21 de maio de 2026

Brasileiros em alerta: 58% temem intervenção dos EUA no país, aponta Genial/Quaest

Levantamento revela divisão sobre invasão que prendeu Nicolás Maduro e crescente receio de ataque similar no Brasil
Tump em foto de Gage Skidmore - Flickr

▸ 58% dos brasileiros temem intervenção militar dos EUA no Brasil após captura de Maduro em Caracas.

▸ 46% aprovam a operação que prendeu Maduro; 51% desaprovam a crítica de Lula à ação dos EUA.

▸ Venezuela é governada por Delcy Rodríguez; pesquisa ouviu 2.004 brasileiros com margem de erro de 2 pontos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A captura do ditador Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, ocorrida em 3 de janeiro, despertou um sentimento de vulnerabilidade na população brasileira. Segundo levantamento Genial/Quaest divulgado nesta quinta-feira (15), 58% dos brasileiros sentem medo de que Washington repita no Brasil uma intervenção militar semelhante à realizada em Caracas.

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O receio é majoritário mesmo em um cenário de polarização: entre os eleitores que se declaram lulistas, o temor atinge 74%. Já entre os bolsonaristas, o índice é de 57%. Por outro lado, 40% dos entrevistados afirmam não temer uma investida contra o território nacional, enquanto 2% não souberam responder.

Divisão sobre a intervenção em Caracas

Apesar do temor de uma ação em solo doméstico, a opinião pública brasileira está dividida sobre a legitimidade da operação que destituiu o regime chavista. De acordo com a pesquisa, 46% aprovam a incursão americana que resultou na prisão de Maduro e da primeira-dama, Cília Flores, enquanto 39% a desaprovam.

O apoio à ação militar baseia-se, para metade dos entrevistados (50%), na premissa de que é válido invadir um país para prender um ditador. Questionados sobre as reais motivações do presidente Donald Trump:

  • 31% acreditam no combate ao narcotráfico;
  • 23% veem uma tentativa de restaurar a democracia;
  • 21% apontam o controle das reservas de petróleo venezuelanas;
  • 4% citam a redução da influência da China na América do Sul.

Crítica de Lula gera desaprovação interna

A postura diplomática do Palácio do Planalto após o episódio colocou o presidente Lula (PT) em rota de colisão com a maioria da opinião pública. O petista condenou prontamente a operação, classificando-a como uma “afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para a comunidade internacional”.

Para 51% dos brasileiros, o presidente errou ao condenar a ação, contra 37% que consideram o posicionamento correto. A despeito da crítica ao tom presidencial, a sociedade defende o pragmatismo: 66% defendem que o Brasil se mantenha neutro na crise, enquanto apenas 18% sugerem apoio direto às ações militares de Trump e 10% defendem a oposição formal.

Bastidores da captura e o novo cenário

A operação que capturou Maduro foi o ápice de uma estratégia de pressão iniciada ainda no primeiro mandato de Trump, quando o líder venezuelano foi indiciado por narcoterrorismo. Em agosto de 2025, a recompensa por sua captura havia subido para US$ 50 milhões.

Atualmente, a Venezuela é governada pela ex-vice-presidente Delcy Rodríguez, que assumiu o poder e negociou a abertura do mercado de petróleo a empresas americanas sob pressão de Washington. A manutenção de parte da estrutura chavista, no entanto, frustrou setores da oposição liderados por Maria Corina Machado, ganhadora do Nobel da Paz de 2025, cujo nome foi descartado por Trump para uma transição imediata.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu presencialmente 2.004 brasileiros, entre os dias 8 e 11 de janeiro, em 120 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com índice de confiabilidade de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-00835/2026.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    16 de janeiro de 2026 1:48 pm

    “Após encontro com Trump, María Corina Machado diz que será presidente da Venezuela ‘quando o momento chegar'”

    O que diria Geraldo Vandré? Ora, ele diria que quem sabe faz a hora, não espera acontecer. Essa lacaia não sabe de nada, a não ser lamber as botas dos imperialistas

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