13 de junho de 2026

EUA anunciam R$ 8 bilhões de armas para Israel em Gaza

Joe Biden anunciou a venda bilionária para apoiar Israel, às vésperas do retorno de Trump, que também já prometeu apoio inabalável a Israel
Joel Biden e Donald Trump - Foto: Flickr Casa Branca

EUA anunciam venda de US$ 8 bilhões em armas para Israel e Hamas publica novo vídeo de refém

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Da Rfi

No sábado, o governo americano de Joe Biden anunciou uma venda de armas para Israel no valor estimado de US$ 8 bilhões, pouco antes do retorno de Donald Trump à Casa Branca. A venda, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso, inclui munições de defesa aérea, de acordo com uma fonte próxima ao assunto.

Antes de deixar o cargo, Joe Biden está mais uma vez desviando a pressão das organizações de direitos humanos e dos democratas eleitos que se opõem a essas vendas a Israel.

“O presidente deixou claro que Israel tem o direito de defender seus cidadãos, de acordo com o direito internacional e o direito humanitário internacional, e de impedir qualquer agressão do Irã e de seus afiliados”, disse a mesma fonte.

Em um discurso no Congresso em novembro, o político de esquerda Bernie Sanders pediu o fim dessas vendas de armas. “Os Estados Unidos são cúmplices de todas essas atrocidades. Nós financiamos essas atrocidades e essa cumplicidade precisa acabar”, alegou.

O presidente eleito Donald Trump prometeu apoio inabalável a Israel e, ao contrário de todos os presidentes recentes, nunca se comprometeu com um Estado palestino independente e soberano. Mas o republicano também expressou seu desejo de chegar a um acordo de cessar-fogo em Gaza.

Apesar dos esforços diplomáticos liderados pelo Catar, Egito e Estados Unidos, ainda não se chegou a uma trégua.

Hamas divulga vídeo de refém sequestrada

Ainda neste sábado, o braço armado do Hamas publicou um novo vídeo de uma refém sequestrada em 7 de outubro de 2023 durante o ataque do movimento islâmico palestino a Israel a partir da Faixa de Gaza. O vídeo, que dura cerca de 3 minutos e 30 segundos e cuja data de gravação não pode ser verificada, mostra a jovem Liri Elbag falando em hebraico e pedindo ao governo israelense que tome medidas para garantir sua libertação. 

A família de Liri Elbag, uma israelense de 19 anos, não autorizou a publicação do vídeo, disse o Fórum das Famílias, a principal associação de parentes de reféns mantidos na Faixa de Gaza. A jovem foi sequestrada enquanto cumpria seu serviço militar na base de Nahal Oz, no sul de Israel. 

O Hamas e a Jihad Islâmica, outro movimento armado palestino que participou do ataque de 7 de outubro que desencadeou a guerra em Gaza, já divulgaram vídeos de reféns no passado. 

A transmissão das imagens no sábado ocorre quando o Hamas anunciou na sexta-feira a retomada das negociações indiretas com Israel em Doha para um cessar-fogo em Gaza. Mas Israel não confirmou o fato. 

Desde o início da guerra, apenas uma trégua de uma semana foi observada, em novembro de 2023, durante a qual 105 reféns foram libertados, bem como 240 prisioneiros palestinos mantidos por Israel.  

Durante o ataque de 7 de outubro, que resultou na morte de mais de 1.200 pessoas do lado israelense, a maioria delas civis, de acordo com uma contagem baseada em números oficiais, 251 pessoas foram sequestradas. Um total de 96 pessoas permanecem reféns em Gaza, 34 das quais foram declaradas mortas pelo exército. 

Ataques persistem em Gaza 

Mais de 30 pessoas foram mortas no sábado por ataques israelenses, de acordo com os serviços de emergência de Gaza, um dia após o Hamas anunciar a retomada das negociações para uma trégua no território palestino devastado por quase 15 meses de guerra.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ameaçou na quarta-feira intensificar os ataques a Gaza se o movimento islâmico palestino continuasse a disparar foguetes contra seu país. 

O Ministério da Saúde do governo do Hamas em Gaza registrou cerca de 140 mortes nas últimas 48 horas. Esses números, que a ONU considera confiáveis, são significativamente mais altos do que os relatados nas últimas semanas. 

Contatado pela AFP, o Exército israelense não fez comentários imediatos. 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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3 Comentários
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  1. Carlos

    5 de janeiro de 2025 6:49 pm

    Uma dúvida: Israel paga esta dívida promovendo genocídios?
    Afinal, em Israel não tem nada salvo, claro, parte de seu povo que domina as instituições financeiras nos EUA.

    1. Antonio Uchoa Neto

      5 de fevereiro de 2025 9:17 am

      A exploração do Petróleo e do gás existentes em Gaza e em sua faixa litorânea, além da reconstrução do que foi destruído (alô, Halliburton!) pagam tudo isso e ainda sobra. Os palestinos são apenas os primeiros da fila. Vai chegar o dia dos iemenitas, dentre outros – cujo genocídio está em fase de ensaio geral. Guerras e genocídios sempre haverá – afinal, o complexo industrial-militar precisa vender o que produz. É o que eu sempre digo: antes, eram necessárias armas para as guerras; hoje, são necessárias guerras para as armas. E genocídios são sempre bem vindos, desde que seja de “raças inferiores”. E, para provar que os EUA não são um povo que discrimina ninguém, sobra para alguns cristãos brancos de olhos azuis, como na Ucrânia. Esse mercado é inesgotável.

  2. MARTHA MASSAKO TANIZAKI

    5 de janeiro de 2025 8:10 pm

    E os Estados Unidos seguem apoiando descaradamente Israel até a eliminação total dos palestinos de Gaza para fazer um território israelense. Bem sabemos que o projeto de israel é bem maior!! O governo americano continuará com seu apoio assassino. E a Europa continuará fazendo cara de paisagem? E o Brasil continuará a manter relações diplomáticas com Israel mesmo depois da interferência da sua embaixada ajudar a fuga de um criminoso de guerra? ISSO É O MUNDO CÃO

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