17 de junho de 2026

Rússia pode sustentar guerra ao longo de 2026, aponta estudo

Relatório do IISS destaca que, apesar das pressões, Moscou mantém capacidade financeira e tecnológica para prolongar conflito na Ucrânia
Foto: RS/Fotos Publicas

Rússia pode manter guerra contra Ucrânia até 2026, apesar de pressões econômicas e de pessoal, diz estudo do IISS.
Gasto militar russo em 2025 foi de US$ 186 bilhões, 7,3% do PIB, superando EUA e Reino Unido, segundo o IISS.
Europa planeja aumentar defesa a 3,5% do PIB até 2035, mas seguirá dependente do apoio militar dos EUA, alerta o IISS.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Rússia possui capacidade de manter a guerra contra a Ucrânia ao longo de 2026, mesmo diante de pressões econômicas e de pessoal que pesam sobre o governo de Vladimir Putin após quatro anos de conflito.

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A afirmação consta de estudo divulgado pelo think tank militar International Institute for Strategic Studies (IISS), que destacou ainda que o gasto militar russo em 2025 atingiu ao menos US$ 186 bilhões, o equivalente a 7,3% do Produto Interno Bruto (PIB) — uma proporção superior aos gastos militares dos Estados Unidos e do Reino Unido.

Reportagem do jornal britânico The Guardian destaca que, embora a economia da Rússia esteja desacelerando, com sinais de queda no crescimento real do PIB, esse quadro se insere num contexto de forte expansão dos gastos militares nos últimos anos, que chegaram a dobrar desde 2021. Isso permite que Moscou continue investindo em equipamentos e efetivos para sustentar operações terrestres e aéreas contra a Ucrânia.

Especialistas do think tank também apontam que a Rússia vem aperfeiçoando suas tecnologias de mísseis e drones, incluindo versões modernizadas de sistemas com alcance de até 2 000 km, o que amplia a ameaça potencial contra alvos na Europa.

O relatório destaca que ataques russos, incluindo drones que penetraram o espaço aéreo da Polônia em 2025, levaram a pedidos por parte de aliados ocidentais por fortalecimento das defesas antimísseis e de sistemas antivôo não tripulados (anti-drone).

Os governos de países europeus membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte e o Canadá prometeram aumentar seus orçamentos de defesa para 3,5% do PIB até 2035, mas o IISS advertiu que isso exigirá compromissos financeiros contínuos e substanciais que podem ser difíceis de manter.

O think tank destaca ainda que a Europa provavelmente permanecerá dependente do apoio militar dos EUA — especialmente em áreas como inteligência, computação avançada e vigilância espacial — “bem dentro da década de 2030”.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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