
O governo federal oficializou o lançamento do pacote “Brasil Soberano” nesta quarta-feira (13/08), em medida que busca mitigar os impactos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros.
O conjunto de medidas busca proteger o setor exportador diante da sobretaxa unilateral imposta pelos Estados Unidos, além de manter empregos, apoiar a competitividade das empresas brasileiras no comércio exterior, e diversificar mercados.
O pacote tem validade imediata como medida provisória, mas precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional em até 120 dias para se tornar permanente.
A medida provisória apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva possui três eixos de atuação:
- Fortalecimento do setor produtivo: Destinação de R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para concessão de crédito com taxas acessíveis às empresas exportadoras mais afetadas, especialmente as pequenas e médias empresas que dependem do mercado norte-americano. O acesso ao crédito estará condicionado à manutenção do número de empregos. Além disso, houve aporte adicional em fundos garantidores para facilitar maior acesso ao crédito e redução de custos.
- Proteção aos trabalhadores: Medidas para preservar empregos nas empresas afetadas pela sobretaxa, como acompanhamento do impacto nas folhas de pagamento, negociação coletiva para manutenção do emprego e fiscalização para o cumprimento das obrigações trabalhistas. Também inclui mecanismos para situações emergenciais como lay-off e suspensão de contratos, garantindo o mínimo impacto social.
- Diplomacia comercial e multilateralismo: Busca por novos mercados para diversificar as exportações brasileiras e reduzir a dependência dos Estados Unidos. O governo tem intensificado negociações com países como Índia, China, Rússia e outros parceiros globais, além de reafirmar a defesa da soberania nacional contra as sanções dos EUA consideradas injustificadas.

Outras medidas incluem:
- Extensão por um ano do prazo para exportação de mercadorias que tiveram insumos beneficiados pelo regime de drawback. Isso evita multas e juros para as empresas que não conseguirem exportar aos EUA no prazo originalmente previsto, possibilitando exportação para outros destinos.
- Diferimento de tributos federais: Adiamento do pagamento dos tributos federais pelos próximos dois meses para as empresas mais impactadas, garantindo maior fôlego financeiro no curto prazo.
- Modernização e ampliação da garantia à exportação: Ampliação das regras do sistema de garantia à exportação, instrumento que protege os exportadores contra riscos como inadimplência ou cancelamento de contratos. O pacote permite que bancos e seguradoras utilizem essa garantia em mais tipos de operações, além de prever mecanismos de compartilhamento de risco entre governo e setor privado, aumentando o acesso a crédito e reduzindo custos.
- Compras públicas simplificadas: Autoriza União, Estados e Municípios a comprarem produtos afetados pelas sobretaxas para programas de alimentação como merenda escolar e hospitais, por meio de procedimento simplificado, garantindo apoio aos produtores rurais e agroindústrias.
- Aportes adicionais a fundos garantidores: Injeção de recursos nos fundos garantidores para facilitar o acesso ao crédito, com R$ 1,5 bilhão no Fundo Garantidor do Comércio Exterior (FGCE), R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) do BNDES, e R$ 1 bilhão no Fundo de Garantia de Operações (FGO) do Banco do Brasil, focalizando especialmente pequenas e médias exportadoras.
- Novo Reintegra para empresas afetadas: Aumento do percentual de restituição tributária para empresas exportadoras prejudicadas pelo tarifaço, que reduz custos e aumenta a competitividade no mercado internacional. As novas condições valem até dezembro de 2026, com impacto fiscal estimado em até R$ 5 bilhões.
“Nós não queremos, no primeiro momento, fazer nada que justifique piorar a nossa relação [com os EUA]. Nesse momento, nós estamos tentando aproximar a relação, procurando o nosso parceiro. Eu já falei com a Índia, já falei com a China, já falei com a Rússia, vou falar com a África do Sul, vou falar com a França, falar com a Alemanha, eu vou falar com todo mundo”, pontuou Lula.
“E nós queremos crescer mais, nós queremos vender mais e queremos comprar mais. Nós queremos aprender mais e queremos ensinar mais. É assim que esse país vai se transformar num país grande, é assim que a gente vai tentar procurar as nossas alternativas para que os Estados Unidos aprendam que democracia e respeito comercial e multilateralismo vale para nós e deve valer para eles”, completou.

Rui Ribeiro
13 de agosto de 2025 6:28 pmQuanto maior a arrecadação com tarifas, menores os recursos para os empresários investirem na produção e consequentemente aumentarem e/ou manterem as contratações de mão de obra. Com isso, os empresários repassam aos consumidores parte das tarifas pagas ao governo aos consumido, reduzindo a demanda
Rui Ribeiro
14 de agosto de 2025 8:32 amPelo jeito, os Mamões não estão satisfeitos com o pacote de ajuda do governo. Acho que eles querem sentar no colo de sua Santidade, el Papa. Confira a seguir:
“Governo Lula anuncia plano contra tarifaço dos EUA e prevê R$ 30 bi em crédito a empresas” – (Mercado, 13/8).
“Os países do BRICS negociando tarifas com os EUA, dialogando, mas a solução do governo é fazer empréstimos e arrecadar em cima das empresas”. – Matheus Ferreira
ô, Mateus, o Bananinha Bostonaro já tá negociando… mais sobretarifas para o Brasil, enquanto você não quer tomar empréstimo, quer doação. Você é gulosinho.
“As empresas precisam vender seus produtos e não fazer dívidas”. – Eduardo Freitas
Eduardo, então sugira que as empresas baixem os preços dos seus produtos, reduzindo um pouco as suas margens de lucro. Assim, elas vencerão as suas concorrentes.
Tem muito parasita ingrato chorando de barriga cheia, né, Zeka?
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