12 de junho de 2026

Pentágono deixa 1.500 soldados em alerta para eventual envio a Minnesota após ameaças de Trump

As manifestações se intensificaram depois que agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) mataram a tiros Renee Nicole Good
Crédito: Reprodução

Pentágono colocou 1.500 soldados em prontidão para possível envio a Minnesota após ameaças de Trump à Lei da Insurreição.
Protestos em Minnesota aumentaram após agente do ICE matar civíl; Trump ameaça usar forças militares para conter agitação.
Governador Walz mobilizou Guarda Nacional, mas não a enviou; autoridades estaduais contestam ações federais na Justiça.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

O Pentágono colocou cerca de 1.500 soldados do Exército dos Estados Unidos em estado de prontidão para um possível deslocamento ao estado de Minnesota, informou o Washington Post neste sábado (17), após o presidente Donald Trump ameaçar recorrer à Lei da Insurreição em meio a protestos na região.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Os militares pertencem a dois batalhões de infantaria da 11ª Divisão Aerotransportada, sediada no Alasca e especializada em operações em ambientes de clima frio. Segundo autoridades de defesa, as tropas foram colocadas em alerta como parte de um “planejamento prudente”, caso o cenário de violência se agrave.

Ainda não há decisão sobre o envio efetivo das forças ao estado. As informações foram divulgadas sob condição de anonimato por envolverem planejamento militar sensível. Em nota, a Casa Branca afirmou que é rotineiro o Pentágono se preparar para “qualquer decisão que o presidente possa ou não tomar”. O Departamento de Defesa não comentou o caso.

A medida ocorre após Trump ameaçar, na quinta-feira (15), invocar a Lei da Insurreição, dispositivo de 1807 que permite o emprego das Forças Armadas em território americano, caso as autoridades estaduais não impeçam ataques a agentes de imigração durante os protestos em Minnesota.

As manifestações se intensificaram depois que agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) mataram a tiros Renee Nicole Good, uma cidadã americana de 37 anos, que passava de carro nas proximidades de um protesto contra a atuação do órgão. Em publicação na rede Truth Social, Trump acusou autoridades locais de não conterem “agitadores profissionais” e afirmou que poderia decretar a aplicação da lei. No dia seguinte, o presidente moderou o discurso, dizendo que não havia necessidade imediata da medida, mas manteve a possibilidade em aberto.

As tensões aumentaram desde que o governo federal intensificou operações de imigração no estado. Desde dezembro, ações do Departamento de Segurança Interna resultaram em centenas de prisões e confrontos com manifestantes. Além da morte da cidadã americana, um migrante venezuelano ficou ferido em outro episódio envolvendo agentes do ICE.

O governador de Minnesota, Tim Walz, e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, pediram que os protestos permaneçam pacíficos. Walz autorizou a mobilização da Guarda Nacional para apoio às forças locais, mas ainda não determinou seu envio às ruas.

Autoridades estaduais também acionaram a Justiça contra o governo federal, alegando que as operações violam a Constituição. O procurador-geral do estado, Keith Ellison, classificou a atuação federal como uma “invasão”.

Segundo o Washington Post, decisões anteriores de Trump envolvendo o uso de forças militares em território americano já foram contestadas judicialmente. Em um caso recente, a Suprema Corte apontou falta de base legal para o emprego das Forças Armadas em ações de segurança interna, citando possíveis violações da Lei Posse Comitatus, que limita o uso de militares em funções policiais. Atualmente, mais de 2.600 integrantes da Guarda Nacional seguem mobilizados em Washington, em operação estendida até o fim de 2026.

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Rui Ribeiro

    19 de janeiro de 2026 8:44 am

    Trump diz que Dinamarca falhou em afastar a ‘ameaça russa’ da Groenlândia e afirma que ‘chegou a hora’

    E todos deixaram de falar dos arquivos do pedófilo Epstein, parceiro do Trump. O Trump tá se safando bonitinho com a Groenlândia em foco.

  2. Rui Ribeiro

    20 de janeiro de 2026 8:39 am

    O Irã deveria usar reciprocidade e dá um ultimato aos EUA: Se algum manifestante for morto, o Irã bombardeará os EUA, com ogivas nucleares.

    Matar o boi para livrá-lo do carrapato. Dizimar a população estadunidense para livrá-la do carrapato Trump. Kkkkkkkk.

Recomendados para você

Recomendados