
Enviado por Adamastor
Do Planeta Sustentável
Assim como futebol e política, “água” virou assunto corrente nas conversas de quem vive em São Paulo. No supermercado, na fila do ônibus, na hora do almoço, as perguntas estão sempre lá: Vai ter racionamento? A água do volume morto é boa? Como São Paulo mergulhou nessa crise? E se não chover, vai faltar? Veja a seguir algumas respostas para as dúvidas mais comuns sobre a crise.
1 – COMO SÃO PAULO MERGULHOU NESTA CRISE?
São Pedro tem participação, mas pequena. O último período chuvoso, que vai de outubro à março, foi o mais seco em 45 anos, segundo dados do Instituto de Astronomia e Geofísica da Universidade de São Paulo (IAG-USP). Não à toa, o verão de 2014 fez São Paulo bater vários recordes de calor.
Mas, veja bem, a responsabilidade do santo guardião da chuva termina aí. Uma parcela bem maior cabe ao poder público, o zelador oficial da água, incumbido de gerenciar esse recurso natural com parcimônia.
Faz pelo menos quatro anos que o Estado de São Paulo está a par dos riscos de desabastecimento de água na Região Metropolitana. Em dezembro de 2009, o relatório final do Plano da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, feito pela Fundação de Apoio à USP, não só alertou para a vulnerabilidade do sistema Cantareira como sugeriu medidas cabíveis a serem tomadas pela Sabesp a fim de garantir uma melhor gestão da água.
Antes disso, na outorga de 2004, uma das condicionantes era que a Sabesp tivesse um plano de diminuição de dependência do Cantareira. O grande problema foi a demora de planejamento.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instarou um inquérito civil para esclarecer a crise no Sistema Cantareira e apurar informações sobre a possibilidade de erros de gestão da Sabesp.
2 – QUAL O IMPACTO DO USO DO VOLUME MORTO NA QUALIDADE DA ÁGUA E NA SAÚDE PÚBLICA?
Este é um dos temas mais delicados. Afinal, nunca São Paulo tinha bebido do chamado volume morto, uma reserva abaixo do nível de captação de água feita pela Sabesp. Por se tratar de uma área mais funda, essa reserva “técnica ou estratégica”, como diz o governo, serve de zona de sedimentação dos micropoluentes no ambiente aquático e, também, de alguns metais pesados. Quando remexida, pode impactar não só a qualidade da água, mas a vida dos seres daquele ecossistema.
Estima-se que os gastos da Sabesp tenham aumentado em 40% com tratamento dessa água, comparada à água do volume útil. Procurada pela reportagem, a Sabesp não confirmou a informação.
Em nota, a Cestesb afirmou que realiza, periodicamente, análises da qualidade da água do Reservatório Jacareí, com o objetivo de avaliar os aspectos ambientais do denominado “volume morto”.
“Essa caracterização é realizada por meio de parâmetros físicos, químicos e biológicos. Com base nessa análise, verifica-se que a água do reservatório continua apresentando boas condições de qualidade, tanto para proteção da vida aquática quanto captação visando o abastecimento público”, diz o órgão.
3 – O QUE O GOVERNO ESTADUAL E A SABESP TÊM FEITO PARA TENTAR CONTORNAR A CRISE HÍDRICA?
De saída, a Sabesp ofereceu desconto de até 30% na conta para quem economizasse água. Com a adesão popular e controle dos desperdícios, a ação tem sido bem sucedida.
Outra medida, essa menos popular por vários motivos, foi a tentativa de provocar chuva artificial, um processo chamado de semeadura de nuvens, ao custo de R$ 4,5 milhões.
A investida mais radical, no entanto, foi recorrer a obras para retirada do volume morto, considerada por alguns especialistas uma ação deletéria.
Eles definem o quadro como uma ilusão da abundância em plena escassez, com consequências nefastas para o meio ambiente, a economia e para o próprio bem-estar da população.
Para os experts em recursos hídricos, a reserva do volume morto deveria ser usada a apenas em situação extrema, somente após iniciado um rodízio e caso as chuvas de outubro não chegassem em quantidade suficiente.
Outra alternativa, que depende menos do estado e mais da disposição dos vizinhos, é a proposta de construir um canal para retirar água da bacia do Rio Paraíba do Sul, que abastece o Rio de Janeiro.
4 – O SISTEMA CANTAREIRA CONSEGUIRÁ SE RECUPERAR? QUANDO?
Deixar o manancial se esgotar, como está ocorrendo, gera graves efeitos ambientais. O esgotamento de uma represa afeta os lençóis freáticos do entorno e todo o ecossistema.
“Esses mananciais precisam ser preservados e não explorados à exaustão. É uma questão de preservação da qualidade da água”, diz Roberta Baptista Rodrigues, doutora em recursos hídricos e professora dos cursos de Engenharia Ambiental e Sanitária e de Engenharia Civil da Universidade Anhembi Morumbi.
Recuperar esses sistemas vai ser muito mais complicado, mesmo com chuvas. À medida que o nível da água reduz, aumenta a taxa de evaporação, porque o solo fica mais seco e em contato com a atmosfera. Assim, a água da chuva infiltra e evapora”, acrescenta.
Segundo análise estatística do comitê que monitora a crise, o sistema tem só 25% de chance de acumular entre dezembro e abril de 2015 uma quantidade de água (546 bilhões de litros) suficiente para repor o “volume morto” usado emergencialmente e ainda devolver ao Cantareira 37% da sua capacidade antes do próximo período de estiagem.
5 – VAI TER RACIONAMENTO?
Para especialistas em recursos hídricos, SP já deveria estar racionando água, tanto para poupar este recurso quanto para preservar os mananciais. Sujeitar 9 milhões de pessoas a regime de racionamento não é uma decisão fácil. Mas é necessária, segundo Marco Antonio Palermo, doutor em engenharia de recursos hídricos pela USP.
“O uso do volume morto é uma estratégia paliativa e muito deletéria, que não trata o problema de forma estrutural. Pior, está virando rotina. Isso não pode ser prática de uma política de gestão de recursos hídricos, que deve focar na produção de água e no uso do volume útil”, defende.
Segundo ele, se São Paulo tivesse iniciado o rodízio no começo do ano, não teria sido necessário recorrer à reserva técnica, que só seria usada como estratégia última. Com isso, cresce o risco de SP enfrentar um racionamento drástico com o aprofundamento da crise.
6 – E SE AS CHUVAS NÃO VOLTAREM EM OUTUBRO E NOVEMBRO PARA ACUDIR OS RESERVATÓRIOS? SP CORRE O RISCO DE FICAR SEM ÁGUA?
“Somente se não chover até outubro é que teremos problemas”, disse, em maio, o diretor de relações com investidores da Sabesp, Mario Sampaio. No pior cenário, a água se esgota até outubro, pelo cálculos do grupo de monitoramento da crise, formado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado (DAEE).
Os cálculos contrariam a afirmação do governo de que até março de 2015 água está garantida. Recentemente, a Sabesp anunciou que pode recorrer ao volume morto do Alto Tietê, o segundo maior sistema de água da Região Metropolitana.
Estimativas apontam que a medida daria apenas um mês de sobrevida ao sistema. Qual será o plano C, quando a última gota chegar? Procurada pela redação, a Sabesp não se manifestou até o fechamento desta reportagem.
Agora que a crise já está instalada, começam a sair do papel projetos antigos que podem proteger a cidade de futuros colapsos. É o caso da construção de um novo reservatório de água, em Ibiúna, fruto de parceria público-privada, prevista para ser concluída em 2018.
Alan Souza
29 de julho de 2014 6:17 pmNão tinham nem Plano B…
Qual será o plano C, quando a última gota chegar?
Não tinham nem plano B, que dirá C!
(Na verdade, vendo onde as coisas chegaram, a gente vê que não tinham nem plano A. Se tinham, era algo mais ou menos como “deixa como está pra ver como é que fica”…)
altamiro souza
29 de julho de 2014 6:27 pmdepois de vinte anos
depois de vinte anos governando sãopauloincompetentemente agora a trucanalha talvez tenha que agilizar na marra esse projeto que estaria concluído – dentro do grande planejamento tucanóide – só em 2.018…
eita, bagualhões de jestão…acabarão todos no centro hípico da avenida paulista com as bestas do satãder.
KURK
29 de julho de 2014 6:39 pmE o picolé de chuchu vai se
E o picolé de chuchu vai se eleger, incrível este estado, nem a falta de água desidrata o chuchu.
Maria Luisa
29 de julho de 2014 6:56 pmO volume morto de SP
“Por se tratar de uma área mais funda, essa reserva “técnica ou estratégica”, como diz o governo, serve de zona de sedimentação dos micropoluentes no ambiente aquático e, também, de alguns metais pesados. Quando remexida, pode impactar não só a qualidade da água, mas a vida dos seres daquele ecossistema.”
E nenhum procurador entrara com um processo em cima do governo de SP ? Se fosse a prefeitura a responsavel, advinhem em quanto ja estaria a grita e os processos!
Jorge Luis
29 de julho de 2014 6:59 pmO “Plano C” é culpar o PT,
O “Plano C” é culpar o PT, claro.
rosenvald flavio barbosa
29 de julho de 2014 7:02 pme viva o picolé de xuxu…………..
viva!!!
Francisco Andrade
29 de julho de 2014 7:18 pme os dividendos?….
Verifiquem, nos últimos anos, o quanto a Sabesp tem pago de dividendos aos acionistas ( sempre os mesmos de outras privatizações). Uma quantia absurda de dinheiro. Teria sido este o motivo para a falta de investimentos ?
não aumentar as despesas para gerar mais lucro,…
Jorge Leite Pinto
29 de julho de 2014 7:18 pmE quanto aos “dividendos”
E quanto aos “dividendos” pagos aos acionistas depois da privataria? Nunvadinha?
sergioa
29 de julho de 2014 7:21 pmPrecisa chover 546 bilhões de
Precisa chover 546 bilhões de litros em 5 meses (109 bilhões de litros por mês), um verdadeiro diluvio biblico, e não se pode retirar uma unicaca gota durante todo este tempo para que o nível do quanta-areia fique com 37% do volume útil.
Isto se ficar somente nos 182,5 bilhões de litros do volume morto que foram autorizados pelo ANA.
Como o estado de SP tem 200 milhões de m2, quanto tem que chover por dia no quanta-areia?
Conta rápida: 1 mm de chuva signifca 1 litro por m2.
546 bilhões de litros dividido por 200 milhões de m2 (area do Estado De SP) dá 2730mm de chuva em 5 meses.
Média menal de 546mm no estado inteiro.
Estou achando que a turma esta muito otimista em dizer que a chance disto acontecer é de 25%.
Nem que toda a chuva do estado de São Paulo do período pudesse ser canalizada todinha para o Cantareira.
Vamos ser honesto o apagão hidrico de SP já é fato.
PSDB o partido do apagão.
AlvaroTadeu
29 de julho de 2014 10:54 pmInimigos da Matemática.
Prezado Sérgio A. Acompanhei seu raciocínio, concordo com ele, mas não concordo com suas operações de multiplicação. O estado de São Paulo tem 248.222 km2 de área. Um km2 possui um milhão de metros quadrados, ou 10ex6 (10 elevado à sexta potência). Arredondando para baixo, a área do nosso estado é de 248 bilhões de metros quadrados. Suas contas estão generosas para o Alckmin em mil vezes…rs! Resumo da ópera. A situação é mil vezes pior do que o imaginado.
sergioa
30 de julho de 2014 11:17 amAlvaro, obrigado pela
Alvaro, obrigado pela correção.
Isto faz com que a coisa fique menos tenebrosa.
Ainda assim acho improvável que durante cinco meses chova 546bilhões de litros no sistema cantareira. E mesmo que chova, ainda assim tem a retirada de água diária para abastecimennto da população.
Se conseguirem baixar a vazão para 10m3/s isto vai demandar cerca de 26 milhões de metros cubicos por mês. Ou seja precisaria de pelo menos mais 130bilhões de litros em chuva, para que a represa chegue ao nível de 37% do volume útil no final de Abril.
Malú
29 de julho de 2014 7:27 pmComo já disseram, o Plano C
Como já disseram, o Plano C deve ser culpar o PT. Já deve ter uma equipe se descabelando em estudos de como culpar o PT pela seca em SP. Hoje, na Globonews numa discussão no Estúdio I sobre se o racionamento é inevitável ou não a titular do programa interropia a toda para lembrar que podemos ter crise de energia no ano que quem. Mas, como o assunto não tinha nada a ver com o que estava sendo discutido deixaram ela pendurada na brocha. Ela bem que tentou levar o assunto para os direcionamentos da casa, mas não deu né Maria, porque a falta de água em São Paulo com política ou sem política já é uma realidade, realidade que o Alckmin se recusa a encarar.
José X.
29 de julho de 2014 7:30 pmGeraldinho Pinheirinho já
Geraldinho Pinheirinho já tinha em suas costas o crime contra a humanidade que foi a desocupação do Pinheirinho. Crime contra alguns milhares de pessoas.
Agora está cometendo crime contra a humanidade, mas contra milhões de pessoas, fornecendo água possivelmente contaminada com metais pesados.
Se o MP paulista não estivesse na cama com os tucanos talvez Geraldinho Pinheirinho estivesse correndo sério risco de ir para a prisão em flagrante delito.
Pedro M.
29 de julho de 2014 7:47 pmOs empresáriosda indústria
Os empresáriosda indústria certamente não estão alheios à iminente crise hídrica de São Paulo. Penso que já estão revendo seus planejamentos de investimentos para 2015, inclusive com previsões de mudanças de fábricas para outros estados. O custo do desemprego é apenas um dos reflexos desse desastre chamado Geraldo Alkimin.
Mortos eis
29 de julho de 2014 7:51 pmÉ absurdo desconhecer que fáz
É absurdo desconhecer que fáz mais de 30 anos que se pode prever quando será seco como mais de 5 anos de antecedência e que, portanto, só governo irresponsávelmente imprevidente é que justifica alguma desgraça por seca
André Paulistano
29 de julho de 2014 7:53 pmFaz 10 anos que a SABESP sabe
Faz 10 anos que a SABESP sabe desse problema e nada fez.
Muito pelo contrário: desde 2004 recebeu da ANA (Agência Nacional de Águas) outorga para utilizar o Sistema Cantareira DESDE QUE fizesse estudos para não depender tanto deste Sistema:
Fontes:
https://jornalggn.com.br/noticia/ministerio-publico-vai-apurar-descumprimento-de-outorga-da-sabesp-no-sistema-cantareira
http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,cantareira-e-vista-como-insuficiente-desde-2004,1131244
Quais os resultados do estudo? Quem não cumpriu os prazos dados? A que conclusões chegou o inquérito do Promotor José Eduardo Ismael Lutti?
SÁVIO SOBREIRA
29 de julho de 2014 8:36 pmRodízio ou Racionamento, qual a diferença ????
Os tucanos vêm de há muito enganando a população da cidade de São Paulo e região metropolitana, abastecidas pelo sistema Cantareira, diz que não faz racionamento mas tem moradores dessas cidades que tem água nas torneiras um dia e outro não…. Afinal, qual a real diferença entre o rodízio tucano e o racionamento da Sabesp ????
José Ayres Lopes
29 de julho de 2014 8:39 pmE os VERDES onde estão?
Cadê o Partido Verde, sempre tão lambebotas do PSDB? Por que não saem às ruas e pedem a cabeça do governador?
Ricardo Cesar
29 de julho de 2014 9:06 pmAinda vão falar que a saída é
Ainda vão falar que a saída é privatiza o Cantareira!
MZ
29 de julho de 2014 9:48 pmEfeito no PIB
Quanto custará ao PIB esta falta de água em São Paulo? Quantos investimentos deixarão de serem feitos nas indústrias dependentes de água, qual o prejuiízo agrícola?
Ivan de Union
29 de julho de 2014 9:55 pmAecio disse que vai sobrevoar
Aecio disse que vai sobrevoar o Cantareira pra ver e promete resolver o problema assim que for presidente.
mcn
29 de julho de 2014 10:00 pmQuanto a desertificação de SP afetará a economia?
Segundo o professor Júlio Cerqueira César, serão necessários pelo menos 10 anos para reverter a situação dos reservatórios paulistas.
A questão é: quanto isso afetará a produção industrial de SP e do país, no período?
—
Júlio Cerqueira César: Alckmin vai deixar passar as eleições para uma operação de guerra na crise da água?
http://www.viomundo.com.br/denuncias/julio-cerqueira-cesar-como-fazer-com-que-alckmin-assuma-sua-responsabilidade-na-crise-da-agua.html
Ivan de Union
29 de julho de 2014 11:03 pm“A questão é: quanto isso
“A questão é: quanto isso afetará a produção industrial de SP e do país, no período?”:
“Sooooo deiiiixxooo meeuuuu Tiiiieeeeteeeeeeeeeee noooooo ultimoooo paaaaau de araaaaraaaaaa”…
cezar perin
29 de julho de 2014 10:31 pmPerguntem aos Tucanos e não
Perguntem aos Tucanos e não ao Governo federal
Raí
29 de julho de 2014 10:39 pmNão culpemos São Pedro. Ele não tem nenhuma obrigação de…
Em 2009, a Fundação de Apôio à USP, alertou ao governo do Estado, e aos orgãos que deveriam cuidar do abastecimento de água do Estado, e à Sabesp, que eles deveriam iniciar “imediatamente” um plano para conviver com esta possibilidade, porem eles fizeram-se surdos, e…
Na outorga, ou na renovação da licença para a Sabesp continuar explorando este serviço aos paulistas, foi enfatizado pelos mais conceituados técnicos, que a concessionária, deveria ter um plano para jamais ter que usar a reserva técnica, pois alem da água ser inadequada, este uso prejudicaria o reservatório e o custo disto tambem, seria contraproducente, e…
Paliativos como bombardear núvens esparsas e distantes das cabeceiras e dos reservatórios, a um custo de R$ 4,5 Milhões de Reais(que será devidamente cobrado dos usuários) assim como “sonhar” com o bombeamento de água de rios do R.J, tambem não resolverão o problema que é bem mais “profundo” que estas pequenas intervenções.
Agora que há uma determinação do MPF, que inicie-se imediatamente um racionamento na capital, o governo, pensando politicamente, tenta “cobrir o sol comuma peneira, e enganar a todos, confiando em São Padro.
Não é por aí.
Raí
29 de julho de 2014 10:50 pmComo não tinham plano B ?
Tinham sim. Seria, como está sendo, remunerar equitativamente, conforme combinado e acôrdado os dividendos da Sabesp, com investidores, que nunca aprovariam que seus recursos, fossem investidos para preparar planos de contingência, e agora prometem que em 2018, eles terão feito alguma coisa. Só que até lá…
Marcos Antônio
29 de julho de 2014 11:15 pmSe ainda conheço o psdb, a
Se ainda conheço o psdb, a água acaba depois das eleições…
bill
29 de julho de 2014 11:18 pmNem com chuva!
E a sabesp já sabe que as chuvas não resolverão o problema. Ela só está esperando acabar a eleição para fazer um drástico racionamento. E deverá perdurar por toda a próxima gestão. Vença quem vença, não haverá outra opção de curto prazo para resolver a crise hídrica da RMSP.
E a prova de que não é a chuva que resolverá o problema é que de março/14 a julho/14 choveu 81% da média histórica para o período e a afluência (parcela dessa água de chuva que chega efetivamente no reservatório) foi de apenas 23% da média histórica.
É um círculo vicioso, quanto mais baixo o nível do reservatório, menos água de chuva chega até ele, pois eleva-se a perda de água por infiltração e por evaporação. O cantareira entrou em colapso e é sob essa premissa que deveriam ser feitas as simulações pelos especialistas, e não com as médias históricas de afluência.
A chuva esperada de agosto até março é de 1300 mm. Com a afluencia atual de 23% (que é uma consideração otimista, pois o reservatório está abaixando e vai reduzir ainda mais essa relação) a previsão é de mais 580hm3 de água. O detalhe é que nos últimos 12 verões só em 2 foi atingida essa quantidade de chuva.
Desses 580hm3, 480hm3 deverão ser consumidos até março/15 (8 meses de retirada mensal, na média atual, de 60hm3), e sobrarão 100hm3. Essa sobra mal dá para repor o volume morto. Chegaremos a abril/15, início do período seco com, no máximo, 5% do volume útil do cantareira, situação muitíssimo pior que a desse ano quando, no início de abril/14, o cantareira estava com 13,1%.
E se a chuva prevista (que já vai ser insuficiente) falhar?? E se a razão de afluência cair ainda mais?? E se o sistema alto tietê também secar?? Fiquei com a boca seca. Deixa eu beber um pouco dágua (do morto), enquanto tem.
peregrino
29 de julho de 2014 11:59 pmcomo tucanos são mestres do impossível…
conseguirão encarecer a coisa mais barata do Brasil, água
rita
30 de julho de 2014 12:02 amse a gente mapear a cidade de
se a gente mapear a cidade de são paulo vamos encontrar muita fonte de agua soterrada. foram soterradas pois a cidade precisava crescer a todo o custo. depois com uma população que só aumenta foram buscar agua para abastecer essa população cada vez mais longe. e o que aconteceu? o crescimento das cidades proximas a represa mataram os mananciais de água.nem os municipios, nem as imobiliarias, nem governo nenhum ligou para isso.e o cantareira morreu!
Fernando J.
30 de julho de 2014 12:02 amSabesp distribui até 60% lucros aos acionistas governo Alckmin
Em 1994, com a justificativa de que assim conseguiria mais dinheiro para investir em abastecimento de água e tratamento de esgoto, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) decidiu se tornar uma empresa de capital misto. Duas décadas depois, 50,3% de seu controle acionário se encontram nas mãos do Estado, enquanto 47,7% das ações são de propriedade de investidores brasileiros (25,5%) e estrangeiros (24,2%).
Embora o estatuto social da Sabesp determine que os acionistas podem receber 25% do lucro líquido anual da empresa (relação que o mercado chama de payout), a concessionária chegou a bater recordes em distribuição de dividendos durante o governo Geraldo Alckmin (PSDB). Em 2003, por exemplo, ano seguinte à vitória do tucano nas urnas, 60,5% do lucro líquido da Sabesp foram parar no caixa de acionistas. Na verdade, desde a sua entrada na bolsa de valores, em 2002, a Sabesp nunca registrou payout inferior a 26,1%.
Estimativas feitas com base nos dados divulgados em março de 2014 pela Diretoria Econômico-Financeira e de Relações com os Investidores apontam que, entre 2003 e 2013, cerca de um terço do lucro líquido total da Sabesp foram repassados aos acionistas. O montante é da ordem de R$ 4,3 bilhões, o dobro do que a Sabesp investe anualmente em saneamento básico.
segue: http://csbbrasil.org.br/sabesp-distribui-ate-60-dos-lucros-aos-acionistas-durante-governo-alckmin/
Marcos Antônio
30 de julho de 2014 12:49 amIsso que é almoço grátis…
Isso que é almoço grátis…
João Maria Fernandes de Sousa
30 de julho de 2014 12:53 amNão me iludo, até Outubro o
Não me iludo, até Outubro o Instituo Millenium e a Opus Dei darão um geitinho (de gestão) de devidamente colocar o quase colapso de abastecimento de H2O em Sun Paulo no colo de Dilma Roussef.
Quem transforma bolinha de papel em ICBM, helicóptero de aliado tucano com 500kg de farinha da boa em notícia sem importância e aeroporto familiar irregular feito com dinheiro do povo mineiro em indenização à familglia de Aécio Neves, é capaz sim de qualquer coisa.
Carlos Cathalat
30 de julho de 2014 1:12 ame a geração de energia………
Será porque ninguém fez ainda qualquer relação entre a falta de água e a produção de energia nas barragens do estado de São Paulo?
Ainda vao acabar pondo a culpa no PT por incentiva-los tanto a gerar energia nos limites da irresponsabilidade com a manutencao em alta do preco pago pela energia eletrica produzida nas hidroeléctricas dos estados.
Sera quê estou errado?
Carlos Cathalat
30 de julho de 2014 1:12 ame a geração de energia………
Será porque ninguém fez ainda qualquer relação entre a falta de água e a produção de energia nas barragens do estado de São Paulo?
Ainda vao acabar pondo a culpa no PT por incentiva-los tanto a gerar energia nos limites da irresponsabilidade com a manutencao em alta do preco pago pela energia eletrica produzida nas hidroeléctricas dos estados.
Sera quê estou errado?
Motta Araujo
30 de julho de 2014 3:06 amO unico plano viavel é razer
O unico plano viavel é razer agua das grandes represas dos sistema Paranapanema que não estão sofrendo perda sensivel, já que captam agua da bacia Parana-Paraguai. Para são necessarias obras de transporte da agua por dutos, é uma obra cara mas dentro da capacidade financeira do Estado, já deveria ter sido projetada há 20 anos.
A longo prazo, um programa de reuso de agua de serviço, como já existe em Santo André, dá para recuperar 40% da agua hoje fornecida a S.Paulo.
Malú
30 de julho de 2014 4:47 amSeria cômico se não fosse
Seria cômico se não fosse trágico, o Jornal Nacional de hoje tentando convencer os paulistanos de que a seca foi boa porque conseguiram limpar o rio. Mostraram o leito do rio seco e cheio de plástico e depois de limpo sem a sujeira. Só faltaram dizer que essa seca foi uma benção porque agora o leito do rio está limpo. Essa Globo não tem vergonha de de fazer papel ridículo na ânsia de defender seu candidato, o Alckmin.
Túlio Carvalho
30 de julho de 2014 11:24 amjingle
Vai faltar água no Itaim?
Vote no Alckmin!
Jossimar
30 de julho de 2014 11:42 amOs Paulistanos merecem
Os Paulistanos merecem isto.
Em todos os estados onde estes tucanos imcompetentes foram governo fizeram serviço porco.
Outros estados souberam trocar a tempo, antes que as coisa piorassem.
Creio que outros vão trocar este ano. Nestes, os tucanos não ficaram mais de 20 anos direto no comando.
Somente estes aloprados paulistas insiostem com os tucanos. Então eles merecem este castigo.
valmir pelegrini
30 de julho de 2014 1:44 pma verdade do consumo
muito boa a questão mas tenho uma dúvida é o homem que consome muita água ou é o estado que não trata o esgoto, se consumimos 100 litros de água por dia quanto devolvemos em esgoto
Antonio C.
30 de julho de 2014 2:42 pmComentário
Com a palavra, o PV, partido que gosta de pular em galho onde fica tucano.