Os detalhes da quadrilha que beneficiava construtoras na prefeitura de SP

Sugerido por Webster Franklin

Correio do Brasil
 
 
Por Redação, com agências – de São Paulo  
 
Uma investigação da Controladoria Geral do Município, criada pelo prefeito Fernando Haddad, resultou na prisão nesta quarta-feira, de quatro ex-altos funcionários da gestão de Gilberto Kassab entre os anos de 2006 e 2012. A operação, chamada de a Operação Necator, foi realizada em conjunto entre Ministério Público Estadual e a CGM (Controladoria Geral do Município), órgão criado por Haddad.
 
O ex-subsecretário da Receita Municipal e ex-diretor de Arrecadação são acusados de liderar uma quadrilha que abatia irregularmente ISS para grandes construtoras, que  pertenceram à equipe do então secretário de Finanças Mauro Ricardo, oriundo da gestão de José Serra, com dívidas de R$ 480 mil eram resolvidas por R$ 12 mil. Centenas de imóveis, carros de luxo e até lotéricas foram comprados com verba desviada.
 
A operação “acerto de contas” descobriu que escritório da quadrilha era chamado de “ninho” e  ficava a 300 metros da sede da Prefeitura.  O ex-prefeito Gilberto Kassabdeclarou: “Não foram indicados por mim”.

 
“Descobrimos outros Arefs”, exclamou um secretário municipal diante da prisão, na manhã desta quarta-feira 30, de quatro ex-altos funcionários da Prefeitura de São Paulo.
 
Ligados à Secretária de Finanças na gestão do prefeito Gilberto Kassab e do secretário Mauro Ricardo, oriundo da equipe do prefeito anterior José Serra, os quatro presos são acusados de fazer parte de uma quadrilha que pode ter desviado mais de R$ 500 milhões dos cofres municipais por meio do abatimento de irregular de dívidas de ISS – Imposto Sobre Serviço, o principal tributo do município.
 
Segundo investigação com origem em março na Controladoria Geral do Município, criada pelo atual prefeito Fernando Haddad, o grupo concedia “habite-se” para grandes construtoras de imóveis por meio de recebimentos pessoais por fora dos meios normais. Num dos casos apurados, uma construtora com dívida de R$ 480 mil de ISS conseguiu liberar a construção e entrega de um prédio recolhendo apenas R$ 12 mil aos cofres públicos.
 
Entre os presos na operação “Acerto de Contas” estão o ex-subsecretário da Receita Municipal Ronilson Bezerra Rodrigues e o ex-diretor de arrecadação do orgão Eduardo Barcelos. Ambos eram do primeiro escalão da Secretaria de Finanças, comandada por Mauro Ricardo. O secretário foi homem de confiança na Prefeitura paulistana do ex-prefeito José Serra e permaneceu no cargo na gestão de Gilberto Kassab.
 
– Não foram indicados por mim, desviou Kassab ao ser abordado sobre as prisões.
 
A Acerto de Contas apurou que os negócios ilegais sobre as dívidas de ISS eram feitos num escritório apelidado de “ninho”, que ficava a 300 metros da sede da Prefeitura, no centro da capital. Desvios de mais de R$ 500 milhões sobre o principal imposto municipal podem ter sido cometidos. Com o dinheiro obtido, a quadrilha, segundo as investigações, comprou dezenas de imóveis e carros de luxo, além de casas lotéricas. As propriedades foram legalizadas em nomes de terceiros.
 
A comparação com o caso de Hussain Aref Saab, ex-diretor diretor do Departamento de Edificações da Prefeitura, também nas gestões de Kassab e Serra, é quase automática. Aref amealhou mais de uma centena de imóveis em seu nome e no de familiares. Ele é acusado de ter liderado um esquema de corrupção com grandes construtoras para liberar bem mais facilmente a aprovação de edifícios residenciais e comerciais na maior cidade do país.
 
A operação, realizada nas cidades de São Paulo e Santos e no estado de Minas Gerais, mobilizou mais de 50 agentes da Controladoria Geral do Município, do Ministério Público do Estado de São Paulo e das Polícias Civis de São Paulo e de Minas Gerais. Também foi determinado pela Justiça o sequestro dos bens dos envolvidos e das empresas por eles operadas. Além das prisões, foram efetuados procedimentos de busca e apreensão de documentos e valores nas residências dos servidores e de terceiros por eles utilizados, assim como nas sedes de empresas ligadas ao esquema.
 
Estima-se que, em decorrência da ação da organização criminosa presa hoje, somente nos últimos três anos, tenha havido um prejuízo potencial superior a R$ 200 milhões para os cofres do Município de São Paulo, valor que pode chegar a R$ 500 milhões, se considerado todo o tempo em que os operadores do grupo atuaram no esquema desvendado.
 
As investigações tiveram seu início a partir da identificação, pela recém-criada Controladoria Geral do Município, de auditores fiscais que apresentavam fortes indícios de evolução patrimonial incompatível com a respectiva remuneração. Foi detectado que dois desses servidores atuavam em um mesmo setor, responsável pela arrecadação do ISS para fins de emissão do habite-se de empreendimentos imobiliários recém-construídos.
 
Por meio de análise estatística efetuada pelo seu setor de inteligência e de produção de informações estratégicas, a Controladoria constatou que nas obras sob a responsabilidade desses auditores fiscais a arrecadação do ISS era substancialmente menor ao percentual arrecadado pela média dos outros servidores que atuavam na mesma área.
 
De posse de tais dados, foi acionado o Ministério Público do Estado de São Paulo e iniciou-se uma investigação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Carteis e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos – Gedec.
 
No curso das investigações, com as informações decorrentes da quebra dos sigilos bancário e fiscal, dos dados provenientes do sistema de inteligência financeira e das interceptações telefônicas dos investigados, autorizadas pela Justiça, foi possível ratificar, não apenas a hipótese do crime de corrupção, como também toda a cadeia de comando da organização criminosa e a existência de um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro.
 
Do mesmo modo, por meio do exame dos dados oriundos da quebra do sigilo bancário, o Gedec identificou a existência de diversas transferências, em valores vultosos, efetuadas por empresas construtoras e incorporadoras de imóveis na conta corrente de empresas de titularidade de alguns dos auditores fiscais investigados e de seus familiares. Na conta bancária de uma dessas empresas houve depósitos de empresas construtoras que, em somente um mês, totalizaram mais de R$ 1,8 milhões. Outro detalhe que impressiona é que, no mesmo dia ou poucos dias após os depósitos, coincidentemente certificados de quitação do ISS eram emitidos, de modo que os empreendimentos imobiliários administrados pelas mesmas construtoras pudessem obter o “habite-se”.
 
Apenas exemplificando, em 02/12/2010, uma das construtoras/incorporadoras efetuou uma transferência bancária no valor de R$ 407.165,65 para a conta da empesa de um dos fiscais. No dia seguinte, 03/12/2010, a mesma empresa obteve o certificado de quitação do ISS, mediante o recolhimento aos cofres públicos municipais no valor de R$ 12.049,59, quantia cerca de 34 vezes menor que aquela depositado na conta da empresa do servidor.
 
Além disso, testemunhas foram ouvidas e confirmaram a extorsão efetuada e o “modus operandi” da organização criminosa, informando detalhes e o nome de outros possíveis agentes que supostamente também atuavam no esquema.
 
A Controladoria Geral do Município, dando prosseguimento às investigações já em curso, irá instaurar processo disciplinar para apurar as responsabilidades, na esfera administrativa, dos servidores envolvidos. Além disso, também determinará a instituição de uma força-tarefa, com vistas a adoção de medidas para o ressarcimento aos cofres municipais, inclusive, se for o caso, por meio da cobrança junto às empresas que possam haver se beneficiado do esquema.
 
Os servidores também deverão responder pelos crimes de concussão/corrupção passiva, advocacia administrativa, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

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32 comentários

    • O tendencioso e vergonhoso BORIS CASOY

      Ontem, no jornal da noite, essa figura feia e debochada quis associar o escândalo à  Prefeitura de Haddad. Esse post ,deveria ser colocado nas redes sociais, para desmascarar toda essa mídia tendenciosa. Infelizmente eu não sei como fazê-lo. Fiquei indignada! Esse assunto tem que ser vem ventilado para dirimir quaisquer dúvidas! Façamos a guerra da informação!     

    • Perfeito. A vilania é

      Perfeito. A vilania é infinita. Hoje no “Mau-Dia Brasil”, após uma alentada reportagem sobre o escândalo, o não-sei-o-quê Bocagio finaliza dizendo para o Chico(Uai) Pinheiro que se descobre esse escândalo logo agora no aumento do IPTU.

      Tem jeito, não. Eles sempre arranjam uma maneira de exercerem suas taras oposicionistas.

      Ia esquecendo: no mesmo programa outra matéria fazia correlação entre os dez anos do Bolsa-Família e a mobilização social nas favelas do Rio de Janeiro. A crescente e impactante mudança de perfil econômico-social.

      Adivinhem o que veio depois? Um “MAS” no qual se levantava as questões de segurança, saúde, esgotos etc. Ou seja: o o povo melhorou, mas o governo continua ruim.  

  1. O Estadão se supera. Tal

    O Estadão se supera. Tal “manchete” foi imediatamente esclarecida pela PMSP, afirmando “que a demissão do delituoso não se justificaria no momento e sim a sua transferencia e nomeação para não LEVANTAR suspeitas. Muito correto, tal procedimento quando se quer pegar o “larapio” na “boca do Botija”.  São uns enganadores essa mídia paulistana. Agora, se puxar o “fio da meada”, vai aparecer muito mais. Percebam, estamos mencionando valores CINCO vezes maiores que o tal do MENTIRÃO, que causou o maior “frizzon” nesses “coxinhas e coxudas”. 

  2. Até a Folha/UOL………

    EDITORIAIS

    [email protected]

    O trem tucano

    Nas investigações sobre a CPTM, um escândalo engata-se a outro, e a omissão das autoridades paulistas tem garantido a impunidade geral

    Tornam-se cada vez mais comprometedoras as notícias em torno da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e seus contratos milionários. As suspeitas incidem sobre sucessivos governos tucanos no Estado.

    O caso já é antigo, mas foi reavivado recentemente pela empresa alemã Siemens, que, em troca de imunidade nas investigações, levou às autoridades brasileiras documentos que indicam a existência de um cartel no sistema metroferroviário paulista –com a partilha de encomendas e elevação de preço das concorrências.

    Ao menos seis licitações teriam sido fraudadas, segundo documentos internos da Siemens, que apontavam conluios durante as administrações de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra.

    Diante das denúncias, o governador Alckmin não apenas anunciou diligências –que se revelaram bem menos rápidas do que o prometido– mas também acentuou que, até aquele momento, não havia indicações de participação de autoridades públicas no esquema.

    Pois bem. Enquanto se bloqueavam as tentativas de realizar uma CPI sobre o escândalo, surgiram nomes de possíveis beneficiários de propina no governo.

    Outra empresa associada ao cartel, a francesa Alstom, vinha sendo acusada de corromper governos em diversos países. Documentos obtidos por autoridades suíças sugerem que João Roberto Zaniboni, ex-diretor da CPTM, teria recebido US$ 836 mil (cerca de R$ 1,8 milhão) da Alstom.

    Revela-se agora que, em 2011, as autoridades suíças pediam ao Ministério Público brasileiro investigações sobre quatro suspeitos, inclusive o próprio Zaniboni.

    Nenhuma investigação foi feita, entretanto. E o motivo alegado para a omissão é de molde a desafiar a credulidade até mesmo dos mais ingênuos. É que o pedido vindo da Suíça foi arquivado numa pasta errada. Assim declara o responsável pelas investigações no Brasil, o procurador Rodrigo de Grandis.

    Como esta Folha revelou no sábado, passados três anos, a Suíça desistiu de prosseguir no caso; as suspeitas foram arquivadas.

    Não bastassem as notórias dificuldades brasileiras para julgar, condenar e aplicar penas aos suspeitos de corrupção, vê-se, no caso Alstom, a intervenção de um fator acabrunhante: o engavetamento puro e simples.

    Desaparece o pedido, perde-se o prazo, enterra-se o assunto, reconhece-se a “falha administrativa”. Que não fique por isso mesmo, para que o trem tucano não prossiga até a muito conhecida estação chamada Impunidade.

     

  3. o que mais revolta é a aplicação da grana…

    é de fazer corar de raiva até mesmo o mais santo dos investigadores…………………

     

    tudo o que podemos imaginar de mais caro e inútil, indo de uma porcaria de cinzeiro em ouro até  camisinhas e calcinhas de grife, esses merdas adoram e fazem questão de comprar

     

    realmente revoltante

    • É tradicional, os corruptos

      É tradicional, os corruptos PRECISAM exibir o produto da corrupção, é um problema psiquiatrico, é carro, casa nova, lancha, amante nova, quando é muito vem a Ferrari, o iate ou o haras, é coisa antiga.

      Um famoso diretor do Metrô na gestão Quercia era um pé de chinelo, de repente comprou um Haras, aonde? Na cidadezinha do interior de onde ele veio e onde andava descalço, o haras saiu na primeira pagina do Jornal da Tarde e ele foi demitido no dia seguinte.

      O problema do exibicionismo de riqueza no Brasil é algo muito serio, há uma obsessão do ex-pobre em exibir riqueza, é a unica que lhe interessa, não usa o dinheiro para mais nada, muito menos para se aculturar.

      Os verdadeiros ricos, Amador Aguiar, Olavo Setubal e muitos outros faziam qualquer coisa para não ostentar riqueza, se fingiam de pobres sempre, se queixando das dificuldades da vida. Mas esses eram pessoas especiais.

  4. Serra nomeou todo mundo!

    “O ex-prefeito Gilberto Kassab declarou: “Não foram indicados por mim”.”

    Claro que não: Serra nomeou todo mundo!

    Serra disse o mesmo sobre Aref.

    Os dois já decoraram o mesmo script.

  5. Cadê os corruptores?

    “o Gedec identificou a existência de diversas transferências, em valores vultosos, efetuadas por empresas construtoras e incorporadoras de imóveis na conta corrente de empresas de titularidade de alguns dos auditores fiscais investigados e de seus familiares. Na conta bancária de uma dessas empresas houve depósitos de empresas construtoras que, em somente um mês, totalizaram mais de R$ 1,8 milhões.”

    “Apenas exemplificando, em 02/12/2010, uma das construtoras/incorporadoras efetuou uma transferência bancária no valor de R$ 407.165,65 para a conta da empesa de um dos fiscais.”

    Como sempre só aparecem os corruptos, nunca os corruptores!

    • O CORRUPTOR vai ao

      O CORRUPTOR vai ao funcionario publico e OFERECE dinheiro para obter uma vantagem, isso é a corrupção, caso ALSTOM, “da-se dinheiro para obter um contrato, a empresa faz porque quer”.

      Nesse caso da Prefeitura  é CONCUSSÃO, o funcionario publico vai a construtora e diz “”se vc não me pagar não sai o habite-se porque sempre vou encontrar um problema”. Chama-se ACHAQUE, é o que normalmente acontece na corrupção MUNICIPAL. Nesse caso o pagador é vitima de extorsão, porque geralmente ele preferiria pagar todo esse mesmo dinheiro à Prefeitura e não ao fiscal, não havia redução de custo, o fiscal ficava com o dinheiro que deveria ser da Prefeitura.

      • Concussão? Acho que não. Como

        Concussão? Acho que não. Como disse a notícia, teve gente que tinha dívida de R$408k com a prefeitura e que foi magicamente quitada por R$12k.

         

        Que forma de extorsão é essa que a vítima sai ganhando?

         

        Tem angú nesse caroço (ou é o contrário? acho que você entendeu onde eu quero chegar)

        • Nada a ver, Leia melhor as

          Nada a ver, Leia melhor as noticias. A divida era de 600 mil, ele dava 15 para a Prefeitura e 585 mil para o fiscal, pagava a mesma coisa, só que ficava quase tudo com o fiscal, que com isso dava o habite-se rapidinho. Se a construtora pagasse a divida toda à Prefeitura sem dar nada para o fiscal, este iria encontrar problemas (e sempre encontra) para não dar o Habite-se.

      • Qual a sua construtora…?

        Eu acho que você deve ser dono ou funcionário de construtora…

        Leia de novo a notícia. Tá na cara que é corrupção, eles tinham até sede, o “ninho”,  as empresas pagavam 12 mil para se livrar de dívidas 40 vezes maiores, o negócio era constante, gravaram as conversas, etc, etc, etc!!!

    • Cadê?

      Esse aspecto é o mais irritante em toda a notícia. Quem são as construtoras que pagaram a propina? Ou se tornar um agente corruptor deixou de ser crime? Se fosse um simples mortal como nós, que tem o imposto de renda descontado na fonte, já estaríamos presos e com a foto na primeira página. Mas é construtora, então deve estar acima da lei. Pelo menos é o que parece.

  6. Pelos “Principios Gerais da

    Pelos “Principios Gerais da Corrupção” não existe GRANDE CORRUPÇÃO solteira de R$500 milhões, envolvendo grandes construtoras, é impossivel. Corrupção de certo porte tem pai, mãe e avó, a ponta final não fecha sozinha ainda mais onde o topo da piramide é constituida de politicos ultra experientes, um deles presidente de partido por decadas.

    Mesmo a corrupção miuda de fiscalização de feirantes não é solteira, é do tipo “chuta pra cima”, fiscal não achaca sem ter padrinho forte que participa, o Brasil tem 500 anos de tecnologia de corrupção.

    O problema agora é que esse grupo é aliadissimo do Planalto, como fica?

  7. Acho que o pessoal não

    Acho que o pessoal não entendeu o esquema.

    O esquema não foi criado pelas construtoras.

    Eles não tinham a opção de não pagar.

    A base(lógica) do esquema era oferecer as construtoras o “lucro” pelo ISS.

    Porque se for para pagar a mesma coisa e aidna pagar fiscal, uma iria pra polícia na certa, 

    Esta é a premissa base do esquema que não foi criado pelas construtoras e que não tinham a opção de não participar.

     

    Vou repetir pela terceira vez, as construtoras não tinham opção de não pagar ou não participar.

    • também acredito que é por aí mesmo…

      dão tanto poder de recusa ou aceitação a verdadeiros pilantras e eles deitam e rolam……………

       

      eu mesmo já tive um projeto de água/esgoto parado porque estava certo demais…………………

       

      o fdp fez de tudo para me convencer que eu, caso pagasse um por fora, poderia economizar com as bombas

       

      e olha que era uma ninharia

    • CORRUPÇÃO NA PREFEITURA DE SP

      As vezes fico pensando se é ingenuidade ou uma articulação de defesa das construtoras que esta em curso. Sem corruptores não há corruptos. Claro que as construtoras estão envolvidas. Se fosse da vontade delas acabariam com isso rapidinho.

    • DISCORDO

      Athos, as construtoras tinham, sim, como não aderir ao esquema criminoso, bastando, para tanto, denunciar o esquema.

      Meu reciocínio é o oposto do seu: se as proprinas pagas eram iguais ao ISS, por certo o empreendimento não estava de acordo com as leis municipais. 

      • Por que são pagos para escrever as leis

        Gilson,

        As leis municipais são escritas pelos corruptos para permitir a corrupção.

        A Câmara Municipal está totalmente dominada.

        Participe das audiências públicas de discussão do Plano Diretor, por exemplo. Você vai sair de lá exausto de ouvir tantas reclamações e exigências da população.

        E depois vai ver o oposto ser aprovado. A aprovação da Operação Urbana Consorciada Água Branca é uma prova disso. Foram anos de discussões e audiências. Quase nada foi incorporado à lei. A garantia de moradia popular, principalmente. O adensamento, idem. Nada que não interessasse ao mercado imobiliário foi aprovado.

        Sempre tem uma brecha, tanto para escapar como para não escapar.

      • Bastando denunciar?
        Em que

        Bastando denunciar?

        Em que planeta vc vive?

         

        A função da Empresa é dar dinheiro aos seus sócios e não limpar a sociedade.

        Observe oq ue foi feito para desbaratar o esquema. Prefeitura, MP, polícia…todo mundo junto. Sabe porque todo mundo junto? Porque se nãp for assim, não chega a lugar nenhum poruqe é QUADRILHA POLÍTICA.

         

        Mas se vc acha que para acabar com o esquema basta ir na delegacia…tudo bem. Tem doido pra tudo.

  8. Do Bahia NotíciasQuinta, 31

    Do Bahia Notícias

    Quinta, 31 de Outubro de 2013 – 06:30
    Vereador afirma que presença de Mauro Ricardo compromete imagem do governo de ACM Neto

    A notícia de desvios de verbas na prefeitura de São Paulo, na ordem de R$ 500 milhões, envolvendo o Imposto sobre Serviços (ISS) cobrado de empreendedores imobiliários, caiu como uma bomba no colo do prefeito ACM Neto.

    Segundo o vereador José Trindade (PSL), que afirma que os funcionários supostamente envolvidos no esquema de fraude – investigados pelos crimes de corrupção, concussão, lavagem de dinheiro, advocacia administrativa e formação de quadrilha – foram indicações de responsabilidade do secretário Mauro Ricardo, que possuía total autonomia para formar suas equipes pelo ex-gestor de São Paulo Gilberto Kassab (PSD), colocou Neto em enorme saia justa.

    O PT também afirma que Ricardo vazou para a imprensa, quando era chefe de Finanças em São Paulo, as notas fiscais do então ministro Antonio Palocci, fato que derrubou o petista da Casa Civil federal.

    Logo no inicio da gestão, o secretário alardeou que uma grande empresa tinha recebido dos cofres da prefeitura R$ 60 milhões, e depois nada se provou.

    Alguns meses atrás o Mauro Ricardo viu-se envolvido em graves denúncias e, ao longo da gestão, tem se notabilizado por arroubos verbais, explicações não convincente dos fatos, e verdadeira escorcha à população de Salvador, quando de trata de cobrança de impostos.

    Ao afirmar simplesmente que “venho lamentar que tais fatos, caso sejam comprovados, tenham sido praticados por servidores públicos”, o secretário Mauro Ricardo só vem a macular e colocar em dúvida a gestão do prefeito ACM Neto, pois entregar à chave do cofre a pessoa com tamanho histórico é, lamentavelmente, ir de encontro com o dito popular: “a mulher de César não tem que ser só honesta, tem que parecer honesta”.
     

  9. …. esse esquema em parte

    …. esse esquema em parte explica o porque do preço do metro quadrado estar  aviltadamente tao alto.  as construtoras para recuperar capital com caixinhas obvio aumenta o preço.

    e  nao me surpreendo se dentro da prefeitura mesmo haja outros esquemas de liberaçao envolvendo alvaras, habite-se e outros quetais. 

     

    serah q isso soh ocorre na capital …?? !!

  10. Minha gente  !Esse negócio de

    Minha gente  !

    Esse negócio de PSDB, DEM, ETC, ETC, ETC, jornais, revistas, TVs, rádios, grande parte da justiça…isso tudo é uma organização só.Ela se extende por todos os meandros do Brasil:São Paulo ,Minas, Paraná, S.Catarina, Goiás, etc, etc.   fazem parecer que são até adversários na política, mas são todos membros da mesma organização.Essa gente zomba e despreza qualquer político que não pertença à organização.Ninguem sabe a extensão, o tamanho dessa máfia.Se o Serra tivesse sido eleito jamais se tomaria conhecimento desse rombo de 500 milhões.  Imaginem o que ainda pode vir à luz se essa enorme quadrilha perder a eleição em São Paulo, Minas e etc.

    Essa quadrilha está nos “governando” por 20 anos. !!!                                
     

  11. Nassif esta estrutura de

    Nassif esta estrutura de corrupção existe a decadas  indepedente do governo seja do PT, PSDB, PMDB, DEM e etc..é uma estrutura com vida propria totalmente viciada, os funcionários públicos são os mesmos em qualquer gestão, a maioria tem estabilidade de emprego e raramente são exonerados é assim na segurança, saude , administração ou educação, são funcionários que deveriam ter prazo de validade, mas estão lá ate morrer.

  12. A Controladoria Geral do

    A Controladoria Geral do Município de São Paulo, em pouco tempo de existência, já fez mais que o MP, os Gavetas profundas. Investigaram, prenderam corruptos e corruptores, dando resposta rápida a sociedade. Estão de parabéns. 

  13. A Controladoria Geral do

    A Controladoria Geral do Município de São Paulo, em pouco tempo de existência, já fez mais que o MP, os Gavetas profundas. Investigaram, prenderam corruptos e corruptores, dando resposta rápida a sociedade. Estão de parabéns. 

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