Chuvas no Espírito Santo deixam 49 mil pessoas fora de casa, informa Defesa Civil

Mais de 49 mil pessoas deixaram suas casas no ES por causa das chuvas

    Carolina Sarres
    Repórter da Agência Brasil

    Brasília – A Defesa Civil do Espírito Santo confirmou que mais de 49 mil pessoas precisaram deixar suas casas devido às chuvas que atingem o estado nos últimos dias. Do total, cerca de 44,5 mil estão hospedadas na casa de parentes e 5,3 mil em abrigos. O número de mortos chega a 14 até o momento.

    A estimativa é que 20 mil quilômetros de estradas tenham sido destruídos e danificados pelos temporais, que atingiram mais fortemente 48 dos 78 municípios do estado. A Defesa Civil alerta para o risco de alagamentos nas regiões de Linhares e Colatina, às margens do Rio Doce – cujo nível de água aumentou. Na região de Serrana, o alerta é para perigo de deslizamentos. Segundo o órgão, as defesas civis municipais estão informadas da situação e preparadas para caso seja necessário fazer evacuação emergencial.

    Os locais para a entrega de doações de cestas básicas e água mineral são: o 1º Batalhão da Polícia Militar (PM) em Maruípe, Vitória; o 2º Batalhão da PM em Iolanda, em Nova Venécia; o 4º Batalhão, em Vila Velha; no 9º Batalhão, em Cachoeiro do Itapemirim; o 11º Batalhão, no centro, em Barra de São Francisco; o 12º Batalhão, no bairro José Rodrigues Maciel, em Linhares; e na escola Honório Fraga, em São Silvano, em Colatina.

    As orientações da Defesa Civil são para que a população que vive nas áreas de risco vá para um local seguro; fique atenta à movimentações de terra; tenha em mãos o telefone da Defesa Civil no município; evite áreas alagadas, terrenos acidentados, locais em que há buracos, bueiros abertos e fiação elétrica exposta. O órgão alerta que trincas no chão, inclinação de cercas, postes e árvores são indícios de deslizamento – a orientação é para que, nesses casos, o local seja abandonado imediatamente.

    O população atingida pode solicitar atendimento por meio do número de emergência 193.
     

    Edição: Carolina Pimentel

     

    3 Comentários

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    Paulo Henrique Tavares

    - 2013-12-26 12:48:07

    Não é tão simples assim. A

    Não é tão simples assim.

    A ocupação dos espaços é baseada nos critérios mais egoísta.

    A moradia é a lei do cão, ou seja, cada um dá seu jeito e quem não tem jeito, restam apenas as favelas e córregos de rios, ou seja, onde poucos querem.

    Na verdade,´o modelo de ocupação do solo é uma máquina de conflitos.

    Motta Araujo

    - 2013-12-25 22:56:31

    http://www.dec.ufcg.edu.br/sa

    http://www.dec.ufcg.edu.br/saneamento/HDren_04.html

    A TRAGEDIA DAS ENCHENTES- A engenharia de drenagem é uma area do conhecimento basicamente resolvida

    pelas primeiras civilizações nos primórdios da Historia há 8.000 anos. Os romanos sabiam drenar aguas pluviais com técnicas não muito diferentes das de hoje, os Incas e Aztecas tambem faziam excelentes obras de drenagem.

    A engenharia brasileira conhece há muito tempo como evitar que grandes chuvas inundem estradas e cidades.

    Então o problema não é de técnica. O problema é de GOVERNO. Nossos governos não tem interesse ou capacidade para fazer obras de drenagem porque são invisiveis e não dão votos, assim eles pensam. Verbas existem, tanto que o Ministro da Integração Nacional que deveria cuidar desse setor destinou 403 milhões de reais para o seu feudo eleitoral , o Estado de Pernambuco. A inundação de estradas por aguas de chuva é algo inconcebivel no Terceiro Milenio, estradas são obras de engenharia que no seu projeto devem prever a ocorrencia de chuvas sazonais.

    A engenharia rodoviaria, setor dos mais antigos da engenharia brasileira, tem PERFEITO CONHECIMENTO onde a agua se acumula numa estrada. Tubulões de aço deveriam levar a agua por gravidade para longe da estrada a partir de bacias de captação. Não há desculpa para enchentes em estrada a não ser desidia, corrupção, incapacidade de governar, a drenagem em estradas é muito mais facil e exequivel do que na area urbana mais habitada.

    Em São Paulo graves problemas de inundação faceis de ocorrer em uma cidade que asfaltou grande parte do seu solo foram aliviadas em parte pela construção de piscinões, na realidade grandes caixas dágua subterraneas para armazenar as aguas embaixo da terra e não invadindo as casas, ideia do Prefeito Paulo Maluf. 

    Aliás o Prefeito Haddad, um inovador, poderia determinar a colocação obrigatoria de pisos permeaveis nos enormes patios de estacionamentos de shoppings, supermercados, cinemas, é absurdo ser tudo asfaltado quando poderia ser lajotado permitindo a infiltração da agua em parte do solo, o mesmo para monumentos, espaços em torno de predios,

    vencendo por lei o fascinio do paulistano por granito, asfalto e concreto, todos inimigos imemorais das aguas.

    Existem alguma enchentes inevitaveis quando grandes rios extravsam suas bacias de contenção e atingem casas ribeirinhas. Para amenizar esse problema tambem existem métodos como retificação do rio, barragens, interferencia no curso das aguas por canais. Os holandeses conseguiriam construir um Pais abaixo do nivel do mar utilizando técnicas de engenharia hidraulica mediante barragens, estações de bombeamento, eclusas. Agua de chuva sempre

    conviveu com o homem naTterra, não é nenhuma novidade, a não ser para os incompetentes politicos brasileiros.

    Há tambem o fato de que não sendo as obras de drenagem visiveis aos cidadãos, grande parte das verbas é desviada sem ninguem perceber, não fazer drenagem reduz consideravelmente o custo de estradas.

     

    No caso dos rios há tambem condições de previsibilidade e um sistema de DEFESA CIVIL deveria ter condições de ao menos avisar as pessoas e ter um esquema para retira-las das casas a tempo com alguns pertences e aloja-las.

    É isso que se espera de um Pais civilizado, que por demagogia e populismo preferiu investir 50 bilhões em estadios de futebol e tantas outras bobagens,  frivolidades, mordomias, fantasias e desperdicios, esquecendo de prioridades infinitamente  mais prementes para as populações pobres e sofridas deste complicado pai

    A registrar e cumprimentar com emoção e carinho a solidariedade de cidadãos comuns do Espirito Santo dedicando o Natal para ajudar seus semelhantes  que ficaram sem casa, comida, roupa e leite das crianças, com pouco ou nenhum apoio governamental, algo inaceitavel para um Pais que se pretende ""a 6ª potencia economica" ou coisa que o valha, vivendo de ufanismos tolos quando tragédias tão previsiveis como essa ocorrem sob nossos olhos.

     

    Motta Araujo

    - 2013-12-25 19:52:30

    Uma tragédia de grande porte,

    Uma tragédia de grande porte, o Espirito Santo foi contemplado com 13 milhões de Reais no Orçament do Ministerio da Integração Regional para desastres ambientais, foram remetidos 3,6 milhõs, já para Pernambuco, Estado do Ministro Fernando Bezerra, com pretensões politicas lá nesse Estado, o Ministro destinou 403 milhões. Esse é o magnifico governo de ""coalizão"" que está levando o Brasil ao abismo.

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