20 de maio de 2026

Ex-presidente francês Nicolas Sarkozy começa a cumprir pena por financiamento ilegal de campanha

Primeiro ex-chefe de Estado da França preso desde a Segunda Guerra, o conservador afirma ser “inocente” e denuncia perseguição judicial
Nicolas Sarkozy, ex-presidente da França. Foto: Flickr Nicolas Sarkozy

Nicolas Sarkozy, presidente da França entre 2007 e 2012, se tornou nesta terça-feira (21) o primeiro ex-chefe de Estado francês a ser preso desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Condenado por associação criminosa no escândalo do financiamento ilegal de sua campanha eleitoral de 2007 com recursos do regime líbio de Muammar Gaddafi, o ex-mandatário entrou pela manhã na penitenciária de La Santé, em Paris, para cumprir pena de cinco anos de prisão.

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Esta manhã, estão prendendo um inocente”, escreveu Sarkozy em seu perfil no X, pouco antes de se apresentar às autoridades. Ele classificou a condenação como um “escândalo judicial” e um “calvário”. “A verdade triunfará, mas o preço a pagar será esmagador”, acrescentou.

O tribunal de Paris considerou comprovado que pessoas próximas ao ex-presidente buscaram apoio financeiro junto ao governo líbio para custear parte da campanha vitoriosa de 2007 e diante da “gravidade excepcional dos fatos” foi determinada execução imediata da pena.

Defesa pede liberdade condicional

Os advogados do ex-presidente anunciaram que pediram liberdade condicional, com base na legislação que permite o benefício a detentos com mais de 70 anos. A Justiça francesa tem até dois meses para decidir.

Diante das críticas sobre a prisão antes do julgamento de recurso, o presidente Emmanuel Macron declarou que a execução provisória é “um debate legítimo que deve acontecer com calma”. A fala ocorreu após a oposição acusá-lo de conivência com Sarkozy, por tê-lo recebido no Palácio do Eliseu dias antes da prisão.

A queda de um símbolo da direita francesa

Condenado também por corrupção e tráfico de influência em outro processo, o ex-presidente acumula uma série de investigações judiciais. Aos 70 anos, ele é o primeiro líder de um país integrante da União Europeia a ser detido por crimes de corrupção.

Em entrevista ao jornal Le Figaro, ele afirmou que enfrentaria a prisão “com a cabeça erguida”, levando consigo uma biografia de Jesus e o clássico O Conde de Monte Cristo, sobre um inocente injustamente condenado.

Sarkozy, marido da cantora Carla Bruni, que se projetou na política com um discurso de “tolerância zero” contra criminosos enfrenta agora o mesmo rigor da Justiça que defendia.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
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  1. Sérgio Santos

    21 de outubro de 2025 12:05 pm

    Fosse a campanha financiada por Think Tank dos estados desunidos seria também as consequências seriam as mesmas?

  2. Anônimo

    22 de outubro de 2025 10:28 am

    Sarkozy. O primeiro presidente pró-estadunidense da quinta república. Traiu Chirac com sua fascinação pelos Estados Unidos. Traiu Kadafi, que lhe financiou a eleição. Foi fundamental na invasão e saque da Líbia pela OTAN e pelos EUA. Obama lhe mostrou seu lugar, humilhando-o na Líbia, na derrota para Hollande, nas situações da Allston e, finalmente, armando o lawfare semelhante ao feito no Brasil, no Peru, na Argentina e em outros lugares. Macron vai pelo mesmo caminho.

  3. grevista

    22 de outubro de 2025 10:28 am

    Sarkozy. O primeiro presidente pró-estadunidense da quinta república. Traiu Chirac com sua fascinação pelos Estados Unidos. Traiu Kadafi, que lhe financiou a eleição. Foi fundamental na invasão e saque da Líbia pela OTAN e pelos EUA. Obama lhe mostrou seu lugar, humilhando-o na Líbia, na derrota para Hollande, nas situações da Allston e, finalmente, armando o lawfare semelhante ao feito no Brasil, no Peru, na Argentina e em outros lugares. Macron vai pelo mesmo caminho.

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