A Guarda Revolucionária do Irã afirmou, nesta segunda-feira (2), ter disparado uma salva de mísseis contra alvos estratégicos em Israel, incluindo o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em Tel Aviv, e o quartel-general do comando da Força Aérea israelense.
De acordo com o comunicado oficial divulgado pela agência de notícias Fars, o ataque foi realizado com mísseis Kheibar, armamento de longo alcance capaz de atingir alvos a 2.000 km. “O gabinete do primeiro-ministro criminoso do regime sionista e a sede do comandante da força aérea do regime foram atacados”, declarou o exército de Teerã.
Retaliação e escalada militar
A ofensiva é apresentada pelo Irã como uma resposta direta aos bombardeios realizados no último sábado (28), que resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei. Além de Tel Aviv, a força de elite iraniana relatou ataques a complexos de segurança em Haifa e Jerusalém Oriental, no que classificou como a “10ª onda” de bombardeios.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram a detecção dos projéteis. “Há pouco tempo, as IDF identificaram mísseis lançados do Irã em direção ao território do Estado de Israel. Os sistemas de defesa estão operando para interceptar a ameaça”, informaram os militares em nota.
Apesar do impacto simbólico do alvo, as autoridades israelenses afirmam que não houve registro de feridos até o momento.
Incerteza política e diplomática
O estado de saúde de Benjamin Netanyahu tornou-se alvo de especulações na mídia estatal iraniana, que descreveu o destino do premiê como “envolto em incerteza”. Contudo, não há evidências ou confirmações independentes que apontem para danos físicos ao líder israelense.
No campo diplomático, as portas para uma resolução negociada parecem se fechar. Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional de Teerã, utilizou as redes sociais para desmentir declarações de Donald Trump sobre possíveis diálogos. Larijani foi enfático ao afirmar que o Irã “não negociará com os Estados Unidos”.
Impacto regional e balanço de vítimas
A crise atual já deixa um rastro de destruição em múltiplos países:
- Irã: Pelo menos 555 mortos em decorrência da campanha militar conjunta entre EUA e Israel.
- Israel: Nove mortos registrados após as retaliações iranianas.
- Países do Golfo: Cinco vítimas fatais em nações que abrigam bases americanas (Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Bahrein).
Enquanto as sirenes de alerta continuam a soar em Jerusalém, Israel intensifica operações paralelas contra o Hezbollah no Líbano, ampliando a frente de combate na região.
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