22 de junho de 2026

Neymar, ame-o ou deixe-o?, por João Sucata

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Esporte Bretão

Neymar, ame-o ou deixe-o?

por João Sucata

Pode-se admirar e desprezar um sujeito? De certo modo Neymar mostra que sim.

Seu futebol é de craque, alegre, bonito, sem dúvida é um dos mais brilhantes do planeta, próximo do praticado por  Messi e Cristiano Ronaldo ou no passado, com Romário, Rivaldo, Ronaldo ou Ronaldinho.  Vê-lo jogar é um prazer, não seria injusto cobrar dobrado pelo ingresso dos torcedores quando ele está em campo, tanto do Barcelona como do adversário.

No entanto, sua conduta fora dos campos, a de seu pai mais ainda, é lamentável. De origem paupérrima, repentinamente pai e filho se viram lançados no mundo dos afortunados, dezenas de milhões de reais jorrando em suas contas bancárias, mansões, helicópteros, iates etc. Mudar de ideologia, esquecer os que  ficaram para trás, andar em outra roda social, namorar a artista, faz parte do jogo. Não é aceitável, no entanto, o fato de lesarem seus empresários, o Santos, o fisco brasileiro e ao que parece o espanhol.

Tais ocorrências foram noticiados nos jornais tempos atrás, mesmo antes de acabar o processo administrativo que apurava o fato e, que deveria ser protegido pelo sigilo.. O craque e família ajuizaram processo de indenização por danos morais contra União (nós) e ganharam  no total, R$ 130 mil.

Em princípio a condenação foi justa. Ela (nós) deveria ser responsável pelo sigilo e permitiu que a notícia vazasse. Porém, infelizmente, não se apura com o mesmo rigor a culpa de funcionários responsáveis por vazamentos, com tem escrito nosso colunista de Direitos. Eles deveriam indenizar a União. Não nos esqueçamos que a União somos nós, pagadores de impostos.

Alguém pode achar que é justo o vazamento e essa divulgação. Não porém antes do fim do processo referido. Não cabe a um funcionário decidir o que deve ou não ser divulgado antes do tempo. E isso deveria acontecer com policiais, promotores, juízes, até mesmo jornalistas e etc, que divulgam vazamentos dos processos do Lava Jato e similares. Vários vazamentos são caracterizados descaradamente como injúria, difamação ou calunia. Houve dezenas e os tão zelosos funcionários públicos não encontraram um único culpado. Em certos casos estão descobrindo até quem comprou um pedalinho.

Enfim, me permito amar o futebol de Neymar e detestar sua conduta pessoal.

João Sucata

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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8 Comentários
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  1. Ruy Acquaviva

    28 de dezembro de 2016 5:31 pm

    Eu não tenho esse

    Eu não tenho esse dilema.

    Apenas desprezo esse tal de Neymar, nada mais.

    1. anarquista sério

      28 de dezembro de 2016 5:58 pm

      Talento é uma coisa que

      Talento é uma coisa que  incomoda mesmo.—pra todos que não tem.–Freud e Lacam explicam.

        Foque na conduta pra assaltar a receita e não em comentários vazios.

        O cara é bom de bola e mal  de compromissos com a receita federal.–acima da lei por causa da fama.

                Aí sim.

                  Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

      1. LuizCarlos

        28 de dezembro de 2016 6:28 pm

        É óbvio que tem…
        Neymar é

        É óbvio que tem…

        Neymar é um atleta que deveria ser exemplo para as crianças. Mas se apropriou da Lei de Gerson direitinho. Não quero que meus filhos o tenham como exemplo.

        Hoje, escolho meus ídolos com mais zelo.

        Futebol sem caráter, para mim não valem de nada.

  2. anarquista sério

    28 de dezembro de 2016 5:32 pm

    ”No entanto, sua conduta

    ”No entanto, sua conduta fora dos campos, a de seu pai mais ainda, é lamentável”

    Vc conhece alguém,nesse quesito, mais lamentável que Pelé ?

    E olha, que Pelé, quer no futebol ou na fama, dá de 1 000 a zero em Neymar.

    Detalhe curioso de vaidade do pilantra pai : Ne Ymar com ”y”

     Se fosse feita uma busca no dízimo do pai, ele deu 10 por cento pra igreja? —ele é evangélico ”devoto”.

     Ao contrário: Deu um boné no Santos, no Barcelona, nas duas receitas federais e até no seu sócio.

         PILANTRA MÁXIMO !

    1. ze sergio

      28 de dezembro de 2016 7:05 pm

      no….

      Neymar abraçou a função de garoto-propaganda dos “gângsters” que monopolizam o futebol rgt/cbf/nike. A máxima foi a repetição da frase de outro lacaio: Vão ter que me engolir. No futebol assim como na politica, temos a total liberdade de alterar nossa realidade. E não sabemos como fazê-lo. O cachorro atrás do rabo. 2017 esta aí para construirmos uma nova história. abs.  

  3. Roberto Monteiro

    28 de dezembro de 2016 7:19 pm

    Eu ainda o acho um peladeiro.

    Basta ver a roupinha na foto posada.

  4. Fr@ncisco

    28 de dezembro de 2016 8:35 pm

    No Brasil, … é Ofensa.


    Antonio Carlos Brasileiro é quem melhor explica o Phenômeno.   

  5. aureliojunior50

    28 de dezembro de 2016 11:17 pm

    Delcyr e Santos

    O dia que aprenderem a fazer contratos não irão mais tomar volta de jogador, pois no ramo do futebol-entretenimento, um negócio como qualquer outro, agir com emoção é o pior caminho, que eu saiba o falecido Luis lvaro não era nem nunca foi um “santo”, apesar de ter sido próximo ao Geraldinho de PIndamonhangaba.

     Pelo menos o Neymar, um porre de mlk deslumbrado, nunca renegou filha, nem foi garoto propaganda utilizado pela ditadura, como certa pessoa, que inclusive agora esta – não ele que se acha um icone, mas seus representantes – processando o Santos, melhor dizendo, quem está cobrando o Santos é o Edson.

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