20 de junho de 2026

Trump determina retirada dos EUA de mais de 60 organizações internacionais

Segundo a administração, grande parte dessas entidades está ligada à ONU e atua em áreas como mudanças climáticas, relações trabalhistas e outras pautas woke
Flickr – White House

Donald Trump assinou proclamação para saída dos EUA de 60 organizações internacionais, incluindo 31 ligadas à ONU.
Governo dos EUA acusa entidades de agirem contra interesses nacionais, principalmente em clima e agendas “woke”.
Medida reforça política restritiva de Trump, afetando financiamento e participação americana em organismos multilaterais.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (7) uma proclamação que determina a saída do país de mais de 60 organizações internacionais, incluindo 31 entidades vinculadas às Nações Unidas. A Casa Branca não divulgou, até o momento, a lista completa dos organismos atingidos pela decisão.

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Em comunicado, o governo americano afirmou que as organizações das quais os EUA estão se retirando “operam contrariamente aos interesses nacionais” do país. Segundo a administração Trump, grande parte dessas entidades está ligada à ONU e atua em áreas como mudanças climáticas, relações trabalhistas e outras pautas classificadas pelo governo como associadas a agendas de diversidade e iniciativas chamadas de “woke”.

A medida aprofunda a postura crítica do republicano em relação ao multilateralismo. Desde o início do novo mandato, Trump tem adotado uma política mais restritiva em relação ao financiamento e à participação dos EUA em organismos internacionais, priorizando apenas aqueles que considera alinhados à sua agenda.

O governo americano já havia suspendido o apoio ou a participação em instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Agência da ONU para Refugiados da Palestina (UNRWA), o Conselho de Direitos Humanos da ONU e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Além disso, passou a selecionar quais contribuições financeiras à ONU continuarão sendo feitas.

Para especialistas, a decisão consolida uma estratégia de pressão sobre o sistema multilateral. “O que estamos vendo é a cristalização da abordagem dos EUA ao multilateralismo, que é ‘ou do meu jeito ou nada feito’”, avaliou Daniel Forti, analista sênior da ONU no International Crisis Group. Segundo ele, trata-se de uma visão que condiciona a cooperação internacional aos interesses definidos por Washington.

A mudança representa uma ruptura em relação à postura adotada por administrações anteriores, tanto democratas quanto republicanas, e tem provocado impactos diretos na estrutura da ONU. A organização, que já passava por um processo interno de reestruturação, foi forçada a promover cortes de pessoal e de programas.

Organizações não governamentais independentes, inclusive algumas que atuam em parceria com a ONU, também relataram o encerramento de projetos após o governo Trump reduzir drasticamente a ajuda externa americana. No ano passado, o presidente determinou o fechamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), principal instrumento de assistência humanitária do país.

Precedentes no primeiro mandato

Não é a primeira vez que Trump adota esse tipo de postura. Durante seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021, ele já havia retirado os Estados Unidos de diversos fóruns e instituições multilaterais.

Em julho de 2020, em meio à pandemia de Covid-19, Trump anunciou a saída do país da Organização Mundial da Saúde, acusando a entidade de ter sido influenciada pela China e de ter fornecido orientações equivocadas sobre o novo coronavírus. A retirada formal foi concluída no ano seguinte.

Na ocasião, o então presidente afirmou que “o mundo está sofrendo como resultado dos malfeitos do governo chinês”, argumento que voltou a ser citado por aliados de Trump para justificar a atual política de afastamento de organismos internacionais.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Marcio

    7 de janeiro de 2026 9:09 pm

    Não seria recomendável o fechamento da sede da ONU nos EUA, e achar outra praça mais aprazível?

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