30 de junho de 2026

Hackers iranianos miram aviação e setor de petróleo em ofensiva, diz CNN

Grupo ligado ao Irã teria usado falsas ofertas de emprego e softwares para tentar espionar empresas dos EUA, Israel e Emirados Árabes
Foto de Akbar Nemati na Unsplash

Pesquisadores de segurança cibernética afirmam que hackers ligados ao Irã intensificaram ataques de espionagem digital contra empresas dos setores de aviação, petróleo e gás durante a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

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Segundo reportagem da CNN norte-americana, os grupos iranianos utilizaram falsas ofertas de emprego para atrair engenheiros de software e tentar infiltrar códigos maliciosos em sistemas corporativos estratégicos.

A operação foi identificada por especialistas da unidade de inteligência cibernética Unit 42, da empresa norte-americana Palo Alto Networks. De acordo com os pesquisadores, além de companhias aéreas, os alvos incluíam empresas de petróleo e gás nos Estados Unidos, além de organizações em Israel e nos Emirados Árabes Unidos.

Os investigadores afirmam que os hackers se passaram por recrutadores e utilizaram anúncios falsos de vagas de emprego, incluindo supostas oportunidades em companhias aéreas norte-americanas. O esquema também envolvia plataformas de videoconferência infectadas com malware.

Embora a Unit 42 diga não haver evidências de invasões bem-sucedidas às empresas de aviação e energia diretamente visadas, os especialistas acreditam que outros alvos da campanha global possam ter sido comprometidos.

A ofensiva cibernética ocorre em meio ao aumento das tensões militares após ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de fevereiro. Desde então, autoridades norte-americanas vêm alertando para a possibilidade de Teerã ampliar ações assimétricas por meio de operações digitais contra infraestrutura crítica ocidental.

Segundo analistas, uma eventual infiltração em empresas aéreas poderia permitir o monitoramento de voos e deslocamentos no Oriente Médio. Já ataques ao setor de petróleo e gás poderiam oferecer informações estratégicas sobre cadeias de abastecimento e comportamento do mercado energético internacional em meio à volatilidade provocada pela guerra.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. César Rocha

    23 de maio de 2026 10:24 am

    Este texto não condiz com o padrão de jornalismo objetivo do GGN, averso a suposições… A própria “reportagem” da CNN norte-americana, por si só, já é sinal de suspeição. Trata-se de mídia pró Trump e favorável à agressão dos EUA-Israel. A “reportagem” da CNN parece mais “narrativa” no contexto de “guerra hibrida”, que jornalismo com evidências fáticas.

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