As sessões de votação nos Estados Unidos foram abertas para eleição presidencial nesta terça-feira (5). Em New Hampshire o resultado já foi divulgado, apontando empate entre os candidatos à Casa Brasa, a democrata Kamala Harris e o republicano Donald Trump.
No estado de New Hampshire, pequena comunidade no nordeste do País e próximo ao Canadá, a sessão de votação foi aberta tradicionalmente na madrugada de segunda para terça-feira, antes mesmo da abertura dos centros de votação no restante dos EUA, uma vez que legislação local permite que os municípios com menos de 100 habitantes abram a votação à meia-noite e fechem logo após o registro de todos os votos.
Com apenas seis votos de eleitores registrados, quatro republicanos e dois eleitores não declarados, a urna foi aberta e o resultado divulgado em seguida. Assim como nas últimas pesquisas eleitorais divulgadas às vésperas do pleito, houve um empate no estado, com três votos para Kamala e três para Trump.
Na corrida presidencial estadunidense, o voto popular tem uma certa importância, mas quem decide a disputa são os votos dos 538 delegados espalhados pelo país. Isso porque a população deposita sua confiança nesses representantes, sendo que o número de delegados em cada estado é proporcional ao tamanho da população. Ao final, para vencer a eleição e ocupar a Presidência, o candidato precisa obter ao menos 270 votos desses delegados.
Vale ressaltar que hoje, além de eleger o candidato que ocupará a Casa Branca pelos próximos quatro anos, os eleitores americanos também escolherão os membros do Congresso.
Agenda dos candidatos
O gabinete de Kamala informou que a atual vice-presidente dos EUA votou antecipadamente e passará o dia da eleição em Washington, DC, onde participará de entrevistas de rádio. À noite, a democrata irá acompanhar a apuração em um evento na Howard University, conhecida como a “Harvard negra”, onde se formou em 1986. Já Trump vai para West Palm Beach, na Flórida, onde deve votar pessoalmente.
Os últimos comícios
Esta segunda-feira (4) foi marcada pelos últimos comícios eleitorais dos candidatos. O evento de Kamala aconteceu na Filadélfia, no estado da Pensilvânia, com a presença de diversas celebridades. A ocasião foi marcada pela iniciativa de diálogo da democrata com os eleitores.
“A corrida ainda não acabou, e precisamos terminar fortes. Esta pode ser uma das corridas mais acirradas da história. Cada voto importa”, declarou Kamala
Trump, por sua vez, reuniu apoiadores na cidade de Grand Rapids, no estado de Michigan. O republicano seguiu a linha adotada durante toda a campanha, com uma retórica marcada por ataques contra a adversária, quem classificou como “lunática”, além da exposição de suas propostas políticas, principalmente, contra a presença de imigrantes no país.
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Fábio de Oliveira Ribeiro
5 de novembro de 2024 12:46 pmDeixe-me ver se eu entendi tudo direito. Se Donald Trump perde, coisas ruins vão acontecer porque a eleição foi roubada. Se ele ganhar a eleição ou conseguir chegar ao poder através de um golpe de estado disfarçado como aquele que ocorreu quando George W. Bush foi declarado vitorioso pela Suprema Corte, a democracia americana está em risco porque ele é um ditador narcisista e cruel. Num caso ou no outro, os EUA continuará a provocar guerras civis e guerras entre países para poder subsidiar com dinheiro público seu imenso e voraz complexo industrial militar privado. Do ponto de vista de quem observa a eleição americana dois cenários são os mais prováveis.
Cenário 1: não existe diferença entre Trump e Kamala, porque o malvado White Ass Apes Empire pode perfeitamente continuar sendo governado um ou com outro;
Cenário 2: os conflitos civis provocados pela derrota de Trump ou pela chegada dele ao poder são uma excelente oportunidade para as vítimas do White Ass Apes Empire mobilizarem corações e mentes dos americanos em direção a uma violência ainda maior, e ganhar algum dinheiro fazendo isso ao explorar as características das plataformas de internet que os próprios americanos criaram.
Cenário 3: não será preciso estrangeiros interferirem de qualquer maneira na política americana, porque os próprios americanos já se tornaram bestas feras tangidas por algoritmos desenhados para produzir uma transformação política substancial no cenário dos EUA (algo que é evidente pela própria maneira como essa eleição dividiu os americanos em campos adversários, irreconciliáveis e potencialmente violentos).
Cenário 4: essas eleições, independente do resultado e do que ocorrerá depois da proclamação dele, prova satisfatoriamente que a sociedade americana regrediu ao ponto civilizacional da sociedade de Florença ao tempo em que aquela cidade estado foi rasgada e devastada por conflitos entre guelfos e guibelinos.
Cenário 5: o melhor a fazer é rir dos americanos, eles merecem colher tudo que plantam seja isso paz e desenvolvimento com oportunidade para todos ou guerra civil e balas de fuzis vendidos em supermercados.