O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escalou drasticamente as tensões com o Irã neste sábado (21), ameaçando destruir usinas de energia iranianas caso Teerã não reabra completamente o Estreito de Ormuz no prazo de dois dias.
O ultimato foi publicado em rede social e chegou em meio a um dos dias mais violentos do conflito regional, marcado por intensos ataques iranianos contra o território israelense.
Em sua publicação, Trump foi direto: caso o Irã não libere integralmente a passagem pelo Estreito, sem ameaças de qualquer natureza, os Estados Unidos atacarão e destruirão diversas usinas de energia do país, com prioridade para a maior delas.
“Se o Irã não ABRIR COMPLETAMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América irão atacar e obliterar várias de suas USINAS DE ENERGIA, COMEÇANDO PELA MAIOR DELAS! Obrigado pela atenção a este assunto. Presidente DONALD J. TRUMP”.
As Forças Armadas iranianas não demoraram a reagir. Segundo veículos de mídia do país citados pela agência Reuters, Teerã avisou que qualquer ataque à sua infraestrutura energética resultará em ação direta de retaliação, e que todas as instalações de energia americanas na região se tornarão alvos.
Mísseis de longo alcance e feridos em Israel
Autoridades israelenses informaram que o Irã disparou mísseis de longo alcance pela primeira vez no conflito, ampliando o alcance potencial dos ataques para além do Oriente Médio.
Um bombardeio iraniano deixou ao menos cem pessoas feridas em solo israelense. O ataque ocorreu próximo a uma instalação nuclear do país, elevando preocupações sobre os objetivos estratégicos das operações iranianas.
*Com informações do g1.
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Fábio de Oliveira Ribeiro
22 de março de 2026 10:22 amDonald Trump não entendeu ou simplesmente não quer entender a verdadeira natureza desse conflito.
Para os iranianos, a vitória é continuar lutando com os meios que têm à sua disposição. Eles não vão se render, nem tampouco se dar por derrotados. Para Trump a vitória é a submissão dos iranianos ou a destruição total do Irã.
Até a presente data, a única coisa que se tornou realidade foi a destruição das bases norte-americanas no Oriente Médio. Estoques de petróleo e instalações de refino foram destruídas. O Estreito de Ormuz continua fechado. A superioridade militar dos EUA só conseguiu se traduzir numa derrota estragética que a Casa Branca se recusa a admitir. E os iranianos continuam lutando. Para cada ataque da USAF contra alvos no Irã, os iranianos atacam alvos na região: instalações nucleares iranianas foram bombardeadas, a de Israel também foi. Novos ataques contra o Irã resultarão na destruição de usinas desanilização de água na Arábia Saudita. E assim por diante…
A vitória que Donald Trump quer ele não conseguirá. A derrota que os iranianos não querem deixará de ocorrer enquanto eles estiverem lutando. Eles não deixarão de lutar. Esse é o ponto. A única coisa que a guerra produzirá com certeza é a destruição da economia mundial, algo que Donald Trump supostamente não quer. Mas talvez ele queira exatamente isso.
A cada dia que passa Tel Aviv fica mais parecida com Gaza. Isso era previsível, porque Israel atacou o Irã e os iranianos tem todo direito de contra-atacar os israelenses. The end. A impunidade militar de Israel acabou e agora aquele país terá que escolher se quer conviver com os vizinhos ou se prefere ser destruído totalmente.
Rui Ribeiro
25 de março de 2026 8:52 amTal qual Dom Pedro I, o Trump quer ganhar no grito. Mas a narrativa dele só convence os ratos que lambem suas botas