O Irã intensificou sua retórica diplomática e fez um apelo direto a países vizinhos após os ataques militares lançados por Estados Unidos e Israel no sábado, 28 de fevereiro de 2026.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que a agressão não é apenas contra o Irã, mas contra toda a região, e pediu que os governos vizinhos cumpram sua “responsabilidade histórica” diante da crise.
Esse posicionamento se soma às declarações anteriores do governo iraniano sobre sua legítima defesa, em que Teerã definiu qualquer ponto utilizado pelos EUA como plataforma de ataque como um “alvo legítimo”, reforçando sua disposição de responder de forma mais ampla aos adversários.
“Responsabilidade histórica” para contrapor agressão
Em contatos telefônicos com ministros das Relações Exteriores de países do Golfo — incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Bahrein e Iraque — Araghchi pediu que essas nações ajam contra o que chamou de “agressão renovada” de Washington e Tel Aviv. Ele enfatizou que a confrontação militar não é apenas uma questão bilateral, mas um desafio à segurança e estabilidade de toda a região.
O ministro também deixou claro que o Irã continuará a utilizar “todas as suas capacidades defensivas”, com base em seu direito de legítima defesa, para proteger sua soberania e integridade territorial.
Agressão viola princípios da ONU, segundo Teerã
Na mesma linha, representantes iranianos qualificaram os ataques como uma violação flagrante dos princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso da força entre Estados. Essa narrativa fortalece o apelo de Teerã por uma reação diplomática mais ampla, inclusive no âmbito internacional.
Em declarações públicas, o Irã pediu que o United Nations e seu Conselho de Segurança se reúnam com urgência para condenar os ataques como ameaças à paz e segurança globais — refletindo a mesma linha de discursos oficiais que já havia sido destacada em outras declarações do governo.
O que torna esse apelo particularmente relevante é que muitos dos Estados com quem o ministro falou são atualmente aliados estratégicos ou abrigam bases militares dos EUA no Golfo — como Qatar, Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos. A solicitação iraniana implica:
- Que países muçulmanos e governos regionais respondam coletivamente à agressão;
- Que não permitam que seus territórios sejam usados como plataformas de ataque contra Teerã;
- Que ajudem a preservar a estabilidade regional.
O pedido de ação regional segue a linha do posicionamento anterior do Irã, que afirmou que vai atingir “a fonte da agressão” caso suas demandas por legítima defesa e respeito às normas internacionais não sejam atendidas.
Com informações da IRNA – Islamic Republic News Agency
Edivaldo Dias de Oliveira
28 de fevereiro de 2026 1:27 pmAté quando a China terá paciência com com EUA? Desde que assumiu o segundo mandato, o bufão de Mar a Lago não tem feito outra coisa se não provocar países, muitos dos quis parceiros históricos. A China certamente não se inclui nesse rol e por isso mesmo tem sido a mais desafiada.
Primeiro ao obrigar o Panamá a desfazer as parcerias com Hong Kong, para administração dos portos do Canal em claro prejuízo da pais asiático. Depois veio sequestro de Maduro e o controle do petróleo venezuelano que é e continua sendo dos maiores fornecedores da China, que inclusive já paga adiantado por boa parte dele. O fornecimento não foi cortado e o Trump que controla a torneira. Agora outro aliado estratégico da China, tanto como fornecedor de petróleo, como central na estratégia chinesa da rota da seda, o chamado Cinturão e Rota.
A China é famosa pela sua paciência e também resiliência contra os inimigos, mas creio já é chegada a hora dos EUA conhecerem a verdade chinesa, ou então essa nunca chegará.