Entre muros, por Manoel Dias

Foto – National Geographic

Entre muros

por Manoel Dias

O modelo tradicional político inaugurado com a Revolução Francesa está em crise na democracia global e nos sistemas de representação política. O fracasso capitalista de um mundo de exclusão, guerra, e ganância aguçada gerou, em pleno século XXI, uma das piores crises humanitárias com os refugiados e de acúmulo de riquezas em nossa história, aprofundando ainda mais o abismo social do mundo globalizado.

A inesperada eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos traz apreensão e perplexidade. Dias sombrios para o mundo, onde os vínculos civilizatórios agregados em conexões, união, relações, elos, são substituídos por muros, litígios, descortesias e inseguranças.

As ações dos primeiros dias do conservador Donald Trump à frente do governo americano demonstram de forma inquestionável, as intenções de Washington em se fechar numa cortina de insensatez e retrocessos.

Elegendo a China como alvo de uma inflexão e hostilidades na área econômica, ignoram a segunda maior economia do mundo com uma população de 1,383 bilhão de habitantes. O maior mercado consumidor e que se projeta inabalavelmente para assumir a liderança global.

Ironicamente, Xi Jinping defendendo os mercados livre, na contramão do líder do “mundo livre”. O protecionismo e isolamento credenciando assim a grande virada que a China vem se preparando para assumir a dianteira como maior potência econômica do planeta.

Conjecturar o mundo hoje sem mensurar a economia chinesa é uma inadvertência grave para os mercados que visem crescimento e investimento.

Este cenário todo gera oportunidades excepcionais para o Brasil na medida em que Donald Trump fecha as portas para o Oriente, onde a economia caminha a passos largos. É nítido que as digitais fragorosas da vitoria chinesa nesta briga de gigantes, onde convida o mundo para caminhar juntos.

O Brasil nesta conjuntura necessita ter um projeto de nação calçado num desenvolvimento em pesquisa e educação projetando nosso país a ser parceiro nesta nova ordem mundial, onde o isolamento e a edificação de muros ruem conforme o avanço dos que querem crescer.

Para isso, precisamos sair de governos ilegítimos, subservientes aos interesses americanos, e investirmos fortemente em educação, pesquisa e tecnologia.

Despirmo-nos do complexo de vira-latas e agirmos como uma nação soberana, buscando as oportunidades que a geopolítica nos oferece.

Manoel Dias – Ex-Ministro do Trabalho, Presidente da FLB-AP, Secretario Geral do PDT

 

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3 comentários

  1. Que texto mal-escrito. Fica

    Que texto mal-escrito. Fica difícil até entender o que, de fato, se quer dizer. 

     

    Não gostei de ler isso no principal canal de informações políticas que restrou no país, o site do GGN.

  2. entre….

    Simples e objetivo. Como nunca é no Brasil. Mas como, apesar de óbvio, vencer nossas Gestapos ideológicas? Diferentemente da China, nosso país já é fonte natural de riqueza. Não precisa nem ser descoberta ou desenvolvida. Na realidade só precisa ser usufluida. Nem disto temos capacidade. É muita limitação. Águas, território, terras férteis, ouro, sol, petroleo, minerais, pedras preciosas, litoral, fronteiras pacificas…Acorda, Gigante Adormecido !!!  

  3. No meu entendimento a

    No meu entendimento a mensagem é muito clara e direta: não há como almejar ingressar no Clube das Nações desenvolvidas sem um projeto de Nação em que o País cria soluções próprias para seus problemas e desafios (se ficássemos aguardando o desenvolvimento de cultivares e grãos apropriados para os solos e condições de insolação que vigoram aqui estaríamos até hoje lamentando termos uma imensa área denominada cerrado e pequenas áreas de terras mais assemelhadas aos solos de pradaria, dos pampas, etc; ou se fossêmos esperar que as Petrolíferas que sempre investiram em explorar petróleo quase na superfície ou no máximo em profundidades inferiores a 500 metros estaríamos até agora lendo as ladainhas pagas dos pseudo especialistas afirmando nos  jornais que explorar o pré-sal era inviável ,etc). E para isso tem que no mínimo investir maciçamente em Educação e C&T (como fez a China nas três últimas décadas) mas naturalmente criar condições para criar e expandir seus próprios grupos empresariais (ainda que não crie restrições ao capital estrangeiro que queira vir atuar e de fato somar; mas sem sabotar as iniciativas locais, como é o costume entre os que nos “escolhem”, inclusive por meio de ideologias derrotistas no setor publico, legislativo, etc). Ou alguém acredita que se a China ao invés de criar e dar o apoio possível para Huawei crescer e fosse sonhar em ser um grande competidor em Telecom dependendo de Motorola, Nokia, etc, teria saído do lugar.

    Acha que se pode ficar rico com o chapéu alheio é ideia que so prospera em países da América Latina e África Subsariana .

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