O presidente da China, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciaram uma nova diretriz para as relações bilaterais entre os dois países, baseada no conceito de “estabilidade estratégica construtiva”.
O entendimento foi firmado durante reunião oficial realizada no Grande Palácio do Povo, em Pequim, em meio à tentativa de reduzir tensões comerciais e geopolíticas entre as duas maiores economias do planeta.
Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, Xi afirmou que a nova orientação deverá servir de guia para as relações sino-americanas “pelos próximos três anos e além”, estabelecendo uma relação baseada em cooperação, competição moderada, diferenças administráveis e compromisso com a paz.
O presidente chinês definiu o conceito como uma estabilidade positiva sustentada pela cooperação, uma competição dentro de limites considerados saudáveis e uma convivência capaz de evitar conflitos diretos entre as potências.
Durante o encontro, Xi ressaltou que China e Estados Unidos precisam responder conjuntamente aos desafios globais, incluindo segurança internacional, governança econômica, mudanças geopolíticas e crises regionais.
Trump, por sua vez, afirmou que pretende fortalecer a comunicação entre os dois governos e ampliar a cooperação bilateral. O presidente americano chamou Xi de “grande líder” e classificou a China como um “grande país”, afirmando que os dois governos podem realizar “coisas importantes para o mundo”.
Os dois líderes também discutiram temas internacionais como a guerra no Oriente Médio, a crise na Ucrânia e a situação da Península Coreana. Ambos concordaram em apoiar mutuamente a realização das próximas cúpulas da APEC e do G20.
O encontro ocorre em um momento de reaproximação diplomática após anos marcados por disputas tarifárias, restrições tecnológicas e tensões envolvendo Taiwan, comércio internacional e influência global.
A visita de Trump à China — a primeira de um presidente americano ao país em nove anos — foi acompanhada por uma delegação de empresários e executivos de grandes empresas dos Estados Unidos, incluindo representantes do setor tecnológico e financeiro.
O governo chinês afirmou ainda que pretende ampliar a abertura econômica e aprofundar parcerias com empresas americanas. Nos últimos dias, negociações comerciais entre representantes dos dois países registraram avanços classificados por Pequim como “positivos e equilibrados”.
Apesar do tom conciliador, Xi reforçou que a questão de Taiwan segue sendo o tema mais sensível da relação bilateral. O líder chinês alertou que qualquer mudança na condução desse tema pode comprometer a estabilidade entre as duas potências.
Após a reunião oficial, Xi e Trump visitaram juntos o Templo do Céu, um dos principais símbolos históricos de Pequim e patrimônio mundial da UNESCO. A visita foi interpretada pela imprensa chinesa como um gesto simbólico de aproximação diplomática em um momento de reorganização da ordem internacional.
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