24 de junho de 2026

Brasil e China ampliam cooperação estratégica durante reunião em Pequim

Chanceleres dos dois países destacaram a defesa do multilateralismo, o fortalecimento dos BRICS e a ampliação da cooperação econômica e tecnológica
Foto: Chinese Foreign Ministry

Ministros das Relações Exteriores do Brasil e China se reuniram em Pequim para fortalecer cooperação bilateral e multilateral.
Comércio entre Brasil e China atingiu US$ 170,9 bi em 2025, com saldo favorável de US$ 29 bi para o Brasil.
Países focam em infraestrutura, tecnologia e defesa do multilateralismo antes da cúpula dos BRICS.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Os ministros das Relações Exteriores da China e do Brasil se encontraram em Pequim nesta segunda-feira em uma reunião estratégica, reafirmando o compromisso dos dois países com o fortalecimento da cooperação bilateral, do multilateralismo e da coordenação entre os países do Sul Global.

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O encontro reuniu o chanceler chinês Wang Yi e o ministro brasileiro Mauro Vieira em um momento marcado pelo aumento das tensões comerciais internacionais, pela reorganização das cadeias globais de produção e pela crescente disputa estratégica entre Estados Unidos e China.

Segundo o governo chinês, as relações entre os dois países ganharam dimensão cada vez mais estratégica nos últimos anos, impulsionadas pela aproximação entre os governos de Brasília e Pequim e pelo aprofundamento da cooperação econômica, tecnológica e diplomática.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, as trocas comerciais entre os dois países atingiram US$ 170,9 bilhões em 2025, estabelecendo o décimo recorde anual consecutivo.

A China permanece como principal parceiro comercial do Brasil, absorvendo grandes volumes de exportações de commodities agrícolas e minerais, ao mesmo tempo em que amplia sua presença em setores como infraestrutura, energia, indústria automotiva e tecnologia.

O saldo comercial favorável ao Brasil alcançou aproximadamente US$ 29 bilhões no período.

Cooperação além das commodities

De acordo com o site chines Global Times, os dois governos buscam ampliar a cooperação para áreas de maior valor agregado – embora o comércio continue sendo a base das relações bilaterais

Entre os setores considerados prioritários estão: infraestrutura; manufatura; ciência e tecnologia; semicondutores; telecomunicações; redes 5G e futuras tecnologias 6G; e transição energética.

Especialistas chineses citados pela imprensa local afirmam que o Brasil vê na parceria com a China uma oportunidade para apoiar seu processo de reindustrialização, atraindo investimentos, tecnologia e novos projetos produtivos.

Brasil e China apostam no multilateralismo

Um dos principais temas do encontro foi a defesa do sistema multilateral em um cenário internacional cada vez mais fragmentado.

Durante as conversas, Mauro Vieira reafirmou o compromisso brasileiro com a reforma das instituições internacionais e com o fortalecimento da atuação das Nações Unidas.

Os dois países também destacaram a importância do livre comércio e da cooperação internacional diante do avanço de medidas protecionistas adotadas por diversas economias.

A visita ocorre poucos meses antes da próxima cúpula dos BRICS, aumentando a relevância da coordenação diplomática entre os membros do bloco. Brasil e China são dois dos fundadores da organização e defendem maior participação dos países emergentes nas decisões globais.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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