21 de maio de 2026

EUA e Irã suspendem reunião em Genebra sob sombra de ataque militar

Encontro mediado por Omã busca acordo nuclear enquanto Trump avalia ofensiva contra Teerã caso a diplomacia fracasse nesta quinta

▸ Estados Unidos e Irã pausam negociações em Genebra para consultas, com Trump condicionando ataque ao resultado do encontro.

▸ Washington exige fim do enriquecimento de urânio e controle de mísseis; Irã aceita reduzir urânio, mas rejeita discutir defesa.

▸ Omã media negociações; AIEA participa para evitar escalada, enquanto protestos internos pressionam o regime iraniano.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

As delegações de Estados Unidos e Irã interromperam, na manhã desta quinta-feira (26), a terceira rodada de negociações indiretas em Genebra, na Suíça. O hiato, classificado pela agência estatal iraniana Tasnim como um período para “consultas entre as delegações“, ocorre em um momento de asfixia diplomática: o presidente Donald Trump condiciona a decisão sobre um possível ataque militar ao país persa ao desfecho deste encontro.

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O grupo de negociadores americanos, que inclui o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump, foi visto deixando a residência do embaixador de Omã por volta das 9h20 (horário de Brasília). Do lado iraniano, o chanceler Abbas Araqchi lidera as tratativas. A expectativa é que as conversas sejam retomadas ainda nesta tarde, após os representantes avaliarem “ideias criativas” apresentadas na mesa.

O ultimato de Washington

A urgência das reuniões reflete o tom adotado por Trump em seu discurso sobre o Estado da União, na última terça-feira (24). Embora tenha manifestado preferência pela via diplomática, o republicano mobilizou porta-aviões, destróieres e caças para a região, sinalizando que a “paciência” da Casa Branca tem prazo de validade.

Relatórios da imprensa britânica e americana indicam que o Pentágono já desenhou cenários que variam de bombardeios limitados a instalações nucleares até uma campanha ampla para desestabilizar o regime do aiatolá Ali Khamenei.

Contudo, há sinais de resistência interna; o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Daniel Caine, teria alertado sobre o risco de uma guerra generalizada e o desgaste do estoque de munições americano, hoje comprometido pelos conflitos na Ucrânia e em Israel.

Divergências e flexibilidade

O núcleo do impasse reside na natureza do programa nuclear de Teerã. Washington exige a interrupção total do enriquecimento de urânio e a inclusão do controle de mísseis balísticos no tratado.

Já o Irã, sob o governo de Masoud Pezeshkian, aceita reduzir o enriquecimento em troca da suspensão imediata das sanções econômicas, mas recusa-se a discutir sua capacidade de defesa não nuclear.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, reiterou a postura de Teerã contra qualquer incursão estrangeira: “Não existe ataque limitado. Um ato de agressão será considerado um ato de agressão. Ponto final”.

Mediação internacional

O papel de Omã tem sido crucial para manter os canais abertos. O chanceler omani, Badr Albusaidi, afirmou que os negociadores demonstraram uma “abertura sem precedentes“. A presença de Rafael Grossi, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), reforça a tentativa de conferir lastro técnico a um possível pacto que evite a escalada bélica no Oriente Médio.

Enquanto a diplomacia patina em Genebra, o cenário interno no Irã permanece instável, com o registro de novos protestos estudantis reprimidos pelas forças de segurança, somando pressão sobre o regime de Khamenei diante das ameaças externas.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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