21 de maio de 2026

Polícia britânica prende Andrew em investigação sobre caso Epstein

Ex-príncipe Andrew é detido em Norfolk; polícia investiga envio de relatórios confidenciais a Jeffrey Epstein
Fotos nos arquivos de Epstein mostram ex-príncipe Andrew de quatro sobre uma mulher. | Foto: Divulgação/ Departamento de Justiça dos EUA

▸ Andrew Mountbatten-Windsor foi preso em Sandringham sob suspeita de má conduta em cargo público entre 2001 e 2011.

▸ Investigação apura vazamento de dados confidenciais a Jeffrey Epstein, com cooperação entre Reino Unido e EUA.

▸ Rei Charles III manifestou preocupação e reforçou que o processo legal seguirá seu curso adequado.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A polícia britânica prendeu na manhã desta quinta-feira (19) Andrew Mountbatten-Windsor, ex-príncipe e irmão do rei Charles III, em uma operação que representa o desdobramento mais severo já registrado das investigações que o ligam ao financista Jeffrey Epstein, morto em 2019. A detenção ocorreu na propriedade de Sandringham, em Norfolk, e coincidiu com o aniversário de 66 anos de Andrew.

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A operação incluiu mandados de busca em endereços nos condados de Norfolk e Berkshire. Segundo a Polícia do Vale do Tâmisa, a prisão foi efetuada sob suspeita de “má conduta no exercício de funções oficiais” (misconduct in public office), crime considerado grave no sistema jurídico britânico e que pode resultar em pena de prisão perpétua.

O foco da investigação recai sobre o período em que Andrew atuou como enviado comercial especial do Reino Unido, entre 2001 e 2011, quando mantinha interlocução direta com autoridades e empresas estrangeiras em nome do governo britânico.

Suspeita de vazamento de dados

A investigação formal foi aberta há dez dias e apura se Andrew utilizou sua posição diplomática para compartilhar informações governamentais sensíveis com Epstein. Documentos e e-mails recentes, revelados após a abertura de arquivos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, indicam que o ex-príncipe teria enviado relatórios confidenciais sobre missões comerciais no Vietnã, China e Singapura ao financista poucos minutos após recebê-los de seus assessores.

O chefe assistente de polícia Oliver Wright afirmou que a detenção ocorreu “após uma avaliação minuciosa“. Segundo ele, “é importante que protejamos a integridade e a objetividade de nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar essa suposta infração“.

As autoridades britânicas também confirmaram cooperação com órgãos norte-americanos, dada a origem de parte das provas e o histórico transnacional das relações entre Andrew e Epstein.

Reação do Palácio

O rei Charles III, que já havia retirado do irmão os títulos militares e o tratamento de “Sua Alteza Real” em meio a escândalos anteriores, manifestou-se por meio de nota oficial. O monarca afirmou ter recebido a notícia com “profunda preocupação” e reforçou o distanciamento institucional da Coroa diante do caso.

Recebi com profunda preocupação as notícias sobre Andrew Mountbatten-Windsor e a suspeita de má conduta em cargo público. O que se segue agora é o processo completo, justo e adequado pelo qual esta questão será investigada da forma apropriada e pelas autoridades competentes… Deixe-me ser claro: a lei deve seguir o seu curso“, declarou Charles III.

A manifestação foi interpretada como tentativa de preservar a instituição monárquica, que busca há anos se desvincular das controvérsias envolvendo Andrew.

Histórico de escândalos

A trajetória pública do ex-príncipe é marcada por controvérsias desde 2010, quando ele foi fotografado ao lado de Epstein em Nova York após a primeira condenação do bilionário por crimes sexuais. O caso ganhou dimensão internacional com as denúncias de Virginia Giuffre, que afirmou ter sido traficada por Epstein para manter relações sexuais com o então príncipe quando tinha 17 anos.

Embora Andrew tenha firmado um acordo financeiro milionário com Giuffre em 2022 para encerrar um processo civil nos Estados Unidos, sem admitir culpa, a pressão sobre sua conduta nunca cessou. A morte de Giuffre em 2025 e a posterior divulgação de novos arquivos digitais de Epstein forneceram material que agora sustenta a ação policial em território britânico.

O ex-príncipe permanece sob custódia. As autoridades alertaram o público e a imprensa para evitar publicações que possam configurar desacato ao tribunal, uma vez que o processo judicial está oficialmente em curso.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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