Xadrez das tacadas finais antes do 1o turno, por Luis Nassif

Indício 1 – a manipulação recorrente na véspera das eleições

Na véspera das eleições de 2014, a revista Veja produziu uma matéria falsa, de capa, com supostas informações de que Lula e Dilma teriam participado dos esquemas de propinas para financiamento de campanha. Foi uma jogada articulada em que, adicionalmente à revista, foram impressas e distribuídas milhões de capas da revista.

Tratava-se claramente de um crime eleitoral. No jantar da posse de Dilma Rousseff, compartilhei uma mesa com o Procurador Geral da República Rodrigo Janot. Indaguei se não seria tomada nenhuma providência em relação ao vazamento. Dois crimes teriam sido cometidos: o suposto vazamento de uma delação mantido sob sigilo; e a manipulação da declaração.

Janot tirou o corpo, alegando que provavelmente o vazamento foi produzido pelos advogados do réu. E ai? Cometeu crime do mesmo modo. O MPF não iria apurar? O PGR mudou de assunto.

Há um histórico de manipulações midiáticas nas vésperas de cada eleição. Relembrando as mais notórias

  1. Sequestradoras de Abilio Diniz aparecendo nas fotos com camisas do PT, enfiadas neles pela Polícia.
  2. Armação da Lunnus, que acabou com a candidatura presidencial de Roseane Sarney, envolvendo José Serra, procurador da República, delegado da Polícia Federal e Globo.
  3. Episódio dos aloprados nas eleições de São Paulo, envolvendo Polícia Civil, José Serra e Globo e valendo-se do mesmo cenário, de notas arrumadas em pacote servindo de fundo para a gravação.
  4. Bolinha de papel, na encenação grotesca de José Serra, envolvendo Serra e Globo..
  5. Operações com estardalhaço na AP 470 e na Lava Jato, sempre em fases decisivas do período eleitoral, aí mostrando a participação direta do MPF e da PF, e não mais ações isoladas, como a da Lunnus.
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Portanto, tem-se um padrão claramente definido, nas eleições brasileiras, possível dentro de um ambiente de cartelização da mídia, de criação de factoides visando interferir indevidamente nas eleições.

Indício 2 – os factoides de 2018

Há dois factoides possivelmente sendo guardados para a reta final das eleições: ou do 1º turno ou do 2º turno, tal a confusão de possibilidades.

Um, é a undécima repetição da delação de Antônio Palocci, agora pelo Ministério Público Federal do Distrito Federal, o mais partidarizado depois de Curitiba. O STF (Supremo Tribunal Federal) já havia começado a questionar o escândalo de delações declaratórias, sob pressão, sem a apresentação de provas.

A Lava Jato cozinhou o  “espertíssimo” Palocci em banho-maria. Fê-lo dar declarações autodesmoralizantes, seguindo o script de um brilhante roteirista curitibano – que incluiu até um “pacto de sangue” entre Emilio Odebrecht e Lula na conversa. Palocci pagou na frente e não levou. Os procuradores já tinham obtido o que queriam – manchetes jornalísticas contra o adversário político

Agora, repete-se o jogo. Palocci entrega na frente, procuradores e delegados atropelam os regimentos e divulgam para a mídia, o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) aceita de forma complacente e atinge-se novamente o objetivo.

O segundo factoide é Adélio Bispo de Oliveira, o estaqueador de Bolsonaro.

Há uma série de fatores que conduzem a narrativas opostas, ambas perigosas:

Fator 1 – seu isolamento na cadeia, inclusive longe do contato com seus advogados.

Fator 2 – ainda não se saber quem banca os advogados e como apareceram no local em cima do fato.

Fator 3 – a atuação do delegado Francesquini (maior representante da ala barra-pesada da PF) pretendendo impedir entrevistas agora.

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Fator 4 – a informação de que o juiz autorizou entrevista de Adélio à revista Veja na 6ª feira anterior ao dia da eleição.

Fator 5 – a primeira etapa das investigações constatou que Adélio agiu sozinho, tem problemas mentais e todos os indícios confirmam sua versão, a maneira como soube da visita de Bolsonaro a Juiz de Fora, seu aprendizado com facas em açougues etc. Em suma, nenhum indício de participação de outras pessoas. Mas, agora, anuncia-se o encerramento da primeira parte da operação e a abertura de uma segunda rodada, visando apurar a existência ou não de uma ação articulada.

A alegação do delegado Francesquini , para impedir a entrevista agora, foi a de não permitir que Adélio fale alguma coisa que prejudique Bolsonaro. Pode ser que sim.

Mas pode ser também para que não comprometa ou tire o impacto da última entrevista, onde poderia apresentar outra versão, em desenvolvimento até 6ª que vem, visando incriminar o PT e Lula. Do mesmo modo, o republicanismo exemplar das investigações da PF, até agora, pode ser apenas uma estratégia de despiste para o lance seguinte.

Em 2014, depois de intensa discussão, o Jornal Nacional não bancou a capa da Veja.

Agora, se tem a mesma revista, esvaindo em sangue, com dificuldades enormes em caixa, e com a possibilidade de interferir novamente nas eleições.

Para a última edição antes da votação do 1º turno, a revista tem dois materiais:

  1. A delação de Antônio Palocci aos procuradores do Distrito Federal. Esse material está há algumas semanas com ela. A demorar em divulgar ou se prende a negociações com alguns dos atingidos (BTG Pactual) ou visando soltar em cima das eleições.
  2. Na 6ª feira, a entrevista com Adélio, sabendo-se da histórica  capacidade da revista de manipular fatos.
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Junto a isso, uma grande dificuldade financeira.

As saídas possíveis

No seu período de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Ministro Luiz Fux ameaçou as fakenews com os dardos do Olimpo. Envolveu ABIN, Polícia Federal, Ministério Público em uma equipe destinada a combater “antecipadamente” os boatos. E garantiu que eleição que fosse conquistada com notícias falsas seria anulada.

Deixemos as jactâncias de lado para analisar o que se apresenta.

Há a possibilidade concreta de um enorme fakenews espalhado pela mídia na véspera das eleições e, portanto, sem dar condições para que sejam desmentidos.

Há sinais concretos de que o principal instrumento de fakenews da última década, a revista Veja, está se preparando para abordar dois temas potencialmente explosivos.

Nos últimos dias, Ministros do STF passaram a criticar abertamente vazamentos e uso político das delações.

Para preservar um mínimo de seriedade dos tribunais superiores e dos Conselhos corporativos, duas medidas se fazem necessárias:

1ª Medida – a Procuradoria Geral da República (ah, bobagem!), digo o Conselho Nacional do Ministério Público expedir  uma notificação alertando para a proibição de divulgação de inquéritos ou delações, insistindo na possibilidade de crime funcional qualquer vazamento com implicações políticas.

2ª Medida – uma medida cautelar, impedindo a entrevista de Adélio na 6ª feira, devido ao pouco tempo antes da votação para que elas sejam checadas.

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56 comentários

  1. Provavelmente acontecerão crimes TAMBÉM NO DIA DA ELEIÇÃO

    Há dúvidas que brucutus não cometerão crime de coação aos possíveis eleitores do Haddad ?

    Vejam a convocação do vice jumento aos militares reservistas :

    Quantos milhares de brucutus (milíciaños fardados federal e estaduais) comparecerão aos locais de votações armados ?

    [video:https://youtu.be/cSqWB9RJ2ho%5D

    • CRIME DE COAÇÃO ELEITORAL :

      Art. 300. Valer-se o servidor público da sua autoridade para coagir alguém a votar ou não votar em determinado candidato ou partido: Pena – detenção até seis meses e pagamento de 60 a 100 dias-multa. Parágrafo único. Se o agente é membro ou funcionário da Justiça Eleitoral e comete o crime prevalecendo-se do cargo a pena é agravada.

      Objetividade jurídica – Proteção ao livre exercício do voto e lisura do processo eleitoral.

      Sujeito ativo – Trata-se de crime próprio, cometido somente por servidor público, eleitoral ou não. Ocorrerá agravamento da pena no caso de o agente ser membro ou funcionário da Justiça Eleitoral.

      A amplitude do termo é manifesta, uma vez que na rubrica membro ou funcionário da Justiça Eleitoral incluem-se, nos termos do art. 283 do Código Eleitoral: magistrados (mesmo que não exercendo funções eleitorais), cida-

       

      dãos que temporariamente integram órgãos da Justiça Eleitoral ou hajam sido nomeados para as mesas receptoras ou juntas apuradoras e funcionários requisitados pela Justiça Eleitoral.

      Sujeito passivo – Qualquer pessoa, desde que investido na condição de eleitor. Secundariamente, o Estado.

      Conduta típica – Coagir alguém a votar ou não votar em determinado candidato ou partido. A coação há que ser moral ou psíquica, posto que, utilizando-se o agente de violência, a tipificação de sua conduta migrará para o art. 301. Fundamental, ainda, que a referida coação seja determinada, séria, grave e dirigida a alguém de forma inequívoca, não configurando o delito caso esta seja difusa, imprecisa, indeterminada ou mesmo risível.

      Elemento subjetivo – Dolo, específico no sentido de provocar o voto ou a sua abstenção. Não se admite punição a título de culpa.

      Consumação – O crime é formal, porque não se exige a produção de um resultado naturalístico, consistente na ocorrência do voto coagido ou em sua abstenção em função do temor infundido pelo agente. Consuma-se, pois, no momento em que é realizada a prática intimidativa e tendente a levar o eleitor a votar ou a deixar de votar em determinado candidato ou partido político.

      Tentativa – Possível. Basta que a vontade do agente seja obstada por circunstâncias alheias à sua vontade.

        • A FARSA ELEITORAL NO RIO DE JANEIRO :

          Não tenho dúvidas que aqui no RJ, onde concentra-se o maior contingente militar, dezenas de milhares de bolsonaristas (filhos e netos de milicianos fardados) ficarão nos cangotes dos simpatizantes e potenciais eleitores do PT, PCdoB, PSOL e demais partidos de esquerda.

           

          • Xadrez das tacadas finais antes do 1o turno

            mas num é que vc tá certo de verdade agora, meu caro Sancho.

            enquanto isto, também navegando pelo Rio São Francisco, Haddinho Paz e Amor é só conciliação:

            “O Brasil precisa de propostas e paz. Nós queremos reconciliar o Brasil.”

            agora, pior mesmo é a esquizofrenia quixotesca abaixo, e “Viva o acordo!”:

            “Haddad e Bolsonaro é a segunda volta dos sonhos, por contrapor sem máscaras a civilização e a barbarie.

            Bolsonaro é a cara real das elites brasileiras: colonizadas, racistas, cruéis, antipopulares. Não tem maquiagem ou perfume, bons modos ou trejeitos. O capitão reformado é o retrato mais verdadeiro de uma classe dominante escravagista, misógina, homofóbica, antidemocrática.

            Sua derrota, frente ao candidato de Lula, será a que mais abre caminho para a reconstrução democrática da nação.”

            vídeo: Haddad em Petrolina e Juazeiro: Brasil precisa de paz

            [video: https://www.youtube.com/watch?v=63DwPtqe7gY%5D

            .

  2. PT e Haddad é que tratem de

    PT e Haddad é que tratem de abrir uma boa vantagem do 3o lugar no 1o turno, porque certamente vai haver fake news como bala de prata no último dia antes da eleição.

    O STF e CNMP agir preventivamente? hahahah, conta outra. Eles querem é tocar fogo no circo do PT.

  3. Mas

    para que a jogada  de certo e com grande repercusão, é necessário que o consórcio midiático (Globo, Folha, Estadão, Veja) entre na jogada, dessa forma, garantiria a vitória do seu candidato o capitão nazista no primeiro turno. ´Não se iludam, o capitão nazista é o candidato dos grandes grupos de mídia. Diante do cenário, acho que seria prudente a cúpula do PT começar a denunciar, principalmente para a imprensa estrangeira, uma nova tentativa de manipulação do processo eleitoral. O elogio da golpista Folha ao Haddad foi meramente uma jogada política  para tentar vender uma imagem de Jornal isento.

  4. Mídia pistoleira na terra (guerra) sem lei
    1 – Por que ninguém da mídia alternativa pede para entrevistar o acusado de esfaquear o Bozo? Para termos condições de contrapor a narrativa da mídia criminosa, se necessário, e para produzir informações mais confiáveis.
    2 – Já está manjada essa história de acusar o PT de tudo, até pelo pecado original; basta perguntar se o PT, se tivesse interesse no crime, contrataria um incompetente que se deixou prender sem entregar a “encomenda”. Na hipótese de crime encomendado, haveria muitos interessados com mais vantagem na história que o PT, principalmente o próprio candidato fascista, cujos frutos de campanha foram assumidos do filho ao general-vice. Mas essa tentativa de criminalização do PT tem uma vantagem: ” de muito usada a faca já não corta”, como diz o gênio carioca, e tende a confirmar a perseguição ao partido, além do que pode ser mais um indício do interesse de terceiros, inclusive do fascista, na situação, pela óbvia culpabilização do adversário comum de todos os golpistas – de direita e de esquerda -, o que leva a conclusão de absoluta improbabilidade de o PT adotar essa tática – sem considerar o aspecto ético e a história do partido como indícios de inverossimilhança da alegação histérica – tanto porque não seria incompetente se tivesse o intento criminoso, quanto porque a história, que Nassif resumiu, mostra exatamente o contrário, ou seja, o PT sempre sendo a vítima de armações, das quais essa é só a mais recente.
    3 – Extrapolando a teoria da conspiração, o ato aconteceu em MG, tentou-se primeiramente atingir a presidenta eleita e candidata ao senado, Dilma Rousseff, e todos sabemos quem tem o hábito de ameaçar de morte quem pode atrapalhar seus negócios. Para quem quer ser Sherlock, o que não falta são interessados insuspeitos no uso político de um aparente crime comum.

    4 – Aguardemos cenas do próximo pastelão, com PGR, com tudo.

    Sampa/SP, 23/09/2018 – 14:48 (alterado às 14:55).

  5. O que o Pt tem que fazer é

    O que o Pt tem que fazer é começar denunciar antecipadamente estes conluios contra a sua candidatura. Tem que se antecipar e colocar o seu eleitor a par destas maracutaias jurídicas-miciáticas que sempre ocorre um ou dois dias antes da eleiçao. E cobrar das autoridades a execuçaõ dois dois últimos parágrafas destes post. Há uma possibilidade enorme das autordades não fazerem nada, mas pelo menos não vamos ficar como em 2014 em que a dona Dilma ficou indignada com a capa-lixo da veja, prometeu ir à justiça e até hoje não fez nada.

    • Conciliação nunca mais

      Dilma não foi à Justiça contra Veja. Deveria ter ido, apesar de sabermos o que o juiz decidiria.

      No entanto, sem depender da Justiça, Dilma NADA fez contra aquele agente da PF que praticava tiro tendo sua imagem como alvo.

      Como também  NADA fez quando Gilmar Mendes impediu a posse de Lula. Deveria ter defendido a Constituição e nomeado Lula no dia seguinte.

       

  6. tudo vai ser feito para

    tudo vai ser feito para colocar o Akemim no pareo.Duas vias:

    -Atacar o PT via Palocci:

    -Mostrar o Adelio como contratado do PSL.

    Tem que ser em duas frentes pois os votos do PT com certeza não irão para o alkemin,

    Só existe um jeito e destruir a imagem do Bolsonaro com uma Bomba atomica e os votos imigrarem direto para o Akemin,para garantir vitoria no primeiro turno.(Esta teoria vale ao contrario,muito dificil,pois o PSDB domina o mercado).

    Quem vai sair ganhando com tudo isto e o Ciro Gomes.

  7. Xadrez das tacadas finais antes do 1o turno

    a candidatura Bolsonaro presta um imenso e inédito serviço ao Brasil.

    agora está em farrapos o fino, delicado e transparente véu, com o qual a hipocrisia brasileira sempre pretendeu manter oculta toda nossa barbárie atávica.

    seja em qual for a época, a classe dominante no Brasil nunca deixou de ser racista, elitista, autoritária, machista, homofóbica, discriminatória, preconceituosa, reacionária e de forte viés fascista.

    com Bolsonaro fica exposta a face horrenda da lumpenburguesia brasileira.

    mas com toda certeza, a maior de todas as nossas barbáries é a suposição de ser possível superar a barbárie através de algum “pacto civilizatório” com a própria barbárie.

    exatamente este é o imenso, mas não inédito, desserviço que a candidatura Haddad presta ao Brasil.

    mais uma vez se tenta a impossível varredura para debaixo do tapete, mas a barbárie sempre é demasiadamente presente para ser apenas ocultada.

    tudo aquilo que Bolsonaro revela, Haddad pretende relevar.

    Bolsonaro escancara, Haddad distribui máscaras e mais máscaras…

    de pacto civilizatório em pacto civilizatório, os desaparecidos se amontoam em algum porão renegado de nossas memórias.

    mas aos Domingos, como hoje, todos eles, os desaparecidos e os seus entes queridos, também desaparecidos, saem juntos  a passear.

    voltam para nos assombrar.

    e para nós, apenas sorriem ironicamente.

    pois sabem que os ainda procurando algum “Centro político”, sustentação da governabilidade, somente encontrarão num buraco negro mais e mais desaparecimentos.

    inclusive o seu, o meu, o vosso, o nosso próprio desaparecimento.

    .

    • Telegramas de Pasárgada…

      Caro amigo, um reparo antes de entrar no centro da questão, o centro! (desculpe a piada ruim).

      A barbárie não se resume a elite dominante dessa país, embora ela seja a principal beneficiária e quem melhor instrumentaliza esses baixos instintos (aliás, desde 1789, no mundo todo sem exceção, apesar dos tolos acreditarem que há pluralismos democrátcos e universais que nos salvarão).

      A barbárie é transclassista.

      Vamos ao centro.

      Hoje apareceu um texto aqui onde publiquei um comentário, que para economia, vou reproduzir aqui:

       

      “(…)

      Problema conceitual grave na análise (sobre o centro):

      Desconhecer que o próprio processo de formação do Estado carrega em si a impossibilidade política da existência do Estado como um possível centro, ainda que reconhecidas as ressalvas do autor no início, que reconhece sim o “centro” como uma ideia (ideologia) e como contextualizado historicamente (materializado).

      Esse erro o faz acreditar que havia antes uma “ordem” que foi “estuprada”, quando na verdade, a aparente “desordem” (atual), que sobreveio de 2016  nada mais é que um desdobramento histórico dessa própria ordem que permite ser “desordenada” pelos caprichos da elite e a agenda do capital, toda vez que enxerga ameaça ao estamento ou oportunidade em aprofundar as bases injustas nas quais está construído.

      A ideia de centro é um cacoete que já deveria ter sido superado desde que o jovem Marx (O Velho) pulverizou a dialética hegeliana.

      Porque Marx viu (…) que não há chance de que a antítese haja (SEMPRE!!!!!) como um perpetuador (centro) da própria ordem que desafia como tal (antítese).

      Ou seja, ffhhcc mente quando reivindica um centro, porque ele sabe ser impossível(…)

      (…) texto é algo que nos diz mais ou menos algo assim: “o centro do ffhhcc não existe, mas construir o nosso (centro) é imperativo”.

      Acreditar em centro é acreditar em democracia como valor universal, roubando-a sua transitoriedade histórica, sem a qual, a própria democracia deixa de ser um processo em construção (e disputa) para ser um slogan na parede, que inclusive pode (e poderá) ser berrada até pelos selvagens que a desejam morta (fascistas)!!!!

      (…)”

       

      É mais ou menos isso, caro amigo: nossa insistência em imaginar que é nossa responsabilidade  acharmos um centro, ao mesmo tempo que procurar esse centro é renunciar a qualquer possibilidade de alteração do estado de coisas que sempre nos empurra para essa tarefa, como o mito de Sísifo.

      E mais, no caso de Sísifo, pelo menos a pedra era dele, representava sua inserção repetitiva e inútil no mundo.

      Já no nosso caso, o que a direita nos faz carregar é pedra alheia, quando nos impõe uma tarefa que nos é dela, e só saberemos disso quando enfrentamos o fato (e o fardo) de que não somos nós que controlamos o sistema que gera desigualdades, que por sua vez, dividem e radicalizam os conflitos sociais e suas expressões políticas, justamente, os extremos!

      Em resumo:

      A direita cria o ambiente supostamente caótico onde reproduz sua dominação e estabelecendo extremos irreconciliáveis, e depois diz a todos que é nossa a tarefa de buscar um centro, conseguindo então que deixemos de trabalhar pela superação do domínio da direita e do sistema de desigualdades que ela cria em seu próprio benefício.

      Nesse sentido, haddad é só mais uma estrondosa e retumbante decepção!

      • Xadrez das tacadas finais antes do 1o turno

        -> A barbárie é transclassista.

        sem dúvida. na maior parte das vzs não dá prá resumir tudo num breve comentário.

        andei escrevendo:

        mas a barbárie brasileira não poderia vir de tão longe, e ainda ser tão presente, caso não estivesse profundamente enraizada em nosso tecido social, nos corações e mentes não apenas da classe dominante, mas no próprio povo.

        caso não estejam empenhadas num processo de luta emancipatória, amplas parcelas da população tendem a incorporar as idéias e os valores dominantes, tornando-se portanto num fator de sua própria subjugação.

        -> Hoje apareceu um texto aqui onde publiquei um comentário, que para economia, vou reproduzir aqui

        eu já tinha lido, tanto o artigo quanto suas observações.

        não dá prá comentar mais do que já faço. seria uma contraproducente superexposição de minha parte.

        -> A direita cria o ambiente supostamente caótico onde reproduz sua dominação e estabelecendo extremos irreconciliáveis, e depois diz a todos que é nossa a tarefa de buscar um centro, conseguindo então que deixemos de trabalhar pela superação do domínio da direita e do sistema de desigualdades que ela cria em seu próprio benefício.

        mas afirmar isto é tudo que não se quer fazer! pois fazê-lo implica em politizar o debate e a ação.

        são duas coisas completamente diferentes:

        – uma é estar no governo, executanto diretamente a gestão pública, sendo então impossível dar um clique e mudar o sistema como um todo. portanto, diversas conciliações se fazem necessárias;

        – outra bem diferente é a estratégia, vinculada a um projeto, que não pode ser de modo algum a busca de algum “centro” para manter “harmonicamente equilibrada” a luta de classes.

        não existe esta balela de “governar para todos”. para se dar a uma classe é preciso tirar de outra. para se distribuir renda, é preciso tirar do grande empresariado.

        é muita despolitização!

        como na questão da luta contra o fascismo.

        o fascismo não é uma nuvem sem forma definida pairando acima de nós. o fascismo é a face desmascarada da lumpenburguesia brasileira e de seus serviçais.

        a luta contra o fascismo não é abstrata, tem alvos com nome e sobrenome.

        mas se nomear vai magoar os “empresários amigos dos amigos”.

        tudo isto dá nojo. e vamos nos fuder mais uma vez.

        .

         

        • Crítica anotada e arquivada…

          (risos)

          “não dá prá comentar mais do que já faço. seria uma contraproducente superexposição de minha parte.”

          É, às vezes penso nisso…

        • That’s it!

          Como já mencionei em outro comentário feito como resposta a outro comentário seu, estou enfurnado na (re) leitura de Harvey sobre Marx, e junto, ando lendo um livrinho que há tempos procurava e me chegou às mãos pela minha filha, A Dominação Masculina, de Bourdieu.

          Já no prefácio a edição alemã ele traça aquilo que para mim é a chave do livro, embora o trecho não me dispense da tarefa de continuar, mas veja o título:

          A eternização do arbitrário.

          Pierre Bourdieu traça um panorama do processo de des-historicização dos dominados (no caso do livro, especificamente as mulheres, mas que pode ser um conceito adaptado), que aceitam e aderem a uma narrativa de sua própria dominação como algo “natural”, e portanto, desprovido de conceito histórico, e por fim, impassível de mudança!!!!

          Para tanto, é imprescindível às classes dominantes, no manejo de seu aparato ideológico, a disseminação de conceitos como: “centro”, “democracia”, “radicais”, “fascismo”, “mercado”, que são atores ou entes que já nascem desprovidos de senso ou utilidade histórica!

          Interessante…

          Para o arbitrário nem sempre o uso da força é necessário ou desejável, ao contrário, o arbitrário deseja se impor pela aceitação voluntária dos dominados, seja pela compreensão deles que é inútil resistir, seja pela incompreensão mesmo do que os domina! (ou das DUAS COISAS!!!!!).

          Esse blog, um dos espaços onde se dão os melhores debates sobre a cena política brasileira é um tratado (por mais paradoxal que seja) da nossa completa incapacidade de formular um conceito libertador sobre o arbítrio que nos assola!

          Quiçá um programa de ação política para tal fim!!!!![

          Trágico.

        • Pois é.
          O fascismo tem nome,

          Pois é.

          O fascismo tem nome, sobrenome, contas bancárias, imóveis, comércios e locais de reunião.

    • Maconha

      É muita maconha, só pode ser. Meu caro, se vc não acredita na política como mediadora dos conflitos e/ou lutas de classes através da permanente construção de pactos civilizatórios, democráticos, então declare logo que a única saída ou solução para o Brasil é a guerra civil, a “luta armada contra a classe dominante”, deixe de ser hipócrita.

      • Xadrez das tacadas finais antes do 1o turno

        -> política como mediadora dos conflitos

        -> É muita maconha, só pode ser.

        -> de ser hipócrita.

        mas já se desmascararam tanto que fica até chato humilhá-los a cada vez que o fazem…

        o cara fala em “política como mediadora dos conflitos”, e ao invés de debater argumentos parte logo para desqualificar o interlocutor.

        este é o imenso mal que o Lulismo fez ao Brasil: a completa depolitização do debate.

        fala sério! o Lulismo quer é o acordão. e quer o acordão porque quer a grana! que política que nada, tudo se resume a negócios!

        parlamentares profissionais + sindicalistas pelegos + burocratas baba-ovo + assessores mercenários + marqueteiros milionários + comissionados carreiristas + militantes remunerados

        .

          • Hehe

            Cara, admiro sua paciência ao responder determinados PTminions. Pudera: os caras discutem de forma nervosa, como se eleições, principalmente a do Haddad, queridinho do Insper e simpático à finança, iria resolver nossos problemas estruturais. Não percebem que essa polarização está carregada, de ambos os lados (bolsominions e ptminions), de cegueira ligada a emoções. É como se cada um quisesse sua vingança, cada um contra seus traumas, medos e monstros, que são diferentes de forma superficial mas se unem enquanto exército útil contra aquilo que interessa: destruição da soberania nacional, da ideia de democracia (pois há muito tempo essa não mais existe aqui), da nossa herança escravocrata, do enfrentamento do conflito distributivo para a tomada de consciência e sua posterior resolução. Pensam com o sistema límbico (ou com o fígado). A utilização do córtex passa ao largo de suas análises.

          • Dois Genios

            Poderiam os genios, dizer em quem vão votar ou como vão começar essa guerra civil e onde vão achar no Brasil quem tope essa genial ideia.

  8. Não há a menor dúvida que
    Não há a menor dúvida que esse biruta será usado eleitoralmente. Os órgãos de imprensa de sempre estão esperando apenas o momento mais oportuno eleitoralmente (omo sempre) para produzir um grande fake news anti-PT, aliás como sempre fizeram e nunca se fez nada para punir os responsáveis.

  9. Funcionários da veja

    Se vocês acham que com a vendagem que esta merda de revista terá com essa armação planejada, os criminosos proprietários irão pagar os funcionários, vocês tambem acreditam em papai noel, saci perere, coelhinho da pascoa, etc

    Devem se antecipar e divulgar esta e todas as outras putarias desta digna representante do esgoto jornalistico brasileiro

  10. Existe um outro sinal claro
    Existe um outro sinal claro de que os golpistas tentarão mais uma notícia dessas espalhafatosas: A denúncia requentada que a emissora golpista e seus tentáculos fizeram contra o candidato do Ceará.
    Sempre que fizeram isso,foi para utilizar como vacina para poder atacar livremente o PR e seus representantes.
    Essa gente não aprende nunca.
    Golpismo e desonestidade são parte do DNA deles.

  11. Eleitorado em movimento, Lula e o antifascismo.

    Com a impugnação da candidatura de Lula pelo TSE, e a indicação de Fernando Haddad pelo PT está ocorrendo uma intensa movimentação do eleitorado em direção ao demais candidatos e intenção de voto nulo ou branco, basicamente em função do desconhecimento de Fernando Haddd é candidato apoiado por Lula.

    Jair Bolsonaro teve um crescimento entre os eleitores com renda familiar  mensal de até dois salários mínimos, o que indica que parte dos eleitores de Lula caminharam em direção a candidatura do PSL.

    Nos estados onde o PT tem candidatos favoritos para a governadores e senadores, a transferência de voto de Lula para Fernando Haddad, está ocorrendo bem mais rápido do que o esperado, no Piauí Fernando Haddad tem quase 50% das intenções de votos.

    A luta por Lula Livre, contra a reforma trabalhista, a Lei da terceirização e da reforma da previdência já tinha provocado um deslocamento do eleitorado para esquerda do escpectro político, e mais recentemente a reação antifascista ganhou força expressiva, o que vai reforçar o deslocamento do eleitorado para a esquerda do espectro político.

    Estamos caminhando para um cenário em que a classe média progressista vais despertar com o avanço do movimento antifascista, e se aliar aos eleitores com renda mensal de até dois salários mínimos em torno do candidato Fernando Haddad

    • Será que o povo não está buscando alternativa ?

      Roberto: Penso que depois de 12 dias não dá mais para falar “o povo não sabe que Haddad é o candidato de Lula”.

      Aquele paparicado cientista político afirmou categoricamente: “A transferência ocorrerá em 1 dia !” Também não foi assim.

      O fato é que Lula é maior do que o PT e Haddad é o candidato do PT.

    • “A luta por Lula Livre,
      “A luta por Lula Livre, contra a reforma trabalhista, a Lei da terceirização e da reforma da previdência… ”
      Do enunciado acima retirando-se a palavra “contra” forma-se outro cenário. O tempo e o vento dirão.

      • Eleições

        No momomento a Luta contra a reforma da Trabalhista, contra a Lei da terceirizaçao e contra reforma da previdência vão levar parte significaiva do eleitorado a votar no candidato do PT, principalmente aqueles que foram dimitidos e/ou precisam entrar com alguma ação trabalhista, e aqueles que procuram o primeiro emprego, o que não é pouco eleitor.

        A rotatividade no emprego é alta, com cerca de 1,2 milhões de demissoes e contratações mensais, ou 14,6 milhões de contratações e demissões anuais, segundo o caged de 2017

        Lembrando que o PSDB e Jair Bolsonaro votaram a favor da reforma trabalhista.

        Evidente que o PT quer mudanças nas leis trabalhistas, como a redução da jornada de trabalho e maior participação dos trabalhadores nos lucros das empresas.

        É que a reforma proposta pelo liberalismo econômico visa a retirada dos direitos dos trabalhadores, e a do PT aumentar os direitos e melhorar as condições dos trabalhadores.

  12. A estratégia deve ser de antecipação.
    O PT apanha a várias eleições, seria prudente se antecipar, como? Gravar um programa e ao mesmo tempo reverberar a manipulação da veja que com certeza acontecerá, ou seja, PT não chore o leite derramado, corra antes.

  13. MAS E SE UM RAIO INCENDIAR O PRÉDIO DA VEJA?

    JÁ PENSARAM NISSO, NAQUELA MERDA TODA SER INCENDIADA POR UM RAIO ANTES QUE OSCAFAJESTES DA VEJA POSSAM IMPRIMIR A CAPA BOMBA?    QUEM GOSTA DE REZAR, QUEM CRÊ EM PAI DE SANTO, NÃO CUSTA TENTAR…

    • Queimar a Veja seria fazer um favor aos seus donos

      O melhor que poderia acontecer com a Veja é exatamente o que está acontecendo: LENTA DECADÊNCIA FINANCEIRA E INTELECTUAL

      Se queimar eles vão ter uma desculpa para o próprio fracasso, uma desculpa para não pagar funcionário e ainda vão receber algum seguro. Ainda vão se sentir importantes e relevantes…

      Se eu fosse fazer uma lista para queimar, a Veja viria atrás de Alexandre Frota, Olavo de Carvalho e MBL que conseguiram passar a revista semanal em alcance de asnos.

      Melhor deixar ela lançar mais uma capa… que geralmente vem seguida da vitória do PT… mostrando a relevância da publicação.

  14. Cineastas amadores

    Pessoal da PF agiu como verdadeiro estudo cinematográfico ao participar do filme contra Lula: “A Justiça é para Todos”. Procuradores criaram um Power Point, mediante o qual o Lula foi condenado. Assim, a capacidade desta gente de criar um Fakenews no dia anterior à eleição é muito provável. Nesse ínterim, acredito que farão de tudo para levar alguém de “centro” para o 2º turno e, pelo que parece, vão tentar favorecer a Ciro Gomes.

      • Fundamento

        O fato não é a história, porém a forma em que a Globo noticiou, de pronto, em forma isolada e direta, somente ela, e de um assunto requentado, poucos dias antes da eleição e, por conta disso, me perdoem os Ciristas, parece mais uma tentativa de gerar uma sensação de injustiça da Globo contra Ciro e uma reação rápida e dobrada em prol da inocência do candidato. Ou seja, aquela vacina com pequena dose que não mata, mas te deixa mais forte. Poucos dias atrás foi comentado que a Globo estaria pensando em Ciro como Plano B e, esta atitude “boba” de incrimina-lo, meio que de mentirinha, pode fazer parte de essa estratégia, preparando o terreno.

  15. Isto é…

    Nassif: … para os que não disseram putaquepariu, até agora. Voce desnudou toda tramoia. Falta agora só desvendar a manobra daquele magote de milicos (de altapatente), que estão “tramando” um final de campanha como nunca. Há suspeita de supostos “RioCentro”, só pra apimentar o clima. Sabe que os da farda adoram um cirquinho, pago com dindim público. E com a participação dos marginais da Marginal (direita, sempre à direita)  do Tietê, junto com os do Jardim Botânico, os da Barão de Limeira e os da Rua da Varzea, todos partícipes da cloaca midiática, pretendem incendiar as eleições de outubro. Se é que ela vai acontecer.

  16. Militares e Ciro

    Levando em consideração o que disse numa entrevista, o ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, na sexta-feira passada, refutando o disse-me-disse de intervenção militar nas eleições presidenciais, as falas do Comandante Villas Bôas sobre o futuro presidente foram mais para entendimento da direita por pura inconformação histórica dessa.

    CIRO NO PÁREO

    Na reta final da campanha Ciro provavelmente irá ter a vaga no segundo turno de Bolsonaro por dois motivos ilógicos:

    Bolsonaro deve ser mais pesquisado pela sua enorme rejeição;O grupo globo crava Ciro ‘neutro’ na Época [estimulando eleitores das classes A e B] e criva Ciro ‘suspeito’ no JN [desestimulando eleitores das classes C e D], desta forma, operando nas camadas de rejeição de Alckmin. Puro desespero da velha mídia, visto que faltou combinar com as novas mídias socias, pois esta está mais presente e mistura tudo. Logo, Ciro mais visto – mais lembrado.

  17. Uma tacada que já havia previsto…

    Ela está explicitada no post de 17:23h:   ” Por falta de cadastro biométrico, 5,6 milhões não poderão votar”.    Vale a pena ler!  Eles pensam em tudo!!!

  18. “Palocci pagou na frente e não levou”

    Seu Nassif, peço vênia para introduzir aqui uma expressão chula e grosseira. Mas os tempos que estamos vivendo são igualmente chulos e grosseiros, e ademais o domingão se apresenta surpreendentemente calmo. Aprendi essa com um cliente do banco lá em Óbidos (PA), quando das andanças pela região Norte do país. Dizia sempre o bem humorado cliente uma frase herdada do pai: “Quem bota na frente (paga adiantado), leva atrás”. 

    Logo, Palocci levou sim. Exatamente  atrás.  

  19. OI NASSIF, SE POSSÍVEL NOS RESPONDA

    AFINAL, POR QUE FOI TIRADO O TEXTO PUBLICADO HOJE ÀS08;33 E ATUAlizADO ÀS 08;57, DE AUTORIA DE ALEXANDRE ANDRADA?    OS DADOS DO TAL TEXTO CONTINHAM ERROS?  O QUE ACONTECEU?

  20. Os jornalistas das firmas da

    Os jornalistas das firmas da “Folha”, UOL e o jornal, entre outras, têm assumido a virulência e o cheiro de esgoto que a turma da Abril vem cometendo faz tempo. Além disso, tirando os empregados da firma “Globo”, que esses cheiram mal desde ’64, sempre podemos contar com os anti-estado infiltrados no próprio estado, os PSDBistas e os colunistas e editorialistas do “OESP”.

    É como se a produção de merda em lugar de jornalismo, por essas pessoas – e pelas que a elas se submetem, que as repercutem – pudesse ser justificado pelo calor do clima de eleições. Lágrimas “ao vivo” de Renata Lo Prete pela vitória de Dilma…

  21. É necessário q alguém entre
    É necessário q alguém entre com algum tipo de representação junto ao TSE contra uma possível interferência da imprensa às vésperas das eleições através de reportagens bombásticas q prejudiquem a qq candidato!
    Obs: Iniciativa perigosa,podem dizer”Ah,a carapuça serviu!”

  22. AS 3 BALAS DE PRATA DA DIREITA

    Obrigado por mais uma ótima leitura do jogo, Nassif. Reverberando seus apontamentos, vislumbro que os respingos do maremoto parecem projetados e sugerem três balas possíveis dos campos conservadores nestas duas semanas finais de campanha:

    1) Plano A: a última tentativa de alavancar a candidatura Alckmin, que, em linhas gerais, teve manchetes positivas tanto na Folha e Estadão quanto nos veículos da Globo. Enquanto isso, chumbo para cima de Bolsonaro, agora atacado frontalmente na tentativa de migrar parte de seus votos para o tucano;

    2) Plano B: Ciro, que também teve contra si uma delação sem pé nem cabeça suscitada (talvez como estratégia parcial do Plano A), mas que, em linhas gerais, recebeu afago das grandes mídias conservadoras: capa da Época; coluna de Merval; manchetes positivas na Folha e na Globo.com, etc. Por um lado, enquanto se tenta transferir votos de Bolsonaro para Alckmin, por outro, também se tenta alguma migração de votos do centro e de Haddad para Ciro. Se Alckmin não mostrar vida nesta pré-semana decisiva, parece que Ciro será abraçado de vez para tentar contornar um 2º turno entre PT e fascistas.

    3) Se as duas estratégias acima não resultarem em movimentos significativos nas pesquisas, tudo o mais poderá ser possível contra o PT: não só o caso dos 2 possíveis factoides levantados pelo Nassif (Palocci e Adélio Bispo de Oliveira), mas absolutamente qualquer chicana jurídica, militar ou midiática que atravesse ainda mais a fronteira do já maculado ridículo e improvável. E incluo, nesta hipótese, inclusive o risco à integridade física de Haddad. Afinal, depois de cruzadas tantas portas aparentemente impenetráveis na tentativa de acabar com o PT ou de evitar sua volta ao poder, alguém ainda dúvida que profundidade pode alcançar este poço sem fundo?  

    Humberto Amorim

    Prof. da EM – UFRJ

  23. E isso aí

    O eleitorado é débil mental e precisa ser protegido de notícias (falsas ou verdadeiras); tadinho dele…

    Democracia ocidental consiste em periodicamente tentar seduzir uma entidade debilóide: o povo desorganizado.

  24. A questão geopolítica é

    A questão geopolítica é fundamental nesta eleição. Há uma guerra mundial fria em curso, movida pelos EUA contra a  China. Mesmo um governo de centro esquerda no Brasil, como seria o de Haddad, representa um enorme obstáculo aos objetivos dos norte americanos de frear o avanço chinês. Acredito que devem jogar todas as suas fichas nos traidores do povo brasileiro, via corporações: mídia, judiciário, polícia federal, pgr.  Ou seja, o processo da construção de um Estado totaliário deve continuar.

  25. Não é mineiro

    Ô Nassif, bobo esse tanto, você não pode se dizer mais mineiro.
    É tempo demais em São Paulo, ficou assim…
    Cruz credo!

    Fator 5: não é melhor fazer um pouco de fumaça no começo, só pra deixar pegar o fogo depois?

    Quando ainda nem se tinha o enfrentamento contra o PT, bolinha de papel virava pedra.
    Custaram pra tirar o partido do poder. Agora vão deixar que ele volte? Então pra que tirou?

     

  26. Veja

      Ainda bem que nessas eleições a Veja atingiu seu ápice em rejeição, muitos poucos lêem essa revista que já está escancarada sua postura extremista e antí-esquerdista.

       A  Veja enganou Muitos por Muito Tempo, mas jamais poderá enganar Todos o Tempo Todo.

     

       Mas a beira da falência veremos que tábua de salvação facínoras da Veja vão escolher para tentar em vão sobreviver.

  27. Bolsonaro já estava doente?

    Noticias de 08 de fevereiro de 2018 e 13 de abril de 2018 mostram que Bolsonaro é hospitalizado com dores no estomago

    29 de abril, Bolsonaro recebe oração na barriga da esposa e um pastor

    01 de setembro, a facada sem sangue, com medicos sem luvae e que jogaram a faca e a camisa fora.

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