A manhã deste sábado (24) em Minneapolis não foi apenas o palco de mais uma operação do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE); foi o cenário de uma execução que escancara o descontrole de uma política migratória que prioriza o confronto em detrimento da vida. Ao abater um homem em plena luz do dia, sob o pretexto de “tiros defensivos“, as forças federais de Washington reafirmam uma doutrina de ocupação que ignora a soberania estadual e os direitos civis mais básicos.
A banalização da barbárie
O Departamento de Segurança Interna apressou-se em divulgar a foto de uma arma para justificar a ação. Segundo eles, um homem teria se aproximado da patrulha portando uma arma de fogo e dois carregadores enquanto os agentes realizavam uma operação contra um estrangeiro em situação irregular.
No entanto, o que as imagens de testemunhas revelam é o modus operandi de uma força que parece atuar acima da lei: sete agentes imobilizando um cidadão já rendido ao solo antes de dispararem fatalmente contra seu peito.
Pessoas relataram ao jornal The Minnesota Star Tribune que a vítima foi alvejada diversas vezes no peito. Ainda há divergências fundamentais sobre a identidade da vítima: enquanto a polícia local aponta para um cidadão americano de 37 anos, documentos hospitalares citados pela agência Associated Press indicam que o homem teria 51 anos.
O embate entre Walz e a Casa Branca
A resposta política foi imediata e agressiva. O governador de Minnesota, Tim Walz, elevou o tom contra a administração federal, descrevendo o episódio como “repugnante” e um “ataque a tiros atroz“. Walz, que já vinha pressionando pela saída das forças federais do estado, foi enfático em sua comunicação com a Casa Branca.
“Acabei de falar com a Casa Branca após outro tiroteio horrível por agentes federais nesta manhã. Minnesota já teve o suficiente. Isso é repugnante“, afirmou o governador. “O presidente deve encerrar essa operação. Retire os milhares de oficiais violentos e não treinados de Minnesota. Agora.”
O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, reforçou o coro, reiterando seu posicionamento de que o ICE deve deixar a cidade e o estado imediatamente.
Minnesota sob tensão
A tragédia deste sábado não é um fato isolado, mas o ápice de semanas de confrontos e luto. A cidade já estava sob forte tensão desde o assassinato de Renee Good, uma cidadã americana morta por um agente do ICE no início de janeiro. O caso transformou Minneapolis em um campo de batalha ideológico entre o governo democrata local e a gestão republicana em Washington.
Enquanto o vice-presidente JD Vance e outros membros da cúpula da Casa Branca manifestam apoio irrestrito às ações do ICE e ao agente Jonathan Ross, autor dos disparos contra Good, a população local responde com paralisações.
Ontem (23), mais de 700 estabelecimentos comerciais e instituições culturais fecharam as portas em um protesto coordenado contra a truculência federal.
O novo incidente, somado a denúncias recentes de que crianças estariam sendo usadas como “iscas” em operações de imigração, consolida a percepção de uma crise de direitos humanos em solo americano.
Fábio de Oliveira Ribeiro
24 de janeiro de 2026 4:27 pmNão existe segredo: todos os tiranos sanguinários do passado e do presente recrutaram e treinaram o lixo urbano da sociedade. Mas antes de soltá-los nas ruas os donos desses instrumentos de terror fizeram-nos crer que eles fazem parte de uma nova elite com a missão de limpar e purificar a nação.
Rui Ribeiro
26 de janeiro de 2026 9:53 amSe a polícia Trumpiana assassinasse Jesus Cristo, o governo justificaria o assassinato. ~Querem bombardear o Irã por causa do suposto assassinato de manifestantes, mas não só matam manifestantes desarmados mas justificam seus crimes.
Esses ratos não passarão!