Pesquisadores de segurança cibernética afirmam que hackers ligados ao Irã intensificaram ataques de espionagem digital contra empresas dos setores de aviação, petróleo e gás durante a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Segundo reportagem da CNN norte-americana, os grupos iranianos utilizaram falsas ofertas de emprego para atrair engenheiros de software e tentar infiltrar códigos maliciosos em sistemas corporativos estratégicos.
A operação foi identificada por especialistas da unidade de inteligência cibernética Unit 42, da empresa norte-americana Palo Alto Networks. De acordo com os pesquisadores, além de companhias aéreas, os alvos incluíam empresas de petróleo e gás nos Estados Unidos, além de organizações em Israel e nos Emirados Árabes Unidos.
Os investigadores afirmam que os hackers se passaram por recrutadores e utilizaram anúncios falsos de vagas de emprego, incluindo supostas oportunidades em companhias aéreas norte-americanas. O esquema também envolvia plataformas de videoconferência infectadas com malware.
Embora a Unit 42 diga não haver evidências de invasões bem-sucedidas às empresas de aviação e energia diretamente visadas, os especialistas acreditam que outros alvos da campanha global possam ter sido comprometidos.
A ofensiva cibernética ocorre em meio ao aumento das tensões militares após ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de fevereiro. Desde então, autoridades norte-americanas vêm alertando para a possibilidade de Teerã ampliar ações assimétricas por meio de operações digitais contra infraestrutura crítica ocidental.
Segundo analistas, uma eventual infiltração em empresas aéreas poderia permitir o monitoramento de voos e deslocamentos no Oriente Médio. Já ataques ao setor de petróleo e gás poderiam oferecer informações estratégicas sobre cadeias de abastecimento e comportamento do mercado energético internacional em meio à volatilidade provocada pela guerra.
César Rocha
23 de maio de 2026 10:24 amEste texto não condiz com o padrão de jornalismo objetivo do GGN, averso a suposições… A própria “reportagem” da CNN norte-americana, por si só, já é sinal de suspeição. Trata-se de mídia pró Trump e favorável à agressão dos EUA-Israel. A “reportagem” da CNN parece mais “narrativa” no contexto de “guerra hibrida”, que jornalismo com evidências fáticas.