Jornal GGN – No início do atual mandato de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo, o governo decidiu contratar, por sugestão da Artesp (Agência Reguladora dos Serviços Delegados de Transporte do Estado), a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para auditar os contratos firmados com as concessionárias de rodovias. Ainda em 2011, o então secretário de Transportes Saulo de Castro Abreu ameaçou revisões contratuais que poderiam reduzir o lucro das empresas que exploram os pedágios estaduais em centenas de milhões de reais. O insucesso dessa revisão no âmbito administrativo empurrou a batalha para campo jurídico.
Foi o que noticiou a Folha de S. Paulo na edição impressa do domingo (18), na reportagem “Governo de São Paulo abre ‘guerra das rodovias'”. Nem o governo estadual e tampouco as três empresas acionadas na justiça (SPVias, ViaOeste e Renovias) comentaram a disputa por quase R$ 1 bilhão, metade do que as companhias teriam recebido indevidamente a partir de aditamentos de contratos feitos em 2006, durante a gestão de Cláudio Lembo, então no DEM. O hoje pessedista assumiu a equipe de Alckmin quando este se ausentou para disputar a presidência da República.
A negociação feita no apagar das luzes do governo Lembo teriam elevado a taxa interna de retorno das concessionárias de 18% para 25% ao ano. Entre 2006 e 2012 – ou seja, nos anos que atravessaram o governo do sucessor de Lembo e correligionário de Alckmin, José Serra – as concessionárias receberam indevidamente o total de R$ 2 bilhões, segundo estimativas da Artesp.
Quem fez a defesa do Executivo na manhã desta segunda-feira (19) foi o ex-secretário de Gestão Pública, deputado governista Davi Zaia (PPS), em entrevista à Rádio CBN. Zaia é relator da CPI dos Pedágios – a primeira que a oposição a Alckmin conseguiu emplacar contra o tucano nos últimos quatro anos. Segundo o popular-socialista, a investigação parlamentar dedica um capítulo a essa “guerra das rodovias”. Embora sete dos nove integrantes da comissão sejam aliados a Alckmin – sendo que o presidente, Bruno Covas (PSDB), é neto de um dos governadores investigados, Mário Covas – Zaia garante que essa CPI não acaba em pizza.
A defesa do governo tucano
A Davi Zaia (foto), o jornalismo da CBN colocou as seguintes questões: o governo Alckmin assume que houve erros no aditamento de contrato com as concessionárias, em 2006? Se sim, por que só agora – mais de sete anos depois – o Estado se movimentou para tentar recuperar metade dos R$ 2 bilhões que as empresas receberam indevidamente entre 2006 e 2012?
O relator da CPI dos Pedágios saiu pela tangente negando que o governo Alckmin tenha demorado para adotar alguma medida. “Pelas informações que a gente tem, no caso da Artesp, o processo tem um certo tempo. A ação na justiça é um coroamento de todo o processo interno que foi feito, de levantamento de análise, consultoria através da Fipe, para que pudessem averiguar se [o aditamento] estava correto ou não”, disse.
Com aval da Procuradoria-Geral do Estado, a Artesp abriu processos sigilosos para anular as alterações contratuais realizadas em 2006. As concessionárias de rodovias, por outro lado, dizem que os aditivos seguiram critérios técnicos e que não houve ganho indevido. O que há, na avaliação das empresas, é “forte conotação política” nesse caso.
“Quando se discute se a prorrogação dos contratos foi feita de acordo com a lei ou não, pode ter havido no momento do aditivo alguma falha. Na medida em que o governo entra na justiça, ele já deve ter identificado que há pontos que podem ser revistos. (…) Nós não identificamos isso. Nós queremos apurar os detalhes. (…) Ainda não recebemos a documentação [solicitada à Artesp], mas o objetivo da CPI é verificar se os preços dos pedágios estão de acordo com o que foi previsto nos editais e contratos, e se eventuais aditivos se justificam dentro do que estava previsto para as empresas operarem”, pontuou Davi Zaia.
Durante a entrevista, o ex-secretário destacou que na semana passada, em consonância com a entrada do governo na justiça contra as concessionárias, os adversários de Alckmin na CPI apresentaram dois requerimentos aprovados por unanimidade. Um pede todos os relatórios e contratos firmados entre o Estado e as concessionárias de rodovias. O outro solicita que os documentos acumulados ao longo da primeira CPI dos Pedágios, instaurada na Assembleia Legislativa de São Paulo em 1999, sejam resgatados na apuração atual.
Resgatando a CPI de 1999
Com as tarifas mais caras do país, o governo paulista já enfrentou uma CPI dos Pedágios antes, no final do mandato de Mário Covas. Na ocasião, o foco da investigação era o formato de concessão pública onerosa utilizada pelo Estado – que destoava das práticas federais – e seus desdobramentos.
Já naquela época, o relatório final do então deputado Edmir Chedid apontava para a necessidade de uma agência reguladora que controlasse melhor os contratos da área, além de maior participação do Executivo estadual na discussão das tarifas impostas aos usuários das estradas. A CPI também colocou em xeque o destino dos recursos arrecadados.
De lá para cá, o controle que o governo deveria ter sobre o tema não aumentou como deveria. As mudanças feitas nos termos assinados em 2006 envolveram reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos beneficiando as empresas.Os termos aditivos valem até 2018.
Os ganhos indevidos, segundo a conclusão da Artesp, foram motivados principalmente por dois fatores: projeções superestimadas de recolhimento de ISS, PIS e Cofins e contas superestimadas de perdas sofridas pelas empresas em anos anteriores.
Na avaliação do governo Alckmin, a anulação dos aditivos de 2006 poderia reduzir a tarifa de pedágio, promessa de campanha do tucano há anos.
Segundo a Folha, o governo vai acionar mais empresas na justiça até o próximo mês.
Ivan de Union
19 de maio de 2014 9:10 pmPOSE eleitoral.
Nada feito,
POSE eleitoral.
Nada feito, Xuxu: va pastar!
Lucinei
19 de maio de 2014 11:39 pmAcho que é o chapéu da
Acho que é o chapéu da campanha, Ivan.
C. Acácio
19 de maio de 2014 9:25 pmCom a possibilidade , real ,
Com a possibilidade , real , de perder o governo de SP para o PT , os tucanos começaram a limpar as gavetas . Contratos suspeitos , facilidades inexplicáveis , prevaricações , etc , serão objeto , daqui para a frente , de medidas pseudo-higienizadoras …
Wagner Moraes
19 de maio de 2014 9:26 pmManchete correta
A manchete correta:
Com sete anos de atraso @folha_com e @geraldoalckmin_ declaram guerra por dinheiro de pedágios!
Ivan de Union
19 de maio de 2014 9:37 pmResumindo:
Nao vai ter copa,
Resumindo:
Nao vai ter copa, cozinha, e banho.
Ta feio!
lenita
19 de maio de 2014 9:59 pmIncrível como os governos do
Incrível como os governos do PSDB atuaram em todas as frentes p/ “tungar” o estado. Mas é bem capaz deles continuarem administrando o estado. os Paulistas perdoam todos os “deslizes do partido”, com medo dos comunistas e mensaleiros do PT. O mal que uma imprensa PIG não faz a um estado e suas receitas ao encobrir tudo, ou mostrar só uma frestinha.
Quintela
19 de maio de 2014 10:08 pmSó eleitor trouxa cai nesse
Só eleitor trouxa cai nesse conto!
Em vespera de eleição e com o povo sem água!!!!
Picolé de Chuchu tá mais mafioso do que nunca!
Viu que o povo tá tomando banho com hora marcada… isso quando toma!
Agora promessas com 7 anos de atraso…
Ruy P F Neto
19 de maio de 2014 10:13 pmMãe Alckmin.
Depois da morte de Mãe Dinah ficou Mãe Alckmin. Tucano burro garanto que nasce torto.
hugo1
19 de maio de 2014 10:38 pmFactóide para alimentar
Factóide para alimentar manchetes as vésperas das eleições. Acredite quem quiser.
emerson57
19 de maio de 2014 11:34 pmpedagião
sem entrar no mérito:
mensalão _ ou – R$ 80 milhões
pedagião R$ 2 000 milhões
não seria o caso de exigir que a mídia nativa dispendesse espaço proporcional para os dois casos?
e no ésseteéfe:
é… u ma …di nhei ra ma …senhores! ,,,o mai or …as sal to …ao … erá rio …na …his tó ria… da… re pú bli ca!
hc.coelho
19 de maio de 2014 11:51 pmÉ uma mensagem
Acho que entendi. Claro que entendi. É uma mensagem:” Meus amigos empreiteiros, olha o que pode acontecer com vocês se o pt ganhar. Comigo, vocês já sabem, eu falo mas depois esqueço e ficamos quietinhos (eu e nosso querido pig)”. Resultado vai chover contribuição para a campanha do psdb/pig. Do tal empresariado que está desanimado com a Dilma que só lhes deu uma enxurrada de consumidores, juros baixo e energia elétrica com 28% de desconto, quer dizer, nada.
E eu pergunto: e onde está o mp de sp que vê isto tudo, assim explicitado pelo próprio suspeito, e não toma nenhuma providência. Ou ficou também na pasta esquecida por sete anos?
Ser psdb/pig é ter certeza da impunidade.
Lucinei
20 de maio de 2014 3:21 amTambém acho isso. Comentei
Também acho isso, hc. Comentei com Ivan a mesma coisa.
E, realmente, da imprensa ninguem deve esperar nada muito republicano: aquela postura da edição do debate lula x collor é regra atualmente. Eu chamo de guerra total de comunicação e acho que, excetuando o pessoal da matrix, a maioria percebe isso com clareza meridiana.
Mas do MP, é verdade, ainda se espera algo desses coxinhas, sim.
IV AVATAR
20 de maio de 2014 1:34 amTucano só rouba no atacado e todos os vem como bons gestores
concessionárias receberam indevidamente o total de R$ 2 bilhões, segundo estimativas da Artesp.
Alguém sabe me informar se existe algum escândalo envolvendo o PSDB que não seja na casa dos bilhões de prejuizos aos cofres públicos. Mas quem está preso é o João Paulo Cunha por causa de um empréstimo de 50 mil reais, devidamente quitado, para sua campanha eleitoral; quem está preso é ZD ninguém sabe por qual crime; quem tá preso é Zé Genoino por ter sido avalista num empréstimo bancário devidamente quitado. Triste.
RAYMOND GOODVENTURE
20 de maio de 2014 10:51 amPEDAGIOS EM SAO PAULO SOBREPRECO NAS TARIFAS
EM SAO PAULO A DIREITA SE ECONTRA E SE ENCANTA. HA QUASE VINTE ANOS NO PODER O PSDB CONSOLIDOU UMA FORTALEZA CONSERVADORA APARELHADA NOS TRES PODERES ( JUDICIARIO/LEGISLATIVO/EXECUTIVO), SERAO NECESSARIOS ANOS AMFIO PARA DESMONTAR ESTA ESTRUTURA CONSOLIDADA. OS MOMENTOS FINAIS DO PSDB EM SAO PAULO SERVIRAO PARA OCULTACAO E DESTRUICAO DE PROVAS QUE POSSAM ALCANCA-LOS. COM UM MP. ALIADO E OMISSO SERA IMPOSSIVEL CONSTRANGER OS ATUAIS GOVERNANTES A PAGAREM POR SEUS DESVIOS ETICOS ADMINISTRATIVOS!
Hansel
20 de maio de 2014 3:03 pmEm outras palavras, o Picolé
Em outras palavras, o Picolé quer que todos acreditem que os ccriadores dos pedágios paulistas entregaram a mina de ouro a terceiros desinteressadamente.
Luís CPPrudente
20 de maio de 2014 4:59 pmPSDB faz de conta que investiga e cobra, mas…
O PSDB de Geraldo Alckimin, em véspera de eleições, anuncia que vai lutar pelo direito dos consumidores das rodovias pedagiadas. Eles vão lutar só no PIG, através da propaganda, ops, noticiário das famiglias do PIG. Mas no concreto, na justiça e na cpi do pedágio tucano, eles vão empurrar com a barriga e enrolar, enrolar, enrolar…o eleitor paulista.
Enquanto isto o Picolé de Chuchu inaugura o “volume morto” do Sistema Cantareira, mas não consome a água que vem desse “volume morto”.