21 de maio de 2026

“Soa bem para mim”: Trump cogita ação militar contra a Colômbia

Após capturar Maduro, presidente dos EUA sugere ação contra Petro, pressiona México e provoca reação diplomática imediata na região
Donald Trump por Gage Skidmore - Flickr

▸ Trump avalia operação militar na Colômbia após ação dos EUA na Venezuela prender Maduro.

▸ Colômbia rejeita acusações de Trump e repudia ameaça de intervenção militar dos EUA.

▸ Maduro enfrenta tribunal em NY; ONU discute legalidade da ação militar dos EUA.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A ofensiva militar dos Estados Unidos na América Latina entrou em uma nova fase de instabilidade na noite deste domingo (4). A bordo do Air Force One, o presidente Donald Trump declarou que uma operação militar na Colômbia, nos moldes da ação que levou à captura de Nicolás Maduro em Caracas, “soa bem” para ele.

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A afirmação veio horas após o bombardeio norte-americano em território venezuelano que resultou na prisão do ex-líder chavista e sua transferência para uma cela em Nova York, episódio que detonou a maior crise geopolítica da região em décadas.

Questionado sobre a possibilidade de repetir a estratégia contra o governo colombiano, Trump foi direto: “Soa bem para mim.” O republicano ampliou a retórica e acusou, sem apresentar provas, o presidente Gustavo Petro de conivência com o narcotráfico.

“A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos. Ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, disparou.

Pressão se espalha pela região

A mira de Washington não se restringe à Colômbia. Trump incluiu o México no mesmo pacote de advertências, mesmo sob a nova gestão de Claudia Sheinbaum. “Temos que fazer alguma coisa em relação ao México. O país precisa se organizar”, afirmou.

Sobre Cuba, o tom foi de sentença: “Cuba está prestes a ser nocauteada”, declarou, sugerindo que uma intervenção direta pode sequer ser necessária diante de um suposto colapso interno iminente.

Bogotá reage

A resposta colombiana foi imediata. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores classificou as declarações como uma “interferência inaceitável” e uma violação dos princípios da Carta das Nações Unidas. A chancelaria reafirmou a legitimidade do governo Petro e rejeitou qualquer uso da força como instrumento de política externa.

Nesta segunda-feira (5), o próprio Gustavo Petro rompeu o silêncio após analisar as traduções das falas de Trump. Em suas redes sociais, negou envolvimento com o narcotráfico e afirmou ter determinado “a maior apreensão de cocaína da história mundial”.

O presidente colombiano também reagiu à hipótese de sofrer uma captura nos moldes de Maduro: “Se prenderem o presidente, a quem grande parte do meu povo ama e respeita, libertarão a onça-pintada do povo”, escreveu, em tom de alerta sobre uma mobilização popular em massa caso a soberania do país seja violada.

Venezuela sob “quarentena” e Maduro diante da Justiça

Enquanto Trump afirma que os Estados Unidos estão “no comando” da Venezuela, a diplomacia tenta conter a escalada. O secretário de Estado, Marco Rubio, explicou que a expressão se refere a uma “quarentena do petróleo”, com bloqueio de navios-tanque para estrangular economicamente o regime e forçar mudanças políticas.

Em Caracas, o vácuo de poder deixado por Maduro foi preenchido interinamente pela vice-presidente Delcy Rodríguez. Seu mandato de 90 dias foi ratificado pelo Tribunal Supremo de Justiça e pelas Forças Armadas para garantir a “continuidade administrativa”.

Já Nicolás Maduro, fichado pela agência antidrogas norte-americana (DEA) ainda na noite de sábado (3), comparece nesta segunda-feira, às 14h (horário de Brasília), a um tribunal federal em Manhattan. Ele e sua esposa, Cilia Flores, enfrentarão o juiz Alvin K. Hellerstein sob acusações de narcotráfico.

Paralelamente, o Conselho de Segurança da ONU se reúne em caráter de urgência para discutir a legalidade da incursão militar dos Estados Unidos e a captura do líder venezuelano.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

7 Comentários
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  1. Carlos

    5 de janeiro de 2026 10:31 am

    Como não há reação mundial o débil mental fará o que der na telha.

  2. Rui Ribeiro

    5 de janeiro de 2026 11:07 am

    Se ninguém reage à altura, ele vai seguir agredindo. Às vezes, por falta de um grito se perde uma boiada.

    Força bruta é deposta com força bruta.

  3. John Nada

    5 de janeiro de 2026 11:39 am

    Errado: “ Após capturar Maduro”
    Correto: Após sequestrar Maduro”

  4. Carlos

    5 de janeiro de 2026 11:45 am

    Depois da pilhagem na Venezuela, o débil mental começa a cogitar seus novos atos de pirataria. Colômbia, México, Groenlândia já mencionados pelo pirata não irão escapar do butim pretendido pelos eua, sendo que a Groenlândia já foi encoberta por bandeira americana em post recente de uma esposa de alguém da turma de lá.
    O Brasil, cujo povo ja entendeu que a oferta de presidenciaveis opositores a Lula é composta por incompetentes e escroques e deverá votar em Lula, fique ciente que já estamos caminhando para integrar o rol dos países ameaçados.
    Onde a direita beija bunda não ganhar, o louco vai pilhar

  5. John Nada

    5 de janeiro de 2026 1:01 pm

    No plano cognitivo, trata-se de mais um teste extremo: verificar até onde um evento extraordinario possa ser absorvido, normalizado através da linguagem.

    Maduro não foi CAPTURADO.
    O casal Maduro foi SEQUESTRADO.

  6. Fábio de Oliveira Ribeiro

    5 de janeiro de 2026 6:09 pm

    O “white ass apes emperor” Donald Trump convocou suas legiões infernais de assassinos para invadir a Colômbia, Islândia, Groelândia e a Disneylandia. Sim. A Disneylandia será invadida porque um filme anti-Trumpista está sendo rodado e isso é inadmissível.

  7. Rui Ribeiro

    6 de janeiro de 2026 10:38 am

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