A expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia está provocando um deslocamento em massa de palestinos e pode configurar uma política sistemática de expulsão, segundo novo relatório das Nações Unidas.
O documento, divulgado pelo escritório de direitos humanos da ONU, aponta que mais de 36 mil palestinos foram deslocados na região no período recente analisado — um dos maiores movimentos forçados de população no território em décadas.
De acordo com o relatório, a intensificação da construção de assentamentos, somada ao aumento da violência de colonos israelenses, tem levado ao esvaziamento de comunidades inteiras.
Os dados mostram:
- crescimento acelerado de assentamentos e novas moradias
- aumento expressivo de ataques de colonos contra palestinos
- destruição de casas e infraestrutura
- restrições severas de acesso a água, terras e serviços básicos
Além disso, a ONU aponta que muitos desses episódios ocorrem com apoio direto ou indireto das autoridades israelenses ou sem intervenção suficiente para contê-los.
O relatório levanta um dos alertas mais graves: o padrão de deslocamento forçado, combinado com outras políticas, pode configurar limpeza étnica.
Segundo o alto comissário de direitos humanos da ONU, as ações observadas indicam uma tentativa de alterar permanentemente a composição demográfica do território.
Especialistas também destacam que a transferência forçada de população em territórios ocupados pode ser considerada crime de guerra pelo direito internacional.
Escalada recente
O avanço dos assentamentos tem se intensificado nos últimos anos:
- dezenas de milhares de novas unidades habitacionais aprovadas
- recorde na criação de novos assentamentos
- políticas de expropriação de terras ampliadas
A ONU e organismos internacionais afirmam que essas ações contribuem para uma anexação gradual da Cisjordânia, considerada ilegal pelo direito internacional.
O governo israelense contesta as acusações e afirma que suas ações são motivadas por razões de segurança e por vínculos históricos com o território.
Autoridades israelenses também criticam os relatórios da ONU, alegando viés e falta de consideração sobre ataques contra cidadãos israelenses.
Impacto político
A escalada na Cisjordânia ocorre em paralelo a outros conflitos na região e aumenta a pressão internacional sobre Israel.
Para analistas, o avanço dos assentamentos:
- dificulta a criação de um Estado palestino viável
- compromete negociações de paz
- amplia o risco de novos ciclos de violência
A ONU defende a interrupção imediata da expansão e a reversão das medidas que levaram ao deslocamento das populações.
Rui Ribeiro
20 de março de 2026 8:12 amO $ionismo está agredindo o Irã porque o Irã se opõe a essa expropriação dos pobres por colonos U$raelenses.