, instado pelas mesmas forças que agora golpearam, novamente, a democracia no Brasil…
    Deve-se ter cuidado ao brincar de feiticeiro. O caldeirão pode transbordar e queimar quem se supunha mais esperto do que de fato era.
    Como disse uma certa justa tratada com iniquidade atroz:
    – A vida é dura, Senador!”

    *   *   *

    (i) Acompanhe-me no Facebook:

    Romulus e Maya Vermelha, a Chihuahua socialista

    (perfil que divido com a minha brava e fiel escudeirinha)

    *

    (ii) No Twitter:

    @rommulus_

    *

    (iii) E, claro, aqui no GGN: Blog de Romulus

    *

    Quando perguntei, uma deputada suíça se definiu em um jantar como “uma esquerdista que sabe fazer conta”. Poucas palavras que dizem bastante coisa. Adotei para mim também.

  86. Descrião precisa do

    Descrião precisa do tabuleiro, caro Nassif. Acrescentaria, porém, que se a propaganda eleitoral-partidária se faz apenas às vésperas das eleições, a propaganda política, que favoreceu o candidato Dória em São Paulo, é feita durante o ano todo, durante o tempo todo. É a campanha pela demonização da atividade política e de conversão da pessoa comum de cidadã para apenas consumidora.

    Não causa espanto que Dória tenha sido eleito. Sua campanha política – que a meu ver você acertadamente chama de “anti-política” – é permanente, contínua. E paradoxalmente elege aquele cujo nome é apenas citado mas que se mantém quase neutro, quase que como um “picolé de xuxu”. Esse paradoxo é reflexo do fundamental paradoxo que é um privatista administrando o que é público.

    Estamos, assim, diante de um fato que me novo e que talvez mereça atenção e estudo: quanto menos o candidato aparece mais chance ter de ser eleito desde que as firmas de comunicação social encarreguem-se de criar cenário anti-político. Como opera e funciona exatamente essa não-eleição? Como se pode prevenir-se disso? O que é e onde exatamente está uma força tão poderosa que faz reeeger-se quem está acusado de corrupção e ausência de lisura até o colarinho branco? Como é possível que o que tende ao nada vença?

  87. Caro Nassif, respeitando toda

    Caro Nassif, respeitando toda a sua brilhante análise, apenas dando uma mínima contribuição à discussão, há um componente local, um componente de inabilidade do Haddad que deve ser dito: todo prefeito que ganha a pecha de “alimentar a indústria da multa” é defenestrado nas eleições seguintes. O cidadão vê a multa de tocaia ou de pardal como uma injustiça aguda, esteja ele em um carro blindado ou em um Fiat Uno dos anos 90. É uma questão de pragmatismo, sem considerar isso não se consegue governar. Daí, somando-se à má comunicação, golpe federal, conluio da mídia, guerrilha do judiciário e do Ministério público e um exército de zumbis candidatos com outro exército de marketeiros por trás, ganhou o zumbi melhor empalhado. Abraço.

  88. O pior de tudo é constatar

    O pior de tudo é constatar que o golpe foi convalidado nas urnas.. triste democracia a brasileira, que retira talvez o melhor prefeito brasileiro no período 12-16.

  89. Política e golpe

    No caso específico de Minas Gerais a situação não é fácil. Por aqui, Pimentel e o neopetista Odair Cunha adoram a política de composição com o velho, no sentido literal da palavra. Hoje, por exemplo, é possível se deparar com velhas figuras carimbadas da época Aécio – Anastasia no governo. Não é a toa que o governo está praticamente paralisado e intimidado (operação acrônimo). Pode piorar? Sim, pode. No Sul de Minas, o neopetista Odair Cunha apoiou de forma intensiva candidatos de partidos que compõe a base de apoio do governado Pimentel, deixando de lado e jogados a própria sorte as candidaturas do PT. Bem, as candidaturas que já eram frágeis, foram pulverizadas. É bom lembrar que o neopetista Odair Cunha tem um projeto independente do PT. Diante dessa situação, não acredito que o Pimentel terá condições de adotar uma postura mais abrangente, como vem fazendo o Flávio Dino. É bom lembrar que o Flávio Dino derrotou a oligarquia mais enraizada nos aparelho estatal, a oligarquia Sarney. Flávio Dino tem porte, mas o Maranhão não tem tanto peso político. Pena. A derrota de setores da esquerda abre uma brecha para uma postura mais ousada do Tribunal Nazista de Curitiba. Que postura? A prisão do Lula. Os nazistas não vão perder essa chance. Pode apostar que não vão.

  90. O mediocre

    Você tem certeza que quem vota em Alckimeim ou qualquer outro que não seja em LULA é mediocre?

  91. Xadrez da grande derrota do PT

    sobre a votos nulos, brancos e abstenções:

    se a Esquerda tradicional preferiu dormir ao longo dos 13 anos do sonho impossível do lulismo, em 2014 o resultado das eleições já revelara a gravidade da crise da representação política.

    os votos nulos, brancos e abstenções foram superiores a votação recebida por Aécio no 1º turno. no Rio de Janeiro, o total de nulos, brancos e abstenções superou a votação de Pezão. e o candidato do PSOL empatou tecnicamente com o candidato do PT no município do Rio de Janeiro. em Niterói ficou em 2º lugar.

    mas em 2014 isto não foi levado em conta, afinal o que importava era a exaltação da reeleição de Dilma, mesmo já em plena crise apontando para uma fratura institucional em direção ao golpe de Estado.

    hoje todos começam a se dar conta de uma tragédia que não vem de ontem. pouco a pouco a Esquerda tradicional vai fazendo seu acerto de contas com a História. mais cedo do que supunha, retornará ao momento em que desgraçadamente perdeu seu rumo e seu contato com o curso do fatos: é Junho de 2013 que ainda pulsa.

  92. Senti muito a derrota do

    Senti muito a derrota do Fernando Haddad aqui em São Paulo. Foi a vitória plena do vácuo. Entre erros e acertos na sua gestão, o que é absolutamente normal, acredito que perdemos a grande possibilidade de continuar a pensar uma cidade.

    Na minha opinião o mais difícil, daqui pra frente, é como debater o atual momento com uma sociedade tão mal informada, medrosa e apática politicamente? Realmente o discurso de criminalização do PT pegou, e, consequentemente, todas as políticas sociais realizadas pelo partido e defendidas pelo campo progressista.