5 de junho de 2026

Protestos “No Kings” mobilizam milhares nos EUA contra políticas de Trump

Mobilizações em mais de 2.600 cidades criticam o que manifestantes chamam de “guinada autoritária” do governo norte-americano
Foto: Luciana Bauer

Os Estados Unidos viveram neste sábado (18) uma das maiores ondas de protestos desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca. Sob o lema “No Kings” (“Sem Reis”), milhões de pessoas foram às ruas em mais de 2.600 cidades americanas para denunciar o que chamam de “guinada autoritária” do governo republicano. Marchas também ocorreram na Europa, em Londres, Madri e Barcelona.

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As manifestações, organizadas por uma ampla coalizão progressista, tiveram foco em políticas de imigração, segurança e educação, além dos cortes de verbas para universidades públicas e da presença da Guarda Nacional em grandes centros urbanos.

Mobilização histórica e apoio político

Em Washington, milhares se reuniram nos arredores do Cemitério Nacional de Arlington, próximo à área onde Trump planeja construir um arco monumental ligando o Memorial Lincoln ao outro lado do rio Potomac, projeto visto pelos organizadores como símbolo de personalismo político.

O movimento recebeu apoio público de figuras como Bernie Sanders, Alexandria Ocasio-Cortez e Hillary Clinton, além de celebridades e sindicatos. A ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis) mobilizou milhares de voluntários treinados para atuar como monitores, com o objetivo de garantir manifestações pacíficas e evitar confrontos.

Reação republicana e discurso de Trump

O governo e aliados reagiram com críticas. O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, classificou as manifestações como “comícios antiamericanos”, apelidadas dentro do Partido Republicano de “Hate America rallies”.

Trump, por sua vez, minimizou os protestos e tentou se afastar da polêmica que inspira o nome da campanha. Em entrevista à Fox Business, afirmou: “Dizem que me chamam de rei. Eu não sou um rei.”

Vigilância e temor de repressão

Enquanto as ruas se enchiam de manifestantes, organizações civis alertaram para o aumento da vigilância estatal.

Essas preocupações ecoam episódios recentes em que manifestantes foram alvo de repressão ou vigilância durante protestos anteriores, especialmente em cidades que receberam reforço da Guarda Nacional.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

5 Comentários
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  1. José de Almeida Bispo

    18 de outubro de 2025 6:43 pm

    E continua a guerra: velho sistema versus novíssimo sistema. A turma do dinheiro com algum lastro, contra a novíssima do dinheiro de fumaça total. Que vai vencer. E o mundo ocidental a mergulhar numa nova Idade Média.

  2. AMBAR

    18 de outubro de 2025 9:49 pm

    Falam na mobilização de mais de 3 milhões de pessoas.Se assim for o Trump está bem arranjado. Acuado é capaz de tentar o golpe com forças armadas e tudo. Será?

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    19 de outubro de 2025 5:40 am

    Neste exato momento, o ICE está usando IA de reconhecimento facial para cruzar as informações das imagens dessas manifestações com outros bancos de dados publicos e privados para tomar providências: manifestantes identificados terão seus ativos bancários congelados, suas licenças para dirigir e passaportes suspensas e os que tem cargos publicos perderão os empregos. Os pessoas pobres serão visitados e aleatoriamente presos pemo ICE, os pessoas ricos identificados serão sequestrados e levados para centros de reeducação ideológica, política e econômica no Texas e na Carolina do Norte. Quem estiver portando cartazes com os dizeres “Trump fora do poder” ou algo semelhante será processado por traição e terrorismo e mantido até o julgamento incomunicável numa SuperMax. Alguns assassinatos politicos misteriosos ocorrerão porque o medo é um grande instrumento de controle social.

    PS: Isso tudo é ficção, mas se depender de Donald Trump a ficção será realidade porque os meios tecnológicos e o dinheiro para agir já foram dados ao ICE.

  4. emerson57

    19 de outubro de 2025 8:30 am

    emerson57
    8 minutos atrás
    Para garantir a segurança do Brasil, Lula deve reconhecer a liderança de Maduro e convidar a Venezuela (e CUBA !) para os BRICS.
    Ainda dá tempo de corrigir o equivoco. Errar é burrice mas persistir no erro é pior, diria minha vó.
    Trumpe é louco mas não vai assassinar os tripulantes nem afundar nenhum barco de pesca dos BRICS.
    Se ele ousar uma enormidade dessas o próprio povo de seu pais o destitui.
    Imagine os protestos populares com mais essa motivação.

  5. Paulo Dantas

    19 de outubro de 2025 10:15 am

    Sanders é o único que parece entender o que levou ao Trump.

    Madame Clinton é uma das “culpadas” com o bulls#1t liberal.

    O Silêncio do Partido Democrata é assustador.

    Trump vem fazendo o que quer, alguma resistência no judiciário.

    Eu sendo Lula teria muita cautela com a “química”.

    Não creio que estas manifestações mudem algo.

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