9 de junho de 2026

Reino Unido sanciona financiadores de colonos israelenses

Medidas adotadas por cinco países atingem organizações acusadas de financiar violência na Cisjordânia; embargo comercial está descartado
Geva Binyamin, assentamento judeu na Cisjordânia. Foto: Wikipedia

O governo do Reino Unido anunciou a imposição de sanções contra um indivíduo e seis organizações por financiar e facilitar o aumento da violência cometida por colonos israelenses na região da Cisjordânia ocupada.

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Segundo documento divulgado pelo The Guardian, o governo britânico diz que as empresas “não devem se envolver em atividades econômicas e financeiras nos assentamentos israelenses”, uma vez que que esses assentamentos são ilegais segundo o direito internacional e que investimentos na região podem resultar em danos reputacionais e disputas relacionadas à propriedade de terras, recursos hídricos e minerais.

Entretanto, a secretária de Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, frustrou parlamentares ao descartar, por enquanto, a adoção de uma proibição total do comércio com assentamentos israelenses considerados ilegais pelo direito internacional. Em vez disso, o governo limitou-se a atualizar suas orientações para empresas britânicas, recomendando que não participem de atividades econômicas ligadas a esses assentamentos.

Tal medida foi considerada insuficiente por mais de 130 parlamentares do Partido Trabalhista britânico, que defende uma proibição completa das relações comerciais com os assentamentos, argumentando que a medida é necessária para cumprir determinações emitidas pela Corte Internacional de Justiça em 2024.

O governo também decidiu não endurecer as regras já existentes sobre a rotulagem de produtos provenientes desses assentamentos. Desde 2005, mercadorias produzidas em assentamentos israelenses não têm acesso aos benefícios tarifários concedidos a produtos importados para o Reino Unido.

Paralelamente, o governo israelense abriu licitações para o projeto E1, que prevê a construção de cerca de 3.500 moradias para colonos. Caso seja implementado, o empreendimento poderá dividir a Cisjordânia em duas áreas separadas, comprometendo a continuidade territorial de um futuro Estado palestino.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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