De O Estado de S. Paulo
Em ano de eleição, governo terá pouco espaço para estimular a economia
Por Luiz Guilherme Gerbelli
Sem margem de manobra. Segundo economistas, normalmente a ordem seria aquecer a economia, mas Planalto terá de lidar com redução de estímulos nos EUA e desconfiança externa sobre o Brasil em 2014; perspectiva de mercado é de crescimento de 1,5% a
O governo terá de lidar com diversas amarras em 2014, o que dará pouco espaço para estimular a economia brasileira. A expectativa é que o padrão econômico do País dos últimos anos se repita com baixo crescimento e inflação elevada.
“O desejo do governo seria o de colocar o pé no acelerador porque 2014 é um ano eleitoral. Mas existe uma restrição dada pelas agências de risco”, afirma Juan Jensen, economista e sócio da Tendências Consultoria. A estimativa para 2014 é que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 2,1% e inflação, medida pelo IPCA, fique em 6%.
A inflação, em particular, também tende a ser um incômodo neste ano por causa da pressão dos preços administrados. Em 2013, esse grupo foi beneficiado pelo congelamento das tarifas dos transportes e pelo baixo reajuste do combustível. Assim, os administrados devem subir apenas 1,5% em 2013, nível considerado baixo e que não deve se repetir em 2014.
“A economia está tão amarrada que desamarrá-la não vai ser fácil. A inflação reprimida está muito alta e, se o governo liberá-la, o BC terá de subir os juros para impedir um patamar mais alto da inflação”, afirma Armando Castelar, coordenador da área de economia aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Novas altas da taxa básica juros (Selic) podem esfriar ainda mais a economia brasileira. A expectativa do Ibre é que o PIB cresça 1,8% em 2014, e a inflação fique em 6,1%.
O controle inflacionário também deve ser dificultado pela normatização da política monetária dos Estados Unidos, o que trará mais pressão para o câmbio – com a desvalorização do real – e um possível repasse para os preços. O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) iniciou em dezembro a retirada dos estímulos da economia. Reduziu as compras mensais de ativos de US$ 85 bilhões para US$ 75 bilhões.
“O fim dos estímulos nos Estados Unidos diminui a liquidez internacional e complica um pouco o mercado brasileiro”, afirma Jensen. Para ele, o BC está se aproximando do fim do ciclo de aumento da taxa básica de juros (Selic). Desde abril, os juros subiram de 7,25% ao ano para 10% ao ano.
Ajuste. Para especialistas, o governo também terá de trabalhar parra reduzir os desequilíbrios econômicos apresentados em 2013. Indicadores ruins levaram a uma piora da percepção sobre o Brasil, sobretudo desde o fim de outubro, quando foi divulgado o déficit de R$ 9 bilhões nas contas públicas de setembro. A queda de 0,5% no PIB do terceiro trimestre também piorou o cenário.
O problema é que o governo quer evitar ajustes que possam prejudicar o crescimento da economia em 2014, por causa da eleição. “Em 2015, o Brasil vai ter de fazer alguns ajustes na política econômica, independentemente de quem vença as eleições. Hoje, há incerteza da magnitude desse ajuste”, diz o sócio da Tendências.
Para Castelar, as consequência de um eventual ajuste seriam redução no reajuste do salário mínimo e alta no desemprego. “Acho que o governo não quer tocar demais no bem-estar da população. O custo é tão grande que o governo deve empurrar com a barriga”, diz. Embora afirme que o ajuste terá de ser feito algum dia, o economista acredita que as reservas internacionais podem ajudar a adiar mudanças pouco populares.
Obelix
1 de janeiro de 2014 2:00 pmOs mantras de sempre.
Prezados e prezadas,
Especialistas são aqueles que povoam o mundo das agências de rating e noticiários econômicos, que me diziam, a exaustão, que a Islândia era um exemplo a ser seguido, e que tudo estava bem em 2007?
Pois é.
Engraçado como os capitalistas, ainda que detestem Marx, compartilhem com ele a visão economicista da realidade.
Dizer que em ano de eleição, um fenômeno essencialmente político, estará limitado por imposições ortodoxas de economia soa quase como piada. E talvez seja.
Afinal, é o dinheiro que escolhe onde vamos gastá-lo, ou nós que escolhemos qual o uso que fazemo dele?
São as coisas que se servem de nós, ou nós nos servimos das coisas?
Alguém sério ainda leva este debate à sério?
Assis Ribeiro
1 de janeiro de 2014 2:05 pmEu não faço parte deste
Eu não faço parte deste mainstream,
Desses “especialistas” não se pode esperar nada diferente, são mestres em urubologia,
Mas, este mainstream parece ter ganhado espaço muito mais amplo na sociedade, incluindo PT e a esquerda,
Crescer, crescer, crescer,
“É a economia, estúpido”
Digo apenas que Bachelet venceu de forma esmagadora as eleições no Chile quando este país teve altos índices de crescimento no governo Piñera.
O PIB Chile avançou 5,6% em 2012, na comparação com o ano anterior. No quarto trimestre, o crescimento foi de 5,7% ante o mesmo período de 2011. Para 2013, a expectativa é de crescimento entre 4,25% e 5,25%.
A inflação fechou 2012 em 1,5%.
O mundo pensa outras coisas além do discurso mainstream.
Otaviani
1 de janeiro de 2014 2:15 pmAno de copa e e leições
È só isso torcida e terror .So o que vamos ver agora é o aumento do terrorismo,do esgoto sendo vomitado por ciolunistas,e oposição.Tática velha,que ja mostrou de forma cabal que não consegue resultados.A unica esperança da oposição e Pig,é as manifestações voltarem durante a copa para tentar conseguirem emplacar um segundo turno,com Campos ou o incógnoto “Batman”.Com mais uma vitória do PT,mais se vencendo em SP e Minas,é o prego no caixão da oposição,e a velha midia pela foça dos fatos,afundar de vez.Acho que tambem,mais do que antes ,a blogosfera sera decisiva,sera o contraponto real,por isso a chuva de processos ano passado.Como sempre não sera facil a batalha eleitoral ao governo,mas as barreiras para oposição e mídia são enormes.
Miguel A. E. Corgosinho
1 de janeiro de 2014 2:51 pmO marketing da inflação
O marketing da inflação combinada com aumento da SELIC saiu na frente 2014. Resta ao governo tremer e esperar, porque são muitos a divergir em todo o país, trabalhando para os rentístas.
São economistas formados em inventar mentiras e a ocupar com a especulação prévia a trágica lição que o próprio BACEN planejou para desestabizar o governo e este não ter sucesso em outro modo.
Resistir e superar a manipulação do sistema será a tarefa do ministro Guido Mantega, o qual não tem se resignado a ser totalmente néscio, tentanto separar do real os virus dessa gente.
O Brasil que temos que conhecer é a verdade que transforma a nossa existência, na medida que a finalidade do sistema é roubar e ameaçar tudo aquilo que depende deste dinheiro deles, falsificado pelos meios de transação, que valem mais do que a nossa liberdade.
Guido Mantega saia pelo menos em defesa do mandato de Dilma, porque o virus do mercado tende a revigorar o pálido rosto da oposição.
Djijo
1 de janeiro de 2014 3:10 pm“a informação mais confiável da imprensa está no horóscopo”
Análoga ao que disse uma vez Luis Fernando Veríssimo: “Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data.”
Do Observatório da Imprensa:
ANO NOVO –
As apostas da imprensa
Por Luciano Martins Costa em 31/12/2013 na edição 779
Comentário para o programa radiofônico do Observatório, 31/12/2013
A anedota que encerra o ano é contada por um colunista do jornal O Estado de S. Paulo na edição de terça-feira (31/12). A propósito de produzir uma “retrospectiva” do ano que se está a inaugurar, ele faz uma rápida passagem por indicadores, que, a rigor, podem apontar projeções para cima ou para baixo no desempenho da economia (ver aqui). No final, quase pede desculpas aos leitores por fazer uma análise otimista, “mas não irrealista”.
O texto é interessante não apenas porque exercita com sagacidade a difícil arte da ironia no jornalismo, mas também porque, de certa maneira, coloca em termos mais realistas a suposta capacidade dos especialistas de fazer previsões. O artigo se destaca justamente por fugir do determinismo habitual da mídia especializada, que insiste em fincar postes de concreto no pantanoso terreno das subjetividades. Sua principal qualidade é a de brincar com as “retrospectivas futuristas” que a imprensa costuma publicar nesta época do ano.
A leitura das muitas páginas de adivinhações publicadas nos últimos dias leva à constatação de que o jornalismo no Brasil se apegou tanto a certo olhar sombrio sobre as chances de desenvolvimento do país que já não consegue dissimular uma clara “torcida” para que alguma coisa dê errado. Assim, se o nível de desemprego se mantém entre os mais baixos do mundo, em economias comparáveis, e se a renda do trabalho segue em alta, sem que os lucros das empresas tenham sido afetados, resta cravar na manchete o péssimo desempenho do mercado de ações.
A Bolsa do Brasil teve o segundo pior desempenho entre as instituições do gênero em 2013, mas os analistas projetam uma recuperação de 30% no ano que se inaugura. Essa notícia já havia sido publicada ao longo da semana, mas ganha espaço nas primeiras páginas de terça-feira (31), porque é preciso ressaltar, sempre que possível, os aspectos negativos da complexidade econômica.
É quase um mantra no jornalismo brasileiro, uma espécie de manual de redação comum aos principais veículos de circulação nacional. Como se dizia no programa humorístico Rádio Camanducaia: “Quando não tem notícia, a Camanducaia inventa”.
O mapa astral
Interessante observar o subtexto das reportagens sobre o péssimo desempenho da Bolsa. Quem ler apenas os títulos sai comentando nas redes sociais que o mundo acabou, mas basta um olhar mais cuidadoso para perceber alguns sinais de manipulação na construção de manchetes.
Primeiro, os jornais omitem o fato de que o índice Bovespa reflete a variação média das ações de maior valor de mercado e mais negociadas nos pregões. Convém, então, relativizar os dados, como faz corretamente a Folha de S. Paulo.
O Estado de S. Paulo anuncia no título: “Bovespa cai 15,5% em 2013 e tem pior desempenho entre as principais bolsas”. Mas o texto da reportagem é otimista nas entrelinhas, com os analistas levando em conta a derrocada da OGX, empresa de Eike Batista, que sozinha carregou 40% das perdas do mercado, e projetando para 2014 o início de um período de recuperação do mercado acionário no Brasil.
No infográfico que acompanha a notícia, observa-se que a Bolsa da Argentina liderou os ganhos em todo o mundo, com um crescimento de 88% em 2013, mais de 30 pontos acima do desempenho da Bolsa de Tóquio. Sem explicações.
O Globo, com um título que beira o deboche, destaca: “Na lanterninha global”. Na reportagem interna, as razões para a queda no índice Bovespa incluem fatores variados, entre os quais o risco de o Supremo Tribunal Federal determinar o pagamento das perdas bilionárias provocadas por planos econômicos de duas décadas atrás, o que derrubou o valor de mercado dos grandes bancos. A Bolsa da Argentina simplesmente desaparece do gráfico, e o lucro daqueles que desconfiaram do mercado de ações aparece apenas no fim do texto.
Do material disponível nas principais publicações brasileiras, o grande destaque em termos de objetividade fica para a página dupla no pacote de “apostas” da revista Época desta semana: o mapa astral mostra que o céu é “favorável para os brasileiros na Copa do Mundo”, mas há nuvens negras na política e no clima, ou seja, há possibilidade de novas revelações de corrupção e mais inundações em áreas urbanas.
Conclusão: a informação mais confiável da imprensa está no horóscopo.
DURVALDISKO
1 de janeiro de 2014 3:12 pmAgências de rating!
Agências de rating! Belluzzo,em recente entrevista ,espanta-se que ainda estejam soltos e propagando o que melhor for para os interesses de quem representam.”Deviam estar todos na prisão,se o capitalismo fosse mais responsável…”
Portanto, depois de noticiado na primeira página de O Globo,o que nos aguarda neste 2014,conhecemos de que lado está o pasquim dos marinho: do lado em que sempre estiveram e dele jamais se afastaram nos últimos 60 anos.
carlos afonso quintela q silvq
1 de janeiro de 2014 3:13 pmA minha esperanca e que os
A minha esperanca e que os especialistas da grande midia nos ultimos tempos sempre erraram as previsoes. Alias, deveriam abster se de fomular antevisoes caoticas e negativas.
Menosdo que previsoes, apenas torcia contra.
DUDE
1 de janeiro de 2014 3:50 pmDepois do apagão, vou confiar na Mídia?
No início do ano de 2013, a mídia assustou-nos com um novo apagão.
E ao final do ano, mesmo baixando preço da energia, ela está sobrando em nosso País.
Confiar nas previsões da mídia golpista e interessada em dividir o Poder?
É brincadeira.
Nosso País está crescendo, dentro de suas possibilidades, mas com pleno emprego e melhorando, cada vez mais, as condições de vida de nosso povo.
Como dizia Roberto Carlos, no tempo de minha juventude:
“E que tudo mais vá para o inferno”, principalmente a mídia parcial e terrorista.
basílio
1 de janeiro de 2014 4:18 pmlicença Cazuza!
blá blá
licença Cazuza!
blá blá blá
blá blá blá
só eles leem eles
a torcida arrogante deles
E vaticinam
não sabem nada, de nada
mas fazem cara de sérios
São caboclos querendo ser ingleses
Otários, cagões!
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para
só eles leem eles
a torcida arrogante deles
E vaticinam
não sabem nada, de nada
mas fazem cara de sérios
São caboclos querendo ser ingleses
Otários, cagões!
Só não há perdão para o chato
Perdão para o chato
Não há perdão
O reino dos céus é do chato
Do chato, do chato
Do otário e do cagão
só eles leem eles
a torcida arrogante deles
E vaticinam
não sabem nada, de nada
mas fazem cara de sérios
São caboclos querendo ser ingleses
A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
E enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia
A burguesia não tem charme
e nem é discreta
só eles leem eles
a torcida arrogante deles
E vaticinam
não sabem nada, de nada
mas fazem cara de sérios
E dormem tranqüilos
E dormem tranqüilos
A burguesia é a direita
É a guerra.
A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia, não
só eles leem eles
a torcida arrogante deles
E vaticinam
não sabem nada, de nada
mas fazem cara de sérios
São caboclos querendo ser ingleses
As pessoas vão ver
Que estão sendo roubadas
Vai haver uma revolução
Ao contrário da de 64
O Brasil é medroso
Vamos pegar o dinheiro
roubado da burguesia
só eles leem eles
a torcida arrogante deles
E vaticinam
não sabem nada, de nada
mas fazem cara de sérios
São caboclos querendo ser ingleses
Otários, cagões!
Vamos acabar com a burguesia
Vamos dinamitar a burguesia
Vamos por a burguesia
na cadeia
só eles leem eles
a torcida arrogante deles
E vaticinam
não sabem nada, de nada
mas fazem cara de sérios
E dormem tranqüilos
E dormem tranqüilos
blá blá blá
blá blá blá
-Charlie-
1 de janeiro de 2014 4:35 pmAlto lá.
Que a mídia
Alto lá.
Que a mídia brasileira é um lixo, é golpista etc etc todo mundo sabe.
Agora, é fato que o governo Dilma vêm sendo uma lástima em termos econômicos, com crescimento pífio (2,7% em 2011, 1,2% em 2012 e estimados 2,5% em 2013 – média 2.13% ao ano, contra uma média de 4% ao ano de Lula); é fato também que a inflação constantemente estoura o centro da meta de 4,5%. Temos, portanto, o pior dos mundos: baixo crescimento econômico e alta inflação.
Portanto, a mídia exagera e faz terrorismo sim, como vimos inúmeras vezes, até no absurdo caso da febre amarela.
Mas a economia não vai bem não. Quem diz o contrário está tapando o sol com a peneira.
Obelix
1 de janeiro de 2014 4:55 pmPrezado Senhor,
Eu tenderia a
Prezado Senhor,
Eu tenderia a concordar com o Senhor.
Mas há algumas dúvidas que me impedem de fazê-lo de plano:
I) No ano de 2013, no G20, só uma economia cresceu mais que a do Brasil, foi a China. O resto, patinou abaixo dos 2%. Quem chegou mais perto foi a Índia com 1,9%.
II) Ainda assim, considerando a besteira que é avaliar uma economia só pelo crescimento do PIB, na medida que a economia como ciência social carrega ingredientes e ambientes bem mais complexos, eu também me pergunto de 2,3% ou 2% de crescimento em ambiente de expansão de renda, inflação sob controle e emprego quase pleno, junto a um modelo institucional de plena liberdade de imprensa, partidos de oposição livres (ao contrário de China e Índia), sem grandes cismas institucionais e sociais (como as castas na Índia), ou com a crescente fome na Inglaterra, ou os alarmantes níveis de desigualdade crescente nos EEUU e até na Suécia, não nos colocam em situação, digamos, melhor que a descrita por Vossa Senhoria, embora, é certo, longe do paraíso, que no capitalismo, sabemos, não existe.
III) Sendo a economia e suas expressões macro um emaranhado de conexões e repercussões simultâneas (globalizadas), e estando certo o Nouriel Roubini sobre a curva em W da crise de 2008 (estaríamos na segunda “perna” descendente, recomeçando a subida?) não é justo dizer que o desempenho deste país está a léguas de outras épocas, quando as crises nem eram tão grandes, ou melhor, se transportássemos as dimensões desta crise aos parâmetros macroeconômicos apresentados pelo Brasil em 1999, como seria? O efeito de uma bomba de 1 tera megatons?
Eu concordo que temos sempre que cobrar pelo melhor possível, mas eu também gosto de perguntar antes: dentro do cenário e das perspectivas em sentido amplo, seria possível estar melhor?
Um cordial abraço.
Obelix
1 de janeiro de 2014 5:11 pmCorreção.
Quando falei sobre partidos de oposição livres, onde está China e Índia, leia-se China e Rússia.
Grato.
-Charlie-
1 de janeiro de 2014 6:23 pmPode ser.
Você está olhando a
Pode ser.
Você está olhando a metade cheia do copo, e creio que tem razão no que escreve.
Mas o fato é que, dentre as nações de renda média, dentre as quais o Brasil se encontra, tivemos crescimento menor que nossos vizinhos latinoamericanos. Temos elevadíssima carga tributária, incompatível com o nível de desenvolvimento que ostentamos e com os serviços públicos oferecidos em contrapartida à população. Temos Tribunais e Legislativos que a cada ano sugam mais e mais verbas públicas, com privilégios a desembargadores e deputados dignos de mandatários de países africanos. Temos uma infraestrutura precária e, apesar das recentes privatizações de estradas, portos e aeroportos, ainda levará muitos e muitos anos para atingirmos um nível aceitável neste quesito.
Nenhuma dessas questões está sendo atacada seriamente pelo governo, que parece preocupado apenas com as próximas eleições.
Onde estaremos em 10, 15 anos? Essa é minha preocupação.
Obelix
1 de janeiro de 2014 7:55 pmPrezado, neste ponto, nosso
Prezado, neste ponto, nosso debate se interdita, pois:
01- Nossa carga tributária não é alta, é mal distribuída, e representa hoje 37 ou 38% do PIB (em FHC era algo em torno de 55%). Não há, salvo o México e os EEUU (casos excepcionais), países com semelhanças com o nosso (território, população, etc) com carga menor. O México tem algo a mais que 20%, assim como os EEUU. Mas são arranjos específicos, de um lado o México é um caos em serviços públicos, e de outro temos os EEUU que, apesar da punjância econômica não tem saúde pública, uma previdência social como a nossa (sistema de partição e não de poupança privada) e muito menos financiamento público da Universidade.
Dentre os países europeus a carga é de 50% em média. Não há como ter serviços bons primeiro, antes de ter o financiamento (impostos).
02- Os privilégios a determinados setores da burocracia não é privilégio só dos países africanos, ou aqueles que o preconceito nos leva a identificarmos como inferiores: a mídia britânica, por exemplo,traz todos os dias fatos sobre este tema, onde a população questiona os privilégios da classe dirigente. Lá, na Europa, tem uma diferença: eles questionam também os altos salários dos executivos, algo impensável por aqui.
Cair no discurso da fulanização da política, coisa meia afeta ao PIG não resolverá. Olho para a Itália e assisto Bersluconi e Pepe Grilo dando as cartas em um governo de “esquerda”, olho os EEUU e vejo um país recém saído de uma fraude eleitoral chamada bush jr (que levou o mundo a ser este lugar bem pior que era), olho para a GBR e vejo que naquele tempo, Tony Blair abanava o rabinho para o bush(desculpe o termo chulo), olho para a Áustria e a Grécia, e assisto o renascimento da representação de palhaços assassinos nazistas, na França tem o Le Pen, na Espanha a família real e o partido PP (de direita) pegos com a boca na botija, e chego a conclusão que o problema de representação não é só brasileiro, ao contrário: se tem um lugar onde os mandatários e governantes, mesmo que aos trancos e barrancos têm melhorado os níveis gerais de vida da população é aqui, e no resto da América Latina.
03- É preciso afastamento histórico para ter a dimensão dos feitos de um governo ou de um ciclo de poder. Este país levou 40 anos estagnado, inclusive no aspecto de expansão de sua malha logística, justamente porque estava quase morto economicamente, e Vossa Senhoria quer que um governo, com todas as limitações orçamentárias, leis de limitação de gastos, e tendo que arcar com os custos políticos e econômicos de saciar a sede interminável de juros pela banca rentista, e que por outro lado tem que oferecer nada menos que lucros certos e astronômicos a capitalistas avessos a qualquer risco quando participam de concessões, consiga resolver, de estalo, os gargalos de infraestrutura?
Bem, se for isto, eu só posso considerar sua opinião como parte (LEGÍTIMA) da disputa política, como integrante da oposição. E como já disse, respeito, mas não vejo sentido na continuação do debate, porque você parte de uma premissa que tudo será sempre pouco.
Cordiais saudações.
Obelix
1 de janeiro de 2014 8:49 pmPS.
Só mais uma questão que esqueci de mencionar, em atenção a seu comentário:
Outro erro comum é fazer compararções de crescimento entre países que tem histórico diferente, isto é: qual é o sentido de analisar a base de expansão da Bolívia ou do Chile, que experimentaram longos períodos de estagnação e que, consequentemente, quando se moverem para frente trarão números relativos de expansão muito maiores do que países que já vêm crescendo no mesmo período?
Por isto a comparação entre PIB de países têm cada vez caído em desuso. Como agência de rating e noticiário de economia com os famosos “especialistas”.
Um abraço.
Tenente Aldo Raine
2 de janeiro de 2014 1:49 amOh, Obelix eu pedi sua ajuda
Oh, Obelix eu pedi sua ajuda hoje para desfazer um mal entendido,e você ocupado com seus textos longos e as vezes sem uma certa praticidade.Um comentarista de nome LCLbotelho confundiu o Tenente Aldo Raine original com o genérico.Como seus conhecimentos diríamos “militares”,são melhores que o dele,ninguém melhor que você para esclarecer o mal entendido.Mas você não deu o ar de sua graça.Se ainda puder,ajude-me com o LCLbotelho que você deve conhecer.Obelix,pelo amor de deus,pare com essa história de “interdição do debate”.Politicamente Joaquim Barbosa não mete medo a ninguém.Não acredito que saia cândidato a presidente,por mais que a Globo force a mão,ele não e homem para topar uma empreitada dessa.Se for,será massacrado,para isso elementos temos de sobra.Dilma não tem adversários,a eleicao será por WO.Seus textos,com todo respeito,deveriam ter por foco,debelar os golpes do PIG que acontecem a cada hora,a cada semana,a cada mês.Isto e o que realmente preocupa.Salve-me de LCLbotelho,por favor meu caro Obelix.Feliz Ano Novo,com ou sem interdição do debate.
Diogo Costa
1 de janeiro de 2014 9:12 pmAbsolutamente nada a ver
O governo Dilma Rousseff é um sucesso absoluto em matéria de economia política. Enquanto os EUA e a Europa se desmancham numa espiral de desemprego galopante, arrochos salariais e demissões em massa nos setores público e privado, o Brasil mantém um nível de pleno emprego que nem mesmo nos governos de Lula chegamos a presenciar. Quanto ao tema da inflação, é preciso muita desfaçatez para apontar o dedo para o governo de Dilma Rousseff! A inflação no Brasil está ampla, geral e irrestritamente sob controle, e está há 10 anos consecutivos dentro das metas estipuladas pelo Banco Central. E não é só isso, vejamos:
-Nos 08 anos de FHC-PSDB, a inflação oficial (IPCA) fechou em 100,6%. Média de 9,1% ao ano.
-Nos 08 anos de Lula-PT, a inflação oficial (IPCA) fechou em 56,6%. Média de 5,7% ao ano.
-Nos 03 primeiros anos de Dilma-PT, a inflação oficial (IPCA) fechou em 19,1%. Média de 6,0% ao ano.
-Nos 11 anos de Lula-Dilma-PT, a inflação oficial (IPCA) fechou em 86,67%. Média de 5,8% ao ano.
-Nos 03 primeiros anos de Lula-PT, a inflação oficial (IPCA) fechou em 24,29%. Média de 7,5% ao ano.
E não é só isso, vejam:
-2011, inflação oficial (IPCA): 6,50%;
-2012, inflação oficial (IPCA): 5,84%;
-2013, inflação oficial (IPCA): 5,73% (segundo a última projeção).
Todos os dados apresentados apenas corroboram que ao contrário do que a imprensa terrorista afirma, o PT tem infinita competência para cuidar da inflação, coisa que os incompetentes tucanos nunca tiveram. A inflação dos 11 anos dos governos do PT é menor do que a inflação acumulada nos 08 anos de desgovernos do PSDB. A inflação no governo Dilma está ampla, geral e irrestritamente controlada e, melhor ainda, a sua trajetória é DESCENDENTE. Os 03 primeiros anos de Dilma Rousseff são, inclusive, melhores que os 03 primeiros anos de Lula em matéria de inflação. O resto é terrorismo de sofismadores e/ou desinformados.
Avelino de Oliveira
1 de janeiro de 2014 7:42 pmCaro Nassif e demais
Vindo do
Caro Nassif e demais
Vindo do Estadão, que tipo de notícias se esperaria em 2014?
A única sinceridade que espero deles é o medo e o desprezo pelo povo.
Saudações
Obelix
1 de janeiro de 2014 8:38 pmAlgumas considerações sobre Educação.
Prezados.
Desculpem minha insistência no tema, mas creio que o debate enveredou por um caminho profícuo, saiu da educação profissionalizante e voltada a ciência exata aplicada no campo produtivo, para questões como pacto federativo e atribuições, resvalando na questão da qualidade da educação.
Primeiro é bom que se diga:
Nenhum país com as dimensões do nosso, com aspectos regionais tão específicos (embora coesos ao todo nacional), com arranjos institucionais tão diferentes ao redor deste território, onde cidades com 500 mil ou 1 milhão de habitantes fazem fronteira com outras de 20 ou 30 mil habitantes, estados maiores que países, e estados menores que cidades, poderá federalizar a gestão de políticas públicas de educação.
O que não quer dizer que devemos abandonar a tentativa de uniformizar um conteúdo mínimo (como um Plano Nacional de Diretrizes e Bases), e que a implantação deste currículo mínimo garante a uniformidade de planejamento e acompanhamento (avaliação) dos ciclos pedagógicos, seus avanços e retrocessos, dotando a educação de uma visão ampla e transversal, trazendoa carreira do magistério para um patamar orgânico nacional, diminuindo, na medida do possível, as disparidades.
Um passo neste sentido foi a adoção de piso nacional e da criação de fundos nacionais, como o Fundeb.
Mas gestão e execução de políticas públicas e orçamentos, embora estejam interligados com a questão pedagógica, não se confundem com esta.
Nossa educação, assim como a saúde carecem de financiamento antes de mais nada. Dinheiro.
As melhores escolas do ensino fundamental e secundário são privadas e não é acidente ou decorrência da natureza superior da gestão privada sobre a pública: é dinheiro que faz a diferença, e na escola privada, parte do dinheiro para educar os filhos da classe média e das elites vem, assombrosamente, do orçamento público, através das deduções fiscais na declaração anual de IRPF.
Enquando em uma escola como Anglo Americana um aluno per capita sai por 2 ou 3 mil reais MÊS (não sei o valor da mensalidade), um garoto do Jardim Ângela, com alimentação e tudo não “custa” mais que 3 mil reais por ANO! Nem vou mencionar as enormes disparidades estruturais familiares, sócio-econômicas, enfim, ambientais, que cercam dos dois alunos e que interferem diretamente do processo cognitivo.
Não é justo esperar os mesmos resultados, ou é?
Em outra ponta estão as subvenções fiscais para escolas ligadas a instituições “sem fins lucrativos”.
Sem debater esta premissa (dinheiro), não faz sentido exigir qualidade no ensino público.
Este é um debate crucial: a quem serve o Estado brasileiro.
Bem, algumas críticas sobre a mercantilização da educação são corretas. Mas esta é uma conta que teremos que pagar pela imposição da cartilha liberal, e que tem sido revertida a muito custo.
Veja como funciona a ideologia e como é difícil quebrar certos paradigmas difundidos irresponsavelmente por grupos e mídia: Foi apurado que as mães responsáveis pela gestão do benefício social do BF, quando começam a se estruturar minimamente, do ponto de vista econômico, revertem parte considerável dos valores recebidos para comprar material escolar e matricular seus filhos em pequenas escolas particulares, tributárias da visão de que em escolas privadas seus filhos podem ter melhor chance (e de fato, no modelo atual, é verdade).
Há uma crueldade por trás deste bonito gesto materno que ultrapassa a compreensão. Ao invés de termos um Estado que provê escola de qualidade para todos, este Estado subvenciona escola boa para quem pode pagar.
Este não é um problema exclusivo do PT, e pelo que li aqui, e pelo que ouço por aí, haverá muita dificuldade em romper certos sensos comuns.
Dias atrás, outro post sobre a educação (acho que foi na Suécia ou Noruega) dizia que aquele povo e seu governo estavam a lamentar profundamente a queda do rendimento daquilo que era o orgulho deles(o sistema público de educação) com a adoção de sistemas privados de ensino.
Outra questão que se deve levar em conta é o tempo de maturação dos ciclos de intervenção educacionais. São longos e de resultados que são perceptíveis, mas não da forma que imaginamos.
A Coreia não virou excelência educacional em 2 ou 10 anos. E ainda assim, considere-se o fato de que ela recebeu bilhões de dólares a fundo perdido dos EEUU para conter o avanço vermelho na região (guerra da Coreia), assim como o Japão “reconstruído” depois da II Guerra.
É dinheiro revertido para a educação que a desenvolve.
Veja que o desempenho escolar dos EEUU caiu vertiginosamente após os anos 2000, acentuando-se de 2008 para cá, como reflexo do aperto financeiro e do caixa das cidades e estados para financiar a educação.
Todos os estudiosos em educação são unânimes em afirmar que o primeiro movimento, o da inclusão com alargamento da clientela, como vem acontecendo desde 1994, e que se acentuou drasticamente desde 2002, traz um efeito colateral de queda inicial na chamada qualidade, e que se os índices de qualidade de vida da população continuam a melhorar (como tem acontecido) há uma estabilização, e o início de movimentos virtuosos, onde as gerações seguintes já experimentam um novo ambiente proporcionado pela pressão por melhorias que as gerações anteriores provocaram. Os filhos da geração diploma tendem a ser mais e mais exigentes e mais exigidos.
Mas só educação não basta, é preciso continuidade de inclusão e distribuição de renda, pois quandos estes índices pioram, os patamares de qualidade e inclusão escolar despencam, porque entre estudar e tentar sobreviver, as famílias preferem a segunda hipótese, e lançam seus filhos no mercado de trabalho cada vez mais cedo, em empregos cada vez mais precários, e desperdiçam anos e anos desprendidos com os ciclos virtuosos.
Na outra ponta do debate, da educação superior eu li algumas confusões.
O sistema de formação de profissionais e a Universidade são complementares, mas não se confundem, pois:
Universidades, como o próprio nome diz, estão comprometidas com a produção de conhecimento, sem a submissão deste conhecimento a sua aplicação imediata no esforço produtivo, embora nada impeça que alguns centros universitários tenham esta vocação.
Ainda assim, toda vez que a economia ou as demandas econômicas subordinam a pesquisa, de forma unilateral, temos graves problemas éticos, e o ramo onde tal conflito de expressa de forma mais dramática seja o da medicina e a indústria farmacêutica.
Mas nossas Universidades também carregam em sua gênese a visão elitista e etnocêntrica. É este o fator atrofiante delas, ou seja, atender as mesmas clientelas de sempre, fato que vem mudando, não sem uma enorme resistência dos grupos que eram beneficiados pelos privilégios da segregação educacional superior.
Já as faculdades e escolas técnicas, estas sim, têm um compromisso a fornecer mão-de-obra, e aqui também há uma mitigação necessária: técnicos e engenheiros desprovidos de uma visão minimamente humana não são mais que robôs que vão ao banheiro. Ninguém deseja isto.
No entanto, aqui temos que considerar quea responsabilidade não pode ser apenas dos orçamentos públicos, ou seja, financiar o treinamento específico de braços para fábricas e outras empresas não pode sobrecarregar o Erário, e deve sair dos cofres de quem vai lucrar com o trabalho destes alunos.
Outra vez encaramos a questão do dinheiro e do financiamento.
Se alunos não devem pagar (pois educação é direito constitucional) e os orçamentos públicos têm outras prioridades(a educação generalista), cabe a iniciativa provada dotar este sistema de condições.
É um debate longo, e por hora, fico por aqui, me desculpando pela extensão do comentário.
Obelix
1 de janeiro de 2014 8:44 pmErrata
Desculpem, coloquei o comentário no post errado, este era para a geração diploma, desculpem
alessandroduarte
1 de janeiro de 2014 9:09 pmEstes especialistas da
Estes especialistas da FGV…..
[video:http://www.youtube.com/watch?v=AmMISMFN6XQ%5D
Raí
2 de janeiro de 2014 12:13 amDeve-se mexer em time, que está ganhando ?
Nassif, o fato de ser um ano eleitoral, no qual normalmente os governos esquecem-se da responsabilidade fiscal, e distribuem benesses em troca de apôio e votos, eu pergunto ao analista: O governo federal, precisa sair da linha austera, que pratica, desde a 1ª gestão Lula, só para ganhar votos, se na verdade, o eleitor brasileiro, já respira uma economia estável e sustentada, embora distante dos números sonhados pelos analistas economicos ?
Roberto São Paulo-SP 2014
2 de janeiro de 2014 12:13 amEm ano de eleição, com baixo desemprego e recuperação nos EUA
Em função do baixo desemprego, do aumento da produção de Petróleo e Gás, do atual processo de correção gradual da taxa de câmbio, do aumento dos gastos públicos em função das eleições, e da recuperação econômica nos EUA, o Governo da Presidenta Dilma sem muito esforço vai conseguir aumentar o atual ritmo de crescimento do PIB no Brasil
Até as eleições de 2014, o governo federal e os governos estaduais e municipais aumentarão seus gastos em função da disputa eleitoral, além disso haverá uma concentração desse aumento de gastos no primeiro semestre de 2014.
Com o ajuste na Política Monetária do Banco Central americano, e a atuação do Banco Central do Brasil no mercado de Câmbio continuará havendo uma correção gradual da taxa de câmbio.
Além disso, haverá um aumento da demanda externa em função da recuperação econômica nos EUA e uma taxa de câmbio mais competitiva no Brasil, o que facilitará o processo de substituição das importações pela produção nacional.
A entrada em operação das novas plataformas da Petrobras deve proporcionar um aumento significativo na produção de Petróleo e Gás em 2014.
Com a correção gradual da taxa de câmbio e aumento dos gastos públicos no primeiro semestre de 2014, o ritmo de crescimento do PIB deve aumentar em relação a 2013, o que será mais do que suficiente para que o mercado de trabalho absorva os novos trabalhadores que todo ano entram no mercado, mantendo taxa de desemprego em níveis historicamente baixos.
O Salário Mínimo de 2015 será de quase R$ 800 reais, de acordo com a legislação em vigor.
leonidas
2 de janeiro de 2014 1:56 amOs depoimentos da galera pro
Os depoimentos da galera pro governo sao sempre no sentido de nos fazer crer que esta tudo uma maravilha
E desce a madeira na midia dizendo que para ela só interessa detornar com o governo
Verdade que a midia nao é sempre a expressao da verdade, mas eles tambem nao
Alias todo esse otimismo e desmentidos eram feitos a favor da Venezuela e Argentina à 3/4 anos atras ( se bobear ainda sao, rs ) e olha como essas naçoes estao hoje? rs
Ser desonesto do ponto de vista ideologico para puxar a sardinha para seu time ( acusaçao feita à grande midia ) tambem é e sempre foi o esporte favorito desses pseudos democratas…rs
Logo nao tem moral nenhuma para pedir isençao da midia, e a gente julga a coisa pela experiencia empirica
O governo esta mal?
Não , ainda nao
Poderia estar melhor ?
-Com certeza
Mas que o governo precisa tomar logo conta da situaçao para o médio prazo isso é verdade e ceu de brigadeiro nenhum profetizado pelos pelegos de plantao pode mudar isso…rs
Roberto São Paulo-SP 2014
2 de janeiro de 2014 2:58 amO crescimento real da massa de rendimentos
Pesquisa Mensal de Emprego-IBGE—novembro 2013—-Publicação completa(em formato pdf)


Massa de rendimento–Metodologia da Pesquisa(em formato pdf)
É a soma dos rendimentos de todos os trabalhos da população ocupada levando-se em consideração os pesos amostrais atribuídos a cada pessoa.
A massa de rendimento real efetivo dos ocupados;
A massa de rendimento real efetivo dos assalariados; e
A massa de rendimento real habitual dos ocupados.
Rendimento efetivamente recebido do trabalho no mês de referência
Considera-se como rendimento efetivamente recebido do trabalho no mês de referência aquele que a pessoa de fato recebeu no mês de referência.
Para a remuneração em produtos ou mercadorias, do grupamento de atividade que compreende a agricultura, pecuária, caça, silvicultura, exploração florestal, pesca e aqüicultura, considera-se o valor em dinheiro dessa remuneração que a pessoa de fato utiliza ou retira no mês de referência.
Para a pessoa licenciada por instituto de previdência, considera-se o rendimento bruto efetivamente recebido como benefício em dinheiro (auxílio- doença; auxílio por acidente de trabalho, etc.) no mês de referência.
Para o empregado, o rendimento bruto efetivamente recebido no mês de referência inclui todos os ganhos extras (bonificação anual, salário atrasado, horas extras, participação nos lucros, 13 o salário, 14 o salário, adiantamento de parte do 13.o salário, etc.) e considera todos os descontos ocasionais (faltas, parte do 13 o salário antecipado, prejuízo eventual causado ao empreendimento, etc).
Para o conta própria e o empregador, o rendimento efetivamente recebido no mês de referência inclui todos os ganhos extras (bonifi cação anual, distribuição anual de lucros, etc.) e exclui todas as perdas ocasionais (pagamento de prejuízo eventual do empreendimento, etc.).
URL:
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/default.shtm