Compra com Microsoft pode representar fim da política do Software Livre

Jornal GGN – Os órgãos que fazem parte do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (SISP) deverão apresentar, até o dia 11 de novembro, uma manifestação de interesse na compra de soluções da Microsoft, incluem o pacote Office, o Windows Professional, Windows Server, entre outros.

De acordo com reportagem do site Convergência Digital, esta é a primeira vez, após as gestões do PT, que o governo federal compra sistemas proprietários da Microsoft e de maneira tão abrangente.

Essa compra pode representar o fim na política de Software Livre, que poderia incentivar o desenvolvimento de produtos locais e também ser financeiramente benéfica para os cofres públicos.

Em evento realizado na semana passada, John ‘Maddog’ Hall, diretor-executivo da Linux Internacional Foundation, afirmou que o país gasta mais de R$ 3,7 bilhões para pagar licenças de softwares desenvolvidos em outras nações.
 
Uma auditoria da Controladoria Geral da União aponta que o Portal do Software Público (PSP) poderia economizar R$ 600 milhões em programas de computador para o país. Porém, isso não ocorre devido a falhas de implementação, de atualização e até mesmo do pouco conhecimento sobre a ferramenta.

Ainda de acordo com o Convergência Digital, a intenção de compra ainda não era de conhecimento público e ocorre pouco depois de um evento da Microsoft com membros do governo, como o ministro da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).

Na ocasião, a Microsoft anunciou a criação, em Brasília, de seu Centro de Transparência, com o objetivo de segurança cibernética e a troca de informações com governos da América Latina sobre a ataques virtuais.

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