21 de maio de 2026

Irã e Rússia negociam aceleração de obras em usina nuclear de Bushehr

Teerã busca retorno de técnicos russos da Rosatom em meio a cessar-fogo com EUA e ameaças de taxação no Estreito de Ormuz
Crédito: Divulgação

▸ Irã negocia com Rússia para acelerar expansão da usina nuclear de Bushehr, apesar de cessar-fogo com os EUA.

▸ Rússia mantém cerca de 20 técnicos em Bushehr após retirada de 200 por instabilidade e ataques recentes na região.

▸ Irã planeja tarifas no Estreito de Ormuz, isentando aliados como a Rússia, reforçando cooperação estratégica bilateral.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O embaixador do Irã em Moscou, Kazem Jalali, afirmou nesta sexta-feira (24) que o governo iraniano mantém negociações diretas com a Rússia para acelerar a expansão da usina nuclear de Bushehr. O movimento ocorre em um momento diplomático sensível, marcado por um cessar-fogo de duas semanas entre Teerã e Washington e pela pressão do presidente Donald Trump para que o país persa abandone suas ambições atômicas.

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Em entrevista à agência russa RIA Novosti, Jalali destacou que o objetivo é garantir o retorno célere dos especialistas da Rosatom, a estatal russa de energia nuclear, ao canteiro de obras. “Estamos constantemente em contato e esperamos que sejam criadas condições para que os funcionários da Rosatom possam realizar seu trabalho”, declarou o diplomata.

Esvaziamento e segurança regional

A cooperação técnica enfrentou reveses recentes devido à instabilidade militar na região. Após bombardeios em áreas periféricas ao complexo de Bushehr, atribuídos por Teerã a Israel e aos Estados Unidos, a Rússia coordenou a retirada de quase 200 trabalhadores.

Atualmente, o contingente russo no local é mínimo. Segundo o cônsul-geral da Rússia em Isfahan, Andrey Zhiltsov, apenas cerca de 20 técnicos permanecem na usina para supervisionar equipamentos e garantir a manutenção básica da infraestrutura. A retomada plena das atividades depende, segundo a Rosatom, do restabelecimento da estabilidade regional.

O histórico de ataques preocupa a comunidade internacional. Em junho de 2025, a usina foi alvo de um ataque direto que, embora não tenha resultado em vazamento radiológico, foi classificado como um risco de “catástrofe nuclear” por Rafael Grossi, diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Alianças estratégicas e o Estreito de Ormuz

Além do setor energético, a proximidade entre Moscou e Teerã deve se refletir em benefícios logísticos. O embaixador Jalali sinalizou que o Irã estuda a implementação de tarifas para embarcações que atravessam o Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais vitais do mundo.

Contudo, países considerados aliados não seriam afetados pela medida. O Ministério das Relações Exteriores iraniano já trabalha em um arcabouço jurídico para garantir isenções a “países amigos“, com a Rússia figurando no topo dessa lista de exceções.

O peso de Bushehr

Localizada no sul do Irã, Bushehr é o pilar central do programa nuclear civil do país. O projeto de expansão das novas unidades visa reduzir a dependência interna de combustíveis fósseis e consolidar a soberania tecnológica de Teerã. P

ara o governo iraniano, a conclusão das obras é inegociável, apesar das exigências de desarmamento vindas da Casa Branca como condição para o fim definitivo das sanções econômicas e das hostilidades.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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