21 de maio de 2026

Trump fala com Putin por telefone antes de reunião com Zelensky

Presidente americano diz que negociações estão na fase final, mas evita estipular prazos para um acordo de paz definitivo
Reprodução

▸ Trump falou por 1h15 com Putin antes de receber Zelensky em Mar-a-Lago para discutir plano de paz.

▸ Rússia e EUA concordam em buscar acordo completo, com grupos para tratar territórios e reconstrução.

▸ Maior impasse é controle de Donbas; Zelensky rejeita policiamento russo em zona desmilitarizada.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou por telefone com o líder russo, Vladimir Putin, horas antes de receber o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, neste domingo (28). O diálogo com o Kremlin, que durou uma hora e 15 minutos, serviu para alinhar termos de negociação antes do encontro presencial no resort de Mar-a-Lago, em Palm Beach.

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Acabei de ter uma ligação boa e muito produtiva com o presidente Putin da Rússia antes da minha reunião com o presidente Zelensky da Ucrânia”, escreveu Trump em sua rede social, Truth Social. A informação foi confirmada pelo enviado do Kremlin, Kirill Dmitriev.

Ao lado de Zelensky, em pronunciamento à imprensa antes do início da reunião bilateral, Trump adotou um tom de cautela otimista. “Estamos nas etapas finais das conversas“, afirmou o republicano.

Questionado sobre o cronograma para o fim das hostilidades, ele evitou ultimatos: “Mas eu não tenho prazos finais“.

A estratégia russa e a “paz completa”

O conteúdo da conversa entre Trump e Putin sinaliza uma convergência em torno de um acordo definitivo, em detrimento de cessar-fogos temporários. Segundo o assessor presidencial russo Iuri Uchakov, um dos principais negociadores de Moscou, Trump concorda com a visão de Putin sobre a necessidade de um “acordo completo“, rejeitando uma trégua que servisse apenas para adiar discussões sobre a soberania de territórios ocupados.

O Kremlin sugeriu a criação de dois grupos de trabalho distintos para dar vazão à complexidade do conflito: um focado estritamente na questão territorial e outro dedicado à reconstrução econômica e parcerias comerciais.

Atualmente, a mesa de negociações abriga um plano de paz de 20 pontos revisado por Kiev. O documento é uma contraproposta ao projeto original de 28 itens elaborado por Washington em coordenação com Moscou. Enquanto a versão inicial era vista como excessivamente favorável à Rússia, o texto atual reflete demandas de segurança ucranianas que o Kremlin já sinalizou não aceitar integralmente.

O tabuleiro de Donbas e as zonas desmilitarizadas

O maior entrave permanece sendo o controle do Donbas, região que Putin anexou formalmente em 2022. O líder russo exige a totalidade de Donetsk e Lugansk. Atualmente, a Rússia controla 100% de Lugansk e cerca de 80% de Donetsk. Já nas regiões de Zaporíjia e Kherson, onde as tropas russas ocupam cerca de 75% da área, Putin indicou a Trump, em agosto, que aceitaria manter os territórios já conquistados, abrindo mão do restante das províncias.

Um ponto crítico é a proposta americana de desmilitarizar a porção de Donetsk ainda sob controle ucraniano. Moscou afirma aceitar o plano, sob a condição de que suas próprias forças façam o policiamento da zona, termo que Zelensky rejeita categoricamente.

Tensão no front e pressão diplomática

Zelensky chegou a Miami acompanhado pela embaixadora Olha Stefanishyna, sob a pressão de uma nova escalada russa. Na madrugada anterior ao encontro, ataques aéreos intensos atingiram a infraestrutura de Kiev e de cidades no sul, como Odessa e Mykolaiv.

Além das fronteiras, o líder ucraniano busca resolver o impasse sobre a usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, e garantir que qualquer recuo militar seja acompanhado de garantias de segurança que impeçam uma nova ofensiva russa no futuro.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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