4 de junho de 2026

A história do banco Sal.Oppenheim

Por Motta Araujo

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BANCOS HISTÓRICOS – SAL.OPPENHEIM & CIE.

Fundado em 1789 em Bonn, Alemanha, depois mudou sua sede para Colônia, uma das capitais financeiras da Europa. Salomon Oppenheim e seus filhos Simon e Abraham tornaram-se os grandes financiadores da navegação, ferrovias e industrialização do Ruhr, fundaram a Cologne Insurance Company, das maiores da Europa no Século XIX. Em 1834 por casamento aparentaram-se com os Rothschilds, concorrentes com sede em Frankfurt. O filho de Simon, Albert, em 1858 converteu-se ao Catolicismo e o filho de Abraham, Eduard, converteu-se ao Protestantismo. Em 1868 Albert foi enobrecido pelo Rei da Prússia e futuro Imperador Wilhelm I, podendo usar a partículo “von” antes do sobrenome. Na Primeira Guerra a Casa Oppenheim lançou nove emissões de bônus do Império Alemão para financiar a Guerra, tornaram-se o bancos dos ricos alemães por sua absoluta confiabilidade em tempos de crise e hiperinflação.

Na ascensão do nazismo os Oppenheim, já arianizados no Século anterior fizeram expressivas doações ao Partido Nacional Socialista, inclusive doaram seu importante Stud de Cavalos de Raça para a SS mas não impediu que dois herdeiros, Waldemar e Friedrich fossem para campos de concentração e executados.

Em 1945, finda a Guerra, a Casa Oppeheim renasceu sob controle da família, financiou a firma de automóveis Audi, tornou-se o maior banco privado da Alemanha, com 1.500 empregados e na reunificação da Alemanha foram os principais “Advisors” financeiros do Governo Alemão para reprivatizar toda a Alemanha Oriental.

Em 2009 o banco Sal.Oppenheim & Cie. com 400 bilhões de Euros de ativos foi vendido ao Deutsche Bank, mantendo seu nome e identidade bicentenária, em várias fases chegou a ser maior que o Banco Rothschild.

 

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2 Comentários
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  1. alexis

    23 de dezembro de 2013 12:06 pm

    Sempre o toque final “holocáustico”

    “..não impediu que dois herdeiros, Waldemar e Friedrich fossem para campos de concentração e executados.”

    Existe o costume de concluir qualquer historia de judeus, ricos ou pobres, com alguma execução nazista. Chegar a seis milhões de vitimas envolve um exercício periódico e constante de manter e acrescentar os números, ou alguém poderia pensar que é um exagero. Na procura simples pela internet, sobre a família Oppenheim, mostra-se que o Waldemar faleceu em 1952 e o Friedrich em 1978, bem depois do final da guerra.

     

    1. Motta Araujo

      23 de dezembro de 2013 1:05 pm

      http://www.yadvashem.org/yv/e

      http://www.yadvashem.org/yv/en/righteous/stories/oppenheim.asp

      Meu caro, vc tem toda razão, escrevo sempre de memoria e de fato os barões Oppenheim foram prsos pela Gestapo mas não executados. A questão é um detalhe na narrativa, não muda muita coisa e eu não sou daqueles que usa esse tema

      em comentarios e nesse caso não muda a biografia do banco.

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